1240 – Galba e Victor Batista lançam “28 Cordas ao Vivo” para celebrar uma década de parceria

Dupla mineira vai tocar em dois espaços paulistanos dedicados à música independente, o Bar do Frango e o Instituto Juca de Cultura, nas noites de sábado e de domingo

Os cantores e compositores Galba e Victor Batista acabaram de lançar o álbum instrumental 28 cordas ao Vivo e vão apresentá-lo como atração em dois tradicionais espaços paulistanos dedicados à música independente, o Bar do Frango, na noite de sábado, 5 de outubro, e do domingo, 6, no Instituto Juca de Cultura, o IJC (ver a guia Serviços no final desta atualização). O disco registra em nove faixas os mais de dez anos da parceria formada pela dupla e traz releituras de clássicos da música popular brasileira como Brejeiro (Ernesto Nazaré), Rosa (Pixinguinha), Rasta Pé (Waldir Azevedo) e Saudades de Minha Terra (Goiá e Belmonte); Galba, que toca violino, bandolim e violão traz de sua autoria Xote, enquanto o violeiro Batista entra com o arranjo para Instrumental Brasileiro.

O violeiro autodidata e arte educador Victor Batista é mineiro de Belo Horizonte radicado em Pirenópolis (GO) e autor dos álbuns Coração Caminhador (2018), Manchete do Tico-Tico (2013) álbum que resultou em indicação ao troféu de Melhor Cantor Regional do 25º Prêmio Brasileiro da Música, em 2014 — En’cantando com a Biodiversidade (2011) —  em parceria com a World Wildlife Fund (WWF) como complementação de cartilha de educação ambiental para crianças e jovens do estado de Goiás — e Além da Serra do Curral (2004). Além de Galba, já formatou bem sucedidas parcerias com Rubinho do Vale, Chico Lobo, Carlinhos Ferreira, Tatá Sympa, Marcelo Pereira, Pedro Munhoz, Manoelito Xavier, Bilora Violeiro, Levi Ramiro, Negrinho Martins, Carlinhos Ferreira, Lucas Telles, Isabella Rovo, Ronaldo Melo e dona Elcely Batista, mãe de Victor, e os integrantes do Minadouro, grupo que ele ajudou a formar, já extinto. 

Quando residia na Capital de São Paulo, aproximou-se de movimentos estudantis e populares. Após se destacar no Encontro Nacional de Violeiros, promovido em Ribeirão Preto, recebeu de Paulo Munhoz convite para dirigir a gravação de Cantares da Educação do Campo e Terra e Arte, álbuns produzidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTST).  Já com o grupo Camerata Caipira, ao lado de Isabella Rovo, Nelson Latiff e Bosco Oliveira, gravou o álbum homônimo e excursionou em turnê por países como Nova Zelândia e Austrália.

É Membro da Associação dos Violeiros do Brasil, ex-integrante dos grupos parafolclóricos Congá e Saradeiros (ambos da Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG), da Orquestra Mineira de Violas e do Minadouro. Victor Batista é finalista do 5º Prêmio Profissionais da Música e concorre ao troféu Parada da Música, que será entregue ao vencedor na noite de 3 de novembro, em Brasília (DF), na categoria Artistas e Intérpretes Violas e Violeiros, da modalidade Criação.

Antonio João Galba promove um lírico trabalho composto de diferentes estilos musicais com influências africanas, asiáticas, mouriscas e nordestinas que executa com maestria ao som de violinos, rabecas, bandolins, violas e violões e tem outro parceiro de estrada, Braú Mendonça, com quem forma também, ao lado de Sandrinho Silva e Gilson Bizerra, o Cabedal Quarteto.

Natural de Guarda-Mor, atualmente Galba vive em São Paulo. É irmão do violeiro Pedro Antônio, com o qual mais os amigos Márcio PereiraWellington de Faria Walter Mateus fundou a banda Mina das Minas. O grupo gravou dois discos e na década dos anos 1990 excursionou pela Europa.

Durante a infância em Guarda-Mor, situada a 551 quilômetros de Belo Horizonte no noroeste mineiro, Galba já manifestava dons musicais. Sempre que ia campear o gado, o garoto saía cantando pelas invernadas entre os morros da fazenda, atento ao canto dos pássaros e aos sons da natureza. Disposto a se afirmar no braço do violão, Galba se mudou para Belo Horizonte.Na capital das Alterosas, iniciou a trajetória profissional participando de programas de calouros e compôs a primeira música da carreira. Ao ver o anúncio de um festival em Nova Lima compôs em seu quarto a canção e fez a inscrição, recebendo boa acolhida por parte do público.

