Barulho d'Água Música

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1014 – Piracicaba (SP) é contemplada com a estreia do ConSertão, novo projeto de Cláudio Lacerda, com Neymar Dias e Lula Barbosa*

* Com  NTZ Comunicação e Marketing

Um novo projeto do cantador e compositor Cláudio Lacerda, o ConSertão, começará a percorrer várias cidades do Interior de São Paulo na sexta-feira, 19 de janeiro, quando estreará em Piracicaba, a partir das 18 horas. Da forma como está concebido o ConSertão promoverá apresentações gratuitas ao ar livre embaladas por um bem selecionado repertório em homenagem a compositores renomados da música caipira. A abertura está programada para transcorrer no campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), com entrada solidária equivalente à doação de 1 quilograma (1 kg) de alimento não perecível. Cláudio Lacerda estará acompanhado pelos músicos Neymar Dias e Lula Barbosa e a Orquestra Sinfônica de Piracicaba.

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878 – “Chamamento”, álbum de viola caipira de Fábio Miranda (DF): chapéu no goleiro antes do grito de gol

Há algum tempo  é corrente a expressão “o Brasil é um celeiro de craques”, guardando referência com uma manifestação cultural das mais típicas em Pindorama, o futebol.  Hoje, entretanto, o esporte bretão por aqui está mais para atividade lucrativa e científica do que hedonista ou idílica. De tão maçante que se tornou o que antes afirmava-se com toques de arte, teme-se que tenha sido quebrado um encanto do qual éramos fartamente beneficiários e aquinhoados, com direito a passarmos incontáveis vezes pela fila. Consequência desta desdita: já rareiam peladeiros fabulosos, arteiros pela macunaímica nata, aqueles que ainda podem ou tentam surpreender com um drible de nos deixar de boca escancarada, improvisando do nada um lançamento despretensioso em cujo desfecho a senhorita, após amortecida no peito do atacante, ganha o caminho que a aninhará à rede; personagem assim, capaz ou interessado em ser protagonista de um lance impensado ou improvável que vire o jogo e nos arrebate, quando pinta rapidamente é rapinado pelo mercado externo. E, quem diria, até em negócio da China acaba envolvido!

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800 – Barulho d’água Musica completa discografia do violeiro, compositor e professor Ivan Vilela (MG)

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O compositor, arranjador, pesquisador e professor universitário Ivan Vilela (Itajubá/MG) forneceu ao Barulho d’água Música arquivos de sua obra fonográfica que incluem álbuns hoje raros como Hortelã e Vereda Luminosa, Teatro do Descobrimento e Espiral do Tempo. Ivan Vilela é considerado um dos mais talentosos violeiros de todos os tempos no Brasil e não apenas em seu meio já que é muito respeitado entre os colegas músicos de todos os segmentos e ainda na Academia, ambiente no qual ajudou a despertar o interesse pelas pesquisas e produções cujo tema é a viola caipira e o universo rural a ela associado, incluindo costumes e o linguajar em variados períodos desde a colonização por Portugal. É autor de Cantando a própria história – Música caipira e enraizamento, livro da Editora da USP (Edusp). 

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659 – Ivan Vilela e José Hamilton Ribeiro, mediados por Sérgio Martins, falam sobre música caipira em festival literário de Santos (SP)

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O Barulho d’água Música acompanhou no Teatro Guarany, em Santos (SP), na noite de sexta-feira, 25 de setembro, As Raízes da Música Caipira, rodada do 7º Tarrafa Literária mediada pelo jornalista Sérgio Martins com o violeiro escritor, compositor e pesquisador Ivan Vilela (Itajubá/MG) e o jornalista José Hamilton Ribeiro (Santa Rosa do Viterbo/SP). Os convidados abordaram o tema da mesa contando fatos, causos e comentando aspectos históricos e atuais relacionados à música caipira — uma das mais ricas e duradouras expressões das tradições populares do Brasil, presente com grande força no Interior de São Paulo e em estados como MG, PR, GO.

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Violeiro Fábio Porte animará mais uma rodada do projeto Viola e Café, em Campinas (SP)

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Fabio Porte despertou interesses pela música caipira ainda menino, levado a rodas de violas pelo pai, Luis Porte, nas quais conviveu, por exemplo, com Bambico. Hoje além de estudioso e professor que toca também cavaquinho e violão, já gravou dois álbuns. Ainda neste semestre, pretende lançar o terceiro, que se chamara Trilhos da Vida.

O cantor e compositor Fábio Porte vai se apresentar no domingo, 19, como atração do projeto Viola e Café, do Sesc Campinas. Natural de São Paulo, atualmente residente em Jundiaí (SP), Fábio Porte estará no palco da área de convivência a partir das 10 horas acompanhado por Luccas Martins (percussão) e Marcelo Eduardo (violão e cavaquinho). O repertório mesclará  ritmos como rasqueado, chamamé, polca paraguaia, valsa, baião e xote, tanto por meio de composições próprias, quanto releituras de clássicos de Sivuca, Ramoncito Gomes, Renato Teixeira e Goiá.

