1202 – Conheça “11 Estudos para Viola Brasileira”, álbum de Reinaldo Toledo (MG/SP)

Nesta semana que passou as audições aqui no boteco do Barulho d’água Música privilegiaram 11 Estudos para Viola Brasileira, álbum lançado em agosto de 2018 por Reinaldo Toledo, professor, violeiro e compositor natural de Cássia (MG), atualmente residindo em Franca, Interior de São Paulo. O disco, cujo exemplar que tocamos na vitrola gentilmente nos foi enviado pelo autor, é um trabalho que visa a contribuir de forma ampla com o desenvolvimento técnico e a expressividade musical do estudante e/ou violeiro e também para servir de material de apoio a professores do instrumento. Traz apresentação do professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador e violeiro Ivan Vilela e ganhará versão em livro de partituras no primeiro semestre de 2020. “Com sua música, Reinaldo nos conduz a uma atmosfera de sensibilidade e beleza dando assim uma imensa contribuição ao mundo da viola”, observou Vilela. “Adiante, Reinaldo, você tem sempre muito a dizer com o instrumento nas mãos.”

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1196 – Clássico do Mês vai a Londres e apresenta novo álbum de Mark Knopfler

Disco produzido por Guy Fletcher traz elementos de jazz e funk e maiores pitadas de rock, sem deixar de lado canções temperadas por blues e folk que caracterizam a carreira solo do líder do Dire Strais, somados à  doses de nostalgia na sonoridade que fãs mais saudosistas celebram.

O Barulho d’água Música retoma neste dia 31 de maio a série Clássico do Mês, mas esta nova atualização, inicialmente planejada para o álbum de Roberto Carlos, de 1971, excepcionalmente, será dedicada a outro luminoso astro da música universal, que faz sucesso dentro e fora do Brasil: o escocês de Glasgow Mark Knopfler. Neste sentido, o disco comentado hoje também não será um que fez sucesso e marcou época quando foi lançado há algumas décadas, mas, sim o mais recente do carismático e até hoje afamado ex-líder do Dire Straits. Lançado em novembro, o nono álbum solo de Knopfler chama-se Down the Road Wherever, encontra-se disponível nas mais concorridas plataformas digitais e, para quem tiver a sorte de residir ou nestes dias estiver dando um rolê nos estranjas poderá ser curtido ao vivo em um dos shows que ele, Knopfler, promoverá em sua turnê de lançamento ao longo deste mês em países como a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a França, a Alemanha e ainda a República Checa, entre outras nações europeias. Como adendo fica a informação: os shows se estenderão e chegarão aos Estados Unidos e Canadá, mas não contemplarão até 29 de setembro nenhum país das demais Américas. É melhor não acreditar em Papai Noel, mas quem sabe depois, né?

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1182 – Grupo Instrumental Cor das Cordas lança novo álbum, da Kuarup, em Sampa

Disco que passeia por canções autorais e clássicos da MPB tem as participações especiais de Zé Luiz Mazziotti, Edmundo Carneiro e André Kurchal

O grupo Cor das Cordas lançaem 10 de maio, em São Paulo, Outras Cores, título do segundo projeto do trio instrumental formado pelos músicos Edinho Godoy, Luca Bulgarini e Milton Daud pela gravadora Kuarup. A estreia do disco de dez faixas instrumentais, gentilmente nos enviado pela Kuarup, à qual agradecemos, mais uma vez, em nome de Rodolfo Zanke, está programada para o Centro Brasileiro Britânico, a partir das 20 horas (ver a guia Serviços).

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1172 – Espetáculo multicultural em Brasília marca lançamento de “Afrodísia”, de Renata Jambeiro (DF)

Projeto do quarto álbum da cantora brasiliense ressalta a força da mulher e segue a linha de pesquisa  já apresentada nos três anteriores, com sambas que flertam com a cultura popular, dialogam com células rítmicas africanas e passeiam pelo Brasil e pela África*

Afrodísia, novo trabalho da cantora, compositora  e atriz brasiliense Renata Jambeiro, foi lançado em formatos de álbum e de vídeo com um espetáculo multicultural promovido em 25 de março, no Clube do Choro, em Brasília (DF). O projeto Afrodísia segue a linha de pesquisa já apresentada por Renata, com sambas que flertam com a cultura popular, dialogam com células rítmicas africanas, passeiam pelo Brasil e pela África e, dessa vez, refletiram influências da diáspora africana, explorando as culturas portuguesa e latino-americana.

