1022 – Acervo do Barulho d’água Música recebe os álbuns do são-roquense Edson D’áisa

A redação e o cafofo do Barulho d’água Música estão sendo embalados nestes dias entre outras novidades pelos álbuns Todos os Cantos do Vale e Tua Obra, teu Pão, ambos do cantor e compositor Edson D’aísa.  Natural de São Roque (cidade distante 62 km de São Paulo), D’aísa despertou o interesse por música ainda na adolescência, influenciado na década dos anos 1980 por festivais estudantis, nos quais conseguiu várias conquistas. Como “minhoca da terra”, ele busca sempre em suas composições transmitir a essência das histórias e dos personagens que desenvolveram o seu lugar — dedicação e compromisso reconhecidos em 2006 quando o ProAc o contemplou pelo projeto Darcy Penteado na Canção. Já no ano seguinte, D’aisa gravou Todos os Cantos do Vale, seu primeiro álbum.

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853 – Katya Teixeira (SP) recebe amigos e fãs em teatro lotado e lança Cantariar comemorando 21 anos de trajetória

A cantora, instrumentista e compositora Katya Teixeira (SP) recepcionou no palco e na plateia do teatro do Sesc Belenzinho, em São Pailo, na noite de sábado, 9 de abril, familiares, amigos, fãs e parceiros de estrada para festejar o lançamento de Cantariar, álbum com o qual marca 21 anos de carreira. O espetáculo merece adjetivos como deslumbrante e memorável, mas ambos, além de correr o risco de parecerem reducionistas, soariam com pouca fidelidade ao que foi visto e ouvido. Acompanhada por Cássia Maria (percussão), Ney Couteiro (violão) e Thomas Rohrer (rabeca), Katya Teixeira apresentou o repertório ao seu melhor estilo, costurando a apresentação com histórias sobre sua trajetória artística pelo Brasil afora e alguns países latino-americanas, narradas com bom humor mais acentuado do que o de costume, e interpretando com propriedade e deleite as canções que no disco, cuja distribuição agora cabe a Tratore, teve remasterização de Júlio Santin (SP).

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Troféu Pinóquio será prêmio de Sérgio Turcão e de Giba da Viola para quem contar a maior mentira em festival de Barão Geraldo (SP)

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Giba da Viola, o vencedor do Festival de Causos de 2014, e Sérgio Turcão: só não vale dizer em Barão Geraldo que nunca mentiu e tentar entrar se passando por guri para não pagar o ingresso: os organizadores são mentirosos natos, mas enquanto você vem com o milho…

A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer (Mário Quintana)

Neste Sábado de Aleluia, dia 4 de abril, quem quiser um pouco de diversão para além de malhar algum político como se fosse Judas encontrará bons motivos para se descontrair, e rir, acompanhando, a partir das 12h30, o VIII Festival de Causos e Mentiras, que o músico Sérgio Turcão, da dupla Jica y Turcão, promoverá em restaurante localizado no bairro Barão Geraldo, de Campinas (SP). Ao melhor contador de causo, história ou mentira será ofertado o Troféu Pinóquio. Tradição que se repete em datas sempre  próximas a 1º de abril, por razões óbvias, a participação será aberta a toda pessoa que conseguir fazer inscrição até cinco minutos antes do início das apresentações. Além das lorotas, de quebra o público assistirá show caipira com Sérgio Turcão e Giba da Viola, eméritos e natos contadores de causos.

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Oswaldinho e Marisa Viana são atrações da terceira rodada do Brasil Caboclo, no Sesc São Caetano (SP)

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Marisa e Oswaldinho Viana, dedicados à música raiz e caipira, gravaram três álbuns e no mais recente prestam tributo ao compositor Elpídio dos Santos (Foto: Arquivo pessoal)

 

O Sesc de São Caetano do Sul promoverá nesta sexta-feira, 20, mais uma rodada do projeto Brasil Caboclo, encontro de cantores e compositores que ao som do ponteado da viola apresentarão canções, causos, crenças e histórias  já pôs no palco Passoca (SP) e Yassír Chediak (RJ). Desta vez, a atração será a dupla Oswaldinho e Marisa Viana. A cantoria começará às 19 horas, sem restrição etária para a entrada do público, e preço de ingresso variando entre R$ 5,00 e R$ 17,00. O Sesc São Caetano fica na rua Piauí, 554, telefone 11 4223 8800, a 1400 metros da estação da CPTM.

