1144 – Morre o cantor e compositor Pedro Bento (SP), parceiro de Zé da Estrada, autor de “Galopeira”

O artista estava internado há 50 dias, em São Caetano do Sul. Ao lado do seu companheiro de trajetória, gravou mais de 2 mil músicas e se consagrou pelo estilo “mariachi” adotando sombreros nos trajes e trompete nas canções

O luto começou cedo em 2019 para a música brasileira, em especial, para o gênero caipira e seus amantes com a passagem no dia 3 de janeiro do cantor Pedro Bento, que fez sucesso em dupla com Zé da Estrada. Para quem não se recorda ou sabe Pedro Bento era um dos compositores, junto com o paraguaio Mauricio Cardoso Ocampo, entre outros sucessos que emplacou com seu companheiro,  da música Galopeira, guarânia que ficou famosa na versão de Chitãozinho e Xororó. Pedro Bento estava com 84 anos e morreu por complicações de uma pneumonia após 50 dias de internação, em São Caetano do Sul, cidade da Grande São Paulo. O corpo foi cremado na sexta-feira, 4/1, em Porto Feliz, terra natal do cantor, no Interior do estado bandeirante.

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1104 – Música do Brasil perde Zé Béttio, comunicador popular que está na raiz e na alma deste blogue

Apresentador que fez fama acordando o país com bordões e personagens que estão na memória do povo morreu, ironicamente, dormindo, em São Paulo

Já há quase uma semana, na segunda-feira, 27 de agosto, foi-se embora para o Plano Celestial Zé Béttio,  que alguns grafam também como Zé Bettio, considerado por muitos “o maior comunicador popular de todos os tempos”. Se pode gerar dúvidas  o jeito como se deve escrever o nome do apresentador dos programas de rádio que marcaram a minha vida, ainda na tenra infância, e são responsáveis, hoje, por eu estar à frente deste blogue, o título entre aspas, com certeza, é mais do que merecido e indiscutível.

Vou ficar com a opção Zé Béttio, ao qual e à cuja família envio meu respeito e reverências e transmito meus votos de pesar, para recordar que minha paixão por modas de viola (primeira razão do Barulho d’água Música existir) começou e se desenvolveu ouvindo clássicos como Poeira, com Duo Glacial; Chitãozinho e Xororó e “Sessenta dias apaixonado”, com a dupla homônima; Velha Porteira, com Lourenço e Lourival; Saudades de Minha Terra, com Belmonte e Amaraí; Flor do Cafezal ou Índia, com Cascatinha e Inhana; vários dos pagodes de Tião Carreiro e Pardinho; Moça do carro de boi, com Carlos Cezar e Cristiano; As Andorinhas, com o Trio Parada Dura; Menino da Porteira, com Sérgio Reis; A Gaivota, com Léo Canhoto e Robertinho; Berrante de Ouro, com Duduca & Dalvan; Estrada da Vida, com Milionário e José Rico, entre tantas outras que ajudaram a formar meu gosto; “a música quando é boa, e não bandalheira, faz bem pra gente”, ele dizia, tocando exclusivamente música sertaneja de raiz.

Eu era um garoto medroso, às vezes de madrugada ou no começo da manhã acordava assustado (até hoje não sei por que motivo!)  e para me acalmar me aboletava aos pés da cama de meus pais, Geraldo Caetano e Catarina Anjos de Lima, que ainda não haviam se levantado, mas estavam despertos, fazendo uma “horinha”.  O “velho”, sempre ligado a um rádio à pilhas Everedy (a do “gato” ou as “amarelinhas”) que mais chiava do que “proseava”, invariavelmente estava ouvindo o Zé Béttio, na Rádio Record de São Paulo (AM 1.000 KHz), apresentador que sempre “com seu carisma e alto astral” não apenas tocava músicas de um repertório valioso, como ainda divertia muita gente com bordões e quadros com personagens memoráveis (o Gordo, o Guerino, a Fortuna — a vaca que era corintiana, “preta da cara branca; a “Gatona”) que àquela  época todos curtiam, mas que hoje, como algumas coisas ficaram chatas,  poderiam até ser tachadas de “politicamente incorretos”, sem contar o “carnaval” que promovia com cucos, buzinas, campainhas  e sons os mais estridentes para acordar todo mundo, se fosse preciso “jogando água” e mais “água” nos “cabra da muléstia”.

