Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!


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986 – Considerado “maldito” no início da carreira, Luiz Melodia conquistou o mundo com a insubmissão nata e deixa aos fãs discografia com 16 álbuns

O Barulho d’água música se solidariza à dor dos amigos, fãs e familiares do cantor, compositor e músico carioca Luiz Melodia (Luiz Carlos dos Santos), que morreu hoje, 4 de agosto, na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), aos 66 anos, por complicações causadas pelo câncer, de medula óssea, que combatia. Melodia estava internado no hospital Quinta D’Or e entrou em óbito por volta das 5 horas, desfecho que tentou evitar chegando a se submeter a um transplante do órgão atacado pela doença e à sessões de quimiteorapia, às quais, no entanto, o organismo dele não respondeu favoravelmente. O sepultamento está previsto para este sábado, 5, às 10 horas, no Cemitério do Catumbi, após velório na quadra da Escola de Samba Estácio de Sá.

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982 – Tunai e Wagner Tiso apresentam “Saudades da Elis” na estação ferroviária de Poços de Caldas (MG)

Em mais uma rodada do projeto Composição Ferroviária, moradores de Poços de Caldas e região e turistas que estiverem aproveitando o inverno passeando pelo município sul mineiro poderão curtir, gratuitamente, na manhã de domingo, 30 de julho, apresentação dos músicos Tunai e Wagner Tiso, protagonistas do show Saudades da Elis. Antes de eles subirem ao palco do pátio da estação ferroviária, o público terá a oportunidade de matar saudades de músicas que embalam a memória afetiva de várias gerações, recordadas a partir das 10 horas pelo Choro a Dois. O duo é formado por Gabriel Carbonari (violão) e Jéssica Rosado (bandolim), novos talentos que têm encantado a cidade.

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970 – Patrícia Lopes leva ao Jazz B show inspirado em poemas de amor e dedicados ao universo feminino, de Fernando Pessoa

A pianista e compositora Patrícia Lopes protagoniza O Feminino em Pessoa, espetáculo que aborda a paixão amorosa por meio de músicas inspiradas em poemas do consagrado português Fernando Pessoa que poderá ser apreciado em 11 de julho, a partir das 21 horas, no palco do Jazz B, em São Paulo. Sem contar os próprios textos de um dos mais admirados poetas de todos os tempos, o autor que viveu entre 1888 e 1935 destaca-se na literatura universal pela construção de heterônimos aos quais deu vida tal qual o trio Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, dotados de personalidades e estilos distintos. A síntese da obra do lisboeta e deste conjunto de notáveis múltiplos dele é qualificada por rara sensibilidade e faz soarem vozes e modos diversos de percepção do mundo que trazem à tona o que pode haver de mais recôndito na alma humana — sentimentos, desejos, emoções e temas entre os quais o amor e as peculiaridades femininas são dos mais recorrentes. No show, Patrícia Lopes também mostrará composições inéditas, feitas especialmente para esta apresentação e contará com as participações da portuguesa Sofia Vitória (que vem ao Brasil para breve temporada, recitando poemas), de Ana Luiza (vocais), de Paula Pires (clarinete) e de Sebastian Ruiz (viola de arco).

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904 – Carol Saboya lança Carolina, álbum que considera o trabalho que mais mostra suas influências  

O nome Carolina tem origem alemã e significa “mulher forte, cuidadosa e amorosa”. A cantora Carol Saboya nem sabia disso quando resolveu escolher esse título, o próprio nome de batismo, para o 12º álbum da carreira. Mas gostou da coincidência, pois além do nome afirmar o quanto há de pessoal nesse disco, também ela se sente uma mulher assim depois dessas duas décadas de estrada: “De todos os meus discos, Carolina é o que mais demonstra minhas influências. Só fui perceber isso depois de escolher as músicas. Aí, vi que não existia nome mais apropriado para denominá-lo”.

