1251 – Com uma viola caipira nas mãos, Lu Pasinato (SP/PR) revalida ditado “quem puxa aos seus não degenera… e a todos eleva!”

O Barulho d’água Música apresenta aos amigos e seguidores Lu Pasinato, nascido em Parapuã (SP). Por influências de um berço no qual a música sempre teve vez, desde muito cedo Lu Pasinato se sentiu despertado pela música e à medida que cresceu descobriu suas aptidões naturais para instrumentos de cordas,  Em 1989, como ocorre com muitos que acabam conhecendo a viola caipira, rendeu-se à sonoridade singular das dez cordas e ela passou a ser seu instrumento de trabalho, juntamente com a guitarra.

Roberto Prado escreveu recentemente para o programa especial Grandes talentos da música brasileira do Paraná, apresentado por Rogéria Holtz na Rádio Educativa do Paraná (FM 97,1), que o compositor e instrumentista  Luciano Pasinato, o Lu Pasinato, nasceu em 1975. Descendente de italianos e espanhóis, filho de Domingos Pasinato e Antônia Errerias Pasinato, Lu teve o privilégio de ser o mais novo entre cinco irmãos de uma família extremamente musical, na qual a arte fazia parte do dia a dia. Os pais de Lu, conforme apontou Prado, sustentaram a família por muito tempo como barbeiro e costureira, mas logo depois do nascimento dele, decidiram se tornar comerciantes.

A nova atividade dos pais os levou a mudarem várias vezes para cidades de São Paulo e do Paraná, uma vivência que possibilitou ao caçula conhecer muitas pessoas, culturas, paisagens diferentes, formando um vasto arquivo de memórias que até hoje inspiram sua criação. No final dos anos 1980, os Pasinato se fixaram na cidade de Rancharia, na região da Alta Sorocabana, onde Lu passou a infância e a juventude. Nessa cidade do Interior de São Paulo, ele teve um encontro fundamental com a viola caipira, que se tornaria sua grande paixão.

O irmão mais velho de Luciano, Ruba Pasinato, músico profissional, sempre foi a inspiração dele e sua guia no mundo da música brasileira de qualidade. Outra forte referência foi o tio do violeiro, José Errerias. Zequinha do Acordeon, como ficou popularmente conhecido, tocou e gravou com diversos artistas da música sertaneja de raiz na década dos anos 1950 e 1960, pois além da qualidade técnica e criativa, era exímio leitor de partituras. Entre outras funções, Zequinha atuou como acordeonista oficial da dupla Tonico & Tinoco, participando, inclusive, de filmes dos famosos irmãos, ícones até hoje do universo caipira.

Nesta atmosfera musical, desde sempre Lu soube que seria músico profissional, mas com a diferença que, em sua casa, ao contrário da grande maioria, um filho ser músico era visto com ótimos olhos. Assim. desde piá — na escola, nas festas e com os amigos –, os violões sempre acabavam nas mãos de Lu Pasinato. Até que em agosto de 1989, quando tinha 14 anos de idade, Lu viveu uma experiência definitiva: em uma exposição folclórica, realizada no colégio no qual estudava, em Rancharia, travou seu primeiro contato com a viola; deste dia, até hoje, ele nunca mais se separou do instrumento.

Viola caipira Lu Pasinato aprendeu a tocar ouvindo e vendo os grandes violeiros da sua terra, tais quais Espirro, Zé Vilela, Flávio da Amoreira e tantos outros, além de beber nas fontes de mestres como Tião Carreiro, Renato Andrade, Almir Sater,  Goiano e Mazinho Quevedo. A partir deste aprendizado, foi adquirindo identidade sonora, experimentando, criando, agregando o toque de viola original que desenvolvia ouvindo outros ritmos em sua casa.

Lu Pasinato começou a carreira profissional ainda aos 15 anos, tocando guitarra em bandas de bailes de Rancharia e região, enquanto, ao mesmo tempo, desenvolvia sua técnica pessoal de encantar com a viola caipira. Em 1996, veio para Curitiba a convite do baterista Wagner Venceslau, o Waguinho Batera, hoje radicado em Maringá (PR), para tocar guitarra em uma casa noturna. Mas o que Lu Pasinato queria, mesmo, como ele próprio recorda, era mostrar sua violinha na grande Capital, abrir espaço para o seu modo diferente de tocar e compor com o instrumento.