A recepção o encorajou a seguir de vez na estrada da música e a se deslocar para São Paulo. Galba estuda partituras e teorias musicais, mas é autodidata que compõe, canta e toca por intuição. Esta capacidade de tocar vários instrumentos “de ouvido” o credenciou a acompanhar artistas que seguem os mais diferentes estilos musicais, permitindo apresentações ao lado de  Zé GeraldoSilvio BritoJorge MautnerPaulo SimõesJair Rodrigues e João Bá, João ArrudaEsther AlvesDanilo BáNanah Correia e Levi Ramiro,Daniela Lasalvia, Katya Teixeira e Cláudio Lacerda. É autor de Caçador de Luas e Tribuzana.

Serviço
Lançamento do álbum 28 Cordas ao Vivo
Galba e Victor Batista


Bar do Frango
Sábado, 5 de outubro, 21h30
Avenida São Lucas, 479, Parque São Lucas, São Paulo
Reservas (11) 2345-8688

Instituto Juca de Cultura

Domingo, 6 de outubro, 18 horas
Rua Cristiano Vianna, 1142, Sumaré,  próximo à estação Sumaré da Linha 2/Verde do Metrô, São Paulo

Anúncios

1189 – Bemti, mineiro autor de um dos melhores disco de 2018, apresenta-se na Sala Itaú Cultural (SP)

“Com a viola em mãos e vários convidados do mais alto escalão do indie brasileiro, cantor e compositor mineiro abre o coração para falar sobre rupturas, paixões desenfreadas, auto-aceitação, inseguranças, tensões, desequilíbrios e retomada da confiança.
Do site Hits Perdidos

O músico mineiro radicado em São Paulo Bemti está confirmado como atração no sábado, 25 de maio da galeria Itau Cultural, situada em São Paulo, e a partir das 20 horas cantará as faixas do álbum era dois, que ele lançou em agosto de 2018. Eleito entre os melhores daquele ano pela revista Rolling Stone Brasil e pelo blogue online do jornal O Povo, era dois tem como base a viola caipira de dez cordas e mistura timbres orgânicos e eletrônicos.

Continue Lendo “1189 – Bemti, mineiro autor de um dos melhores disco de 2018, apresenta-se na Sala Itaú Cultural (SP)”

1175 – “Violas ao Sul” estreia em álbum que reúne músicas do cancioneiro gaúcho e brasileiro

O quarteto difunde a versatilidade da viola de 10 cordas como instrumento musical e de manifestação cultural empregada para tocar desde canções folclóricas a músicas contemporâneas de qualquer região do país e do mundo, com foco especial àquelas que trazem marcas de pertencimento à cultura gaúcha

A audição matinal dos sábados neste 6 de abril, aqui no boteco do Barulho d’água Música, finalista do 5° Prêmio Profissionais da Música, começou pelas 13 faixas do álbum de estreia do quarteto Violas ao Sul. O disco nos foi enviado gentilmente por Valdir Verona, um dos seus integrantes e querido amigo, ao qual em nome dos parceiros Angelo Primom, Mário Tressoldi e Oly Júnior somos gratos. O disco foi gravado entre outubro de 2018 e janeiro, com produção geral de Tressoldi.

Continue Lendo “1175 – “Violas ao Sul” estreia em álbum que reúne músicas do cancioneiro gaúcho e brasileiro”

1164 – Com novo show, Oswaldo Montenegro cantará em evento de aniversário de Barueri (SP)

Agenda do cantor de Bandolins inclui apresentações em várias cidades ao lado de Renato Teixeira em outro projeto do Menestrel

Em comemoração ao aniversário de 70 anos de emancipação político-administrativa de Barueri, em 26/3, a Secretária de Cultura e Turismo da cidade situada a 26 quilômetros da cidade de São Paulo, lindeira a Oeste pela rodovia Castello Branco,  organizou uma agenda de eventos para durar todo o mês, com atrações e atividades para toda a família.  Para este domingo, 10/3, está previsto que o cantor e compositor Oswaldo Montenegro deverá apresentar gratuitamente o show O Azul e o Tempo, no Parque Municipal Dom José,  gratuitamente, a partir das 11 horas.