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812 – Em meio a várias homenagens, Passoca, Alzira Espíndola e Gereba relembram sucessos do Vozes e Viola, que apresentavam no Lira Paulistana (SP)

Os cantores e compositores Passoca, Alzira Espíndola e Gereba se encontraram na noite de domingo, 14 de fevereiro, para protagonizarem acompanhados por Noel Bastos (percussão) e Peri Pane (violão e violoncelo) mais um show do projeto Lira Paulistana: 30 anos. E depois? que vem sendo promovido desde janeiro no teatro da unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo. Mais do que recordarem canções que os consagraram quando integravam a Vanguarda Paulista, o trio homenageou vários expoentes da música regional e popular brasileira, um dos quais Geraldo Roca. Com voz embargada, Alzira Espíndola (que tem como nome artístico, atualmente, Alzira E.) conseguiu conter o choro, mas não represou a emoção ao interpretar, ao violão, Trem do Pantanal, que Roca compôs com o conterrâneo Paulo Simões e que se tornou um hino oficioso do Mato Grosso do Sul. Geraldo Roca foi encontrado morto em seu apartamento situado em Campo Grande (MS), na manhã do mais recente Natal.

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784 – Músico da Boa Terra, Sergio Di Ramos lança álbum de jazz tupiniquim e defende a música como elemento de reflexão e devoção

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Sérgio Di Ramos, cantor e compositor baiano nascido em Itabuna e atualmente radicado em Ilhéus está comemorando o sucesso de Tupynamjazz, álbum que lançou ao final de 2014, com participações de Chico Lobo, Quinteto Violado e Bárbara Leite e já se encontra esgotado na maioria das lojas virtuais para as quais foi distribuído. O álbum de 15 canções que precisa ser encomendado por vários dos sites do gênero pela falta dele no estoque é o quinto da carreira que Sérgio Di Ramos iniciou já maduro, em 2008, embora tenha inclinação para a música desde criança: aos 9 anos já ensaiava composições com influências inclusive do rock progressivo do Pink Floyd, aos 12 ganhou o primeiro violão, um presente da mãe, e com 17 baixou no Rio de Janeiro levando na mala fitas cassetes nas quais gravara o que classificava de “garatujas musicais”, conforme contou à jornalista Raquel Rocha, durante entrevista ao programa Bem Viver, da TV Itabuna, em novembro de 2014.  A ideia era apresentá-las aos produtores culturais lotados na Cidade Maravilhosa, mas o plano não vingou.

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772 – Graça Braga reverencia Candeia e Maria Alcina relembra sucessos de Luiz Gonzaga no Sesc Campo Limpo (SP)

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A irreverente Maria Alcina protagonizará espetáculo em homenagem ao Rei do Baião (Foto: Vinícius Campos e arte da xilogravura em destaque de Ariovaldo Leite)

A unidade do Sesc Campo Limpo programou ótimas atrações musicais para os dias seguintes ao Natal e à entrada do Ano Novo para quem mora em São Paulo e não vai pegar a estrada em viagem de férias ou estiver na cidade ou região metropolitana a passeio. Uma das apresentações dará ao público a oportunidade de curtir Maria Alcina, um dos ícones da cultura brasileira, que levará à plateia em 3 de janeiro uma releitura da obra do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, com entrada franca, a partir das 18h30!

Júnior Meirelles, compositor e multi-instrumentista, abrirá a lista das boas opções no sábado, 26 de dezembro, a partir das 20 horas. A apresentação integra a turnê do projeto Pra Quem Tem Coragem de lançamento do álbum homônimo. O repertório é dos mais vibrantes, combina gêneros tradicionais como o samba e pop com timbres e arranjos contemporâneos de metais possibilitando um encontro que promete curar quem por acaso ainda estiver com ressaca de panetone, de peru e de champanha ou amarrando bode por não ter curtido o presente do amigo-oculto.

