1095 – Lírica, engajada e cáustica, obra de Gonzaguinha ganha brandura e delicadeza na voz de Mirianês Zabot (RS)

“A voz suave de Mirianês Zabot desliza com segurança pelas canções de Gonzaguinha. A delicadeza dos arranjos ressalta um estilo próprio e é mais do que um convite para se deliciar com os dois: Mirianês e Gonzaguinha”.
Regina Echeverria. Jornalista e biógrafa, autora de Gonzaguinha e Gonzagão Uma História Brasileira, em que se baseou o filme Gonzaga De Pai pra Filho.
Marcelino Lima, com  texto de Oscar Pilagallo, jornalista e escritor

No ano em que o país lembrou um 25 anos do adeus prematuro a Gonzaguinha (2016), a cantora Mirianês Zabot “com voz distinta, suave e límpida” renovou entre nós,  amigos e fãs da obra do filho do Velho Lua, a certeza da eterna presença do compositor carioca, conforme observou à época o jornalista e escritor Oscar Pilagallo. Marianês acabar de gravar o álbum que recentemente enviou para o Barulho d’água Música em tributo ao cantor e compositor de Sangrando,  “com um poder balsâmico capaz de ao cantar transformar aspereza em brandura, rascância em delicadeza, derramamento em contenção”, ainda conforme o texto de Pilagallo — que, abaixo, a partir do segundo parágrafo, seguirá na integra. “E tudo isso enquanto, mais do que preservar a essência do cancioneiro do homenageado, empresta-lhe novas e insuspeitadas possibilidades de interpretação.”

Continue Lendo “1095 – Lírica, engajada e cáustica, obra de Gonzaguinha ganha brandura e delicadeza na voz de Mirianês Zabot (RS)”

Anúncios

1069 – “O Grande Encontro”, com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, e Lucy Alves: atrações do Arraiá de Barueri

A Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri, cidade da região Oeste da Grande São Paulo situada a 26 quilômetros da Capital, está anunciando dois shows musicais de peso para entreter o público que espera levar no próximo final de semana ao Arraiá de Barueri. Com entrada franca, as apresentações estão programadas para rolar no estacionamento do Ginásio Poliesportivo José Corrêa, no Centro, onde, em ambas as ocasiões, barracas de comidas e de bebidas típicas, brincadeiras, dança de quadrilha e forró estarão abertas e começarão a partir das 15 horas como “esquenta” para a entrada em cena das atrações.

Continue Lendo “1069 – “O Grande Encontro”, com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, e Lucy Alves: atrações do Arraiá de Barueri”

1001- Jair Marcatti recebe Cláudio Lacerda para terceira rodada do projeto Retratos do Brasil-Prosa e Música na BMA

Dedos de prosa, boa conversa e muita música. Essa é a receita  que o Projeto Retratos do Brasil – Prosa e Música  promoverá na Biblioteca Mário de Andrade (BMA/São Paulo) às terceiras quintas-feiras do mês, entre agosto a novembro, sempre começando às 19 horas, com entrada franca.  Idealizado pelo historiador Jair Marcatti, professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o projeto pretende mostrar, em quatro encontros, o Brasil que a música de cada convidado reflete; um Brasil mais para dentro, mais regional, um país dos rincões, escondido, mas muito vivo. Marcatti convidará músicos que apresentam em comum o olhar aprofundado sobre o Brasil somado a trabalhos de pesquisas e de resgate das nossas mais entranhadas tradições.

O curador abordará em cada bate-papo aspectos do universo musical e as trajetórias dos participantes, nossas trajetórias, as continuidades e as rupturas daquilo que, sem nenhuma pretensão definidora, poderíamos chamar de identidades brasileiras, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos.

As artes contam a história de um povo.  E a música brasileira cumpre esse papel ao registrar nosso imaginário em versos entoados com os deslocamentos, territoriais e simbólicos, ocorridos por aqui. Os caminhos da interiorização, o tropeirismo, as migrações, as bandeiras, as romarias, as procissões, as caminhadas, as buscas e travessias, enfim, as viagens reais, imaginadas e imaginárias. Paisagens em movimento que cortam e contam a história de um país, o Brasil, moldando nossa cultura em retratos pra lá de interessantes. Moldando a nossa cultura como a conhecemos. Rica e plural. 

