760 – Grupo Ilumiara lança álbum Cantos de Trabalho no Cine Teatro Brasil, em Beagá (MG)

O Grupo Ilumiara promoverá neste domingo, 13, o show de lançamento do álbum Cantos de Trabalho, a partir das 19h30, no Cine Teatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte (MG). Formado por Alexandre Gloor, Carlinhos Ferreira, Leandro César, Letícia Bertelli e Marcela Bertelli, o Grupo Ilumiara tem repertório marcado por cantigas que vêm dos mestres da tradição em Minas Gerais e de fontes sonoras e textuais de diversos outros pesquisadores tais como Mário de Andrade e Ayres da Mata Machado. O disco, gravado e mixado por Bruno Correa e masterizado por Chico Neves, tem arranjos elaborados pelos músicos Kristoff Silva, Rafael Martini, Felipe José e Leandro César, que também realizou a produção musical. Sérgio Pererê cantará como convidado em faixa especial sobre os Vissungos, cantos tradicionais dos negros da região de Serro e Diamantina (MG).

Cantar e trabalhar são necessidades humanas universais. Em cada tempo e lugar, o  teor da vida indica o entoar de cantigas, de danças e de batuques que se ligam a gestos e modos de fazer. Das peculiaridades étnicas, geográficas, históricas e culturais deriva o universo diversificado dos chamados Cantos de Trabalho. É inspirado por esse universo que o Grupo Ilumiara produziu este primeiro disco, totalmente dedicado aos cantos de trabalho. O Ilumiara é um dos grupos que vem apresentando este tema como convidado do projeto do Sesc Sonora Brasil,  que prevê a realização de 130 concertos em todos os estados do Brasil, a partir de julho. Os giros prosseguirão até o segundo semestre de 2016, passando neste ano pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. Na segunda fase, em 2016, será contemplado o público das regiões Sul e Sudeste.

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718 – Quilombo Oriental, segundo álbum de Gustavito (MG), chega ao acervo do Barulho d’água Música

div2Créditos de Henrique Bocelli
Gustavito, em pé, defronte à bicicleta, com a banda de Quilombo Oriental ao fundo (Foto: Henrique Bocelli)

O Barulho d’água Música recebeu o álbum Quilombo Oriental, segundo trabalho de Gustavito, artista de nova geração de compositores de Minas Gerais, disco produzido de forma independente e com participação da banda A Bicicleta, que há 4 anos acompanha o cantor e compositor que nasceu e reside em Belo Horizonte.

Quilombo Oriental  apresenta sonoridade “bem brasileira e solar, com canções que trazem uma atmosfera de cores vivas em arranjos tocados de forma bem solta”, conforme os músicos definiram em texto enviado ao blogue e utilizado como um das bases para esta matéria. Yuri Vellasco (bateria), Pablo Passini (guitarra), Felipe José (contrabaixo) e Christiano de Souza (percussão) acompanham Gustavito. Às bases instrumentais, gravadas ao vivo, somam-se as vozes de das cantoras Luana Aires, Irene Bertachini e Deh Mussolini em arranjos inovadores elaborados para surpreender o público. Além destes oito músicos d’A Bicicleta, o disco conta ainda com a participação especial da clarinetista Joana Queiroz (RJ) que gravou em algumas faixas.

Quilombo Oriental sucede Só o Amor Constrói (2012). Viabilizado por campanha pública de financiamento coletivo na internet, o novo disco tem primoroso encarte e projeto gráfico multicoloridos que remetem ao espírito que Gustavito imprime nesta obra singular, mas que mescla conteúdos do imaginário oriental — como a deidade elefante Ganesha, deus da prosperidade e removedor de obstáculos, mais as vacas sagradas do hinduísmo — ao africano — zebras, girafas e tambores –, costurados por brasileiros — araras e baianas — como que a sugerir que no solo de Pindorama e devido à nossa cultura acolhedora aqueles signos de universos distintos ao se sincretizarem, mesmo guardando suas peculiaridades, instaurariam uma nova e bendita pátria; por esta visão coletiva de mundo que se assentam em duas matrizes, criariam um conjunto de valores que propõe alegria e a comunhão fraterna e libertadora.

BRASIL / MINAS GERAIS / BELO HORIZONTE / TRANSBORDA 2015 / A AUTÊNTICA / Dia #4 - Delbi (FRA) + Tudo Bem (BRA-FRA) + Gustavito (BH) 11/06/2015
Com Gustavito Amaral Ganesha (oriente) encontra ao som de ritmos ijexás (quilombola) a possibilidade de compartilhamento de valores diferenciados que podem ter o Brasil como solo para se afirmarem, pátria acolhedora que abriga filhos de várias culturas e permite por meio do sincretismo uma nova concepção de vida e de comunhão, espiritual e fraternal (Foto: Flávio Charchar)

As onze faixas remetem, ainda, ao processo de transformação pelo qual o compositor revela estar passando, em sintonia com o tempo e a cidade, marcados pelo carnaval de rua e pela afro-brasilidade mesclada à uma intenção de busca espiritual. Essa marca pessoal foi naturalmente agregada ao trabalho de Gustavito a partir da manifestação do bloco Pena de Pavio de Krishina,  no qual o compositor atua cantor e violonista conduzindo melodicamente a celebração de mantras e clássicos populares em ritmo de ijexá. “Quilombo Oriental expressa a resistência da cultura popular associada à espiritualidade expandida: a flor de lótus do tambor”, destaca o autor.

