739 – Vânia Bastos reedita show que interpreta obra de Caetano Veloso e começa turnê nacional lotando duas noites o Sesc Ipiranga

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Vânia Bastos gravou as canções que canta no show em 1992, mas Caetano Veloso tem um obra atemporal que com a força e beleza da interpretação dela fica ainda mais valorizada e  presente na memória afetiva dos fãs… de ambos! (Fotos acima, no destaque e abaixo: Altiery Monteiro)

Aos fãs de Caetano Veloso, duas boas notícias: o repertório dele está sendo carinhosamente cultivado por uma das cantoras cuja voz está entre as mais marcantes de todos os tempos: Vânia Bastos! Segue, agora, a manchete que estamparemos em nossa capa: Vânia Bastos percorrerá o país para relembrar as onze músicas do álbum Vânia Bastos – Cantando Caetano (gravado em 1992), mescladas a outras composições do autor de Alegria, Alegria e de Grafitti, inclusive sucessos lançados depois do antológico disco. Atentem, por fim, à legenda da matéria especial: com direito à lotação máxima do Sesc Ipiranga (SP), tanto no sábado, 21, quanto no domingo, 22, a turnê já começou!

O Barulho d’água Música acompanhou a segunda apresentação de Vânia Bastos às margens do riacho e concluiu: assim como de uma flor ou do voo de pássaro que estamos “carecas” de ver é possível extrair um haicai, dependendo de como se olhar para eles, uma obra supostamente “esgotada” — posto que já amplamente conhecida e divulgada — pode gerar novos encantamentos sim, sobretudo se interpretada com brilho nos olhos, com a generosidade de quem sentiu o doce e o sal presentes em cada verso e o canta como se fosse seu, usando os melhores recursos artísticos que possui — sem esticar a canção além do tempo, sem nenhum lá-ia-lá-iá ou agudo sobejante; até as caras e bocas e breves coreografias que Vânia Bastos protagoniza como complemento às letras acabam devidamente encaixadas, por fim rimam com a densa e sutil obra que, mais do que interpretar, ela traz, traduz e transmite.

A um recado em cada canção de Caetano neste repertório de Vânia Bastos. Pode ser uma declaração de amor ao próximo, a alguém ou a si próprio, pode ser um convite a carnavalizar a vida ou um modo sutil de sacar a natureza que ela captou e ao seu modo comunica ora apenas semi articulando os lábios — para que deles flua quase em um sussurro e se diga causando e sentindo-se o arrepio “tome esta canção como um beijo!” –, acolá abrindo os braços, voando, super bacana, como quem interroga e convida: “eu vou, por que não, por que não?” 

Em Vânia Bastos -Cantando Caetano há, enfim, muito mais tesão do que tensão, sai contemplado quem veste as cores da tropicália, quem assiste novela (pode ser sociologicamente ou não!), quem de bobeira cruzava as avenidas e resolveu: vou ao teatro! E se não há demasiadas palavras, sobra sobriedade sem que o show escorregue no previsível, para o que contém de trivial não fique sem o tempero adequado e o acarajé frite insosso.

Vânia Bastos entra em cena emoldura ou iluminada por uma caprichada iluminação que ao variar tons e intensidades também consegue dialogar com as sutilezas de cada canção e explora, ainda, muito bem, sua presença de palco. Com direção artística de Fran Carlo, musical de Ronaldo Rayol e produção executiva de Petterson Mello, o trio Moisés Alves (piano), Eric Budney (baixo) e Nahame Casseb (bateria) a acompanha a maior parte do tempo desta viagem poética que atravessa de Sampa a Santo Antônio da Purificação recordando a bordo do Trem das Cores Trilhos Urbanos, No Dia Em Que Eu Vim Me Embora, O Leãozinho, Louco por Você, Este Amor e, cerejas do bolo: Peter Gast e Luz do Sol.

As interpretações de Peter Gast e Luz do Sol, por sinal, acabam forçando um obséquio: se quem ouve Vânia Bastos interpretar Paulista, de Eduardo Gudin, mal pensa em quem seria o pai da obra, Caetano Veloso que nos perdoe, compreenda e, elegante como, é deixe por escrito, registrado em cartório — assim como já devem ter feito Aldir Blanc e Guinga em Choro pro Zé (que está no álbum dela Diversões não eletrônicas): “sou o autor intelectual de ambas as canções, mas as concebi pensando em dar todos os méritos delas à Vânia Bastos!” A artista, é claro, não pretende ou precisa se apropriar de nada, pavimentou sua própria trajetória, pelos próprios méritos, desde a boa vanguarda paulistana da turma do Arrigo, do Nego Dito, da Tetê e da Suzana, entre outros, mas bem que merecia a coautoria destes sucessos que tendem a ser infinitos enquanto durem. Sem contar que, sofisticada lady que é, segue despertando alguma coisa em nossos corações, atemporal como chama…

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O show Vânia Bastos – Cantando Caetano tem iluminação sob medida, concebida para dialogar com as marcantes interpretações que Vânia protagoniza acompanhada por um trio de músicos notável