O ponto norteador é a mulher, conforme aponta o texto de apresentação de Afrodísia divulgado pela assessoria de imprensa de Renata, explicando que “Afrodísia é aquela que gera, aquela que se permite dar e receber prazer”. É a dona de si, do seu mundo, a grávida de seus próprios desejos e poderes, pronta para dar à luz toda a própria potência, sua voz, sua verdade, sua sensualidade, sua dor e suas angústias, sua gargalhada mais aberta, seu olhar discreto, suas ordens dilacerantes, sua saia rodada, seu vento, sua espada e seu escudo.

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1168 – Gabriel Levy apresenta “Terra e Lua” no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo

Disco contemplado pelo ProAc reúne 11 faixas e é uma soma da música brasileira com o universo de músicas do mundo no qual ele está envolvido desde o começo de sua carreira, no início dos anos da década de 1980

O Museu da Casa Brasileira (MCB) promoverá neste domingo, 24, apresentação com Gabriel Levy, em mais uma rodada da 20º temporada do projeto Música no MCB. Compositor, produtor e acordeonista, Levy estará no palco do terraço a partir das 11 horas para, ao lado de músicos amigos, executar as onze faixas do seu álbum de estreia, Terra e Lua, que traz composições inspiradas nas tradições regionais brasileiras.

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1162 – Ricardo Vignini lança “Viola de Lata”, na Sala Itaú Cultural, em São Paulo

Terceiro disco solo do violeiro paulistano tem doze faixas, dez instrumentais, e conta com a participação de Socorro Lira e, no show, com Tuco Marcondes*
*Com Graciela Binaghi

As tradicionais audições aos sábados pela manhã aqui na redação do Barulho d’água Música neste dia 2/3, já em pleno reinado de Momo, começaram com Viola de Lata, terceiro álbum solo do virtuosíssimo violeiro paulistano Ricardo Vignini. O disco é um mescla de influências de música caipira, nordestina, folk, rock e blues, totalmente dedicado às violas dinâmicas ressonadoras (daí o nome do disco).

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1157 – Baixe do blogue GPS Sonoro coleção de quatro álbuns com o melhor do flamenco

Discos gravados entre 2003 e 2007 reúnem  uma amostra do melhor deste gênero de todos os tempos, do clássico ao contemporâneo, nas vozes de expoentes como Paco de Lúcia, Camarón de la Isla, Tomatito e Niña Pastori

O Barulho d’água Música traz nesta atualização aos amigos e seguidores a dica para visitarem, conhecer e baixar do blogue GPS Sonoro a fantástica coleção de quatro álbuns Pa Saber de Flamenco, gravada entre 2003 e 2007 com  64 músicas (16 faixas por disco) que revelam uma amostra do melhor deste gênero de todos os tempos, do clássico ao contemporâneo. A obra também é uma boa seleção, acessível e de qualidade, dos diferentes modos de flamenco, de modo que o ouvinte compreenda como por meio desta manifestação cultural muito comum na Espanha, mas já universalizada, é possível se expressar dançando e cantando tristezas e alegrias, como se estivesse ora chorando, ora se regozijando. 

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1156 – Quando além de entreter, a música é bandeira de resistência e de resgate

Barulho d’água Música reproduzirá na íntegra nesta atualização mais uma  matéria de conteúdo relacionados à música publicadas pela Revista E (em versões impressa e digital). A revista é mantida pelo SESC para divulgação da agenda cultural e de eventos de recreação e de lazer programados a cada mês nas unidades que a entidade mantém tanto na Capital, quanto em diversas cidades do estado de São Paulo. As matérias das variadas sessões trazem pautas relativas a temas do universo das artes e de suas personagens, agentes e autores — do cinema ao grafite, da literatura ao teatro –,  uma sessão de poesias, crônicas e muito mais para uma agradável e enriquecedora leitura.  