A vinda para Curitiba, portanto, significou uma importante guinada na formação e na carreira de Lu Pasinato. Foi naquela cidade que pode trocar ideias e aprimorar a técnica e a criatividade em contato com grandes instrumentistas. Na Capital do estado gravou também seus dois álbuns autorais, Mudernage e Aldeia, e vem atuando intensamente como instrumentista em gravações e em concertos no Brasil e no Exterior, acompanhando artistas como João Pedro Teixeira, Hermeto Pascoal e Cacao de Queiroz, para ficar apenas em alguns exemplos. Além disso, ministra frequentes workshops e oficinas de viola caipira nas quais divide com os alunos a técnica, a história e a paixão pelo instrumento.

Lu Pasinato também tem atuado como violeiro e guitarrista em teatros, casas de shows, bares, estúdios de gravação e como side-man, além de participar ativamente de gravações de discos, DVDs e jingles. Em sua trajetória já acompanhou, gravou e/ou dividiu palcos com João Pedro Teixeira, Hermeto Pascoal e Cacao de Queiróz, Almir Sater, Ivan Lins, Toquinho, Ney Matogrosso, Kleyton e Kledyr, Moraes Moreira, Johnny Alf, entre outros.

Por este precioso currículo, é dos mais requisitados e aplaudidos na cena curitibana e cidades próximas, onde em seus workshops de viola caipira aborda as inúmeras e inusitadas possibilidades sonoras deste instrumento que no estado tem, ainda, representantes tais como Fernando Deghi (embora também paulista, lá radicado), Cláudio Avanso, Emiliano Pereira, João Triska, Oswaldo Rios, o pai e filho Rogério e Victor Gulin, Ricardo Denchuski e Lydio Roberto. Pasinato é endorser das Palhetas Cerne, para a qual assina a palheta Gota 3mm Lu Pasinato, e também do luthier Marcos Jackel, de Curitiba.

A discografia solo é composta pelos dois álbuns anteriormente mencionados, ambos dedicados à viola instrumental. O primeiro, Mudernage (2008), apresenta composições próprias, e o segundo, Aldeia (2014), resgata a viola caipira e seus ritmos tradicionais como o Pagode, a Catira, o Chamamé, a Folia de Reis em composições autorais, mantendo sua identidade tanto nas composições, quanto na execução do instrumento.

Atualmente, Lu Pasinato vem se apresentando em diversas formações de música instrumental, com música brasileira, música regional e jazz. Em 2018, viajou para Paris e na capital francesa gravou Encontro Universal, de João Pedro Teixeira e Cacao de Queiróz. Há alguns dias, em 11 de outubro, foi atração no Centro Cultural Teatro Guaíra da Exposição Ars Sonora que abordou a obra de Hermeto Pascoal, durante a 14ª Bienal de Arte Contemporânea de Curitiba.

Para saber mais sobre e contratar Lu Pasinato ele disponibilizou o número de telefone (41) 99716-9460 e o endereço eletrônico lu_pasinato@yahoo.com.br. Pelos linques abaixo se poderá ouvir seus dois álbuns e baixar e assistir vídeos de suas apresentações e trabalhos. Os dois álbuns podem ser encomendados tanto com o próprio violeiro, quanto com a gravadora e distribuidora curitibana Gramofone, cujo endereço é Rua Curupis, 450, bairro Santa Quitéria, Curitiba, CEP 80310. Para mais informações, os telefones da Gramofone são +55 41 98516-5131 e +55 41 3228-1044 e o endereço eletrônico gramofone@gramofone.com.br

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 Links para saber mais sobre Lu Pasinato:

https://sonhosesons.com.br/catalogo/mudernage-lu-pasinato

SoundCloud:   (Viola e Guitarra)

 

Videos:

 

Cinema Paradiso/Maturitè (Ennio Morricone)  – Viola

Sauveiro – Chamamé Viola Caipira (Lu Pasinato) – Viola

Terra Canção – 2014 (Bloco 1) -Viola

Terra Canção – 2014 (Bloco 2) – Viola

Encontro Universal  Teaser (Paris)

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1247 – 6º Prêmio Grão de Música será entregue na galeria do Centro Cultural Olido, em São Paulo

Idealizado por Socorro Lira (PB) como coletânea anual para destacar quinze artistas nacionais, cada um dos escolhidos recebe uma estatueta de 30 cm, em bronze, criada pelo artista visual Elifas Andreato.