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730 – Coisa Fina homenageia mestres como Jacob do Bandolim e Moacir dos Santos em álbum novo, apresentado no MCB (SP)

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O Barulho d’água Música recebeu gentilmente cedido por Daniel Nogueira um exemplar de Coisa Fina, segundo álbum do grupo paulistano homônimo integrado por ele e mais um punhado de amigos. A formação que em agosto do ano passado entrou no estúdio já era naquela ocasião maior do que um time de futebol e no começo deste ganhou o reforço de Igor Pimenta, cujo contrabaixo logo se entrosou à bem temperada “cozinha” desta afinada e espetacular big band. Há dez anos tocando entre outros temas de pontas de lança como Jacob do Bandolim, Laércio de Freitas, Theo de Barros, Guinga, Mozar Terra, Moacir Santos e, agora, no mais recente CD, vestindo a camisa de compositores de novíssima geração como Henrique Brand, o Coisa Fina literalmente encheu em São Paulo o palco do Museu da Casa Brasileira (MCB) na manhã do domingo, 15, e enquanto apresentava as músicas do disco que leva o selo Sesc pôs várias pessoas para dançar, ainda com mais entusiasmo durante Assanhado, de Jacob do Bandolim.

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726 – Domingo do MCB (SP) terá Carlinhos Antunes em dose dupla, com Coisa Fina e Sexteto Mundano, ambas na faixa!

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O Museu da Casa Brasileira (MCB) programou para este domingo, 15, duas apresentações que contarão com a participação do cantor e compositor Carlinhos Antunes, ambas com entradas francas. A partir das 11 horas, Carlinhos Antunes estará no palco com os músicos do Projeto Coisa Fina, criado há 9 anos, para mostrar à plateia temas de Jacob do Bandolim, Moacir Santos, Laércio de Freitas, Theo de Barros, Guinga e Mozart Terra, além de compositores da nova geração como o saxofonista Henrique Band, que estão em álbum gravado recentemente pelo selo Sesc. O disco, cujo repertório está informado abaixo será lançado na ocasião. 

Mais tarde, às 16 horas, Carlinhos Ferreira e os amigos do Sexteto Mundano protagonizarão sessão retrospectiva de músicas dos três mais recentes álbuns dele, entremeadas por composições que fazem parte de Violeta Terna y Eternaálbum de 10 faixas com o qual prestam tributo à chilena Violeta Parra, com a especial participação da neta da homenageada, Tita Parra. 

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711 – Lígia Jacques, com Rogério Leonel ao violão, canta clássicos da MPB e chorinhos no Cine Teatro Brasil, em Beagá

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Lígia Jacques e Rogério Leonel (Foto: Eliane Torino). Foto do destaque, ao lado do título: Daniel Vidal

A cantora Lígia Jacques é a próxima cantora que se apresentará pelo projeto Elas, que Luiz Trópia e Tadeu Martins promovem mensalmente em Belo Horizonte (MG), cidade natal da atração desta terça-feira, 3, a partir das 19h30. Lígia Jacques subirá ao palco do Cine Theatro Brasil Vallouréc acompanhada ao violão por Rogério Leonel, que também assina a direção musical e os arranjos do show. O ingresso para assistir Lígia Jacques está à venda por R$ 30,00 (inteira) ou R$15,00 (meia). O Cine Theatro Brasil fica no coração de Beagá, na Praça Sete de Setembro, com entradas pela avenida Amazonas e Carijós, na esquina com a Afonso Pena. Para mais informações, há o telefone 31 2626-1251.

Desde que ocupa o cenário musical, Lígia Jacques dedica-se a interpretar compositores consagrados como Tom Jobim, Chico Buarque, Dori Caymmi, Pixinguinha e também conterrâneos como Rogério Leonel, Juarez Moreira, Ricardo Faria e Toninho Camargos. Conta participações em mais de trinta discos de expoentes tais quais Marcus Viana, Ladston do Nascimento, Rubinho do Vale, Titi Walter e Célio Balona. Como solista, já integrou concertos de músicos de renome como Clara Sverner, Guinga e Francis Hime. Em 2001 lançou Choro Barroco, com direção musical e arranjos de Rogério Leonel e recebeu três indicações para o Prêmio Caras de Música (melhor álbum, melhor cantora de MPB e melhor projeto gráfico). Em 2010, saiu Choro Cantado, homenagem dela à rainha do choro, Ademilde Fonseca.

Para o Cine Theatro Brasil, Lígia Jacques elaborou repertório com canções que marcam sua trajetória e incluem Passarim  (Tom Jobim), Porto (Dori Caymmi) e Aqui, Oh (Toninho Horta e Fernando Brant), mais clássicos como Rancho das Namoradas (Ary Barroso e Vinicius de Moraes), Onde a Dor Não Tem Razão  (Paulinho da Viola) entre outras inéditas da parceria de Rogério Leonel com Valter Braga — com destaque para Um Outro Samba de Noel –,  com o poeta Antônio Barreto (Razões do Vento), além de Amarcord, música tema do filme homônimo de Federico Fellini, com letra de Jorge Fernando dos Santos. Entre os choros, entraram na seleção Catavento e Girassol (Guinga e Aldir Blanc) e Falando de Amor (Tom Jobim), com a participação do Grupo Vocal  DaBocaPraFora, do qual é regente e preparadora vocal e que canta também Navio de Pedra (Ladston do Nascimento) e Lua Cheia (Toquinho e Chico Buarque).

