1214 – Renato Caetano recebe Dimas Soares em nova rodada do “Viola de Feira” em Beagá (MG)

As cantorias do projeto da Picuá Produções têm entrada franca e neste ano ainda levarão ao palco Luiz Salgado e Du Santos, como convidados de Levi Ramiro e Ramon & Rozado, respectivamente nos últimos domingos de agosto e de setembro

O projeto Viola de Feira, já em seu segundo ano consecutivo sendo promovido em Belo Horizonte (MG), terá nova rodada neste domingo, 28, no Centro Cultural Padre Eustáquio quando as atrações serão Renato Caetano e seu convidado, Dimas Soares, ambos violeiros residentes na cidade, a partir das 11 horas. Caetano estará acompanhado por Gustavo Scarpa (não, não é o boleiro), guitarrista, também da Capital mineira. Coordenado pela Picuá Produções, o Viola de Feira 2019 começou em 7 de julho, com Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias.

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1081 – Conheça a obra de Cícero Gonçalves, violeiro de Teófilo Otoni (MG) que está lançando Pintura

O novo disco é o terceiro da carreira que em seu início recebeu importante apoio de Victor Martins, parceiro de Ivan Lins em Bandeira do Divino
Marcelino Lima

O acervo do Barulho d’água Música recebeu novas contribuições, gentilmente cedidas pelo cantor e compositor Cícero Gonçalves, mineiro de Teófilo Otoni que cresceu em Francisco Badaró, cidade do Vale do Jequitinhonha, região onde absorveu a base de sua cultura e aflorou a sua vocação musical. Atualmente residente em Piedade, cidade da região de Sorocaba a cerca de 100 quilômetros da capital paulista,  Cícero Gonçalves,  lançou Pintura recentemente, um dos álbuns que repassou ao blogue, junto com Na Outra Margem do Rio, de 2004. A discografia de Gonçalves conta ainda com Oferenda, mas este se encontra esgotado.

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922- Alexandre Moschella, violonista que transporta o universo de Riobaldo para as cordas, é atração da Unibes Cultural

(…) Sertão. Sabe o senhor: sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar. Viver é muito perigoso (…)

Trecho de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa

A obra do escritor João Guimarães Rosa, em especial o livro Grande Sertão: Veredas, tem merecido várias adaptações e releituras nos diversos campos das manifestações artísticas e, na música, espetáculos e discos que permitem à plateia e aos ouvintes conhecer o universo de Riobaldo, principal personagem do consagrado romance no qual o ex-jagunz conta aventuras guerreiras e espirituais mergulhado em atmosferas e sensações, não apenas narradas, mas também cantadas em sua prosa experimentalista e sonora. Um destes trabalhos que procuram aproximar o público do místico sertão roseano é o do violonista paulistano Alexandre Moschella, intitulado grande sertão: variações, atração gratuita que a Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social) Cultural programou para o sábado, 25 de março, a partir das 17 horas. 

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852 – Conheça toques do violeiro Rodrigo Delage (MG) ligados à alma do sertão e às tradições populares em BH, neste dia 14

O cantor  e compositor Rodrigo Delage (MG) será atração nesta quinta-feira, 14 de abril, de mais uma rodada do projeto Canto & Viola, que mensalmente é promovido em Belo Horizonte por Luiz Tropia e Tadeu Martins com sessões no Cine Theatro Brasil. Rodrigo Delage estará acompanhado por  Ricardo Cheib (percussão) a partir das 20h30 para apresentar músicas dos quatro álbuns da discografia que inclui o mais recente, Périplo-Viola Caipira, com 10 faixas entre as quais há uma homenagem ao poeta mato-grossense Manoel de Barros (Tratado Geral das grandezas do ínfimo), uma releitura de Correnteza (clássico de Tom Jobim e de Luiz Bonfá) e Al otro lado del río, do uruguiao Jorge Drexler, que está na trilha sonora de Diário de motocicleta (2004), de Walter Salles, e que deu Drexler o Oscar de canção original, em 2005.  Há ainda, parcerias com João Evangelista Rodrigues, Mourão Martinez,  Rafa Duarte, além de algumas adaptações de domínio público, como Pianê, pianá, e Voltado, com participações especiais de Fernando Sodré e João AraújoA única instrumental, Carinhanha, é parte da trilha sonora do documentário Carinhanha: Um Rio do Grande Sertão, de Dêniston Diamantino.