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Orquestra de Violeiros Terra da Uva toca clássicos caipira, Chico Buarque, Led Zeppelin e até tarantella no Rancho Jundiaí

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A Orquestra Terra da Uva toca desde 2011 e sempre apresenta um repertório eclético, que mescla músicas populares brasileiras e de raiz a clássicas, vistando todas as regiões do país (Fotos de Marcelino Lima)

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Há três anos representando Jundiaí e trabalhando pela preservação, memória e divulgação de tradições da cultura popular, a Orquestra de Violeiros Terra da Uva (OVTU) apresentou-se na tarde de sábado, 8 de novembro, após um agradável almoço servido pelo Rancho Jundiaí.

Regida pelo maestro e professor Daniel Franciscão, a Orquestra é composta por 29 integrantes, dos quais 20 estiveram no palco que reuniu netos, pais e filhos, violeiros que cantaram e tocaram não apenas clássicos da viola caipira, mas também sucessos consagrados da música regional e popular brasileira, a introdução de Stairway to haven (do Led Zeppelin, para abrir Cio da Terra,  de Milton Nascimento e Chico Buarque), além da tarantella Funiculí Funiculá, dedicada por Franciscão aos imigrantes de Itália que ajudaram a fundar e a desenvolver Jundiaí.

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Levi Ramiro e Marcos Azevedo encerram programação de julho do “Caldos com Sons Brasileiros”

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Levi Ramiro, em primeiro plano, e Marcos Azevedo, ao fundo, apresentaram no SESC de Osasco canções de autoria do violeiro, variando os estilos entre o baião e a moda caipira (Fotos: Marcelino Lima)

O violeiro Levi Ramiro é considerado pela crítica e pelos amigos do meio e do peito um dos mais versáteis e notáveis do cancioneiro caipira e regional. Quem o vê tocando e cantando pela primeira vez logo dá fé, assina embaixo e espalha. O público do SESC de Osasco que comparece todas às quintas-feiras ao Deck da Cafeteria, local escolhido pela unidade para a realização do projeto “Caldos com Sons Brasileiros”, entretanto, levou para casa no dia 31 de julho a certeza de ter conhecido alguém ainda mais completo que a primeira referência que ouviu ou leu dele. Acompanhado de Marcos Azevedo ao violão, Levi deu não apenas um show de interpretação e de maestria, mostrando que das cordas dos instrumentos que ele mesmo fabrica brotam outros ritmos da cultura popular que levam a plateia em excursão por vários lugares do Brasil, com escala em países vizinhos como Argentina, Peru e Bolívia.

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Levi Ramiro, nascido em 1o. de abril, é também artesão dos próprios instrumentos e ilustre contador de causos

De saída, ainda antes de começar a cantar e a tocar o repertório anotado à mão em uma folha de papel, Levi Ramiro fez loas à lua e a reverenciou com versos de Elomar Figueira de Mello, presentes na canção Arrumação”: Ponta d´unha, lua fina risca no céu/A onça prisunha, a cara de réu/O pai do chiquêro a gata comeu”, referindo-se ao formato do satélite. Na sequência, desfiou uma seleção que incluía além de faixas do seu mais recente álbum “Capiau” (2013) o baião “Boca de Espera”, a milonga “Madrugada Solita”, os sambas “Pé de abóbora, Viola, viola” e “Samba de Roda”, a folia “Encontro de Bandeiras”, e a zamba “Mais uma saudade”. Não faltaram ainda clássicos como “Saudades da minha terra”, de Goiá e Belmonte, e “Rancho Triste”, de Pena Branca e Xavantinho; “Tristeza do Jeca”, de Angelino de Oliveira, em versão instrumental, conquistou aplausos efusivos e foi um dos momentos nos quais mais se pode presenciar o virtuosismo dos músicos.

Levi Ramiro também passeou pelas obras de Paulo Freire, amigo e sumidade da viola paulista e curiosamente nascido como ele em 1º de abril. Ambos têm ainda como marcas registradas a capacidade de recolher e contar causos dos mais engraçados aos mais fantásticos, os quais juram como convém aos que nascem naquela data se tratarem da mais pura verdade! E tome entre uma colherada e outra da canja de galinha servida naquela noite pelo SESC relatos de fartas pescarias, anedotas do trabalho e de hábitos na roça (com o cuidado de não estereotipar as personagens, mas apenas de revelar suas características naturais e mais singelas, muitas vezes moldadas pelo meio nos quais habitam), narrativas de transformação de amigos em feras como lobisomens, e de caçadas e embates com onças mata adentro, sempre enfáticos e contados nos mínimos detalhes.

Marcos Azevedo

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Marcos Azevedo começou a carreira aos 14 anos, acompanhando Pedro Bento e Zé da Estrada

Marcos Azevedo já forma dupla com Levi Ramiro há algum tempo. Paulistano, Azevedo começou a tocar aos 14 anos em apresentações de Pedro Bento e Zé da Estrada, Liu e Léu, Zico e Zeca e integrou em várias temporadas o Regional de Robertinho do Acordeon, com o qual acompanhava os convidados do programa “Viola, minha Viola”, da TV Cultura.

Programação de agosto do “Caldos com Sons Brasileiros”, com início sempre às 19 horas e degustação de sopas que variam conforme o dia e vendidas a R$ 6,50.

7 – João Ormond/14 -Edson Duarte/21- Luiz Wilson/ 28 – Arnaldo Freitas