Continue Lendo “1164 – Com novo show, Oswaldo Montenegro cantará em evento de aniversário de Barueri (SP)”

1130 – Ednardo (CE) rememora “Romance do Pavão Mysterioso” em duas rodadas, no Sesc Belenzinho (SP)*

Cantor e compositor que já conta com 45 anos de trajetória volta à São Paulo para apresentar com sua banda repertório do seu mais famoso disco, cuja faixa-título é inspirada em um clássico folhetim da literatura de cordel
* Com Eliene Verbena, Verbena Comunicações

A unidade Belenzinho do Sesc da cidade de São Paulo reservou o palco de seu teatro para as apresentações de Ednardo, um dos mais aclamados cantores e compositores do país. Natural de Fortaleza (CE), Ednardo e a banda de sete músicos que o acompanham – entre os quais o violeiro Manassés de Sousa, que participou da gravação do disco e assina trabalhos importantes da música brasileira desde a década dos anos 1970 — serão atração nos dias 1º e 2 de dezembro para relembrarem, na íntegra, as músicas do primeiro e mais famoso disco dele, Romance do Pavão Mysteriozo (veja detalhes na guia Serviços). Os shows integram o projeto Álbum da unidade, pelo qual o Sesc visa a remontar a memória da música brasileira por meio de registros fonográficos.

Continue Lendo “1130 – Ednardo (CE) rememora “Romance do Pavão Mysterioso” em duas rodadas, no Sesc Belenzinho (SP)*”

1127 – Novo álbum de Arthur Noronha (GO) já está disponível em streaming e explora lado oculto da viola caipira

Viola Cancioneira, que sucederá o excelente De tudo de mim , alia as composições do jovem músico e traços de artista plástica goiana com quatro diferentes afinações e violas para realçar o passeio pelo mundo das lendas

O cantor, compositor e violeiro Arthur Noronha, jovem talento da região Centro-Oeste do Brasil que nasceu e reside em Goiânia (GO), com bala na agulha para ter logo menos seu nome consagrado entre os maiorais do país que tocam o instrumento, está prestes a lançar seu novo álbum, Viola Cancioneira, que sucederá o excelente De tudo de mim e já pode ser ouvido em plataformas de streaming. O primeiro disco, tema da atualização 1058 do Barulho d’água Música (1º de maio de 2018), reúne 11 faixas, das quais apenas a que fecha o trabalho, Viola Destoada, não é cantada. Já o novo, com 10, é totalmente instrumental e revela o quanto Arthur Noronha é fera tanto na arte de compor, quanto na do ponteio das cordas.

O músico emprega em Viola Cancioneira quatro violas e recorre a quatro afinações diferentes (Rio Abaixo/Boiadeira/ Cebolão em E/Cebolão em D) com a intenção de ir além de apenas gravar mais um disco. Apoiado nas músicas e em elementos como as imagens do encarte, Arthur e seus amigos músicos trazem à luz (com o perdão do trocadilho!) um projeto artístico com primorosos elementos gráficos, dedicado aos amantes da viola caipira instrumental.  A proposta é explorar o misticismo que há por trás da viola, o lado dela que penetra os terrenos do oculto e do cinematográfico, com reforços do baixo elétrico e acústico de Sardinha, da percussão de Sinho e do violão aço de Túlio César.

Continue Lendo “1127 – Novo álbum de Arthur Noronha (GO) já está disponível em streaming e explora lado oculto da viola caipira”

1125 – Brasil perde Badia Medeiros, mestre folião, de catira e violeiro de Minas Gerais

Natural de Unaí (MG), o premiado músico era apaixonado pelo instrumento desde os 8 anos, também tocava violão e sanfona e fez seu último espetáculo em São Paulo há duas semanas, ao lado de Manelim  e Paulo Freire

A cultura popular do país, em especial o universo da viola caipira, está de luto mais uma vez desde a madrugada do sábado, 3/11, quando desencarnou Badia Medeiros, em Formosa, cidade de Goiás. Capitão de Folia do Divino, além de exímio dançador de catira e lundu, mestre Badia, como era reconhecido no meio entre outros expoentes por discípulos dos quilates de Roberto Corrêa e Paulo Freire — que com ele tiveram larga convivência e participaram de inúmeros projetos — estava com 78 anos. O Barulho d’água Música fez várias pesquisas antes de redigir esta atualização, mas entre as escassas informações a respeito de Badia Medeiros nada encontrou sobre sua morte, decorrente de um infarto que sofreu devido a complicações durante uma cirurgia, em Brasília (DF). Os dados sobre a biografia dele, por sinal, além de parcos, são bastante antigos, o que fica evidente sempre que nos deparamos com o dever do ofício de noticiar a partida de um artista do povo, que faz carreira fora dos circuitos comerciais: a imprensa, em geral, e o mercado do entretenimento, vivem apartados, de costas para nossas tradições e os protagonistas que levantam e empunham suas bandeiras, o que é lamentável não apenas para as gerações presentes, mas para as futuras, que não têm e ficarão vazias de referências sobre seus agentes e correm o risco de viver em um país cada vez mais sem memória e com sua múltipla identidade empobrecida e generalizada.