Zé Bettio partiu aos 92 anos. Curiosamente — para quem tirava da cama “o maridão que pensa estar com  o burro na sombra” e nossos pais e avós fazendo tanto barulho  ao ponto de, entre outros títulos, colecionar também o de “despertador do Brasil” –, morreu enquanto dormia, em casa, no bairro Horto Florestal, na Zona Norte da Capital paulista.

Era funcionário da Rádio Difusora de Guarulhos quando, ao assumir o microfone para ler um texto publicitário, acabou se tornando locutor por acaso, pois o titular do horário havia faltado. O jeito de ele transmitir o “reclame”  não passou despercebido pela direção da emissora, que acabou o efetivando, valorizando seu modo irreverente e simples de dar os recados na “latinha” .

Zé Béttio (ao volante) entre amigos, em uma rara imagem pública, às portas da Rádio Cometa, em São Paulo

Da Difusora,  Zé Béttio se transferiu para a Rádio Cometa, mas sua enorme popularidade, entretanto, ganhou corpo na Rádio Record, na década dos anos 1970, estúdio no qual seus bordões ficaram eternizados na memória de seus ouvintes e lançou diversos artistas que se tornaram consagrados, como a dupla Milionário e José Rico; ele fez parte, ainda, dos quadros da Rádio Capital.  A revista Vejinha, no dia se sua morte, observou que Zé Béttio fora  “uma espécie de Silvio Santos do rádio”, um comunicador respeitado e imitado que, com sua simplicidade, cativava a todos.

Sapateiro e jogador de futebol

Zé Béttio se aposentou apenas em 2009, encerrando a carreira na Rádio Record, aos 81 anos. Há pouco mais de dois anos sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), do qual se recuperou bem, mas vinha vivendo desde então com algumas limitações e recluso, entre a casa do Horto Florestal e fazendas que possuía em Garça e  Rinópolis, ambas no  estado de São Paulo, organizando memórias para lançar um livro que, quiçá, apareçam  editoras interessadas em publicar; é notório, ainda, que era avesso à mídia e à aparições públicas, dizem que por ter sofrido uma doença rara, a qual teria deixado marcas em sua face.

Zé Béttio era natural de Promissão, onde veio à luz em 2 de janeiro de 1926. Antes de abraçar a música, foi sapateiro e até jogou futebol no Clube Atlético Linense. Em sua carreira percorreu o interior de São Paulo e do Paraná com o trio Sertanejos Alegres (junto com Antonio Moraes e Afonso) e, após o término do grupo, passou a tocar sanfona em um concurso de calouros da Rádio Tupi, quando conheceu alguns outros músicos e formou o Zé Béttio e seu Conjunto, que se apresentou algumas vezes na Rádio Cometa e gravou seu primeiro disco, em 1958.

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Dupla João Lucas e Léo faz apresentação de música caipira em Sarapuí (SP)

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João Lucas e Léo levam aos seus shows pelo sertão de São Paulo e de Minas Gerais autênticos sucessos caipiras, consagrados por nomes como Goiano, João Pacífico, Zé Fortuna e Zé Mulato e Cassiano. A dupla subirá ao palco por volta das 11 horas para encerramento do Café Caipira e homenagem a Inezita Barroso (Foto: Divulgação Juá Produções)

Os amantes da autêntica música caipira residentes em Sarapuí, cidade situada a 150 quilômetros da Capital, na região Metropolitana Sorocaba (SP), poderão conhecer neste domingo, 19, o trabalho de João Lucas e Léo, convidados para o projeto Café Caipira, promoção da Prefeitura Municipal que transcorrerá com apoio da Associação Abaçai e Secretaria de Estado da Cultura. Diversas duplas locais se revezarão  a partir das 8 horas. Por volta das 11 horas a atração principal será convocada a subir ao palco montado na praça central e encerrar a roda.

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João Lucas & Léo fazem tributo a Inezita Barroso no Café com Viola, projeto do Sesc Campinas (SP)  

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João Lucas & Léo apresentam composições próprias e músicas instrumentais que exploram toda a vitalidade e possibilidades da viola caipira (Foto: Photozia)

 

A dupla João Lucas & Léo vai tocar e cantar neste domingo, 22 de março, a partir das 10 horas, como convidada do Sesc de Campinas para o público que prestigia o projeto Café com Viola. O repertório preparado destacará músicas do primeiro disco do duo, que está em fase de produção, entre as quais DNA Caipira, Pagode do medonho, Marcas do Progresso e solos instrumentais, que apresentam  a vitalidade e as várias possibilidades da viola caipira. Os saudosos Goiano e Inezita Barroso, ícones da música caipira e de raiz incentivadores de jovens talentos como João Lucas e Léo também serão lembrados e homenageados.

