1256 – HQ ‘A Viola Encarnada’ traz narrativa visual inspirada no cancioneiro caipira*

Projeto  de Yuri Garfunkel contemplado pelo ProAC retrata a música caipira com roteiro e artes visuais de Yuri Garfunkel e participação do violeiro Ivan Vilela

*Com Ellen Fernandes, da EBF  Comunicação 

ebfcomunicacao@gmail.com)/(11) 99189-0354//(11) 4525-1698

Faz sentido trazer para o desenho uma música que tem uma narrativa tão imagética”.

A afirmação do professor, violeiro, compositor, arranjador e pesquisador da música caipira Ivan Vilela contextualiza o enredo de A Viola Encarnada: Moda de Viola em Quadrinhos, uma história em quadrinhos (HQ) baseada em temas sugeridos em mais de 80 canções do repertório caipira. Com roteiro e artes visuais do desenhista, músico e educador Yuri Garfunkel, o projeto contemplado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) será lançado na cidade de São Paulo, no sábado,  9 de novembro, na Livraria do Espaço (veja a guia Serviços).

Dividida em dez capítulos, conforme as dez cordas da viola caipira, que também lhes dão título, A Viola Encarnada: Moda de Viola em Quadrinhos retrata as aventuras dos amigos Vaqueiro e Violeiro em viagens pelo interior do país nas quais protagonizam diversas situações recorrentes do cancioneiro caipira. “A narrativa aborda a função social da viola desde suas origens rurais, o trabalho no campo e com o gado, as pescarias, o próprio ofício do violeiro que toca nas festas e nas fazendas”, disse Garfunkel. “O ponto de partida da trama é o assassinato do Chico Mineiro. A partir daí busquei outras modas que esclarecesse esse mistério.”

Como a maioria das pessoas, Garfunkel teve seu primeiro contato com a música caipira quando era criança por conta das canções que suas avós cantavam. Com o passar dos anos, seu interesse pelo gênero aumentou e há cinco anos começou a tocar viola. “Desde então, o roteiro da HQ foi se formando na minha cabeça a partir do repertório que conheci ao longo da vida”, comentou. Para ele, a música caipira destaca-se por sua sonoridade única. “Ela engloba uma grande variedade de ritmos e a qualidade das composições é impressionante.”.

Garfunkel já possuía o conhecimento do repertório caipira como músico, flautista e violeiro. Para contextualizar o enredo, convidou Ivan Vilela para compartilhar seu conhecimento histórico na introdução do livro. Yuri Garfunkel teve a genial ideia de trazer este universo histórico da formação cultural do nosso povo para os quadrinhos. E traduziu em belas imagens tais narrativas reproduzindo cenas icônicas de modas e momentos. Além disso, a linguagem dos quadrinhos atinge um público diverso, inclusive mais jovem, e que desconhece essa história e essa música”, descreveu Vilela.

Em suas 172 páginas, a obra conduz o leitor para uma viagem sonora afinada com as características históricas e visuais da flora e da fauna dos estados brasileiros, fundamentais na formação da cultura caipira, numa jornada que percorre os sertões até chegar à cidade grande. Um dos diferenciais da produção é que os acontecimentos e paisagens descritos nas letras propõem ao leitor um encontro com a imaginação, pois estão interligados visualmente, ou seja, sem textos ou balões de fala. Desta forma, o leitor pode induzir o conteúdo do texto sugerido pelos títulos das canções de referência que são indicadas no rodapé das páginas e dispostas para conferência em uma playlist digital no Canal ‘A Viola Encarnada’ no Youtube: https://www.youtube.com/playlist?list=PLvcPsRrO7n0ud-bsTU1ljWts_cRRNzx-d

Com sua obra, o autor e ilustrador Yuri Carlos Garfunkel pretende apresentar uma visão do universo da música de viola diferente da proposta pelo mercado cultural. Desenhista, músico e educador desde 2004, é criador do Sopa Art Br, estúdio de artes visuais, de ilustração e de design, com mais de 10 anos de experiência em comunicação visual ligada à cultura. O estúdio Sopa desenvolve seu trabalho autoral a partir de pesquisas na união de linguagens artísticas, expandindo o formato das histórias em quadrinhos por meio de relações com a arte urbana, música e educação.