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A apresentação de Júnior Meirelles dará sequência à turnê do projeto Pra Quem Tem Coragem de lançamento do álbum homônimo (Foto: Divulgação)

A Poesia Samba Soul, banda liderada por seu fundador, multi-instrumentista e produtor musical Cláudio Miranda, ocupará o palco no domingo, 27, a partir das 18h30. O repertório destacará músicas próprias com pegada dançante dos álbuns Antes Soul do que Mal Acompanhado e Favela da Paz. Claudinho Miranda, Fabio Bass, Pikeno, Paulinho e Hellem Fernandes começaram o projeto em 1988, no extremo sul da cidade de São Paulo, desde então já produziram seis discos e agora estão lançando o terceiro DVD (comemorativo aos 25 anos de estrada) com composições cujas letras transmitem mensagens de incentivo e histórias do cotidiano. A banda já tocou em países como Portugal, Espanha, França, Alemanha e Suíça, muito por conta da música e dos projetos que desenvolve em São Paulo por meio do Instituto Favela da Paz e o Estúdio Áudio Visual, localizado no Jardim Ângela, bairro da zona Sul da cidade.

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Graça Braga: potente voz em reverência a mestres como Candeia, Nelson Cavaquinho, Herivelto Martins e Adoniran Barbosa (Foto: Divulgação)

Graça Braga, que estará no Sesc Campo Limpo  quando os ponteiros cravarem 20 horas do sábado, 2 de janeiro, é intérprete e compositora dona de voz potente. Egressa do Samba da Vela, Graça Braga celebra o compositor Candeia (1935 – 1978), um dos papas do samba carioca, autor de canções como Réu Confesso e Preciso Me Encontrar e participa de vários projetos musicais em São Paulo nos quais presta tributos a Adoniran Barbosa, a Nelson Cavaquinho, e a Herivelto Martins. Eu Sou Brasil, primeiro álbum autoral, lançado em 2007, faturou o Troféu Catavento, reconhecido pela Rádio Cultura como melhor produção independente de samba e melhor música (Dona do Samba, dela em parceria com Paquera). Em 2011, saiu o segundo disco, Dia de Graça – Samba de Candeia, produzido por Thiago Marques Luiz com direção musical de Everson Pessoa, participação de Leci Brandão e Marcos Sacramento. Graça Braga participa também dos CDs 100 Anos de Adoniran Barbosa, 100 Anos de Nelson Cavaquinho e 100 anos de Herivelto Martins.

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Maria Alcina será a estrela de Asa Branca, em tributo ao Velho Lua, que promete interpretar com o merecido respeito, mas sem abrir mão de sua conhecida irreverência para trazer ao público entre mais de 20 sucessos do Rei do Baião clássicos como Paraíba Mulher Macho, Baião, Sabiá e Qui Nem Jiló, com acompanhamento de Olívio Filho (percussão/bateria, violão e o acordeon). A direção artística de Asa Branca será de Fran Carlo,  que também  está à frente de projeto no qual Vânia Bastos reedita o repertório que ela gravara em 1992 Vânia Bastos Cantando Caetano [Veloso].

Natural de Cataguases (MG), Maria Alcina começou a brilhar ainda naquele município antes de se estabelecer na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os primeiros trabalhos marcaram o chamado “Teatro de Revista”, no qual conviveu e atuou com a atriz Leila Diniz, e em casas de espetáculos. A  projeção nacional veio a partir de 1972 quando gravou Fio Maravilha (Jorge Ben Jor), seguida de interpretações de sucessos de artistas consagrados como Rita Lee, João Bosco e Aldir Blanc e Eduardo Dusek. Em 2003,  Maria Alcina voltou a surpreender fãs e críticos ao gravar Agora com o grupo de música eletrônica Bojo, com direito a participação durante a Feira de Música Popkomn, em Berlim.  Em 2009, a mineira ganhou o Prêmio da Música Brasileira nas categorias de melhor cantora, melhor álbum e melhor produção com Confete e Serpentina.

O Sesc Campo Limpo fica na rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, a 500 metros da estação Campo Limpo da Linha 5 Lilás do Metrô e do terminal de ônibus do bairro. Para mais informações há o telefone 11 5510-2700.

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