Um dos mais importantes troféus do cenário musical da atualidade, o Prêmio Grão de Música (PGM) será entregue em 19 de outubro no Centro Cultural Olido, onde fica a Sala Olido, no antigo Cine Olido, situado na cidade de São Paulo. Já em sua sexta edição continua desde 2014, o PGM neste ano contemplará cantores e compositores de dez estados brasileiros em cerimônia prevista para começar às 17 horas, com entrada franqueada ao público mediante retirada de senhas. O PGM teve início em Salvador (BA), idealizado pela cantora, compositora, escritora e produtora cultural Socorro Lira (PB) como coletânea anual para destacar quinze artistas. Cada um dos escolhidos recebe uma estatueta de 30 centímetros de altura, em bronze, criada pelo artista visual Elifas Andreato. Além da cerimônia de entrega, o evento oferece a #MostraPGM, um concerto com três artistas dentre os premiados do ano. 

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1235 -Vânia Bastos, Túlio Mourão e Rafa Castro voltam a Sampa com Tons de Minas

Repertório que passeia pelos clássicos de compositores consagrados e novos será apresentado na unidade Carmo do Sesc paulistano

Pérolas como Cais (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos), Nascente (Flávio Venturini/Murilo Antunes) e Choveu (Beto Guedes), passando pelas contemporâneas Resposta (Samuel Rosa), Românticos (Wander Lee) e Fronteira , do jovem compositor Rafa Castro, compõem a refinada lista de sucessos presentes em Tons de Minas  para a cantora Vânia Bastos interpretar neste 30 de setembro. Em apresentação única, Vânia subirá ao palco do Sesc do Carmo, na cidade de São Paulo, a partir das 19h30, muitíssimo bem acompanhada pelos pianistas Rafa Castro e Túlio Mourão, ambos mineiros, em um novo espetáculo talhado por Fran Carlo e Petterson Mello à altura da voz singular de uma das divas da música nacional e para o qual os produtores culturais reservam muitas surpresas. Algumas músicas de Tons de Minas estão gravadas em Vânia Bastos Canta Clube da Esquina, mas agora ganharam releitura sob a ótica dos arranjadores Mourão e Castro para execução a quatro mãos, constituindo um desafio para os dois pianistas que, embora de gerações diferentes, possuem talentos únicos e certeiros. 

Tons de Minas estreou em janeiro de 2019, com duas apresentações no Sesc de Santo André, em São Paulo. É espetáculo sensível em que a canção fica em primeiro plano num roteiro que busca desvendar um pouco dos mistérios que abarcam o repertório popular da música mineira”. escreveu a jornalista Bruna Cavalcanti, do portal Anna Ramalho.

Vânia Bastos começou a carreira profissional no início da década dos anos 1980 ao lado de Arrigo Barnabé, como solista de Clara Crocodilo – o disco marcante da chamada Vanguarda Paulista. Com Arrigo também foi a solista de Tubarões Voadores. Durante dois anos, cantou com Itamar Assumpção na Banda Isca de Polícia, nomes que pontificavam  ao lado de Arrigo em um circuito que girava em torno de templos da música contemporânea como o Teatro Lira Paulistana, na cidade de São Paulo.

Com mais de 30 anos de carreira, Vânia Bastos é considerada uma das mais importantes vozes da MPB,  dona de timbre raro que permite interpretação singular e que encanta em 12 discos, todos com ótimas respostas de crítica e público.  A discografia de Vânia Bastos, nascida em Ourinhos (SP), destaca obras marcantes do nosso cancioneiro de Tom Jobim e Caetano Veloso, por exemplo.