Quatro exposições criadas nesse conceito — Música-Visual (2009), X-Sampa (2011), Lendas na Rua (2013) e Centenário do Samba (2016) — circularam por diversas galerias, parques e estações do Metrô da cidade de São Paulo, e chegaram à Argentina, à Itália e à Espanha. Como profissional autônomo, Yuri Garfunkel ilustrou uma série de projetos de comunicação visual para artistas e festivais, além de diversas publicações, livros, revistas e histórias em quadrinhos, entre elas a HQ promocional da série Supermax, lançada na CCXP 2015. Como músico, flautista e violeiro, integra desde 2008 o grupo instrumental Kaoll e, recentemente, passou a integrar o grupo Pequeno Sertão, de música caipira autoral, dos quais também é responsável pela comunicação visual. Como educador, desenvolve oficinas de desenho e criação artística, entre elas a oficina Lendas na Rua para crianças e Memória Musical, voltada ao público da Terceira Idade, ambas com circulação no Estado de São Paulo pela rede do SESC.

Portfólio online: www.sopa.art.br

Ivan Vilela é violeiro, compositor, arranjador, e pesquisador da música caipira, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade do Estado de São Paulo e também diretor da Orquestra Filarmônica de Violas. Foi tema de um especial da TV Cultura em 2010 e cursou a faculdade de História antes de ingressar no curso de Composição musical da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde conclui o bacharelado em Artes, Composição Musical em 1994, e o mestrado em Composição Musical em 1999. Obteve o doutorado em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo, com a tese ‘Uma história social da música caipira’, em 2011. Foi indicado para o Prêmio Sharp de 1998, na categoria Revelação Instrumental, pelo álbum Paisagens. Em 2002, foi agraciado com a Medalha Carlos Gomes. É autor do livro ‘Cantando a Própria História’, em cujas páginas descreve o desenvolvimento da viola caipira no país desde o século XIV e as transformações sociais que culminaram no evento da cultura caipira. Atualmente faz residência na Universidade de Aveiro, em Portugal e vem circulando por várias cidades da Europa promovendo concertos, workshops e outros eventos acadêmicos que têm a viola caipira como tema.

A revista pode ser adquirida nas principais livrarias ou no site da editora Red Clown Books.  

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https://jornal.usp.br/cultura/a-moda-de-viola-vira-historia-em-quadrinhos/

 

1252 – Ouça clássicos brasileiros, de Violeta Parra e dos Beatles em disco de Ulisses Rocha com cello, baixo elétrico, trompete e viola caipira

Destacado violonista e compositor carioca que integrou o D’Alma é um dos mais influentes da atual geração brasileira, admirado por um estilo inconfundível que transita entre os mundos da música brasileira,da música erudita e do jazz 

O Quinteto, álbum instrumental de Ulisses Rocha, lançado em 2017, abriu as audições matinais que promovemos todos os sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque (SP), neste dia 26 de outubro. Gravado com 10 faixas que são releituras de clássicos universais de músicos de diversos estilos — de João do Valle e Luiz Vieira a John Lennon e Paul McCartney, passando por Violeta Parra, Heitor Villa Lobos, Luizinho e Teddy Vieira e chegando a Milton Nascimento — O Quinteto reúne, além de Ulisses Rocha: Raïff Dantas Barreto (cello), Vitor Loureiro (baixo elétrico), Walmir de Almeida Gil (trompete) e Ivan Vilela (viola caipira), oferecendo um mini-concerto que poderá ser apreciado tanto no portal eletrônico do autor, quanto em várias plataformas digitais nas quais estão disponíveis, ainda, várias outras joias da discografia de Ulisses Rocha, trabalho que totaliza 16 discos e inclui os produzido ainda como integrante do extinto grupo D’Alma, fora as participações em álbuns de amigos e parceiros de estrada.