Estes temas serão o mote do bate-papo programado para 19 de outubro, quando Marcatti receberá  Cláudio Lacerda (SP). O músico apresentará canções que expõem o Brasil das trilhas, estradas e toadas. 

Paulistano filho de mineiros, a discografia de Cláudio Lacerda começa com Alma Lavada (2003). Dois anos depois, venceu o I Prêmio Rozini Nacional de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo IBVC (Instituto Brasileiro de Viola Caipira) como melhor intérprete — feito repetido nas outras duas edições, realizadas em 2010 e em 2013. Em 2007, gravou Alma Caipira, e, em 2010, o autoral Cantador. Em 2016, Trilha Boiadeira trouxe releituras de canções clássicas sobre a atividade de boiadeiro, em parceria e com participações de Adriano Rosa e vários ícones da música de raiz como Neymar Dias, Zé Paulo Medeiros, Teddy Vieira, Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões.

Atualmente Cláudio Lacerda está preparando mais dois projetos que deverá encantar amigos e admiradores quando chegarem ao público. Canções para Acordar o Sol  — que reunirá em seu quinto álbum músicas de autores consagrados como Tom Jobim, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Ivan Lins, Vinícius de Moraes e Edu Lobo, com a participação já confirmada de Mônica Salmaso — é o mais adiantado e está em fase de gravação de vozes.

A outra novidade, de grande envergadura e beleza, Lacerda batizou de ConSertão, deverá estrear durante o primeiro semestre de 2018. Como a proposta de captação de recursos necessária que Lacerda elaborou para o projeto chegar aos palcos obteve sucesso, ConSertão será acompanhado em seus cinco espetáculos inicialmente já acertados pela Orquestra Sinfônica de Piracicaba, sob regência do maestro Jamil Maluf, arranjos inéditos e solo de viola caipira de Neymar Dias, mais o auxílio luxuoso de Lula Barbosa e Miriam Mirah nos vocais abrilhantando repertório todo dedicado à música caipira com o fito de valorizar tanto a identidade cultural paulista, como os mestres deste gênero que é um dos mais representativos do Brasil profundo.


Pacto 

Aquiles Reis, músico e vocalista do MPB 4, publicou no jornal Diário do Comércio (SP), em matéria intitulada A sabedoria da simplicidade, que para melhor apreciar o cantar e o tocar do paulistano Cláudio Lacerda deve-se deixar o tempo de lado. “Ao menos por alguns minutos, deve-se evitar que o relógio determine o passar das horas. Deve-se fazer do presente um aliado e com ele combinar um pacto: eu desacelero e você permite”. Lacerda, prossegue Reis, “revela um modo de ser musical desconhecido, ou pouco familiar, dos urbanos. Para imaginar o universo interiorano descrito pela cantoria e pela letra de Cláudio Lacerda, revisitado em belas e ternas toadas tocadas, deve-se ao menos buscar saber do cheiro do mato, do gosto do café recém-coado, do brilho vivaz da Via Láctea e do luar que faz sombra no chão da terra orvalhada”.

Em outro trecho, Aquiles Reis observa: “para falar de coisas claras, Cláudio tem no matulão a voz e o saber da simplicidade. Seus versos privilegiam a estrada e o caminhar”. E estes versos simples, cheios de força, são plenamente identificáveis e reconhecíveis “por quem já sentiu o ar que se respira numa trilha de chão batido ou por quem já viu o mapa do próprio destino traçado na poeira que levantava atrás de si”. Ao finalizar, Reis destaca: “Cantador de toadas, Cláudio Lacerda engrandece a voz ao dizer o que lhe toca a alma. Com voz suave, afinada, sem afetações, o cantor colore o seu mundo usando tintas vivas, banhadas em sol e em lua, em poeira e em estradas”.