Nesta  atualização a escolhida pela nossa redação foi Refúgios Sonoros postada em 21/12/2018 para a edição de janeiro da Revista E.  Confira toda a edição de janeiro da Revista E, números anteriores e  a de fevereiro em sescsp.org.br/revistae

Refúgios Sonoros (1)

Uma canção pode contar histórias de guerra e de paz ou acalentar saudades de quem está a milhares de quilômetros de casa. Ela também é capaz de reunir pessoas de diferentes idiomas e credos. Foi a música que deu um novo sentido ao cotidiano de imigrantes que se refugiaram no Brasil para se salvar de conflitos armados em seus países de origem. A exemplo da cantora palestina Oula Al-Saghir, do cantor congolês Leonardo Matumona e dos angolanos Amarilis Américo, Isabella D’Leon, Jacob Cachinga, Mila Cussama, Manuela Reis, Prudêncio Santiago, Rui Kelson e Wilson Madeira, que formam o coral Vozes de Angola.

Nascida na Síria, Oula Al-Saghir teve sua casa destruída pela guerra e chegou ao Brasil em 2015, acompanhada pelo marido, dois filhos e uma mala de canções árabes e poesias de resistência palestina. “Fico muito feliz quando represento minha cultura. Não precisa entender as palavras, mas sentir a melodia.

“A música é minha língua no Brasil”, prosseguiu  a cantora, que faz parte da Orquestra Mundana Refugi. Idealizada pelo multi-instrumentista Carlinhos Antunes e pela assistente social Cléo Miranda, a orquestra nasceu do projeto Refugi no Sesc Consolação, que oferecia oficinas musicais gratuitas para imigrantes e pessoas em situação de refúgio, somada à vontade de Antunes de dar seguimento a uma ação com foco nos novos imigrantes de São Paulo. No álbum de estreia, gravado em 2017 e lançado ano passado pelo Selo Sesc, a voz de Oula se une a outras vozes e instrumentistas do Congo, Guiné, Irã, França, Tunísia, Cuba, Haiti e China.

Grupo Vozes de Angola

Participei da primeira reunião quando a orquestra ainda era um projeto e sou muito feliz por fazer parte”, recordou Oula, que cresceu num meio musical, encorajada pelo pai, que tocava alaúde. “Sempre que estou no palco, esqueço meus problemas. Canto para meu pai, meu país e para mim.”

Vozes do além-mar

O cantor congolês Leonardo Matumona também investiu na música como forma de se comunicar e dar início a uma nova vida no Brasil, onde chegou em 2013 e fundou Os Escolhidos, junto a três jovens da República Democrática do Congo, que vivem em situação de refúgio no Brasil. “Quando cheguei, tinha esta vontade de fazer um grupo que representasse o que eu fazia lá. Trabalhar com música é minha paixão, e os brasileiros são curiosos para ouvir e assistir. Dessa forma, isso me faz ter um contato direto com eles”, declarou

Da mesma forma, os oito integrantes do coral Vozes de Angola, que se apresentou na 2ª Mostra Refúgios Culturais, em dezembro passado no Sesc Vila Mariana, creditam à expressão musical uma outra forma de linguagem e resistência. Chegaram ao país há 17 anos, ainda crianças, depois de terem sofrido com a guerra civil na terra natal, de onde saíram deficientes visuais. As canções que sabiam os nutriram para enfrentar preconceitos e saudades dos familiares.

“Nossa música transmite paz, amor e alegria: acho que é disso que o mundo está precisando, destacou Amarilis Américo. E, para isso, Mila Cussama acredita que é desnecessário dominar outros idiomas. “A música para nós é a linguagem da alma, porque podemos nos comunicar com pessoas de diferentes línguas”, constata. Conhecido em diversas cidades do país, o grupo segue apostando na carreira que semeou por aqui.

Superadas as dificuldades dos primeiros anos, todos os oito conseguiram estudar e fazer uma faculdade. “É muito gratificante ver as pessoas dizerem que somos inspiração. Por isso, a gente não pode desistir das coisas. Senão, não estaríamos aqui divulgando nossa cultura afro”, conclui Isabella D’Leon.