Pelos seus muitos atributos artísticos, Vânia Bastos recebeu convite para protagonizar o concerto inaugural da Orquestra Jazz Sinfônica e, ao longo de sua trajetória, teve participações especiais em seus discos de Ivan Lins, Milton Nascimento, Caetano Veloso e Edu Lobo. Recentemente, reabriu o Memorial da América Latina com a Jazz Sinfônica cantando com Elza Soares e Baby do Brasil, em 2017. Suas gravações fizeram parte de trilhas sonoras de novelas da TV Globo e do SBT. Em 2017, ganhou o Prêmio Profissionais da Música 2017 pelo consagrado álbum Concerto para Pixinguinha, um marco na MPB que gravou com o Marcos Paiva Quarteto.

A música instrumental de Túlio Mourão se apoia numa consistente construção melódica. O exercício e a vivência como premiado autor de trilhas sonoras lhe permite criar temas que estão muito longe de meros pretextos para improvisação.  Mourão busca um perfil pessoal e original dentro da música instrumental brasileira, metabolizando elementos que vão da música erudita aos cânticos religiosos da tradição sacra e popular de Minas Gerais. O pianista exercita um perfil mais brasileiro e rítmico por meio de uma estimulante dinâmica entre a mão esquerda e direita, resultando numa síntese batizada de jazz mineiro.

Mineiro de Divinópolis, Túlio Mourão é protagonista de uma rica história dentro da música brasileira: integrou a banda Os Mutantes na fase do rock progressivo e, em seguida, banda de artistas como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Chico Buarque, Caetano Veloso e Ney Matogrosso, entre outros.

Pianista, compositor e cantor, Rafa Castro é mineiro de São João Nepomuceno  radicado em São Paulo desde 2017.  Em julho lançou o terceiro álbum, Fronteira (Tratore), que reúne Mônica Salmaso, Teco Cardoso, Léa Freire, Neymar Dias, entre outros, mostrando que está em casa na capital paulista.  Rafa tem traçado um caminho de exploração do piano em todas as suas possibilidades, prezando pela liberdade de criação e consolidado sua forma abrangente de compor, com forte influência da música instrumental mineira. 

Apesar de ter menos de 10 anos de carreira, Rafa Castro reúne considerável  bagagem. Autor de trilhas sonoras para cinema (Cacos de vitral, 2015, e Modorra, 2016) e teatro, em 2011 recebeu o prêmio BDMG, em Belo Horizonte (MG), na categoria Jovem Instrumentista. Mais tarde, em 2015, gravou o primeiro álbum solo, Casulo, além de ter realizado uma turnê europeia que passou pela Alemanha, Rússia, Noruega, Portugal e França. Um fato significativo na sua carreira foi a parceria com o Mourão — com quem lançou o DVD/CD Teias (selo Delira Música/2014). Recentemente fez concerto na Sala Palestrina em Roma.

Vânia Bastos, Túlio Mourão e Rafa Castro – Tons de Minas

Dia: 30 de setembro, segunda-feira, às 19h30.
Local: SESC Carmo  
Endereço: Rua do Carmo, 147, Sé, São Paulo,  SP
Ingressos*:  R$ 20,00 / R$ 10,00 (meia-entrada) / R$ 6,00 (comerciário) * Venda limitada a seis ingressos por pessoa/CPF
Informações:    (11) 3111-7000
Vendas online:  https://www.sescsp.org.br/programacao/203076_VANIA+BASTOS ( Venda online a partir de 24/09/2019, às 12:00)

1226 – Zé Luiz Mazziotti lança CD ‘A Roma’, gravado em 1992, pelo selo Kuarup

Elogiado por Zuza Homem de Mello, paulista de Rio Claro interpreta canções consagradas de Chico Buarque, Paulinho da Viola, Gilberto Gil e Tom Jobim, entre outros, além de uma parceria dele com Sérgio Natureza

As audições matinais dos sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música começaram neste dia 24 com A Roma, de Zé Luiz Mazziotti, mais um lançamento do selo Kuarup e do qual recebemos o exemplar gentilmente nos enviado pelo amigo Moisés Santana, que ao lado de Beto Priviero responde pela agência Tambores Comunicação, na cidade de São Paulo. Somos gratos, mais uma vez, a ambos, e também cumprimentamos Rodolfo Zanke, diretor artístico da Kuarup e equipe, por mais esta valiosa contribuição à divulgação e compartilhamento da boa música e dos cantores, duplas, grupos, compositores e intérpretes brasileiros.