 Serviço:

Retratos do Brasil – Prosa e Música
O Brasil das trilhas, estradas e toadas, com Cláudio Lacerda
Curadoria e apresentação: Jair Marcatti
19 de outubro, 19 horas
Entrada Franca
Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94, São Paulo, entre as estações República e Anhangabaú do Metrô
Telefone: (11) 3775-0002 www.bma.sp.gov.br

Leia também no Barulho d’água Música:

883- Se sanfoneiro ou acordeonista, quem se importa? Thadeu Romano é o cara que toca vários sotaques do Brasil Profundo

854- Cláudio Lacerda mescla em “Trilha Boiadeira” clássicos e composições próprias sobre personagem que representa a brasilidade e tem força de mito

694 – Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc (SP) homenageiam Pena Branca e Xavantinho em Santo André (SP)

649 – Cláudio Lacerda no Imagens do Brasil Profundo: a arte de melhorar o que já é ótimo!

Projeto cultural 4 Cantos começa em São Carlos turnê pelo SESC e estreia na Capital

947 – Lulinha Alencar e Mestrinho tocam e lançam álbum para Dominguinhos em Sampa

A unidade Pompeia do Sesc da cidade de São Paulo receberá no sábado, 6 de maio, Lulinha Alencar e Mestrinho para lançamento do álbum que ambos gravaram em homenagem a Dominguinhos. ToCantE  reúne em dez faixas criações tanto do cantor e compositor pernambucano que morreu em 2013, como dos próprios Alencar e Mestrinho nas quais estes reverenciam outros mestres que os influenciaram: Chiquinho do Acordeon, Jackson do Pandeiro e Pixinguinha. Richard Galliano, renomado sanfoneiro francês, também subirá ao palco como convidado especial da apresentação, prevista para começar às 21 horas.

Continue Lendo “947 – Lulinha Alencar e Mestrinho tocam e lançam álbum para Dominguinhos em Sampa”

835 – Amelinha canta na Vila Formosa e na Mooca (SP) acompanhada por Cláudio Lacerda

A cantora Amelinha (Fortaleza/CE) estará em São Paulo nos dias 25 e 27 de março para protagonizar ao lado de Cláudio Lacerda Pra Seguir um Violeiro, projeto que une artistas que comungam o amor pela música brasileira ligada às suas raízes. Com classificação estaria livre e entradas francas, as apresentações estão marcadas para o Teatro Zanoni Ferrite (Avenida Renata, 163, Vila Formosa) e Teatro Municipal Arthur Azevedo (Avenida Paes de Barros, 955, Mooca), respectivamente as 19 e às 20 horas.

Amelinha é considerada pelo público brasileiro uma das mais queridas cantoras do país já há 40 anos. Neste período construiu uma carreira das mais premiadas e tornou-se uma das prediletas do poeta e compositor Vinícius de Moraes, que além dela sempre convidada para acompanhá-lo também Clara Nunes, Maria Bethânia e Maria Creuza. Pelo menos duas gerações, portanto, já ouvem e cantam de cor sucessos que a consagraram tais quais Frevo Mulher e Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor (ambas do ex-marido Zé Ramalho, a segunda em parceria com Otacílio Batista), além de Foi Deus Que Fez Você (Luiz Ramalho). Esta, por sinal, caso tivesse válido a escolha de boa parte das calculadas 30 mil pessoas presentes ao Maracanãzinho (RJ) em  23 de agosto de 1980, teria sido eleita e não apenas aclamada a vencedora do Festival da Nova Música Popular Brasileira.

Os jurados, entretanto, escolheram naquela noite de sábado Agonia, de Mongol, interpretada por Oswaldo Montenegro, deixando Foi Deus Quem Fez Você em segundo lugar. A repercussão da vice-campeã, gravada em seguida em compacto homônimo e depois reapresentada em Porta Secreta, contudo, renderam a Amelinha Disco Quádruplo de Platina para coroar o feito de mais de 1 milhão de cópias vendidas. Em 1979, Frevo Mulher já tinha permitido a Amelinha levar para a estante o Disco de Ouro que começara a impulsionar a carreira cujo primeiro álbum, Flor da Paisagem, saíra em 1976, sem muito impacto, ainda na esteira de sua excursão pelo Uruguai acompanhando, em 1975, Toquinho e Vinícius de Moraes.

Em 1982, com Mulher Nova Bonita… destacada pela Rede Globo para marcar a abertura da minissérie Lampião e Maria Bonita, Amelinha emplacou o segundo Disco de Ouro. O prestígio crescia e se fortaleceu nos dois anos consecutivos quando saíram o álbum Romance da Lua Lua (1983) e Água e Luz (Tavito / Ricardo Magno) registrada em compacto simples passou a ser das mais pedidas pelos ouvintes em emissoras de rádio por todo o país.

