1090- Disco de estreia do Quinteto Violado, de 1972, é tema do retorno da série Clássico do Mês

Extraindo das mais simples manifestações populares a sua essência rítmica e melódica, o  grupo pernambucano criou uma nova concepção musical, cujo traço fundamental é a interação entre o erudito e o popular, sem desfiguração, reafirmando a ideia de que toda arte é sempre a universalização do popular.
Marcelino Lima, com Quadrada dos Canturis, Criatura de Sebo, e Apólogo 11

O Barulho d’água Música, devido ao entrave de renovação do seu domínio junto ao provedor do canal, deixou de publicar em junho a matéria da série Clássico do Mês, que, agora, retomada, enfocará o álbum de estreia de um dos grupos mais longevos e admirados do país, o Quinteto Violado. O álbum, que originalmente tem o nome do grupo, é de 1972, lançado pouco tempo depois de o Quinteto Violado dar início à sua trajetória, ainda em 1971, em Pernambuco, propondo-se a traçar um novo caminho para a MPB. Diante da indecisão no cenário da música nacional, após a irrupção do movimento tropicalista, o Quinteto Violado apresentava uma proposta fundamentada nos elementos musicais da cultura regional, promovendo trabalhos de pesquisa e da própria vivência de cada um dos seus integrantes, originários da região Nordeste do Brasil.

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1078 – Noneto de Casa, grupo paulista, é atração do Museu da Casa Brasileira (SP) neste domingo sem futebol

Repertório da banda  passeia por gêneros como samba, baião, afro-latin, maracatu e jazz e no show de domingo terá também sucessos de Hermeto Pascoal
Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do MCB  (Foto do Noneto de Casa:  Lucas Mercadante)

A bola não vai rolar no domingo, 8, pela Copa do Mundo da Rússia, abrindo para quem curte além de futebol música de qualidade a possibilidade de conhecer o trabalho do grupo paulista Noneto de Casa, anunciado como atração do Museu da Casa Brasileira, situado em São Paulo. Com entrada franca, a apresentação está prevista para começar às 11 horas. Passeando por gêneros como samba, baião, afro-latin, maracatu e jazz, a banda apresentará músicas do terceiro e mais recente álbum da discografia, Resbucando, além de canções de Hermeto Pascoal cuja obra será revisitada no disco seguinte do Noneto de Casa.

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1044 – Morte de Índio Cachoeira silencia os ponteios de um mestre que fugia de casa para ficar perto das violas

Músico querido por ex-alunos e ex-parceiros não resistiu às sequelas de um acidente de trânsito que sofreu em Alfenas (MG), onde o corpo foi sepultado após homenagens de entidades locais e da Prefeitura 

Marcelino Lima, com o blogue Brasil Festeiro, Primeira Página (São Carlos), Cidade Escola Alfenas e Graciela Binaghi

 

O universo da viola caipira mineiro, paulista e nacional está de luto, dos mais sentidos, desde quarta-feira, 4 de abril, quando — conforme costuma dizer Rolando Boldrin em momentos tristes como estes – bem antes do combinado foi se embora para outro Plano José Pereira de Souza, com apenas 65 anos! Pelo nome de pia, talvez o conheciam apenas os mais chegados, familiares e amigos que juntou enquanto esteve entre nós. O nome artístico, entretanto, o levou à fama que apenas poucos Josés conseguem alcançar — ainda mais no boicotado meio em que resolveu nos brindar com seu talento e virtuosismo. Estamos falando de Índio Cachoeira, agora mais uma estrela na constelação na qual já brilham, ora, sim senhor, Tião Carreiro, Gedeão da Viola, Angelino de Oliveira, Raul Torres, Renato Andrade, José Fortuna, Helena Meirelles, se não todos violeiros, com certeza ícones de tradições e de uma cultura que formam o perfil brasileiro; se fossemos fazer uma comparação com ídolos do círculo dos mais cotados da MPB ou de outras vertentes brasileiras, Índio Cachoeira seria, por exemplo, um artista da primeira linha, não menos que João Gilberto, Toquinho ou Guinga.