O Sesc não cobra entrada para a plateia curtir as atrações do Café com Viola e, durante cada rodada,  serve aos presentes um delicioso café matinal acompanhado por produtos típicos do campo. O endereço da unidade é Rua Dom José I, 270,  bairro Bonfim, a menos de 1.000 metros do terminal rodoviário de campinas Ramos de Azevedo. Para mais informações sobre João Lucas & Léo navegue por www.juacultural.com.br.

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Inezita Barroso vai ser lembrada por João Lucas e Léo nesta edição do Café com Viola, em Campinas (Foto: Cleones Ribeiro/Arquivo– Portal SescSP)

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São Francisco Xavier (SP) recebe João Lucas & Léo em show que fará homenagem ao compositor Goiano

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João Lucas e Léo já estão preparando o primeiro álbum e em SFX farão tributo a um dos mestres que os influenciaram, Goiano (Foto: Divulgação Juá Cultural)

 

A dupla João Lucas & Léo é a atração deste sábado, 17, na terceira rodada do Festival São Chico das Violas, que está rolando desde 3 de janeiro no acolhedor distrito de São Francisco Xavier, em São José dos Campos (SP). A apresentação, como nas duas primeiras do ano, começará às 21h30 no Largo São Sebastião, 105, com o ingresso ao custo de R$ 15,00. Promotora do festival, a Photozofia Cozinha e Arte abriu o São Chico com o casal Oswaldinho e Marisa Viana, e, no dia 10, reservou o palco para Ricardo Vignini. Em 24 de janeiro, o convidado será Zeca Collares. A programação será encerrada no dia 31, com Adriana Faria.

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Anderson Baptista e Rodrigo Nali estão entre convidados dos 35 anos do Globo Rural

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Anderson Baptista e Rodrigo Nali foram pupilos de Ivan Vilela e hoje se destacam formando uma dupla dedicada à moda de viola e o Duo Catrumano, além do Trio Carreiro e do Viola Arranjada, que contam ainda com os parceiros Ighor Áquila e Thiago Rossi  (Fotos: Marcelino Lima)

Os cantores e compositores Anderson Baptista e Rodrigo Nali estão entre as atrações a serem apresentadas neste domingo, 11 de janeiro, durante mais um especial da Rede Globo pelo aniversário de 35 anos do Globo Rural, programa de agronegócios da emissora. Entre outros expoentes das músicas caipira e regional, nesta edição o público também poderá curtir, a partir das 8 horas, a banda paulistana Matuto Moderno, com a direção do jornalista José Hamilton Ribeiro.

Anderson Baptista e Rodrigo Nali formam uma dupla cuja especialidade é a moda de viola, com destacada influência de Tião Carreiro. Mas visitam, ainda, dentre outros, o repertório de Tião do Carro, Goiano, Caetano Erba, Zé Garoto e Timboré, Mário Zan e Belmonte e Amarai. Na lista de sucessos que costumam tocar e cantar constam Empreitada perigosa, Francisco de Assis, Lamento de um peão, Trono da saudade, Chalana Saudades da minha terra.

Os dois também formam o Duo Catrumano e, ao lado de Ighor Áquila, o Trio Carreiro. Com Áquila, Vinícius Muniz e Thiago Rossi, Baptista tem participação também no quarteto Viola Arranjada. Ambos já tocaram também na Orquestra Filarmônica de Violas, que Ivan Vilela fundou em 2002 em Campinas.

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Arnaldo Freitas traz sucessos de “Divisa das águas” ao SESC Osasco

Arnaldo Freitas aprendeu a tocar viola aos 8 anos
Arnaldo Freitas (Foto: Pedro Hummel)

 Arnaldo Freitas, violeiro nascido em Marília, no interior paulista,  um dos músicos integrantes desde 2006  do regional do programa do programa “Viola, Minha Viola”, será a atração do projeto “Caldos com Sons Brasileiros”, que o SESC de Osasco promoverá na quinta-feira, 28 de agosto. A apresentação do autor do álbum “Divisa das águas” (2010) começará às 19 horas no Deck da Cafeteria e poderá ser apreciada enquanto se degusta uma gostosa sopa, vendida ao preço único de R$ 6,50. Em caso de mal tempo, os organizadores costumam transferir o evento para a Tenda 1. O SESC fica na avenida Sport Club Corinthians Paulista, 1.300, no jardim das Flores, ao lado da Unifesp, com estacionamento gratuito.