Além de composições de Zé Ramalho, canções em parceria com Fagner, Djavan, Gonzaguinha, Elomar, Geraldo Azevedo e Moraes Moreira passaram a enriquecer a obra de Amelinha até 1994, quando Só Forró, já o décimo disco, a reaproximou da música essencialmente nordestina. Para o repertório do projeto foram selecionadas composições de Luiz Gonzaga e José Fernandes; Gereba e Tuzé de Abreu; Robertinho do Recife e Capinam; Hervé Clodovil; Maciel Melo; João do Vale, Ernesto Pires e Silveira Júnior; Rita de Cássia; Walter Queiróz; e Sérgio Sá, por exemplo, promovidas em releituras de clássicos como Olha pro Céu, Pisa na Fulô, Gemedeira, A Vida do Viajante e Xote pra Lua.

Para suceder Cobra de Chifre (1996), Amelinha (1998) e Vento, Forró e Folia (2002), em 2011 saiu Janelas do Brasil, com temas inéditos e algumas releituras que ela própria já cantara. O projeto, inicialmente, chegou às lojas m formato de álbum, acústico, que Amelinha gravou apenas com o violonista Dino Baroni. Em maio de 2012, entretanto, agora ao lado de Baroni e Emiliano Castro, ganhou uma versão em DVD, ao vivo. As 18 faixas contam com participações de Fagner, Zeca Baleiro e Toquinho e incluem uma irretocável lista de sucessos tais quais Galos, Noites e Quintais (Belchior); Depende e Asa Partida (Fagner/Abel Silva); Sol de Primavera (Beto Guedes/Ronaldo Bastos), Ai quem me dera (que o padrinho Poetinha compôs na casa dela, e que Clara Nunes também gravou), Valsinha (Chico Buarque); Ponta Do Seixas (Cátia de França); O Silêncio (Zeca Baleiro); Légua Tirana (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira); Terral (Ednardo); Água e Luz (Tavito/Ricardo Magno); Felicidade (Chico César/Marcelo Jeneci), Quando Fugias De Mim (Alceu Valença Emannoel Cavalcanti) e, claro, Frevo MulherFoi Deus Quem fez Você; e Mulher Nova….

“Esses 40 anos de chegaram de repente e, olhando para a minha carreira, percebo que valeu a pena, porque tive um olhar que foi muito além do mercadológico, utópico e idealista”, disse Amelinha, que de batismo é Amélia Cláudia Garcia Colares. Nascida em família musical, aos 12 anos ela já formava trio vocal com a irmã Silvia e uma amiga para apresentações em escolas.

crodiooo

Cláudio Lacerda é paulistano filho de mineiros. Estreou em 2003 ao lançar Alma Lavada e dois anos depois já obtinha como consagração o I Prêmio Rozini Nacional de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo IBVC (Instituto Brasileiro de Viola Caipira) como melhor intérprete, feito repetido nas edições 2010 e 2013. Já dividiu palco e faixas de seus discos com Dominguinhos e Renato Teixeira e deu sequência à discografia gravando Alma Caipira (2007), Cantador (2010) e o novíssimo Trilha Boiadeira (2015),  este com canções sobre a atividade de boiadeiro, em parceria e com participações de Adriano Rosa e vários ícones da música de raiz como Neymar Dias, Zé Paulo Medeiros, Teddy Vieira, Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões, para marcar os 10 anos do canal Terra Viva.

Trilha Boiadeira será lançado em 15 de abril, no Sesc Pompeia (SP), com as participações de Neymar Dias, Igor Pimenta, Kabé Pinheiro e Thadeu Romano. Além de projetos próprios, Cláudio Lacerda é um dos protagonistas do projeto cultural 4 Cantos com Luiz Salgado (Araguari/MG), Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) e Wilson Teixeira (São Paulo/SP).

anuncio 26a

Serviço:

Pra Seguir um Violeiro, com Amelinha e Cláudio Lacerda

25/03, 19h – Teatro Zanoni Ferrite 
Avenida Renata, 163, Vila Formosa

27/03, 20h
Teatro Municipal Arthur Azevedo 
Avenida Paes de Barros, 955, Mooca

Entrada franca em ambas as datas

806 – Tributo à Dominguinhos, na viola caipira de Rodrigo Zanc (SP), estreia em São Carlos neste mês

