1463 – Disco de Túlio Mourão que comemora 50 anos de carreira do pianista mineiro concilia experimentações e antagonismos

#MPB #MúsicaInstrumental #ClubedaEsquina #JazzMineiro #Piano #CulturaPopular #Divinópolis #BH #Beagá #BeloHorizonte

Lançado ao final de 2020 na sequência de um livro autobiográfico, o álbum de menos de 40 minutos conta com participações de Chico Amaral, Toninho Horta e Juarez Moreira

O ótimo Barraco Barroco, mais recente álbum instrumental do mineiro Túlio Mourão, está nas lojas e nas plataformas digitais há quase um ano. Foi lançado em 26 de novembro de 2020 como atração do Festival Tudo é Jazz, promovido em Ouro Preto (MG), pouco tempo depois da publicação, em dezembro de 2019, de Alma de Músico, livro no qual Mourão revelou como escritor a mesma maestria que tem como pianista ao transformar situações triviais em boas crônicas e imprimir a bastidores da MPB o valor de documento histórico. Barraco Barroco, de brevíssimas nove faixas, tem menos de 40 minutos! Eu o ouvi já “n vezes”, mais pela qualidade das músicas do que pela duração do disco, ensaiava publicar matéria a respeito desde a primeira vez que a agulha da vitrola as espalhou pela redação, mas vinha sendo atropelado pela demanda que, felizmente, tem chegado ao Barulho d’água Música de trabalhos tão excelentes quanto este no qual Mourão celebra cinco décadas de estrada brindando os ouvidos de amigos e fãs com composições que reúnem influências da música erudita ibérica, da música instrumental dos anos 1960 e do rock progressivo dos anos 1970, com participações de Juarez Moreira, Toninho Horta e Chico Amaral. Então, fim de papo, vamos ao texto!

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1437 -Wolf Borges (MG), cantor e compositor, lança oitavo álbum e comemora 40 anos de carreira

#MPB #PoçosdeCaldas #MinasGerais #MúsicaIndependente #CulturaPopular

Wolf Borges, por Simone Guimarães

­O cantor e compositor Wolf Borges (MG) reuniu um time de respeitados músicos para gravar o oitavo álbum de sua carreira, em comemoração aos 40 anos de estrada: Canto Para Manter Viva a Nossa Arte. O título não poderia ser mais sugestivo diante não apenas da pandemia de Covid-19,  flagelo que tomou conta do mundo e vem causando dor, desespero, empobrecimento crônico, o aumento de mazelas sociais e mortes mundo afora, mas também face à destruição gradativa da cultura e da arte que vem sendo posta em prática como política pelo governo de Jair Bolsonaro. O disco de Borges, com 12 faixas, enviado de Poços de Caldas (MG) pelo autor ao Barulho d’água Música, abriu as audições matinais deste sábado, 11/9, aqui no Solar do Barulho, onde está a redação do blogue, em São Roque, interior de São Paulo.

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1418 – Álbum síntese da música, Clube da Esquina foi concebido há 50 anos*

#MPB #ClubeDaEsquina #CulturaPopular #BeloHorizonte #MG

  • Título da matéria da revista Carta Capital cujo linque é:

https://www.cartacapital.com.br/cultura/album-sintese-da-musica-clube-da-esquina-foi-concebido-ha-50-anos/

Um dos discos mais pica das galáxias da cultura popular brasileira, que serviu de afirmação para o Clube da Esquina, está completando meio século sem jamais sair da lista dos preferidos por quem ama a boa música feita no país!

Concebido em 1971, lançado em 1972, o bolachão duplo Clube da Esquina já chegou chamando a atenção pela icônica capa que trouxe a dupla de garotos¹ numa alusão aos amigos Lô Borges e Milton Nascimento, o Bituca, dois dos músicos integrantes da plêiade que inaugurou o grupo e revolucionou a MPB. A imagem, semioticamente, já vale como amostra das fusões propostas e alcançadas pelo disco cujas 21 faixas, entre outros elementos, fundem sonoridades e ritmos afros com brasileiros e latinos, entre outros méritos que fazem dele um clássico atemporal que quebrou regras mercadológicas e de produção fonográfica vigentes até então.

Matéria da revista Carta Capital (ave, Mino Carta e equipe, uma taça de vinho!) publicada em 17 de julho, assinada pelo jornalista Augusto Diniz, traz uma avaliação detalhada do discaço nas palavras do violeiro, compositor, arranjador e pesquisador Ivan Vilela. Há mais de uma década mergulhado no estudo do movimento da trupe (que juntou mineiros da gema, mas não só) em seu aspecto relativo às inovações musicais, Vilela conta, por exemplo, que elas “foram fortes e emblemáticas”, conforme poderá ser lido abaixo no texto de Diniz que o Barulho d’água Música reproduz em azul, na integra, com a devida vênia do veículo, do autor e do entrevistado.