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1245 – Rádio USP de Sampa muda programação para dar destaque à diversidade da música brasileira

Tom Jobim, Chico Buarque de Hollanda e Milton Nascimento, entre outros artistas consagrados, têm espaço, mas acervo de 6 mil composições definido com a colaboração de Ivan Vilela privilegia registros musicais produzidos nas cinco regiões do país  desde os primórdios  do século 20

Do original de Roberto C. G. Castro

Editorias: Cultura – URL Curta: jornal.usp.br/?p=275446

Exibir o máximo possível da enorme diversidade da música brasileira é o objetivo da nova programação musical da Rádio USP [Universidade de São Paulo], da cidade de São Paulo, que estreou em 1º de outubro, de acordo com o jornalista Gustavo Xavier, um dos responsáveis pela reformulação. Xavier explicou que a rádio dedicará o tempo de sua grade à música para manifestações de todas as regiões do País, do passado e do presente e nos mais variados ritmos. “Nós queremos oferecer aos nossos ouvintes a possibilidade de acesso à imensa riqueza da música brasileira”, observou. “É um patrimônio cultural riquíssimo, que para a maioria das pessoas permanece desconhecido.”

A nova programação da Rádio USP é resultado de quase três anos de trabalho. Nesse período, uma equipe da Superintendência de Comunicação Social (SCS) da USP – que mantém a emissora -, formada por diretores, produtores e estagiários, fez um amplo levantamento dos registros musicais produzidos nas cinco regiões do país (Norte, Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste), desde as primeiras décadas do século 20 até hoje.

Gustavo Xavier: “Queremos que os ouvintes tenham acesso à imensa variedade da música brasileira” (Foto: Cecília Bastos/USP Imagens)

No final do processo, a emissora montou acervo com 6 mil composições dos mais diversos ritmos, gêneros e origens, incluindo canções de artistas consagrados como Tom Jobim, Chico Buarque de Hollanda e Milton Nascimento, obras ligadas a ritmos folclóricos, como catira, chula, coco e lundu, e músicas tipicamente regionais, como a trova mineira, o fandango rio-grandense e o siriri mato-grossense. “Essas músicas serão apresentadas ao longo de toda a programação musical”, informou Xavier. “Dessa maneira, a qualquer momento em que ligar o rádio, o ouvinte terá contato com as mais diferentes expressões musicais”, acrescentou o jornalista, lembrando que o acervo continuará a ser ampliado.

 A equipe da SCS teve a consultoria do professor Ivan Vilela, do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, um dos maiores especialistas em música popular do Brasil.

Fora as novidades na programação musical, pouco foi modificado no restante da grade da emissora. Dedicado à música brasileira da década dos anos 1930 a 1960, o programa Memória Musical, que começava às 5h30 e terminava às 7 horas, passará a ser transmitido – a partir da segunda quinzena de outubro – das 6 às 7 horas. Haverá também novas vinhetas, que apresentarão os programas e a hora certa. Os tradicionais programas diários da emissora continuaram em seus horários normais, como o Jornal da USP no Ar (das 7h30 às 9h30) e o Via Sampa (das 12 às 13 horas). A emissora conta, ainda, com 28 colunistas – todos professores da USP – que, ao longo da programação da manhã, fazem análises aprofundadas sobre temas ligados à sua área de estudos.

 “Entendemos que o trabalho realizado até aqui expressa bem a missão da Rádio USP como uma rádio universitária de uma instituição pública, compromissada com a formação cultural dos ouvintes e sintonizada com todo o legado da música brasileira em todas as suas vertentes”, divulgou em nota a direção da Superintendência de Comunicação Social da USP, a respeito das reformulações na programação musical. “Continuamos contando com toda a equipe para dar a melhor expressão possível a esse projeto, e seguimos abertos a sugestões e comentários”, acrescentou a nota, assinada pelo superintendente de Comunicação Social da USP, Luiz Roberto Serrano, pelos jornalistas Marcia Blasques, Marcello Rollemberg e Gustavo Xavier e pelo estagiário Vitor Ramirez Lopes, aluno do Departamento de Música da ECA. 