O violeiro Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) estreará em 26 de fevereiro, com uma apresentação marcada para começar às 20 horas, no Sesc daquela cidade, um novo projeto por meio do qual promete aos admiradores e amigos interpretar com a mesma emoção e sensibilidade que o caracterizam clássicos do repertório de um dos maiores sanfoneiros do Brasil. Em Violas para Dominguinhos, Rodrigo Zanc promoverá a releitura de sucessos que considera “perenes da MPB” legados à cultura popular pelo conterrâneo de Luiz Gonzaga (PE) tais quais Eu só quero um xodó, De volta pro aconchego, Gostoso demais, Isso aqui tá bom demais e Lamento sertanejo. Para tornar o show ainda mais memorável, o autor do tributo contará com acompanhamento de músicos tarimbados e já acostumados com seu modo de cantar: Ricieri Nascimento (baixo e vocal); Bruno Bernini (bateria); Thiago Carreri (violão, guitarra e vocal); Gustavo Camilo (teclado e vocal); e Thadeu Romano (acordeon). 

Continue Lendo “806 – Tributo à Dominguinhos, na viola caipira de Rodrigo Zanc (SP), estreia em São Carlos neste mês”

798 – Itaú Cultural (SP) anuncia apresentações de Cida Moreira e Trovadores Urbanos em fevereiro

Cida Moreira 

A cantora Cida Moreira está anunciada como uma das atrações musicais do Itaú Cultural no mês de fevereiro para apresentar ao público composições de Soledade, recente trabalho no qual interpreta entre outras releituras de Viola Quebrada (Mario de Andrade), Construção (Chico Buarque) além de O Pulso (Titãs). A apresentação de Cida Moreira ocorrerá na quinta-feira, 18, a partir das 20 horas, na sala térrea da Galeria Itaú Cultural situada na Avenida Paulista 149, São Paulo, próxima à estação Brigadeiro da linha 2 Verde do Metrô). Terá duração de 60 minutos, classificação etária livre e distribuição de ingresso uma hora antes do e início do espetáculo.

 

trovadoresurbanos730
Juca e Maída Novaes, Valéria Caram (vestido rosa) e Edhuardo Santana formam o quarteto fundador do grupo Trovadores Urbanos (Foto: Divulgação)

Um dos mais tradicionais grupos paulistanos de serestas, o Trovadores Urbanos, está completando 25 anos, e para comemorar a marca protagonizará na sexta-feira, 19, show no qual os admiradores poderão curtir de perto a partir das 21 horas a irreverência e também o lado romântico de composições entremeadas a recordação de histórias e de curiosidades neste período de atividades. O repertório que está sendo elaborado para o Auditório do Ibirapuera já reúne canções como Começaria Tudo Outra Vez (Gonzaguinha), Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense), Sinfonia Paulistana e (Billy Blanco)  Se Todos Fossem Iguais a Você (Tom Jobim). Na ocasião um álbum e um DVD com a participação de artistas convidados será gravado. O Auditório Ibirapuera está na Avenida Pedro Álvares Cabral, Parque do Ibirapuera, com entrada pelo portão 3. Uma hora antes a entrada será distribuída, com limite de duas por pessoa e em quantidade sujeita à lotação da casa. Para mais informações tecle 11 3629 1075 ou consulte www.auditorioibirapuera.com.br 

11800199_10153415689722088_4094266585024229638_n

769 – Obra de Selma Reis tem álbuns com arranjador de Paul McCartney e de canções de Paulo César Pinheiro

selma-reis-por-vinc3adcius-campos3
Selma Reis participou de grandes musicais e novelas na TV Globo. O mais recente CD, Poeta da voz, tem apenas canções de Paulo César Pinheiro. (Foto: Vinícius Campos)

O meio musical está de luto pela morte, precoce, da cantora fluminense Selma Reis, ocorrida na manhã de sábado, 19, após quinze dias internada no Hospital São José, em Teresópolis (RJ).  Mais do que cumprir a função de informar, para além do mero registro jornalístico o Barulho d’água Música também lamenta e reforça a corrente solidária de amigos, de fãs e de familiares.