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Joyce Carvalhaes, do Acordais, faz aniversário hoje

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Os primeiros parabéns aos aniversariantes de 2015 enviados pelo Barulho d’água Música são para Joyce Carvalhaes, uma das integrantes e vozes do Acordais, uma das mais gratas surpresas do gênero caipira que despontou no ano passado, no qual acompanha o marido compositor e violeiro Alex Rocha.

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Acordais e Trio José encantam plateia em mais um Sr.Brasil, com Rolando Boldrin

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O casal Alex Rocha e Joyce Carvalhaes, fundadores do Acordais, que esteve no Sr.Brasil em 14/10 (Fotos: Marcelino Lima)

O Barulho d’água Música acompanhou na noite da terça-feira, 14 de outubro, mais uma gravação no teatro do SESC Pompeia do programa Sr.Brasil.

Os convidados de Rolando Boldrin, desta vez foram, o grupo Acordais, que tem a participação de Jica, da dupla Jica Y Turcão, e o Trio José, este formado por amigos de São José dos Campos. Ambos são novidades das melhores no cenário musical brasileiro e encantaram a plateia.

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Turcão restitui disco zoado por gato

Sérgio Turcão, que faz dupla com Jica, no palco do SESC Pompeia (Marcelino Lima)

O querido Sérgio Turcão, que forma com o amigo Jica uma das mais irreverentes duplas paulistas e do Brasil e que, juntos, também integraram o Tarancón na década dos anos 1970, restituiu à minha coleção de discos um título precioso, cujo exemplar anterior foi inutilizado por uma traquinagem de um dos meus antigos gatos: “Música de Relaxo”, o primeiro disco que eles lançaram, inicialmente pela Carambola Discos, e que agora ganhou nova tiragem com o selo da Tratore. Turcão salvou o acervo do Barulho d’água no camarim do teatro do SESC Pompeia em 4 de junho. Naquela noite, minutos antes, ele acabara de tocar com Daniel Franciscão e o convidado especial do programa Sr. Brasil, Lucas Ventania.

Classificar o estilo de Jica y Turcão seria algo impreciso demais. As faixas de “Música de Relaxo”, como eles mesmos indicaram no subtítulo, têm elementos “afrocaribenhalatinocaipirabrasileiros”, compostos em letras cujo tempero é o bom humor, a maioria escrita por ambos. A intenção é mesmo descontrair, e relaxar não necessariamente comporta aqui o sentido de esculachar. Dentro desta proposta, Jica y Turcão também readaptaram  marchinhas folclóricas como “Tororó”, da Bahia, e “La Cucaracha”, do México. Nesta sobrou até para a clássica “Chico Mineiro”. Cantada em italiano, a saga da última viagem para o sertão de Goiás virou “Francesco Minero”, com direito a referências a Rita Pavone e Nico Fidenco e Gino Paoli, entre outros cantores da Bota.

Capa de “Música de Relaxo”, da dupla Jica y Turcão, ambos ex-integrantes do Tarancón

Há no disco, ainda, cômicas alusões a algumas colônias de imigrantes cujos representantes elegeram Sampa para viver, como “Buxa o cordão”, cujas personagens são os libaneses Nagib e Salomão, “Melô do Portuga”, “Japa” e “Ai de mim”, cujo refrão é “ai de mim, ai de mim, eu fui passar o Carnaval em Berlim” onde quem toca o pandeiro é nada mais, nada menos, que o elegante Franz Beckenbauer, capitão da seleção alemã campeã do mundo em 1974.

Turcão e este blogueiro, no camarim do SESC Pompeia (Foto: Elisa Espíndola)

O repertório de “Música e Relaxo”, do qual se pode destacar, ainda, “Vinheta quem gosta”, e passeia por Paranapiacaba, Pindamonhangaba, Itaquaquecetuba, Pirassununga, Ituverarva e Aldeia de Carapicuíba, colocou o álbum entre os concorrentes ao Prêmio Sharp de 1996. A sátira e a paródia também são ingredientes básicos nos dois outros álbuns de Jica y Turcão, “Ord Music” e “Preto no Branco”.