A Rádio USP de São Paulo pode ser sintonizada em 93,7 MHz e pela internet, no endereço www.jornal.usp.br/radio. A programação completa da emissora está disponível neste link.

VIOLA EM DESTAQUE

A Rádio USP também mantem em sua grade Revoredo, programa produzido e apresentado pelo maestro José Gustavo Julião de Camargo, do Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, com trabalhos técnicos de Luiz Antonio Fontana, que é dedicado ao universo da viola caipira e seus expoentes, tocadores e compositores . O Revoredo ocupa o horário das 17 horas todas às quinta-feiras e pode ser sintonizado tanto pela Rádio USP Ribeirão Preto, em 107,9 MHz, quanto pela Rádio USP São Paulo, em 93,7 MHz. Há reprise aos sábados, a partir das  8 horas, em ambas as emissoras.

O maestro Julião apresenta o programa Revoredo para as rádios de São Paulo e de Ribeirão Preto (Foto: André Estevão)

Todas as edições do Revoredo podem ser ouvidas pela internet e baixadas em formato Mp3 e já destacaram, entre outros, trabalhos de violeiros como Levi Ramiro, Fernando Caselato, Ricardo Vignini, Rodrigo Delage,  mais populares no universo caipira, quanto nomes ainda pouco conhecidos, tais quais Victor Gulin, Emiliano Pereira, Claudivan Santiago, Marcos Mesquita e Galvão Frade.

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1243 – Com concerto na Assembleia de MG, Reinaldo Toledo apresenta livro 11 Estudos para Viola

Os 11 Estudos para Viola Brasileira também ganharam o formato em disco, lançado e, agosto de 2018 e disponivel nas plataformas digitais. Em ambos os volumes, o trabalho de Toledo recebeu elogios de Ivan Vilela

#vivajoãobá

O violeiro e professor, graduado em Música (Licenciatura e Bacharelado com habilitação em violão) pela Universidade Federal de Uberlândia, Reinaldo Toledo, será a atração na quinta-feira, 10 de outubro, de mais uma rodada do Projeto ZÁS, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. No palco, Toledo apresentará a partir das 19 horas concerto de viola caipira instrumental solo para marcar o lançamento do Livro de Partituras 11 Estudos para Viola Brasileira, obra artístico didática que ele assina e nasceu da necessidade por composições para a viola caipira que pudessem incentivar seus alunos a desenvolverem técnica motora e musicalidade simultaneamente.

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1237- Dez Cordas, disco raro de Ivan Vilela, chega às plataformas digitais

Já está esgotado no formato físico, álbum lançado em 2007 pelo mineiro de Itajubá que é uma das referências da viola no Brasil inova na maneira de tocar o instrumento e reúne no repertório Mário de Andrade, The Beatles, Chico Buarque e Pereira da Viola, entre outros

Dez Cordas, um dos álbuns da discografia do compositor, pesquisador e professor mineiro Ivan Vilela, de 2007, passou a estar disponível nas plataformas digitais a partir da sexta-feira, 27 de setembro. Com 14 faixas instrumentais, ao longo de sua trajetória Dez Cordas atravessou o Brasil pelas mãos de seus ouvintes, de outros violeiros e músicos, mas 12 anos se passaram e já teve sua tiragem do formato físico esgotada. Por isso, para quem não tinha um exemplar em mãos, recorrer ao streaming, agora, é a solução perfeita para, finalmente, ouvi-lo. O linque que dá acesso e permite salvar a playlist está em http://ffm.to/dezcordas.