Refugiados no mundo e no Brasil*

Em meio às notícias quase diárias da entrada no Brasil de venezuelanos que fogem das precárias condições de vida no país vizinho – e às vésperas da divulgação no programa Fantástico, da Globo, que foi descoberta uma nova rota de entrada pelo país de cubanos que buscam chegar ao Uruguai – e da maciça caravana de hondurenhos e guatemaltecos, entre outros povos centro-americanos  que tentam entrar no xenófobo Estados Unidos da era Donald Trump, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) divulgou em 19 de junho, véspera do Dia Mundial do Refugiado, que pedidos de estrangeiros à procura de proteção no Brasil aumentou de 35.464 em 2016 para 85.746 em 2017, representando um incremento de 118%. Os dados constam do relatório Tendências Globais – Deslocamentos forçados 2017, elaborado pelo Acnur. Segundo este órgão, os números brasileiros acompanham um movimento global: em todo o mundo, o número de refugiados e deslocados internos chegou a 68,5 milhões em 2017, nível recorde pelo quinto ano consecutivo.

De posse deste levantamento, o Acnur atualizou os números relativos ao Brasil até aquela data: 10.264 refugiados reconhecidos e quase 86 mil solicitantes, contingente que somado ao de estrangeiros que receberam outro tipo de proteção – como a permissão temporária de residência, por exemplo, somavam quase 150 mil pessoas. E  os venezuelanos, com 17.900 pedidos, ocupavam o primeiro lugar na lista de nacionalidades que pediram refúgio em terras brasileiras. Em seguida estão cubanos (2373), haitianos (2362) e angolanos (2036).

O número de refugiados pelo mundo tem aumentado ao longo dos anos. Segundo o Acnur, em 1950, 2 milhões de pessoas se deslocaram pelo mundo. Já em 2015 foram 53 milhões. Atualmente, de acordo com o mesmo organismo, 65,6 milhões de pessoas são consideradas refugiadas, o que possui um impacto em todo planeta.

Quem são os refugiados?

Refugiado é aquele que deixa seu país de origem e teme voltar ali por causa de suas opiniões políticas, religiosas ou por pertencer a um grupo social perseguido. Neste sentido, o refugiado é diferente do imigrante que, geralmente, abandona seu país natal por motivos econômicos ou desastres naturais. Por isso, dizemos que todo refugiado é um imigrante, mas nem todo imigrante é refugiado.

Em 1951, uma convenção das Nações Unidas sobre o tema determinou que os refugiados não poderiam ser devolvidos ao seu lugar de origem. Então, para garantir este direito, os Estados que recebessem refugiados deveriam assegurar a possibilidade do refugiado solicitar o direito de asilo. Por isso, deve providenciar condições de comida, assistência médica e escola para as crianças. No entanto, esta mesma convenção não determinou nenhuma sanção caso o país de acolhida não cumprisse estas normas. A realidade é bem diferente: os refugiados muitas vezes são confinados em centros de detenção que se assemelham às prisões. Alguns têm a sorte de serem atendidos por Organizações não-governamentais (ONG) ou ordens religiosas que tentam integrá-los ao novo país.

Origem dos refugiados

Os refugiados vêm, sobretudo, de regiões que estão em guerra ou em situação de pobreza extrema. Contudo podem pertencer a um grupo populacional que seja perseguido especificamente como é o caso dos curdos. Já a Guerra da Síria é a responsável pelo maior deslocamento de contingente populacional, atualmente, e nações da África subsaariana também inspiram cuidados, especialmente o Sudão do Sul. Considerada a mais nova nação do mundo, o país enfrenta uma guerra civil que deixa milhares de pessoas sem lar.

Destino dos refugiados

Ao contrário do que muitas vezes se pensa, a maior parte dos refugiados realiza deslocamentos dentro do seu próprio país ou para nações vizinhas. Apesar dos países desenvolvidos serem o grande chamariz para quem deseja mudar de vida, a maioria acaba permanecendo em países próximos ao seu continente.

Deste modo, segundo o Acnur, os países que mais acolhem refugiados são:

Turquia 3,5 milhões
Uganda 1,4 milhões
Líbia 1 milhão
Irã 979 000

 

Refugiados na Europa

A União Europeia vem se mostrando cada vez menos generosa na hora de acolher os refugiados. Em 2017 foram concedidos 538 000 solicitações de asilo, 25% menos se comparado ao ano de 2016. Os países que mais acolhem são Alemanha, França, Suécia e Itália. No entanto, devido a mudanças no governo italiano, o país tem rejeitado um número cada vez maior de solicitações de asilo.