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1042 – MCB (SP) terá Hermeto Paschoal e Bixiga 70 durante festival de arte e gastronomia

Shows, palestras, exposição audiovisual, espaço para crianças e cenografia especial integram dia de programação cultural gratuita para toda a família 

Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do Museu da Casa Brasileira

Museu da Casa Brasileira  (MCB) promoverá neste sábado, 7 de abril,  em parceria com o Ministério da Cultura do Governo Federal e a Marolo Produções, com patrocínio da Comgás, o 1º Festival Comgás Transforma, que oferecerá entre 10 horas e 20 horas atividades  que incluem feira de gastronomia, palestras, oficinas, apresentações musicais e documentários, todas com entrada gratuita para públicos diversos. As primeiras atrações serão voltadas às crianças, que poderão participar de oficinas infantis de escultura de balão, pintura artística facial e de desenho. A programação prosseguirá com feira de gastronomia, ao longo de todo o dia, coordenadas por chefes renomados. Os shows possibilitarão aos frequentadores e presentes ouvir a Pequena Orquestra Interativa, o Lov.Trio, o DJ Dre Guazzelli, o grupo Bixiga 70 e, cereja do bolo,  Hermeto Pascoal.

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947 – Lulinha Alencar e Mestrinho tocam e lançam álbum para Dominguinhos em Sampa

A unidade Pompeia do Sesc da cidade de São Paulo receberá no sábado, 6 de maio, Lulinha Alencar e Mestrinho para lançamento do álbum que ambos gravaram em homenagem a Dominguinhos. ToCantE  reúne em dez faixas criações tanto do cantor e compositor pernambucano que morreu em 2013, como dos próprios Alencar e Mestrinho nas quais estes reverenciam outros mestres que os influenciaram: Chiquinho do Acordeon, Jackson do Pandeiro e Pixinguinha. Richard Galliano, renomado sanfoneiro francês, também subirá ao palco como convidado especial da apresentação, prevista para começar às 21 horas.

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884 – Brasil perde Papete, ícone da música e do folclore do Maranhão; cinzas são lançadas em rio de Bacabal

A música e a cultura brasileira perderam na madrugada de quinta-feira, 27, mais uma de suas luzes: o maranhense Papete, nome artístico do cantor e compositor José de Ribamar Viana. Embora tenha causado comoção entre amigos e fãs, fora da mídia do entretenimento formadora de opinião mais uma vez a notícia foi completamente ignorada, repercutida apenas em notas rápidas ou por meio de matérias protocolares. A exceção quem promoveu  coube aos blogues especializados, cujos autores se dedicaram a fornecer mais informações sobre a carreira de Papete, nascido em Bacabal, a 240 quilômetros de São Luís, capital do Maranhão. A morte, por insuficiência cardiorrespiratória, encerrando a batalha que ele travava contra um câncer de próstata, colheu-o em São Paulo, aos 68 anos, em um dos leitos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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641- No coração de Beagá, Cine Teatro Brasil Vallouréc promove projetos culturais com foco na diversidade e na democratização

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O Cine Theatro Brasil Vallourec, localizado na Praça Sete de Setembro, um dos mais emblemáticos pontos de encontro e de convivência de Belo Horizonte. capital mineira, oferece a quem mora na capital mineira e cidades do entorno ou está de passagem variada programação que no campo musical. Como boas pedidas e exemplos, além dos projetos mensais Canto & Viola e Elas de Minas, ambos coordenados por Luiz Trópia e Tadeu Martins, o público costuma assistir a shows de expoentes como Hermeto Pascoal e Rafael Marcelo, atrações da noite de quinta-feira, 10, pelo projeto Meio de Campo. Antes da apresentação do Bruxo, quem estava no calçadão da rua Carijós pode curtir o animado Trio Lampião, destacado para animar o projeto Quintas Musicais. Os músicos, instalados em uma sacada lateral do prédio, durante mais de uma hora fez a plateia cantar e dançar ao som de forrós consagrados de autores como Luiz Gonzaga e Dominguinhos.   

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Em 2 e 3 de outubro o Cine Teatro Brasil receberá Maria Gadú, em ambas as datas a partir das 21 horas, com apoio e participação do diário Em Tempo.  O prédio ocupa a esquina das avenidas Amazonas e Afonso Pena com a Carijós e possui 8,3 mil m² de área construída, divididos em sete pavimentos. Fundado em 1932, é o primeiro edifício de estilo art-decó de Beagá e em um tempo no qual os filmes ainda eram mudos e em preto e branco, atraiu para as duas sessões de estreia mais de 5.000 pessoas. Até 1999, quando exibiu um filme pela última vez, colocou em cartaz os principais sucessos de bilheterias neste período de atividades. Fechado, só reabriu as portas em 9 de outubro de 2013, após ampla reforma para restauração e readequação de espaços iniciada em 2007 pela Fundação Sidertube e sua patrocinadora, a Vallourec, empresa líder mundial em soluções tubulares premium.