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1233 -Violeiro Paulo de Lins (SP) lança “Paisagens da Alma”, na Escola Waldorf Francisco de Assis

Disco com direção musical de Zeca Collares traz 10 faixas, todas compostas pelo cantor – que cresceu ouvindo Zé Bettio e Clube da Esquina –, em parcerias com Tânia Baptista, Alcides Bernardi e Eduardo Américo.

O violeiro e cantador da música brasileira Paulo de Lins vai ser atração no sábado, 21 de setembro, na Escola Waldorf Francisco de Assis (EWFA), estabelecida na cidade de São Paulo. Na ocasião, Paulo de Lins promoverá o lançamento do seu primeiro disco autoral, Paisagens da Alma, em concerto previsto para começar às 19 horas e que integra a agenda de eventos em comemoração aos cem,anos da Pedagogia Waldorf. O público poderá acompanhar, ainda, apresentações especiais do coral de pais, coral de alunos e orquestra da EWFA. Paulo de Lins tocará acompanhado pelo grupo Cantares, que reúne Aninha Freire (contrabaixo), Cláudio Torezan (violão) e Eduardo Gianesella (percussão). O valor da entrada para prestigiar a cantoria está estabelecido em R$20 e toda a renda do evento será revertida para os projetos pedagógicos da EWFA. Crianças até 7 anos não pagarão.

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1231 – Thamires Tannous (MS/SP) gira pela Europa com Canto-Correnteza, seu segundo álbum autorala Europa

Álbum é uma mistura de influências desde às raízes sul-mato-grossenses até a porção árabe da cantora. De selo independente, sucede  Canto pra Aldebarã, de 2014, que rendeu a ela  o Prêmio Grão da Música

A cantora e compositora Thamires Tannous está girando por cidades da Europa como Liubliana, capital da Eslovênia, Coimbra e Lisboa, ambas em Portugal, e Linz, na Áustria, onde vem apresentando o seu mais novo álbum, Canto-Correnteza, o segundo de sua carreira, lançado oficialmente há pouco mais de um mês, em 8 de agosto, na unidade 24 e Maio do Sesc paulistano. Com 10 faixas, disponível nas plataformas virtuais e à venda nas boas lojas do gênero, com distribuição pela Tratore, Canto-Correnteza foi o disco escolhido para abrir neste 7 de setembro, Dia da Independência cá em Pindorama, as audiências matinais de todos os sábados que promovemos na redação do Barulho d’água Música.

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1230 – Trio Serra Acima recebe Renato Teixeira e Yassir Chediak em Maringá (PR)

Com direção musical do violeiro Rogério Gulin e primeiro álbum em fase de lançamento, Emiliano Pereira, Júnior Bier e João Triska tentam sem deixá-las de lado ir além das tradições da viola caipira

O Trio Serra Acima, na estrada desde 2012, quando surgiu em Curitiba (PR), será atração na quinta-feira, 12, do Teatro Municipal Calil Haddad, situado na cidade de Maringá (PR), quando a partir das 20 horas terá como convidados Renato Teixeira e Yassir Chediak.

Com direção musical do violeiro Rogério Gulin, o Trio Serra Acima atualmente reúne Emiliano Pereira, Júnior Bier e João Triska com a missão de tentar ir além das tradições da viola caipira, sem deixá-las de lado, posto que o instrumento – também conhecido por viola brasileira ou viola de arame — tem história muito forte ligada ao campo, por meio do gênero caipira, além do fandango do litoral paranaense e sul-paulistano. Entretanto, a partir de Renato Andrade, alguns violeiros têm se esmerado a levar a viola a outros patamares, seja ele de repertório ou de interpretação, inserindo-a em ambientes que vão de concertos de música erudita a festivais de rock’n roll e hoje ele é presente desde os mais remotos rincões aos grandes centros urbanos.

Ivan Vilela, Paulo Freire, Roberto Correa, Rogério Gulin e Fernando Deghi são alguns dos nomes que predominam neste cenário em que a viola ultrapassa a fronteira de instrumento da música caipira. E a proposta da tríade  curitibana é justamente contribuir nesse sentido, ao explorar os arranjos em trio, uma formação pouco usual na viola, conjugando aspectos da música tradicional, erudita e popular brasileira.