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1344- Disco do trombonista Vittor Santos com Orquestra de Mato Grosso celebra obra de Milton Nascimento

#MusicaInstrumental #MPB #MiltonNascimento #ClubeDaEsquina

Álbum Flores, Janelas e Quintas que recebe a regência do maestro Leandro Carvalho ganha edição exclusiva nas plataformas digitais

O lançamento do álbum Flores, Janelas e Quintais pela Produtora e Gravadora Kuarup convida o público para um inesquecível passeio pela música de Milton Nascimento e pelo célebre Clube da Esquina. O disco disponível com exclusividade nas plataformas digitais reúne canções rearranjadas para orquestra por Vittor Santos e seu infalível arcabouço criativo, embora o trabalho não tenha sido uma tarefa fácil, a começar pela escolha do repertório: oito peças especialmente selecionadas em um acervo tão extenso quanto primoroso.

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1336 – Graziela Medori e Alexandre Vianna lançam disco dedicado à obra do Clube da Esquina

#MPB #ClubeDaEsquina

Nossas Esquinas, que a Kuarup já disponibiliza nas plataformas virtuais e também sairá no formato físico, revisita composições dos dois antológicos álbuns do grupo musical mineiro, um dos mais famosos de todos os tempos no país

O Clube da Esquina nasceu de um encontro de artistas que agitava a confluência das ruas Divinópolis com Paraisópolis, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte.(MG), promovendo forte junção entre músicos e compositores mineiros, mas acima de tudo, da amizade entre eles, que foi o maior dessa geração de artistas que descobria a música uma forma de se expressar. Milton Nascimento, Lô e Márcio Borges, Fernando Brant, Nelson Ângelo, Ronaldo Bastos, Beto Guedes, Toninho Horta e Wagner Tiso, dentre outros, contribuíram para a criação de uma sonoridade única que reúne influências forte da banda britânica The Beatles, da música latino-americana, dos negros e dos índios com o canto das igrejas, com letras cujos temas abordam a importância da amizade genuína e revelam momentos políticos vividos na década dos anos de 1970, fincadas em raízes ancestrais e no sentimento coletivo de amor e perseverança.

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1332 – Novo álbum da Kuarup celebra seis décadas da carreira de Caçulinha

João Alberto Silveira Freitas, presente!

#VidasNegrasImportam #TodasAsVidasImportam #UseMáscara #EviteAglomerações

#MúsicaBrasileira #MPB #CulturaPopular

#ForaBolsonaro

O garoto que aos oito anos despontou tocando “uma sanfoninha”, hoje aos 80 um dos mais reconhecidos  e queridos músicos populares do país,  é celebrado em disco que registra apresentação dele e vários dos seus inúmeros amigos no Teatro Itália, em São Paulo

O músico Caçulinha, aos 80 anos, está lançando novo disco, pela produtora e gravadora Kuarup. O álbum, em comemoração aos seus 60 anos de carreira, está disponível em todas as plataformas digitais e em edição física. Caçulinha é o carinhoso nome artístico de Rubens Antonio da Silva, compositor, multi-instrumentista nascido em 15 de março de 1940, em São Paulo. Filho do violeiro Mariano e sobrinho do também violeiro Caçula, com quem o pai formou urna das primeiras duplas caipiras a gravar discos, ganhou o apelido de Caçulinha como homenagem do pai ao tio. No ano de 1959, lançou pela primeira vez um disco 78 rpm solo, pela gravadora Todamérica. O primeiro elepê seria gravado em 1963 pela Chantecler com o título Música Dentro da Noite – Caçulinha e seu Conjunto, Ainda na década de 1960, lançou mais cinco álbuns.

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1282 – Do concreto armado ao horário nobre: como, após ser apresentado a Elis, Tunai ganhou notoriedade na MPB

Cantor e compositor que emplacou vários sucessos em trilhas de telenovelas e a exemplo de Belchior morreu dormindo, resolveu trocar o diploma de Engenheiro Civil pelo microfone e pelo violão depois de a Pimentinha gravar As aparências enganam, uma das mais de 200 criações da obra do autor de Frisson. E o projeto de um DVD, com algumas inéditas, pode, em breve, chegar para amenizar a dor dos amigos e fãs

O feeling de Elis Regina para sacar músicas de outros autores que ela podia interpretar com a graça e o talento que possuía se não ajudaram Belchior, Renato Teixeira, Adoniran Barbosa e Ivan Lins a chegarem aonde chegaram após ela dar voz a Como Nossos Pais, Romaria, Tiro ao Álvaro e Madalena, entre outros compositores e canções, no mínimo, deu um empurrãozinho. Entre eles os que por ventura já não estavam depois caíram no gosto do público, e pelos próprios méritos se tornaram ícones incontestáveis da MPB, construindo trajetórias de tamanha grandeza que as canções deles interpretadas pela Pimentinha hoje são “apenas” uma das pulsantes estrelas das próprias constelações que iluminam as respectivas carreiras. Para o mineiro Tunai, a influência de Elis Regina não foi menor; na verdade talvez, conforme ele mesmo chegara a declarar aos dar os primeiros passos rumo á fama, tenha sido decisiva, levando-o a trocar sem pestanejar projetos de engenharia civil pelos palcos, microfones e seu violão.