O imóvel atual possui dois teatros, com 1.000 lugares e com 200 lugares, respectivamente; dois andares de espaços museográficos; espaço multiuso para até 500 pessoas, além de um restaurante, uma cafeteria, loja e áreas de convivência. Todos os ambientes receberam isolamento acústico e contam com ar condicionado central. Para quem gosta de cafés, a dica é experimentar a bebida que leva o nome da casa, a opção Café do Cine Teatro, servido com um agradável xarope de macadâmia.

cine teatro

O Cine Teatro Brasil Vallouréc acolheu com muita simpatia a reportagem do Barulho d’água Música em ambos os eventos que o blogueiro Marcelino Lima acompanhou, o show Pedra de Luz, de Paulo Mourão, com Adriana Lopes e Sal Ribeiro (na quarta-feira, 9, pelo Canto & Viola) e a forrozoaria com o Trio Lampião. E agradece ao diretor Rondinelli Duque e a toda a equipe que apoiaram o trabalho do jornalista, facilitando sua circulação pelos ambients do prédio para registros e fotografias.

A casa de espetáculos adotou como missão promover o resgate histórico e patrimonial de um dos mais conhecidos espaços culturais de Belo Horizonte e em seu cumprimento promove a diversidade cultural por meio da realização de programas voltados às diversas linguagens artísticas. A meta desta visão é transformar o Cine Theatro Brasil Vallourec em um centro de referência em ações de promoção e valorização da diversidade cultural do país, constituindo-se em um espaço multidisciplinar para a convivência e desenvolvimento das atividades artísticas, praticando como valores a ética, a diversidade, e a democratização como formas de obtenção de credibilidade.

Programação de setembro do projeto Quintas Musicais, sempre a partir das 18 horas:

17 – Liz Eulália (MPB) / 24 Desvairados e Choro no Parque

631- Ícone da cultura popular, parceiro de Dércio Marques e Elomar, João Bá (BA) comemora aniversário hoje

joao ba
O menino que logo que perdeu o primeiro dente teve de começar a calejar as mãos no cabo da enxada, no sertão baiano, assim que fez 12 anos também já compunha iniciando a trajetória e a obra gravada por nomes como Almir Sater e que registra parcerias com Dércio Marques e Elomar (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

O Barulho d’água Música não poderia baixar as portas do boteco sem registrar com a mais pura felicidade que neste primeiro de setembro transcorreu o aniversário do poeta, cantor, compositor, ator e eterno menino João Bá (Crisópolis/BA), músico dos mais admirados e queridos sobretudo porque, recentemente, não fosse o amor de amigos, familiares e fãs irmanados em uma corrente de solidariedade e fé estaríamos nesta data amargando um triste silêncio. Foram dias difíceis em meados de abril, mas do Norte ao Sul e de todas as partes do Brasil chegaram contribuições e preces evitando que a canoa dele virasse e complementando a competente intervenção cirúrgica da equipe do médico Rodrigo Quintela, do Hospital Octaviano Neves, de Belo Horizonte (MG), onde nosso bacurau cantante livrou-se dos incômodos do sistema urinário.

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Baixe vários títulos da obra de Heraldo do Monte (PE) do blog Quadrada dos Canturis!

heraldo do monte
Algumas das capas dos álbuns de Heraldo do Monte que podem ser baixados, entre elas a de ConSertão, que gravou ao lado de Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Elomar, em 1982.

O blog Quadrada dos Canturis  disponibilizou para ser baixada em formato MP.3 a discografia de Heraldo do Monte, músico nascido em Recife (PE) que tem um papel histórico na música instrumental brasileira. Heraldo do Monte, de acordo com o biógrafo Fernando Jardim no texto de apresentação do Quadrada dos Canturis que servirá de base para este que o amigo e seguidor lerá começou na música tocando clarineta no colégio por ser o único instrumento disponível e com o qual andou por uma semana, para cima e para baixo, sem conseguir soltar sequer uma nota. Seu professor, ligeiramente irritado, então, empunhou o instrumento para mostrar como é tocado, mas percebeu que havia algo errado. Um aluno, pregando uma peça em Heraldo, colocara uma flanela no tubo de ar da clarineta! 

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