A musica tradicional de viola faz parte da ideia do grupo  por meio da incorporação de alguns ritmos que estão tradicionalmente ligados ao universo da viola. Tais ritmos já fazem parte da própria linguagem do instrumento e aparecem naturalmente nos arranjos do trio. A música erudita está presente principalmente na concepção do trabalho, nas ideias contrapontísticas dos arranjos, nas nuances de dinâmica, numa tentativa de se explorar a sonoridade do instrumento de formas variadas, no apuro técnico, sempre com um foco muito grande na interpretação do que está sendo tocado.

A música popular brasileira é o guarda- chuva que abarca todo o universo de repertórios e possibilidades exploradas pelo grupo. Ela chega naturalmente pelas experiências prévias de cada integrante, e assim, diversos ritmos brasileiros fazem parte do trabalho como baião, pagode de viola, toada, choro, fandango, maracatu, entre outros. Todos esses elementos somados, dão ao Trio Serra Acima uma identidade única, aguçada pela valorização das raízes paranaenses da viola, e pelo desejo de contribuição com um novo repertório a partir de composições próprias dos integrantes do grupo.

Em julho, o Trio Serra Acima protagonizou duas noites de shows para lançamento do primeiro álbum, levando grande público ao renomado Teatro Paiol, um dos mais tradicionais do país, situado em Curitiba. O repertório do disco explora, justamente, a viola caipira em suas de diversas formas e apresenta músicas de Roberto Corrêa, Heitor Villa-Lobos, Waltel Branco e Tião Carreiro, entre outros compositores, permitindo aos curitibanos explorarem a sonoridade das dez cordas em arranjos instrumentais de músicas paranaenses e temas folclóricos do estado, mesclando-os a ritmos brasileiros.

Renato Teixeira e Yassir Chediak, dois dos mais conceituados violeiros do país, estarão no Paraná

A entrada para o concerto do Trio Serra Acima com Teixeira e Chediak é franca, mas como forma de contribuição solidária será aceito um brinquedo, em bom estado de conservação, para doação posterior ao Provopar — associação civil, com personalidade jurídica de direito privado, sem fins econômicos e lucrativos, com a finalidade de assistência social, educacional, beneficente, cultural, ambiental, saúde e geração de renda, com o fito de contribuir para a melhoria da qualidade de vida, cidadania e humanização da sociedade paranaense.

João Triska, autor dos álbuns Iguassul é Nos Braços dos Pinherais, é finalista do 5° Prêmio Profissionais da Música na modalidade Criação, categoria Artistas Interpretes Violas e Violeiros. O Troféu Parada da Música será entregue aos vencedores em 3 de novembro, em Brasília (DF).

Júnior Bier, ao lado de Rogério Gulin e Oswaldo Rios, violeiro do grupo curitibano Viola Quebrada, mensalmente apresenta a Roda de Viola Caipira, encontro musical da Fundação Cultural de Curitiba. A cantoria ocorre sempre no Conservatório de MPB de Curitiba, com entrada franca, e o próximo convidado do trio será Daniel Vicenti, na quarta-feira, 25 de setembro, a partir das 17 horas. O Conservatório fica na rua Mateus Leme, 63, Largo da Ordem..

Emiliano Pereira, formado em música pela Faculdade de Artes do Paraná, desde 2007, desenvolve trabalhos de pesquisas sobre toques, ritmos e sonoridades da viola caipira de 10 Cordas, desde suas tradições, até sua expressão mais contemporânea. Trabalha ainda com  world music, música regional brasileira, música infantil e participou de projetos como o Fandango Paranaense e Orquestra à Base de Cordas de Curitiba. Também é professor e ministra aulas e oficinas de música.