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1218 -Luiz Vieira (PE) ganha tributo aos 90 anos em espetáculo gravado e disco pela Kuarup 

Álbum celebra a obra do consagrado compositor através de intérpretes de diferentes gerações em novas gravações 

Um dos maiores e mais autênticos compositores da música brasileira, o músico cantador pernambucano Luiz Vieira, carinhosamente tratado no meio artístico por Menino Passarinho, completou 90 anos em 12 outubro do ano passado e para celebrar esta data especial, um notável elenco subiu ao palco do Teatro Itália, na cidade de São Paulo, dez dias antes, em 2 de outubro. O objetivo era celebrar a música e a poesia de Vieira na gravação do espetáculo que se transformou em um álbum de 20 faixas e rendeu um programa especial para o Canal Brasil, levado ao ar em 26 de janeiro, Um exemplar do disco, lançado recentemente pela produtora e gravadora Kuarup, está sendo tocado no momento em que redigimos esta atualização, gentilmente enviado à redação do Barulho d’água Música pelo diretor da Kuarup Musica, Rodolfo Zanke, ao qual e à cuja equipe agradecemos.

A gravação das 20 faixas levou ao Itália nomes de diferentes estilos e gerações da música brasileira como Daniel, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, Maria Alcina, As Galvão, Claudette Soares, Alaíde Costa, Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Moacyr Franco, Ayrton Montarroyos, Socorro Lira, Graça Braga, Anastácia, Verônica Ferriani e Zeca Baleiro, Altemar Dutra Júnior, Célia & Celma, Sérgio Reis, Claudette Soares e Eliana Pittman. A direção musical e os arranjos couberam ao pianista Alexandre Vianna e  a direção artística e a produção a Thiago Marques Luiz.

À época se recuperando de uma pneumonia, Luiz Vieira, por recomendações médicas, não pode comparecer. A ele caberia interpretar ao lado dos filhos mais novos (os gêmeos de 11 anos, Jorge e Luiz) Ponteio (Edu Lobo). Outra ausência sentida foi a de Ângela Maria, inicialmente escalada para coordenar a festa e receber os demais convidados, mas a Rainha do Rádio partiu dias antes, em 29 de setembro. Ela também se tornaria nonagenária em 13 de maio deste ano e também acabou homenageada no show.

O álbum da Kuarup é mais uma obra prima da gravadora que ressurgiu das cinzas, agora nas mãos da competente equipe de Zanke. Resgata e ajuda a tornar ainda mais admirados sucessos de Vieira que já atravessam décadas e estão na memória afetiva de várias gerações como Menino de Braçanã, Prelúdio Pra Ninar Gente Grande (em cuja letra há os versos que renderam ao homenageado o apelido “Menino Passarinho”), Paz do Meu Amor, Inteirinha, Na Asa do VentoGuarânia da Lua Nova. Algumas das vozes que as interpretam agora são contemporâneas de Luiz Vieira e gravaram canções dele nos anos 1950 e 1960, como os Agnaldos e Moacyr Franco,  E o texto de apresentação do álbum é de outro ícone da cultura nacional, o Sr. Brasil Rolando Boldrin, que se inspirou na carreira de Luiz Vieira nos anos 1960 para se tornar o famoso apresentador de causos e canções da televisão brasileira, hoje na TV Cultura. 

Luiz Vieira, natural de Caruaru (PE), tem profícuos 70 anos de carreira. Nesta rica trajetória gravou dezenas de discos, foi apresentador de rádio, de televisão de importantes emissoras e teve músicas gravadas por mais de 100 expoentes da MPB incluindo Maria Bethânia, Rita Lee, Caetano Veloso, Ivan Lins, Zizi Possi, Paulinho da Viola, Fagner, Alceu Valença, Nara Leão, Luiz Gonzaga, Evinha, Cauby Peixoto, Ângela Maria, Marlene, Inezita Barroso, Amelinha, Taiguara e Elba Ramalho, entre outros.

Luiz Rattes Vieira Filho de batismo, recebeu o nome de um dos avôs. Ainda aos dois anos, ficou órfão da mãe, e, antes dos dez se mudou para o estado do Rio de Janeiro para ser criado pelo avô, em Alcântara, município de São Gonçalo. Na ex-capital federal, a cidade do Rio de Janeiro àquela época, exerceu diversas atividades antes de ingressar na vida artística: chofer de caminhão, motorista de táxi, guia de cego, engraxate e lapidário. Ainda criança, cantou em circos e em parques de diversão e somava oito anos ao produzir sua primeira composição.