Para tristeza dos que gostam do perfil da música do qual estamos tratando aqui, na manhã do domingo, 26, Tunai foi encontrado pela esposa, morto, em sua casa, no bairro carioca de Santa Tereza. O atestado de óbito indica que ele sofreu parada cardíaca enquanto dormia — assim como Belchior em abril de 2016, entretanto no caso do cearense autor de Como Nossos Pais devido ao rompimento de uma parede da artéria aorta, conforme foi confirmado mais tarde pela autópsia. Tunai era José Antônio de Freitas Mucci, e estava com 69 anos, foi cremado na tarde da segunda-feira, 27, depois do velório no Memorial do Carmo, no bairro carioca do Caju, situado na zona portuária do Rio de Janeiro, para onde acorreram à despedida amigos, admiradores e familiares, dentre os quais o irmão, o sambista João Bosco, também natural de Ponte Nova, município da Zona da Mata mineira, mas quatro anos mais velho.

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1268 – “Vendedor de Sonhos”, com canções escolhidas por Fernando Brant, chega ao mercado

Disco já em todas as plataformas digitais contém 20 canções cujos intérpretes o mineiro de Caldas escolheu para dar alma ao projeto idealizado pelo sobrinho, Robertinho

Antes de desencarnar em junho de 2015, vítima de complicações cirúrgicas decorrentes de um transplante de fígado, o compositor mineiro Fernando Brant estava desenvolvendo com o sobrinho, Robertinho, um projeto para gravar Vendedor de sonhos e, pessoalmente, escolhia, um a um, quem deveria interpretar vinte dos seus principais sucessos, parte do rico repertório de 320 composições que assinou, 110 das quais em duo com Milton Nascimento. A travessia de Fernando interrompeu os planos por algum tempo, mas para a sorte de quem gosta de boa música, agora como homenagem póstuma, as canções foram gravadas e o disco já se encontra nas principais plataformas digitais, lançado pelo selo carioca Biscoito Fino.

Para quem está brincando de “amigo secreto” ou pretende presentear alguém no Natal, tai uma bela dica para surpreender e agradar em cheio, sem medo de dar bola fora; eu, por exemplo, farei aniversário dia 26 e ficaria trifeliz se recebesse o regalo de alguém.

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1232 – Rodrigo Bragança lança In_Ventos Poéticos, com Antonio Nóbrega e convidados, em Sampa*

Em busca de “sempre dialogar, motivar e ser motivado pelo outro”, a apresentação pretende promover um encontro de linguagens artísticas a partir do som particular e efeitos com pedais da guitarra do cantor e poeta 

*Com Tambores Comunicações

O guitarrista, compositor e poeta mineiro Rodrigo Bragança, nascido em Belo Horizonte, mas radicado na cidade de São Paulo depois de viver alguns anos em Brasília (DF), lançará neste sábado, 14, o álbum In-Ventos Poéticos/Onde o vento faz a curva, que deriva do projeto homônimo exibido em um canal do Youtube. Bragança ocupará o palco do Teatro Brincante, em Sampa, a partir das 21 horas e receberá, entre outros convidados, Antonio Nóbrega.

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1210- Sérgio Santos (MG) lança disco interpretando clássicos da MPB, pela Kuarup

Músico premiado celebra novo disco, São Bonitas As Canções, com produção de André Mehmari e participações de Nailor Proveta, Rodolfo Stroeter e Tutty Moreno e repertório que traz Edu Lobo, Chico Buarque, Gilberto Gil, Tom Jobim e Moacir Santos

O cantor e compositor mineiro Sergio Santos está lançando o álbum São Bonitas As Canções, editado pela produtora e gravadora Kuarup, escolhido para abrirmos as audições matinais de sábado aqui no boteco do Barulho d’água Música neste dia 13 de julho em São Roque, aprazível cidade do Interior paulista de Pindorama, a popular República das Bananeiras, no ano I da dinastia Bozo. Compositor reconhecido, com uma obra consagrada com o poeta Paulo César Pinheiro, indicado ao Grammy Latino e com inúmeros prêmios por suas composições, Sergio Santos  nunca havia se aventurado a gravar nenhuma música que não fosse de sua autoria em seus oito anteriores discos. Agora, no entanto, Sergio Santos resolveu pela  se entregar a esta tarefa de interpretar o que não compôs, incentivado pelo músico André Mehmari, o idealizador e coprodutor deste sofisticado projeto que conta com os músicos Nailor Proveta, Rodolfo Stroeter e Tutty Moreno.

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