Nascido em Beagá, Gustavo Amaral é voltado desde os 13 anos para a música, tocando inicialmente baixo em uma banda de punk rock de garagem. Rapidamente envolvido pela flexibilidade musical, começou estudos de violão clássico e passou sua segunda fase musical imerso no rock progressivo por meio do trio Diapasão, gravando o primeiro álbum de sua história: Opus IParalelamente, envolveu-se fortemente com a obra de expoentes nacionais como Chico Buarque, Milton Nascimento, Alceu Valença e Raul Seixas (todos tratados por Gustavito como “cantautores”); o Maluco Beleza, por sinal, foi um dia “zito” — ou “ito” como o Gusta que iria nascer.

Ainda com o contrabaixo vieram Agualuz, Urucum Na Cara e Diapasão Sexteto,  gerando um álbum com cada. Em carreira solo Gustavito gravou, primeiro, Só o Amor Constrói, fruto de um acúmulo de trabalho e energia por parte do compositor que durante anos maturou a ideia de registrar em álbum suas canções autorais, buscando uma forma autêntica para saciar sua sede de expressão artística.

O processo de gravação foi iniciado no estúdio coletivo Casa Azul, em dezembro de 2011. Gustavo se trancou no estúdio durante duas semanas e gravou o que seria a estrutura da maior parte das músicas do disco, com contrabaixo acústico e elétrico, guitarra, cuatro venezuelano, marimbas, harmônio indiano, vozes e alguma experimentação, além do violão, elemento fundamental de todas as composições e arranjos do disco. 

Crescido na Casa Azul, Gustavito, de faces multicoloridas e repertório autoral, hoje é violeiro e cantador. A gravação de um videoclipe (Nina, em parceria com Laboratório Filmes e a associação Quem Não tem Cão Cata Com Ácido) sela o início dessa história de botar pra fora. Já vieram dois álbuns e algumas viagens mundão a fora. Espalhando as canções. Penas de Pavão chegaram para coroar a vontade de falar sobre o invisível. Romper barreiras. Uma geração que ocupa as ruas e faz história. Procria a liberdade em Espaços Comuns, e nos grãos de amor pra plantar no chão. O impulso para compor e gravar veio da vontade de gritar para o mundo num raio arco-íris que estava ali e tinha algo a dizer. Com a banda A Bicicleta veio uma nova fase e o amadurecimento musical gerou uma sonoridade consistente de identidade forte. As cores se avivaram mais ainda.

Gustavo Amaral, agora Gustavito, é um importante nome da cena musical independente de Belo Horizonte, onde atua como multi-instrumentista, arranjador e compositor. Sua formação bastante diversa passa pela graduação nos bares da vida e pelo extrair poesia de dentro dos sapatos para avivar a criatividade do cidadão comum e germinar pequenas e grandes explosões para que se conheçam e multipliquem-se os afetos e os Quilombos Orientais.

A banda A Bicicleta é composta por Gustavito Amaral (voz e violão); Felipe José (baixo); Irene Bertachini (voz); Yuri Vellasco (bateria); Luana Aires (voz), Di Souza (percussão), Pablo Passini (guitarra) e Deh Mussulini (voz). Veja a agenda de Gustavito Amaral em http://www.gustavito.com.br/agenda e encontre mais informações em +55 31 99781-7887, +55 31 99746-1227 e producao@gustavito.com.br

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704 – Ilumiara, grupo que é atração do projeto Sonora Brasil, lança álbum sobre cantos de trabalho

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O Ilumiara vai lança o disco em Beagá, mas antes promove turnê na Bahia, no Acre e no Pará: Foto: Raphael Carmona/Sistema Fecomércio/DF

 

Fonte do texto: Grupo Ilumiara

Cantar e trabalhar são necessidades humanas universais. Em cada tempo e lugar, o  teor da vida indica o entoar de cantigas, de danças e de batuques que se ligam a gestos e modos de fazer. Das peculiaridades étnicas, geográficas, históricas e culturais deriva o universo diversificado dos chamados Cantos de Trabalho. Inspirado por esse universo, surge o Grupo Ilumiara, que está lançando seu primeiro disco, totalmente dedicado aos cantos de trabalho, e em dezembro vai apresentá-lo em Belo Horizonte (MG). O Ilumiara foi convidado pelo Sesc para apresentar esse repertório de cantos de trabalho dentro do projeto Sonora Brasil e realizar 130 concertos em todos os estados do Brasil. A turnê teve início em julho e prosseguirá até o segundo semestre de 2016. Em 2015, serão contempladas plateias das regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. Na segunda fase, em 2016, o público das regiões Sul e Sudeste.

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