No início da carreira, Luiz Vieira preferia músicas românticas, valsas e samba-canções. Em uma rodada do programa de Renato Murce, na cidade do Rio de Janeiro, imitou Vicente Celestino, apresentou-se como crooner de orquestra num cabaré do bairro carioca da Lapa e assim conseguiu ser contratado pela Rádio Tupi, por intermédio de Paulo de Grammont. Em 1950, já integrava o cast das rádios Tupi e Record, de São Paulo, que pertenciam às Emissoras Associadas.

A canção Menino de Braçanã, composta em 1953 (em parceria com Arnaldo Passos), tornou-se seu primeiro sucesso, na voz de Roberto Paiva e, em seguida, o cantor Ivon Curi a gravou. No disco dos 90 anos, a interpretação coube a Renato Teixeira, acompanhado, entre outros, músicos pelo acordeonista do momento, Thadeu Romano. (Também participam do álbum  Ronaldo Rayol, ao violão, João Benjamin, ao baixo acústico e  o baterista Rafael Lourenço,)  

Entre 1954 e 1961, além de cantor da rádio e televisão Record paulista, Viera passou, ainda, pela Rádio Nacional (CBN). O programa Encontro com Luiz Vieira, levado ao pela extinta TV Excelsior, no canal 9, de São Paulo, estreou em 1962 e neste mesmo ano Vieira ganharia as paradas de sucesso com a canção Prelúdio Pra Ninar Gente Grande — que no álbum da Kuarup ganhou as vozes da trinca Timóteo, Rayol e Franco. Em 1963, emplacou outro grande sucesso, Paz do Meu Amor (Prelúdio nº 2), que Daniel reinterpretou, abrindo os trabalhos no Teatro Itália.

Luiz Vieira chegou a fazer diversas viagens aéreas por semana para cumprir agendas em cinco programas de televisão, cruzando o país, do Ceará ao Rio Grande do Sul. Também se tornou locutor da Rádio Manchete e é estudioso das músicas de cordel.

Faixas do álbum: 1. Paz do Meu Amor (Daniel)/ 2. O Menino de Braçanã (Renato Teixeira)/ 3. Guarânia da Lua Nova (As Galvão) / 4. Guarânia da Saudade (Ayrton Montarroyos) / 5. Os Olhinhos do Menino (Altemar Dutra Júnior) / 6. Estrada da Saudade (Célia&Celma) / 7. Inteirinha (Claudette Soares) / 8. Na Asa do Vento (Verônica Ferriani e Zeca Baleiro) / 9. Estrada do Colubandê (Maria Alcina e Edy Star) / 10. Pagando o Pato (Raimundo José) / 11. Maria Filó/O Danado do Trem (Anastácia) / 12. Corridinhos da Saudade (Socorro Lira) / 13. Balada do Amor Sublime (Moacyr Franco) / 14. Cativo (Sérgio Reis) / 15. Resto de Quem Parte (Agnaldo Rayol) / 16. Estrela Miúda (Graça Braga) / 17. Nossos Destinos (Eliana Pittman) / 18. Estrela de Veludo (Márcio Gomes) / 19. Poema de Um Bruto (Agnaldo Timóteo) / 20. Prelúdio Pra Ninar Gente Grande/Menino Passarinho (Agnaldo Timóteo, Agnaldo Rayol e Moacyr Franco).

https://music.apple.com/br/album/luiz-vieira-90-anos-ao-vivo/1461566990

Querido amigo e amado poeta LUIZ VIEIRA 

Ao ver você “dobrar” a “Esquina da Vida” (90), cercado de discípulos maravilhosos. numa comemoração tão “arretada”, tive Inevitavelmente que “voar” com o pensamento pra mentalizar os anos quando você apresentava o seu programa de TV. na Excelsior.

