Wilson Dias canta para Fernando Brant e recorda Cesaria Evora e Cora Coralina em projeto Música no Mercado (SP)

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O cantor e compositor Wilson Dias, mineiro de Olhos d’água residente em Beagá, fez na quinta-feira, 18,  homenagem das mais marcantes ao conterrâneo Fernando Brant, um dos baluartes do Clube da Esquina e dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, que há uma semana morreu na capital mineira, vítima de complicações após uma intervenção cirúrgica para transplante de fígado, aos 68 anos. Em sua passagem por São Paulo convidado pela unidade Carmo do Sesc para se apresentar na praça do Mercado Municipal, na zona cerealista do Centro paulistano, Wilson Dias cantou Promessas do Sol, sucesso de Brant e  Milton Nascimento gravado por Bituca em Gerais.  

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Bilora, violeiro de Santa Helena de Minas campeão de festivais, faz aniversário hoje

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Bilora travou os primeiros contatos com a cultura popular por meio de folias, batuques, cantigas de roda, contradanças, festas juninas e literatura de cordel. Cantor e compositor, ele já gravou três álbuns e integra o sexteto VivaViola (Foto: Marcelino Lima, Encontro Nacional de Violeiros, SP, nov.2014)

Hoje, 29 de abril, o Barulho d’água Música registra o aniversário do músico Bilora, violeiro natural de Santa Helena de Minas, cidade encravada no Vale do Mucuri (MG), situada na divisa com o sul da Bahia. Atualmente morador de Contagem, Grande Belo Horizonte, na região onde nasceu Bilora travou os primeiros contatos com a cultura popular por meio de folias, batuques, cantigas de roda, contradanças, festas juninas e literatura de cordel. Cantor e compositor, ele já gravou  três álbuns, entre os quais o mais recente, Balanciô.  

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Teatro da Assembleia Legislativa de BH recebe violeiro Gustavo Guimarães (MG)

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Gustavo Guimarães traz em suas composições elementos do cerrado embalados por ritmos como folia de reis e congada, com uma saborosa pitada de folk (Foto: Marcelino Lima)

 

Gustavo Guimarães, violeiro cantor e compositor de Diamantina (MG), vai cantar músicas autorais e clássicos da viola caipira nesta sexta-feira, 20, no teatro da Assembleia Legislativa, em BH. A cantoria está prevista para começar às 19h30, com as participações de Pedro Gomes (baixo), Wallace Gomes (violão), e Eros Fresic (percussão). Maria Célia (voz), Dorinha (voz) e Carlos Máximo (violão) subirão ao palco como convidados.

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São Chico das Violas (SP) caminha para o final, mas ainda tem Zeca Collares, e, depois, Adriana Faria

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Zeca Collares, mineiro radicado em Sorocaba, mistura nas cordas de sua viola música de raiz, barroca e jazz (Foto: Marcelino Lima)

Zeca Collares dará sequência neste sábado, 24, ao Festival São Chico das Violas, que está rolando desde 3 de janeiro no acolhedor distrito de São Francisco Xavier, em São José dos Campos (SP). A apresentação, como nas vezes anteriores, começará às 21h30, no Largo São Sebastião, 105, com o ingresso ao custo de R$ 15,00. Promotora do festival, a Photozofia Cozinha e Arte abriu o São Chico com o casal Oswaldinho e Marisa Viana, e, no dia 10, reservou o palco para Ricardo Vignini. Em 7 de janeiro, João Lucas e Léo passaram pelo palco. A programação será encerrada no dia 31, com Adriana Faria.

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Bambas da viola brasileira encontram-se na Galeria Olido, em São Paulo

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Matuto Moderno e Índio Cachoeira (Fotos: Marcelino Lima)

Entre os dias 27 e 29 de novembro quem esteve na Galeria Olido, situada no centro de São Paulo, teve a oportunidade de prestigiar mais uma edição do Encontro Nacional de Violeiros, que há oito anos não ocorria depois de ter sido organizado em Ribeirão Preto. O evento na Capital paulista foi promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e reuniu no palco do antigo cinema parte dos mais expressivos cantores, compositores e expoentes do país que se dedicam à transmissão, à preservação e à divulgação de valores vinculados à viola de dez cordas, seja por meio de sua vertente caipira ou regional, permitindo a plateia conhecer variados ritmos e toques numa verdadeira ode à cultura popular.

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Mineiro de Salinas, Joaci Ornelas completa mais um ano de vida hoje

Joaci Ornelas é natural de Salinas (MG)
Joaci Ornelas é natural de Salinas (MG)

Hoje, 16 de setembro, está fazendo aniversário o músico Joaci Ornelas, mais uma pedra preciosa entre as tantas joias que Minas Gerais dá ao país entre tantos virtuosos violeiros, cantores e compositores. Joaci Ornelas nasceu em Salinas, município do Vale do Jequitinhonha, de onde saiu para Belo Horizonte. Na capital mineira, desenvolveu estudou de teoria musical, harmonia e história da música na Escola de Artes. Com os professores Adalberto Santos e Tássio Moreira aprendeu as técnicas de dedilhar o violão. Depois, influenciado pelos violeiros Roberto Corrêa, Zé Coco do Riacho, Tião Carreiro e Renato Andrade, e por mestres e foliões do norte de Minas, tornou-se autodidata em viola caipira.