 

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Choro Cantado, lançado em 2010 em tributo a Ademilde Fonseca,  reúne cinco clássicos do gênero e cinco faixas praticamente inéditas. A proposta do projeto é justamente registrar e resgatar choros que se destacam também pelas letras e unir música e letra com precisão, valorizando a poesia e a interpretação. Gravado entre maio e novembro de 2009 no estúdio Fábrica de Música, com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte e produção de Jorge Fernando dos Santos, o disco tem arranjos e direção musical de Rogério Leonel, que também toca os violões. A direção artística coube a Jairo Lara, flautista e saxofonista em várias faixas.

Tocam no disco Milton Ramos (contrabaixo acústico) e Serginho Silva (percussões). A produção executiva coube a Tião Rodrigues, a arte a Adriano Alves e as gravações a Jairo e a Eloísio Oliveira. Destacam-se as participações especias de Ausier Vinícius (cavaquinho, na faixa Pedacinhos do Céu), Celso Adolfo (voz em Domingueiro) e Hudson Brasil (bandolim, no maxixe Satan, de Chiquinha Gonzaga, com letra inédita).

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Hoje é dia do blog enviar um abraço apertado ao baixista Ricieri Nascimento, de São Carlos (SP)

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Ricieri Nascimento, aniversariante de hoje, é baixista e professor de música formado pelo Conservatório de Tatuí/SP (Foto: Nalu Fernandes/Araraquara-SP)

Até meia noite é dia, mas antes que seja tarde, o Barulho d’água Música envia até São Carlos (SP) em nome de amigos e seguidores um forte e carinhoso abraço ao sorridente moço do retrato feito por Nalu Fernandes. Aniversariante de hoje, professor de música da Escola 3 Atos (diplomado pelo Conservatório de Tatuí/SP) Ricieri Nascimento faz parte entre outros trabalhos como baixista da banda que acompanha o vizinho Rodrigo Zanc pelas estradas da cantoria; ainda com Zanc, mais Wilson Teixeira (Avaré/SP), Cláudio Lacerda (São Paulo/SP) e Luiz Salgado (Araguari/MG), Rici também abrilhanta os shows do projeto 4 Cantos e estava nos palcos de Santa Barbara d’Oeste e de Piracicaba em dezembro de 2014, quando o quarteto fez turnê pelas duas cidades do interior paulista.

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Dia da Música terá mais de 100 shows no Brasil em junho. Bandas já podem pedir votos e público indicar favoritas.

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As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro abrigarão mais de um centena de shows e dezenas de outros ocorrerão pelo Brasil durante 20 e 21 de junho, datas reservadas ao Dia da Música, evento organizado e patrocinado  por empresas ou grupos como o GVT e a Rede Globo, além da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e da Secretaria de Cultura do Governo do Rio de Janeiro, em parceria com os promotores mundiais da Fête de la Musique.

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Botucatu promove até o dia 27 de julho mais um Festival de Inverno

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A Secretaria Municipal de Cultura de Botucatu está promovendo desde 16 de julho mais uma temporada do Festival de Inverno, evento que oferecerá até o dia 27 várias atrações musicais. A Orquestra de Cordas Aécio de Souza Salvador (OCASS) abriu as apresentações e entre os convidados já passaram pelo Teatro Municipal “Panorama do Choro” (sexteto formado por Alexandre Ribeiro, João Poleto, Gian Corrêa, Henrique Araújo, Roberta Valente e Yves Finzetto); Marquinho Mendonça e banda “Em Órbita”; Gian Correa ao lado de Josué dos Santos (sax-soprano), Jefferson Rodrigues (sax-alto), Jota P. Barbosa (sax-tenor), Cesar Roversi no (sax-Barítono) e Rafael Toledo (pandeiro); Guinga e Marcelo Coelho.

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O Duo Calavento vai se apresentar no Festival de Inverno de Botucatu na quinta-feira, 24

Neste dia 23, a partir das 20h30, o Festival prosseguirá com o Duo Ceranto (Giovana Ceranto, piano, e Gilberto Ceranto Júnior, violino). No dia seguinte será a vez do Duo Calavento (Diogo Carvalho, ao violão, com Leonardo Padovani, ao violino). O programa de sexta-feira, 25, indica Bianca Gismonti Trio (Banca Gismonti, piano; Julio Falavigna, bateria; e Toninho Porto, baixo). “Victor por Vitor, um sax brasileiro”, ocupará o palco no sábado, 26, com Vitor Alcantara e banda. A Orquestra Sinfônica Municipal de Botucatu executará o concerto de encerramento do no domingo, 27, a partir das 19 horas.

O titular da Secretaria de Cultura de Botucatu é o violeiro e compositor Osni Ribeiro, que lançou o convite aos amigos e seguidores do Barulho d’Água. O Teatro Municipal da cidade fica na Praça Coronel Rafael de Moura Campos, 27, Centro.