Ali. ao VIVO e em preto e branco, você “desfilava” suas obras, contava e declamava belíssimas histórias nordestinas

Foi ali, vendo e assistido emocionado as suas declamações. (Zé da Luz – “Brasil Caboclo”) e vendo a sua impecável Interpretação no seu eterno “MENINO PASSARINHO” que senti passar o meu ANJO bom (que me acompanha até hoje). pra sentenciar-me – Está aí. ROLANDO BOLDRIN Este deve ser e será o seu “caminho”. É Isso que você deve APRENDER a fazer: emocionar as pessoas. contando e cantando um BRASIL de verdade 

Foi ali, assistindo emocionado você, que escolhi o meu “DESTINO” de artista brasileiro. Por Isso, amado Poeta, LUIZ VIEIRA, você foi, ainda é e continuará sendo, eternamente, o meu maior MESTRE. 

Um grande beijo deste seu ETERNO admirador. que por motivos de “Viagem” não estava presente em CARNE-E-OSSO na sua FESTA.

PARABÉNS MESTRE LUIZ VIEIRA

Rolando Boldrin, outubro de 2018 

Braços curtos

A música Menino de Braçanã foi o primeiro sucesso de Luiz Vieira, que a gravou, em 1954, pela gravadora Todamérica, apontou o articulista Paulo Peres, autor em 28 de maio de 2017 do texto Um menino de Braçanã, que trazia Jesus Cristo no seu coração, publicado no portal Tribuna da Internet.

Peres observou:“Braçanã é um lugar situado no Município de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, onde Luiz Vieira morou algum tempo. Antigamente, as terras para serem vendidas eram medidas através de braçadas, isto é, a pessoa abria os braços e, consequentemente, contava uma, duas, cem, mil braçadas etc.  Entretanto, se alguém desconfiasse que a medida não estava correta, dizia que a terra parecia ter sido medida pelos braços de uma anã, surgindo, daí, o nome Braçanã”.

Sobre a Kuarup 

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros. 

Kuarup Música, Rádio e TV: http://www.kuarup.com.br 

Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577/ Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br/

 

1211 – Wallace Oliveira Trio abre turnê paulista com concerto gratuito na Casa de Cultura Ipiranga*

Proposta dos músicos  é apresentar a versatilidade da guitarra portuguesa, acompanhada por violão e percussões, com repertório que vai do rock à milonga, da world music ao baião em uma narrativa musical que une o tradicional ao contemporâneo, parte do repertório do álbum lançado em 2018 com concorridas apresentações além-mar

Com Eliane Verbena, da Verbena Comunicação

Após turnês de sucesso em Portugal, o Wallace Oliveira Trio traz a versatilidade da guitarra portuguesa, instrumento tradicional do fado, para espaços da cidade de São Paulo, em quatro concertos gratuitos neste mês e em agosto, e ao 19º Festival de Inverno de Paranapiacaba (FIP), em Santo André (SP). Formado por Wallace Oliveira (guitarra portuguesa), Sérgio Borges (violão de sete cordas) e Adriano Busko (percussão), o trio tocana Casa de Cultura Ipiranga, neste domingo, 21 de julho, às 16 horas. Duas apresentações no FIP estão previstas para uma semana depois, no dia 28 de julho: a partir das 15 horas, no Palco Mercado, e, depois acompanhada pela fadista luso-brasileira Ciça Marinho, no Palco Rua Direita, às 18 horas. Wallace, Borges e Busko regressarão à Capital para novas rodadas em 16 , 21 e 23 de agosto (ver a guia Serviços)

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1199 – Sesc de Osasco (SP) abre com o mineiro Wilson Dias o projeto Ponteios de Viola

Apresentações de músicos que têm o instrumento como essência em sua trajetória musical, com entradas gratuitas, serão promovidas no Deck da Cafeteria ao longo dos sábados de junho, a partir das 15 horas

A unidade Osasco do Sesc do estado de São Paulo promoverá ao longo dos sábados de junho o projeto Ponteios de Viola. que terá como atrações em quatro datas músicos que têm a viola como essência em sua trajetória musical. Os convidados brindarão o público com apresentações gratuitas no Deck da Cafeteria sempre a partir das 15 horas com repertórios e causos que traduzem a história em torno deste instrumento tradicional. O primeiro violeiro, Wilson Dias (MG), estará no palco neste dia 8. Uma semana depois, no dia 15, será a vez de Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc. Em 22 de junho, Paulo Freire e Danilo Morais e, no encerramento, no dia 29, a cantoria será comandada pelo trio Conversa Ribeira. 