Continue Lendo “769 – Obra de Selma Reis tem álbuns com arranjador de Paul McCartney e de canções de Paulo César Pinheiro”

619 – Chico Teixeira canta repertório de “Canções que Aprendi” no Campo Limpo (SP), de graça

chico teixeira 1

O cantor e compositor Chico Teixeira vai se apresentar neste sábado, 22, no Sesc do Campo Limpo, na zona Sul paulistana, onde protagonizará o show Canções que Aprendi e durante o qual destacará o repertório de seu mais recente álbum, com arranjos personalizados inspirado no folclore brasileiro e suas raízes. A entrada para o público é franca. Chico Teixeira tocará violão, a partir das 20 horas, acompanhado por Daniel Doctors (baixo), Eric Silver (violino) e Camilo Zorilla (bateria). Quem comparecer ouvirá canções como São João do Gonzaga (Luiz Gonzaga), Encruzilhada (Peão Carreiro e Zé Paulo), Caçada (Chico Buarque), Jardim da Fantasia (Paulinho Pedra Azul), Eu Apenas Queria (Gonzaguinha), Trem do Pantanal (Paulo Simões  e Geraldo Roca) e Mochileira (Geraldo Roca), mescladas a Pai e Filho (versão em parceria com Renato Teixeira de Father and son, de Cat Stevens), Mais que o Viajante e Mãe da Lua (com Jayme Monjardim), entre outras.

Continue Lendo “619 – Chico Teixeira canta repertório de “Canções que Aprendi” no Campo Limpo (SP), de graça”

Vicente Barreto (BA) volta a gravar após uma década e lança Cambaco, com participações da nova vanguarda paulistana

Após um hiato de 10 anos sem gravar, o músico Vicente Barreto (Salgadália/Conceição do Coité, BA) lançará neste dia 28 de junho Cambaco, trabalho no qual se apresentará  (muito bem) acompanhado por amigos da turma da nova cena paulistana. Cambaco, em dialeto moçambicano changana, significa elefante velho e sábio (um sonho de todos os caçadores!) que, segundo a lenda, isola-se para morrer sozinho. Reinventando-se cambaco, Vicente Barreto ressurge em dez canções e um tema instrumental invertendo a sina, e trai a lenda: ao contrário de se isolar, prefere a sorte de novos encontros e, no coletivo, a troca de saberes com novos amigos.  “Agora tenho um disco que me emociona, então quero fazer esse disco”, afirmou Vicente Barreto. “Só faço se me emocionar. Prefiro fazer poucos discos, mas que tenham o que dizer, que eu tenha o que dizer. Fazer música por fazer música eu não gosto.”
cambco 3
O disco será inicialmente lançado online neste dia 28, antes de ser disponibilizado em versão física. Décimo primeiro trabalho de Vicente Barreto, no time de Cambaco estão Manu Maltez, Kiko Dinucci, Rômulo Fróes, Rodrigo Campos e do filho do autor, Rafa Barreto. Marcelo Cabral assinou a produção e toca baixo (acústico e elétrico),  Vicente Barreto empunha o violão. Com as guitarras de Rodrigo Campos,  e a bateria confiada a Serginho Machado, os fãs e amigos do baiano ainda poderão curtir as participações de Juçara Marçal e Thiago França.

Vicente Barreto é parceiro de grandes nomes da música popular brasileira, entre eles, Vinícius de Morais, Gonzaguinha, Hermínio Bello de Carvalho, Elton Medeiros, Tom Zé, Paulo César Pinheiro, Alceu Valença e, mais recentemente, Paulinho Pedra Azul e Chico César. Consagrado no meio da música pelo seu disco Mão Direita, Vicente é compositor de canções como Tropicana e As Voltas que o Mundo Dá e já foi interpretado por cantoras como Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Juçara Marçal e Mônica Salmaso.

Copie e cole o linque abaixo, ouça no Soundcloud a faixa título do álbum Cambaco e saiba mais sobre Vicente Barreto.

Cópia_de_segurança_de_Figura1
Vicente Barreto já lançou dez discos e é compositor de canções como Tropicana e As Voltas que o Mundo Dá; cantores como Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Juçara Marçal e Mônica Salmaso já interpretaram suas músicas (Foto: José Holanda)

moinhoe