 Com sua técnica apurada e interpretação emocionante, Arnaldo Freitas é considerado um dos principais violeiros da nova safra da música instrumental brasileira. Foi vencedor da categoria “Melhor instrumentista de viola do festival Voa Viola” . Neste show interpreta clássicos de mestres violeiros de todas as gerações como Tião Carreiro, Tinoco (Tonico e Tinoco), Helena Meirelles, Bambico, Inezita Barroso, Teddy Vieira, Gedeão da viola, Zé do Rancho, Serrinha, Tião do Carro, Goiano, Cacique (Cacique e Pajé), Almir Sater, Roberto Correa, além de comentar sobre as influências de cada um

Música de raiz perde Goiano, parceiro de Paranaense

 

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Goiano (dir.) e Paranaense, dupla que se desfaz com a morte precoce do primeiro cantor e violeiro

O Barulho d’Água, infelizmente, também traz más notícias.

E, com tristeza, comunica aos amigos e seguidores que na tarde e sexta-feira, 18, Dia do Trovador, a música de viola ficou sem o cantor e compositor Goiano.

Valdomiro Neres Ferreira, como ele se chamava, tinha apenas 54 anos. Vivia com a família em Pinhalzinho, no interior de São Paulo, ao lado da esposa, Juliana de Souza. Era pai de Dáblio, Leonardo, Carolina, João e Maria. O nome artístico era uma referência ao nascimento em Sítio d’Abadia, no interior de Goiás.

A carreira ganhou fama em 1978, ao lado de Valdo da Viola, com o qual formou a dupla Neres e Nerinho. Atualmente, o parceiro de cantorias era Paranaense ( João Roberto Alonso, Londrina) com o qual trabalhava desde o final da década dos anos 1980. Goiano escreveu ou interpretou com o ex-companheiro entre outros sucessos “O poder do Criador”, “Casa de Capim”, “O Doutor e o Caipira”, “Mãe Viola” e “Pagode na poesia”. Na véspera do óbito, a dupla Rodrigo Nali e Anderson Baptista apresentaram no SESC Osasco um variado repertório de modas no qual havia as composições de Goiano “Lamento de um peão” e “Trono da Saudade”.

Goiano e Paranaense lançaram o primeiro disco, ainda em vinil,  em 1988,  com o título “Lágrimas de Pai”.

Clique nos linques abaixo e curta uma gravação em áudio e vídeos de apresentações de Goiano e Paranaense.

http://www.letras.com.br/#!goiano-e-paranaense/casa-de-capim

http://letras.mus.br/goiano-paranaense/1915078/

Rodrigo Nali e Anderson Baptista trazem ao SESC de Osasco repertório de modas para “Caldos com Sons Brasileiros”

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Anderson Baptista e Rodrigo Nali tocaram e cantaram modas de violeiros consagrados como Tião Carreiro e Pardinho, Goiano, Zé Garoto, Mário Zan, e Belmonte e Amarai

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Rodrigo Nali

Os cantores e compositores Rodrigo Nali e Anderson Baptista foram a atração de mais uma edição do projeto “Caldo com Sons Brasileiros”, que o SESC de Osasco vem oferecendo ao público ao longo deste mês de junho, sempre às quintas-feiras no Deck da Cafeteria. Nesta apresentação do dia 17 , Nali e Baptista interpretaram modas de viola, com acompanhamento de um violão que ambos revezaram, de diversos autores, entre os quais Empreitada perigosa” (Tião Carreiro e Pardinho), “Francisco de Assis” (Tião do Carro), “Lamento de um peão” e “Trono da Saudade” (Goiano), “Capiau” (Caetano Erba e Tião do Carro), a instrumental “Flor Pantaneira” (Marcos Violeiro e Klayton Torres) e “Viola, minha viola” (Zé Garoto e Timboré). Antes do encerramento, a pedido do público, cantaram “Chalana”  (Mário Zan) e “Saudades da minha terra” (Belmonte e Amarai).