O bloco europeu propôs que os países dividissem os refugiados entre si, de acordo com a população e a capacidade de cada um. Contudo, a sugestão foi duramente criticada pela Polônia e República Checa, que simplesmente não aceitam mais de 15 refugiados por milhão de habitantes.

Refugiados no Brasil

O Brasil é um país tradicionalmente aberto aos refugiados e projeta uma imagem de país tolerante no mundo. Por isso, tem se tornado um destino de acolhida para vários refugiados que se veem obrigados a deixar seu país. Apesar disso, esses novos habitantes só representam 0,05% da população.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicados em 2017, os maiores contingentes de solicitantes de asilo no Brasil são:

Sírios ( O Brasil já acolheu cerca de 2.500 sírios desde o começo da guerra naquele país em 2010) 22,7%
Angolanos 14%
Colombianos 10,9%
Congoleses 10,4%
Libaneses 5,1%

 

Venezuelanos no Brasil

crise econômica e social na Venezuela fez a população daquele país buscar a vida nos países vizinhos. Dados da Organização Internacional para Migrações (OIM) – Agência das Nações Unidas para Migrações – revelam que o Brasil recebeu cerca de 30 mil venezuelanos nos anos de 2015 a 2018. Grande parte dos venezuelanos, porém, não é considerada como de refugiados, mas de imigrante. Aproximadamente 8.231 venezuelanos pediram asilo no ano de 2017, conforme o Ministério da Justiça. Como o Brasil atravessa sua própria crise política e econômica, teme-se que a xenofobia cresça no país.

1) Texto originalmente publicado na Revista E do Sesc São Paulo, edição de janeiro/2019

2) *Com Lu Sudré, do portal Brasil de Fato, São Paulo (SP)  e Juliana Bezerra, professora de História, do portal Toda Matéria

Leia também no Barulho d’água Música:

864 – Abraço Cultural abriga em São Paulo 2º Sarau pró refugiados com filmes, música e dança
1061 – Orquestra de refugiados é atração especial do MCB (SP) para Dia das Mães

 

 

1151 – “Pérola Negra”, álbum de estreia de Luiz Melodia, é o primeiro Clássico do Mês de 2019

Disco que agradou a crítica, mas não caiu imediatamente no gosto popular,     ‘   46 anos depois do lançamento é apontado entre os cem melhores do  país  conforme lista elaborada pela revista Rolling Stone Brasil

O Barulho d’água Música, dando sequência à série Clássico do Mês, dedica esta atualização a Pérola Negra, disco de estreia do saudoso Luiz Melodia. O cantor e compositor lançou o álbum em 1973, sob direção musical de Péricles Albuquerque. O convite para a gravação veio após o sucesso das interpretações de Gal Costa e Maria Bethânia, em 1971 e 1972,  das canções Pérola Negra e Estácio, Holy Estácio, incluída por Melodia entre as 10 faixas do seu trabalho de estreia.

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1149 – Yamandu Costa e Thadeu Romano aliviam saudades do mestre Dominguinhos em show único no Sesc Pinheiros (SP)*

Repertório  vai passear por músicas dos discos que o violonista gaúcho gravou com o sanfoneiro de Pernambuco, mesclado a sucessos de Tom Jobim, Sivuca, Abel Ferreira, Chico Buarque, Luiz Gonzaga…
*Com Lu Lopes (Rubra Rosa Projetos Culturais)

Yamandu Costa e Thadeu Romano vão apresentar Salve Dominguinhos, trazendo de volta aos palcos composições de Yamandu + Dominguinhos e Lado B (discos que ambos gravaram juntos, em 2007 e em 2010) com uma única apresentação marcada para a noite de sexta-feira, 1º de fevereiro, na unidade Pinheiros do Sesc da cidade de São Paulo (ver guia Serviços). Em 2018 completamos cinco anos sem o sanfoneiro pernambucano que nos deixou em 23/7/2013. Mais do que as saudades, ele nos deixou um legado imenso de obras para música. Seu Domingos, apesar de ter partido aos 72 anos, encantou jovens músicos de várias gerações e, por essa razão, sempre viveu cercado pela novidade da juventude.

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