É autor do álbum Clareando, de dez canções, de composição própria,  que fazem o ouvinte viajar por campos, riachos e paisagens que não podem ser vistas – mas sentidas – sem sair do lugar. No disco a gostosa sonoridade da viola caipira se soma a arranjos de artistas parceiros na gravação. Cada canção teve um diferente processo de criação, mas têm em comum a inspiração vinda de grandes nomes da música brasileira – como Almir Sater, João Paulo Amaral, Hermeto Pascoal e Dominguinhos – e de músicos e grupos locais – como Rogério Gulin, Terra Sonora e Rosa Armorial

Serviço:

Trio Serra Acima recebe Renato Teixeira e Yassir Chediak
12/9, 21 horas
Local: Teatro Teatro Calil Haddad
Endereço: Avenida Doutor Luiz Teixeira Mendes, 2500, Maringá, PR

Leia também no Barulho d’água Música:

1062 – Cantor e compositor João Triska (PR) participa de ritual indígena em videoclipe de Iguassul

999 – Paraná guarda com carinho e saudade a obra de Romano Nunes, o Cabelo, desde menino exímio violonista

 

1223 -Ivan Vilela faz concertos em Guarulhos e em São Paulo após lançar álbum com Benjamim Taubkin

Violeiro, um dos mais conceituados do país, tocará no Sesc de Guarulhos e no Instituto Tomie Othake

Professor, pesquisador, compositor e um dos mais destacados violeiros do país, Ivan Vilela, será atração o neste sábado, 24, da unidade Guarulhos do Sesc paulista, onde se apresentará a partir das 18h30, acompanhado por Filipe Massumi, ao violoncelo, e por Ari Colares, à percussão. A distribuição do começará a partir das 17h30, no Centro de Música, para o concerto que deverá ocupar o Auditório (sala 4) e durante o qual o público ouvirá composições e arranjos que se utilizam de elementos das culturas populares brasileiras, mesclando-as com sonoridades das músicas clássica e e popular. Vilela transitará por diferentes paisagens sonoras, explorando texturas e contrapontos, mesclando sutilezas melódicas, nas quais o tonal e o polimodal se fundem num misto de cruzamentos rítmicos.

Além de músicas consagradas dos vários álbuns – como Paisagens, A Força do Boi e Solidão -, destacam-se no programa obras como Sertão e Castelo dos Mouros,  do álbum Encontro, gravado por Vilela em parceria com o pianista Benjamim Taubkin e lançado no começo de agosto, na unidade 24 de maio do Sesc paulistano.

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1219 – Ivan Vilela lança disco com Orquestra do Mato Grosso reunindo clássicos da música caipira  

Com regência do maestro Leandro Carvalho, álbum A Força do Boi, da Kuarup, traz clássicos da música regional, do The Beatles e a serenata para cordas do inglês Edward Elgar

A produtora e gravadora Kuarup está lançando um novo disco, agora reunindo em 9 faixas instrumentais a Orquestra de Mato Grosso (OEMT), sob regência do maestro Leandro Carvalho, e Ivan Vilela, em um trabalho que evidencia a versatilidade da viola caipira acompanhada por instrumentos de uma orquestra de câmara. Todo instrumental, A Força do Boi traz temas como Tristeza do Jeca e Eleonor Rigby (faixa disponível somente no álbum digital) com nova roupagem por meio de arranjos ousados e criativos. O encontro de Ivan Vilela com a OEMT ocorreu em novembro de 2014, em Mato Grosso, quando eles apresentaram conceitos e entraram em estúdio para registrar o resultado. 

Ivan Vilela é um dos principais instrumentistas brasileiros da atualidade e referência no estudo, pesquisa e composição para viola caipira. Professor doutor da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos idealizadores do primeiro curso de bacharelado de viola caipira no país. Este é seu primeiro álbum em parceria com uma orquestra e um exemplar do disco está rolando agora na vitrolinha aqui no boteco do Barulho d’água Música enquanto escrevemos esta atualização. O disco nos foi enviado, gentilmente, por Rodolfo Zanke, diretor cultural da Kuarup, ao qual e à toda equipe somos mais uma vez gratos!  .

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