Os rios, por sinal, têm grande importância e influenciam diretamente a obra de Delage, que é de Belo Horizonte e além de músico, exerce o ofício de advogado defensor público. Rodrigo Delage viveu durante a infância em cidades do Norte do Estado, entre as quais destaca Pirapora, experiência que permitiu conhecer e até hoje seguir viajando pelo São Francisco, Rio das Velhas e Urucuia e recentemente o levou a estrelar um dos programas especiais do Globo Rural, levado ao ar, em 20 de março, sobre o Velho Chico. Neste ambiente cercado de mística e de personagens, reais e fantásticos, Delage encontra fontes das quais recolhe toques de viola ligados à alma do sertão, ao mato, às vidas que correm e habitam nas águas, às tradições populares.

A exemplo do escritor João Guimarães Rosa, Delage também se maravilha naquelas paragens e conta-nos que nestas navegações “ouve causos, grava paisagens, escuta e observa bichos”. Depois traz tudo isso para o universo da viola caipira, instrumento que passou a acompanhá-lo e com o qual se afinou depois de um breve ensaio com o violão. Em um dos seus álbuns, Imaginário roseano, este em parceria com João Araújo e Geraldo Vianna produzido como  tributo ao centenário de nascimento de Guimarães Rosa, com participações de Rolando Boldrin, Téo Azevedo e Paulo Freire, três outros mestres do gênero. O disco de estreia, Viola Caipira Instrumental (2003), conta com Pena Branca e Chico Lobo. Para os especialistas e amantes da viola, começou ali a ascensão de Rodrigo Delage ao seleto grupo dos ases, condição que reiterou na sequência, com requinte e apuro, ao gravar Águas de uma saudade.

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Rodrigo Delage, acompanhando João Araújo (de branco) e Daniel Franciscão (ao centro), durante a gravação do DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva (Foto: Arquivo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

“Desde o lançamento de Imaginário roseano, dediquei-me à composição de canções para este novo disco [Périplo-Viola Caipira]; foi um tempo necessário para minha inspiração”, observou. “O trabalho primou pelo capricho, seja na criação das músicas, na discussão das letras com os parceiros ou na montagem e execução dos arranjos, busquei dar todo o tempo à minha capacidade criativa”, disse em entrevista ao blogue Uai!. Delage pensava desde o início em um álbum “elegante”, com arranjos contemporâneos para suas canções e para a música de viola que assina. “Aproveite-me da sofisticação melódica e harmônica de algumas composições”, contou Delage ao blogueiro mineiro Carlos Herculano Lopes. Ele ainda fez observação digna de nota e que traz à cena, além do parceiro Fernando Sodré, outro conterrâneo e violeiro, Fabrício Conde. De acordo com ele, “a viola, em Minas, já não é mais ‘novidade’ como era há 15 ou 20 anos. Entendo, no entanto, que a atual criação em torno dela é de uma riqueza impressionante. Passamos por um momento em que reafirmamos a possibilidade de que a viola toque e esteja inserida em qualquer estilo ou vertente musical.’’

Em agosto de 2015 Rodrigo Delage gravou em Jundiaí (SP), ao lado de João Araújo, participação no novo DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, atendendo ao convite do regente, violeiro e professor Daniel Franciscão. O álbum deverá ser lançado ainda neste ano.

O Cine Teatro Brasil fica no coração de Belo Horizonte, ao lado da Praça Sete de Setembro, na esquina das avenidas Amazonas e Afonso Pena. Para mais informações e reserva de ingressos há os números de telefones (31) 3201.5211 ou (31) 3243.1964

 

Rodrigo Delage lança “Périplo”, terceiro álbum da carreira que dialoga com o sertão e ás águas do universo roseano

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Périplo – Viola Caipira, é o terceiro disco do mineiro de BH Rodrigo Delage, em cujo obra ecoa as águas de rios como o São Francisco, os causos, as lendas e os bichos do sertão tanto místico, quanto real, inspirador de Guimarães Rosa (Fotos: Reproduções do álbum)

O Barulho d’água Música recebeu um exemplar de Périplo-Viola Caipira, terceiro disco autoral do músico Rodrigo Delage (MG). Mais uma preciosidade para a coleção do blog, o álbum foi uma colaboração do cantador Cláudio Lacerda, um dos vários parceiros de composição e de cantoria de Rodrigo Delage.

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