Rodrigo Nali e Anderson Baptista são integrantes do Duo Catrumano e, ao lado de Ighor Áquila, formam o Trio Carreiro, respectivamente convidados das noites do dia 3 e 10. Com Áquila, Vinícius Muniz e Thiago Rossi, Baptista tem participação também no quarteto “Viola Arranjada”. Ambos já tocaram também na fabulosa Orquestra Filarmônica de Violas, que Ivan Vilela fundou em 2002 em Campinas.

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Anderson Baptista

Os shows do projeto “Caldos com Sons Brasileiros” têm entrada franca. Enquanto os músicos cantam e tocam, é possível degustar sopas tradicionais da culinária brasileira, como a de cebola e a canja de galinha, vendidas a preços populares. A próxima apresentação programada é a do escritor e violeiro Paulo Freire, a partir das 19 horas do dia 24. O autor do álbum “Alto Grande” e do livro que acompanha o disco “Nuá, as Músicas dos Mitos Brasileiros”,  será sucedido por Levi Ramiro.

 

 

Os músicos que também integram o Trio Carreiro e formam o Duo Catrumano cantaram “Chalana” e conversaram com o público. Na foto , eles posam com o luthier David dos Santos, de Alfenas (MG)

Os violeiros Levi Ramiro e Paulo Freire vão animar o projeto do SESC Osasco “Caldos com Sons Brasileiros” nas duas próximas quintas-feiras de julho (Fotos de Marcelino Lima)

 

 

 

Trio Carreiro recorda no SESC Osasco modas clássicas de Índio e Pajé, Moacyr dos Santos e Jacozinho*

 

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Ighor Aquila, Rodrigo Nali e Anderson Baptista, os membros do Trio Carreiro, atração de mais uma edição do “Caldos com Sons Brasileiros” em Osasco (Foto José Carlos/Juá Cultural)

*Para escrever esta matéria, o Barulho d’Água contou com a colaboração de José Carlos, produtor cultural do Trio Carreiro, da Juá Cultural

A temperatura e a noite de quinta-feira, 10, estavam propícias para uma saborosa e quentinha tigela de sopa. Para unir o agradável ao paladar, o SESC de Osasco deu sequência ao projeto “Caldos com Sons Brasileiros”, convidando o público a prestigiar a apresentação do Trio Carreiro. A cantoria ao som de violas caipiras, normalmente promovida no Deck da Cafeteria, desta vez em virtude da chuva e do frio, transcorreu no palco da tenda principal. Com mais conforto, os presentes se ajeitaram e conferiram um repertório de primeira categoria, cujas músicas escritas por nomes consagrados constavam do repertório de Anderson Baptista, Ighor Aguila e Rodrigo Nali.

Anderson e Nali também formam o Duo Catrumano, atração da semana anterior. E estarão de volta na próxima quinta-feira, 17, trazendo mais modas que há décadas encantam e têm a admiração de várias gerações. Com a participação de Aquila na escolha das músicas, os dois elencaram para esta segunda passagem pela cidade situada na Grande São Paulo composições de Índio Vago e Nonô Basílio, Moacyr dos Santos e Jacozinho, Goiano, Zé Mulato, Cacique e Pajé, João Pacífico e Raul Torres e Tião Carreiro e Moacyr dos Santos. Já com os equipamentos desligados e guardados, os três presentearam com “Cuitelinho” uma família que participou bastante da apresentação, fazendo comentários e sugerindo músicas. Outras pessoas da plateia também interagiram bastante com os músicos, levantando perguntas sobre viola caipira, origens e, afinações, entre outros temas correlatos.

Para mais informações sobre o Trio Carreiro visite http://www.triocarreiro.com.br.

Repertório da apresentação

1 – Sistema Bruto (Ruan e Juarez Benites)/2 – Casinha Verde (João Carreiro)/ 3 – Mágoa de Boiadeiro (Índio Vago e Nonô Basílio)/ 4 – Estrela de Ouro (Ronaldo Adriano e Tião Carreiro) / 5 – Vale Verde (Zé Mulato) / 6 – Na Carreira do Ó (Goiano) /7 – Empreitada Perigosa (Moacyr dos Santos e Jacozinho) /8 – Pescador e Catireiro (Cacique e Pajé) / 9 – Terra Prometida (Zé Mulato) /10 – Carro Velho (Pedro Sabino e Crioulo) /11 – Rolinha Cabocla (João Pacífico e Raul Torres) /12 – Faca que não Corta (Tião Carreiro e Moacyr dos Santos) /Cuitelinho (DP).