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1195 – Luis Kiari (PB) lança De Dentro, pelo selo Kuarup, com participações de Nando Cordel e Chico Lobo

Canções promovem a integração das raízes tradicionais sertanejas à modernidade sonora do artista de Campina Grande que mora na cidade do Rio de Janeiro  um dos mais destacados talentos da nova MPB

O selo Kuarup está lançando De Dentro, segundo álbum de Luis Kiari, paraibano de Campina Grande há seis anos radicado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e que acaba de promover miniturnê por cidades do Nordeste visitando os estados da Paraíba e de Pernambuco. O disco, gentilmente enviado ao boteco do Barulho d’água Música pelo produtor Rodolfo Zanke — ao qual mais uma vez somos gratos, estendendo os agradecimentos à toda a equipe da gravadora e editora — tem produção de Ricardo Gomes e mixagem e masterização feitas pelo consagrado engenheiro de som Ricardo Carvalheira. Reúne nove singelas, mas poéticas faixas nas quais se ouve a participação especial do cantor, compositor e instrumentista pernambucano Nando Cordel  — em A Paz de Esperar, que assina a parceria com Kiari na composição –, mais o brilhante e toque inconfundível das violas caipira e dinâmica do músico mineiro Chico Lobo, em todo o repertório¹. As canções promovem a integração das raízes tradicionais sertanejas à modernidade sonora do artista, um dos mais destacados talentos da nova geração da MPB. E o projeto gráfico De Dentro é outra atração do álbum. Assinado pelo conterrâneo do cantor, Vito Quintans, revela um conceito artístico baseado em xilogravura, conforme pode ser conferido nos clipes disponibilizados no sítio eletrônico de Kiari, acompanhado das letras (lyrics) das canções, ou nas principais plataformas digitais.

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1182 – Grupo Instrumental Cor das Cordas lança novo álbum, da Kuarup, em Sampa

Disco que passeia por canções autorais e clássicos da MPB tem as participações especiais de Zé Luiz Mazziotti, Edmundo Carneiro e André Kurchal

O grupo Cor das Cordas lançaem 10 de maio, em São Paulo, Outras Cores, título do segundo projeto do trio instrumental formado pelos músicos Edinho Godoy, Luca Bulgarini e Milton Daud pela gravadora Kuarup. A estreia do disco de dez faixas instrumentais, gentilmente nos enviado pela Kuarup, à qual agradecemos, mais uma vez, em nome de Rodolfo Zanke, está programada para o Centro Brasileiro Britânico, a partir das 20 horas (ver a guia Serviços).

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1154 – Sutileza e contundência, sem firulas, marcam novo disco de Ayrton Montarroyos (PE)

Pernambucano que vem recebendo diversos elogios da crítica pelo trabalho de pesquisa e interpretação da canção popular brasileira lança seu segundo disco, em parceria com o violonista do Sr. Brasil Edmilson Capelupi

A gravadora Kuarup está lançando Um mergulho no nada, segundo álbum do cantor de Recife (PE) Ayrton Montarroyos (Ayrton José Montarroyos de Oliveira Pires), no qual acompanhado pelo violonista Edmilson Capelupi interpreta por meio de um bem elaborado repertório clássicos da MPB e de contemporâneos como Ylana e Yuru Queiroga. E que ninguém se perca pelo nome escolhido por Ayrtinho — como é chamado por familiares como a avó Célia o jovem pernambucano nascido em 1995 – para batizar o álbum gravado em uma única apresentação no glamouroso Teatro Itália em 1º de abril de 2018, na cidade de São Paulo: pare o mundo por meros 35 minutos, menos que um dos dois tempos de pelada, e faça o julgamento apenas após terminar a última das 10 faixas — se é que pelo meio da audição o amigo ou seguidor já não estiver tomado por um “magnetismo inescapável”, como escreveu o crítico e jornalista Lucas Nobilo, que ouviu Um mergulho no nada “quatro vezes de enfiada” e também estamos fazendo desde que o disco chegou à redação, gentilmente cedido ao Barulho d’água Música por Rodolfo Zanke, a quem mais uma vez somos gratos.

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