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Lume de Olhos d’ Água, pedra de encanto e de belezas

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Exemplar de “Lume”, lançado em BH, em novembro de 2013, autografado com carinho pelo querido Wilson Dias

 

Resgato do meu Facebook este texto de novembro de 2013:

Olha ai, galera, o que me esperava em casa quando cheguei do trabalho hoje: O novo álbum do violeiro Wilson Dias,Lume“, o sexto da carreira! O disco, que estou curtindo agora, foi feito em parceria com a querida Déa Trancoso, o talentoso e multinstrumentista André Siqueira e ainda tem a participação de Ná Ozetti, entre outros músicos de primeira. Muitas das letras são de autoria do Wilson com o João Evangelista Rodrigues, com o qual o mineiro de Miradouro (antiga Olhos d’Água) já trabalhou em “Pote“, ainda com o acréscimo do Pereira da Viola para deixar aquela obra mais bela! Wilson Dias está, atualmente, em Belo Horizonte, onde lançará “Lume”, oficialmente, na noite de quarta-feira, 20 de novembro, no Sesc Palladium. Toda esta gente boa citada nas linhas acima lá estará. Eu também estaria caso não tivesse por aqui minhas obrigações profissionais, que pena!

Meu exemplar de “Lume” baixou aqui autografado, e não veio só, não! No mesmo pacotim que os Correios entregaram acompanhavam-no um exemplar de “Outras Estórias” e de “Pequenas Histórias“, primeiros trabalhos do Wilson Dias, para completar minha coleção dele que já tinha “Mucuta” e “Picuá“, além de “Pote” e o “Viva Viola” — este reunindo timaço no qual ele compartilha o palco com Pereira da Viola, Bilora, Joaci Ornelas, Gustavo Guimarães e ainda Chico Lobo, uau, uai!

Bom, agora, se os amigos me dão licença, vou curtir estas preciosidades, ouvi-las até enjoar, se isto, claro, for possível. Obrigado Wilson Dias, Déa Trancoso, André Siqueira, Pedro Henrique Gomes, Nilce e pessoal da Picuá Produções! Parabéns a todos por mais esta pedra preciosa, repleta de luz e belezas, de lume, propriamente dito. Casa cheia os aguarde e os aplauda na quarta-feira, em BH, queridos. E que este “Lume” alumie por aqui, e por acolá também!

Nota: “Deus é violeiro”, de Wilson Dias e do João Evangelista Rodrigues, abre o Lume: assista aqui a apresentação dela ao programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin:

Marcelino Lima, Wilson Dias e Katya Teixeira, após show dele no SESC Consolação (agosto 2013). Na plateia estiveram ainda Levi Ramiro e Julio Santin.

Sob a mesma “nuvem” raízes, pássaros e cantadores

Eita que dentro do novo disco do Levi Ramiro, “Capiau“, a frase “os dispostos se atraem”, do Fernando Anitelli, de “O Teatro Mágico”, consumou-se a mais pura verdade! Não é, moço, que na “alma” daquela esfera e no livreto do encarte couberam uma mata inteira de passarinhos variados, além de uma constelação de gente boa que transita no universo caipira e regional da música de raiz? Começa que as ilustrações do álbum em papel reciclado brotaram da pena da Katya Teixeira. E ela ainda solta aquela voz poderosa em duas das 15 faixas! Uma delas, “Encantado”, é dedicada a São Dércio Marques, cujo homem outrora encarnado já emplumou e, mais do que uma estrela, hoje se tornou imensa nuvem que arreúne muitos seguidores, envoltos em agradável sombra.cd-capiau

As letras de “Capiau”, quando não são do próprio Levi Ramiro (que enquanto canta e dedilha as próprias violas, próprias não por serem objetos dele, apenas, mas por ter sido ele mesmo quem as artesanou!) têm assinatura do poeta e jornalista João Evangelista Rodrigues, ou, ainda, de ambos em combinação. Se falha uma o parceiro é Wilson Dias, mineiro que de vez em quando me enche os olhos de água e que no disco também nos encanta em duas cantorias.

Vamos adiante porque a prosa e as modas prosseguem com participações de Carlinhos Ferreira, Marcos Azevedo, Carlinhos Campos. E fecha com aquele irrequieto e criativo menino de Campinas, o pequeno notável João Arruda! E está achando que pára por ai? Ah, pois vai ouvindo, vai ouvindo: você ainda vai dar por ali com o mestre Paulo Freire, Adriano Rosa, Gustavo Guimarães, Júlio Santin, Luciano Queiroz, Bilora Violeiro, Rodrigo Delage, Thadeu Romano e o bom amigo que está sempre a festejar conosco, Cláudio Lacerda.

Olha, aqui, vamos combinar uma coisa, amigo (a)? Nesta lista ainda há um monte de nomes a serem mencionados e não quero deixar ninguém sem o reconhecimento do seu mérito. Então, faça assim, oh: entre em contato com o Levi Ramiro, encomende o seu exemplar do “Capiau”, e aguarde pelo carteiro. De posse da caixinha, dê umas esfregadas nas mãos, leve o poeta para um cantinho sossegado da sala, ou do quintal. Acomode-se em sua cadeira preferida debaixo daquela árvore que te dá sombra e frutos, munido de um recém-coado bule de café, ou de um pouco daquela boa que te trouxeram das Gerais, de Goiás, da Bahia, do Piauí e de onde quer que seja estava reservada para uma ocasião especial. Antes de por o disco para rodar, leia todas as informações, prestando bastante atenção ao alerta do Evangelista e nas ilustrações da Katya Teixeira; isto, assim mesmo, sem afobação, com o passo das águas de um regato que corta os fundos de um sítio ou chácara e não precisa de pressa para correr, como sabiá que pousou no galho da laranjeira e não quer mais bater asas dali. Então, simplesmente escute e ouça…

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O violeiro e compositor Levi Ramiro reúne pássaros de vários timbres no álbum “Capiau”, que tem encarte preparado por Katya Teixeira, letras de João Evangelista Rodrigues e homenagem a Dércio Marques (Marcelino Lima, Campinas, março de 2014)