617 – Sesc Campo Limpo (SP) apresenta Loyola Brandão e Rita Gullo, com entrada franca, em Solidão no Fundo da Agulha

Rita Gullo e Inácio de Loyola Brandão -foto der Leticia Gullo -b
Rita Gullo e o pai Loyola Brandão apresentam crônicas e músicas que inspiraram o escritor araraquarense a escrever Solidão no Fundo da Agulha (Foto: Letícia Gullo)

O projeto Em Canto e Prosa do Sesc Campo Limpo, bairro da zona Sul paulistana,  apresentará como atrações a partir ds 19h30 desta sexta-feira, 21 de agosto, o escritor Ignácio de Loyola Brandão e a cantora Rita Gullo  protagonizando Solidão no Fundo da Agulha, trilha musical e poética durante a qual ambos, pai e filha, encontram reverberação na emoção e na fantasia do espectador.

Loyola Brandão (Araraquara/SP) apresenta ao público algumas crônicas e alguns contos de livro que batiza o espetáculo, publicado, em 2013, acompanhado pelas canções que o inspiraram. O repertório ganhou novas versões na voz de Rita Gullo para ser parte integrante do livro, ilustrado com fotos de Paulo Melo Júnior. As crônicas remetem a lembranças ligadas a musicas e lugares que marcaram a vida do autor de Não verás país nenhum e constituem uma viagem pelas memórias do escritor. Durante o show que tem direção de Marcelo Lazzaratto, a cantora recorda composições de Chico Buarque, Dolores Duran, Charles Trenet e Osvaldo Farrés. O álbum tem produção musical de Mário Gil e arranjos de Edson José Alves, que toca violão e baixo. Bré Rosário (percussão), Edmilson Capelupi (violão de 7 cordas) e Daniel Alain (flautas) também sobem ao palco.

O projeto Em Canto e Prosa busca apresentar o trabalho de artistas em que a narrativa de textos literários é atravessada por canções em consonância com a temática abordada. A música e a narração de textos, entrelaçados em um roteiro, possibilitam que o livro saia da estante, fazendo da leitura uma experiência viva, emocionante e interativa. Veja abaixo as próximas apresentações.

Dia 11 de setembro. Sexta, às 19h30

Trovadores do miocárdio – músicas de amor diluídas em crônicas

Xico Sá, Fausto Fawcett, Rodrigo Carneiro e Carolina Fauquemont destacam personagens saídas do submundo de paixões suicidas, fugas melodramáticas, convergências platônicas, colapsos passionais e outros amores “líquidos” numa época de questões tão conflitantes, angustiantes e opressoras para o homem contemporâneo nas grandes cidades, com Eduardo Beu assinando a direção artística e musical.

Dia 9 de outubro. Sexta, às 19h30

Família Trindade: Um legado de cultura

Três gerações da família Trindade – Raquel, Vitor e Zinho Trindade – farão encontro pautado na literatura e apresentação musical. O evento contará também com um bate-papo durante o qual mostram e contam sobre a vida de Solano Trindade e como seu legado continua vivo na família e nas práticas culturais que vivenciam.

O Sesc Campo Limpo fica na Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120,  menos de 1.000 metros da linha Lilás do Metrô. Para mais informações há o número de telefone (11) 5510-2700

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Inezita Barroso completa hoje 90 anos cultuada como rainha da música caipira e consagrada em carreira que também passa pelo cinema

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Ignez Magdalena Aranha de Lima Barroso está completando hoje, 4 de março, 90 anos. Pelo nome de batismo, ao qual acrescentou Barroso ao se casar com o advogado cearense Adolfo Cabral Barroso, poucos saberão que a ilustre aniversariante natural da Barra Funda, bairro da zona Oeste de São Paulo, é a apresentadora Inezita Barroso. Desde 1980 à frente do programa Viola Minha Viola, um dos campeões do gênero caipira, levado ao ar pela TV Cultura para todo o país, ela é cultuada como rainha desta autêntica vertente da música de raiz.

 Inezita Barroso abraçou a carreira musical em 1953, dois anos antes de gravar o primeiro de pelo menos 80 dos seus álbuns e quando já era admirada no cinema por protagonizar filmes como Ângela, O Craque, Carnaval em Lá Maior e Isto É São Paulo.

O primeiro disco abriu de pronto as portas para o sucesso como cantora e interprete de clássicos tais quais Ronda, de Paulo Vanzolini, e Moda da Pinga, de Ochelsis Laureano e Raul Torres. Doutora Honoris Causa em Folclore Brasileiro pela Unicapital (SP), Inezita possui entre outros prêmios e comendas o do Governador do Estado e o Saci, ambos de melhor atriz pela atuação em Mulher de Verdade (1955). Em 2010, recebeu o Troféu APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) em MPB.

Ilustre e imortal

Neste ano Inezita Barroso deverá entrar para a Associação Paulista de Letras (APL), entidade fundada há 105 anos. Ocupará a cadeira número 22, antes destinada à folclorista, poetisa, cronista e contista Ruth Guimarães (Cachoeira Paulista, 13 de junho de 1920 – Cachoeira Paulista, 21 de maio de 2014). Entre os companheiros ilustres na APL,  a paulistana terá os escritores Ignácio de Loyola Brandão, Lygia Fagundes Telles e Ruth Rocha, o novelista Walcyr Carrasco, o desenhista Maurício de Sousa, o maestro Júlio Medaglia e o ator Juca de Oliveira.

 

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Inezita Barroso assumirá cadeira na Associação Paulista de Letras ao completar 90 anos, em março

 

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Inezita Barroso, paulistana da Barra Funda, substituirá Ruth Guimarães, de Cachoeira Paulista. Como a “Rainha da Música Caipira” e apresentadora do Viola Minha Viola, Ruth era folclorista e titular da cadeira 22 da APL

A apresentadora Inezita Barroso, desde 1980 à frente do programa Viola Minha Viola, vai ocupar a cadeira 22 da Academia Paulista de Letras a partir de 2015 e pretende que a posse ocorra no dia do seu aniversário de 90 anos, em 4 de março. A rainha da autêntica música caipira substituirá a folclorista, poetisa, cronista e contista Ruth Guimarães (Cachoeira Paulista, 13 de junho de 1920 – Cachoeira Paulista, 21 de maio de 2014).

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