Continue Lendo “1125 – Brasil perde Badia Medeiros, mestre folião, de catira e violeiro de Minas Gerais”

1108 – Wilson Dias (MG) lança álbum duplo “Nativo”, sétima obra da carreira, com relatos de suas origens e heranças

“Dentro dos discos há muitos sentimentos de bem-querer envoltos em melodias e versos”, revela o autor que subirá ao palco do Sesc Palladium cercado de filhos, irmãos e amigos da carreira que já soma mais de duas décadas

Neste 16/9, as tradicionais audições dos sábados pela manhã aqui na redação do Barulho d’água Música começaram com Nativo — sétimo disco da obra do mineiro Wilson Dias, cantor e compositor natural de Olhos d’água e, atualmente, radicado em Belo Horizonte (MG). Com direção da Picuá Produções Artísticas, o álbum duplo (um disco cancioneiro, outro totalmente instrumental) será lançado na quarta-feira, 19 de setembro, no Grande Teatro do Sesc Palladium, a partir das 20h30, coroando a maturidade do violeiro de 55 anos que “sabe de sua própria existência, aprendeu a partir de si e para consigo mesmo”, confirmando o pensamento do português Boaventura de Sousa Santos, como bem observou a conterrânea de Dias, Déa Trancoso. Nativo é, portanto, um autorretrato, o relato de origens e de heranças — ou ainda conforme Déa Trancoso definiu no encarte do álbum a “cartografia de um preto velho” – que tem o cuidado de inclusive trazer na capa a única foto existente na família de Antônio de Jesus e Dona Terezinha Dias, os pais do autor.

Continue Lendo “1108 – Wilson Dias (MG) lança álbum duplo “Nativo”, sétima obra da carreira, com relatos de suas origens e heranças”

1106 – Ocupação Dandô, na Unibes (SP), marca cinco anos de premiado projeto itinerante

Vários eventos em torno da música independente que vem motivando a promoção do circuito cultural em homenagem a Dércio Marques serão oferecidos entre quarta-feira e domingo, na estação Sumaré do Metrô SP

Para celebrar cinco anos de estrada do Circuito Dandô de Música Dércio Marques, a União Brasileiro-Israelita de Bem Estar Social (Unibes) Cultural acolherá entre 12 e 16 de setembro a Ocupação Dandô. O evento, entre a quarta-feira, dia da abertura, e o domingo, oferecerá palestras, rodas de conversa, sarau, a exposição fotográfica Olhar da Utopia, oficinas de música e de dança latino-americanas, contações de histórias, mostras regionais e shows já confirmados com João Bá e João Arruda (12/9), Ceumar (13/9), Zé Geraldo (14/9), Alzira E. (15/9), José Delgado, Cecilia Concha Laborde e Analia Garcetti (16/9), além do lançamento da segunda coletânea do projeto, produzida em parceria com a Tratore, e que tem repertório apresentando 27 artistas do Brasil, do Chile, da Argentina e da Venezuela.  Paralelamente à Ocupação, será realizado o 2º Encontro Latino-americano do Dandô com representantes de circuitos parceiros do Chile, da Venezuela e da Argentina, que terá abertura na terça-feira, 11. 

Para ingressos e mais informações visite www.facebook.com/circuitodando e veja abaixo a guia Serviços.

Continue Lendo “1106 – Ocupação Dandô, na Unibes (SP), marca cinco anos de premiado projeto itinerante”

1086 – Brasil dá adeus a Amaraí, eternizado por “Saudade de Minha Terra”

Voz que gravou uma das joias do nosso cancioneiro foi parceiro de Belmonte, com quem legou à cultura caipira mais de 20 sucessos de todos os tempos
Marcelino Lima

O corpo de Domingos Sabino da Cunha, o Amaraí, foi sepultado no domingo, 22, em Alfenas, cidade mineira na qual também descansa Índio Cachoeira, que morreu em abril. Amaraí não resistiu a um infarto sofrido na véspera e deixou quatro filhos, entre os quais Francis Júnior, cantor que aparece no vídeo abaixo, compositor, músico, produtor e intérprete atual do antigo parceiro mais afamado do pai, Belmonte — que se chamava Pascoal Zanetti Todarelli e partiu tragicamente bem antes do combinado em 1972, vítima de um acidente automobilístico no interior paulista, prestes a completar 35 anos. Ao lado de Belmonte, Amaraí ganhou fama como um dos intérpretes da canção Saudade da Minha Terra, considerada o hino do meio caipira.

Continue Lendo “1086 – Brasil dá adeus a Amaraí, eternizado por “Saudade de Minha Terra””