Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!


Deixe um comentário

970 – Patrícia Lopes leva ao Jazz B show inspirado em poemas de amor e dedicados ao universo feminino, de Fernando Pessoa

A pianista e compositora Patrícia Lopes protagoniza O Feminino em Pessoa, espetáculo que aborda a paixão amorosa por meio de músicas inspiradas em poemas do consagrado português Fernando Pessoa que poderá ser apreciado em 11 de julho, a partir das 21 horas, no palco do Jazz B, em São Paulo. Sem contar os próprios textos de um dos mais admirados poetas de todos os tempos, o autor que viveu entre 1888 e 1935 destaca-se na literatura universal pela construção de heterônimos aos quais deu vida tal qual o trio Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, dotados de personalidades e estilos distintos. A síntese da obra do lisboeta e deste conjunto de notáveis múltiplos dele é qualificada por rara sensibilidade e faz soarem vozes e modos diversos de percepção do mundo que trazem à tona o que pode haver de mais recôndito na alma humana — sentimentos, desejos, emoções e temas entre os quais o amor e as peculiaridades femininas são dos mais recorrentes. No show, Patrícia Lopes também mostrará composições inéditas, feitas especialmente para esta apresentação e contará com as participações da portuguesa Sofia Vitória (que vem ao Brasil para breve temporada, recitando poemas), de Ana Luiza (vocais), de Paula Pires (clarinete) e de Sebastian Ruiz (viola de arco).

Continuar lendo


1 comentário

749 -Comemore em Sampa, em show com entrada franca, os 80 anos de Alaíde Costa (RJ)!

alaide trio

Alaíde Costa chega aos 80 anos cantando, há 60, sucessos dela e de compositores e parceiros como Milton Nascimento e Consuelo de Paula (Foto: Divulgação)

No dia 8 de dezembro, a intérprete e compositora Alaíde Costa (Rio de Janeiro/RJ) completará 80 anos de vida, dos quais 60 inteiramente dedicados à música brasileira. Para marcar a data, Alaíde Costa protagonizará show gratuito neste domingo, 6 de dezembro, a partir das 19 horas, no Teatro Décio de Almeida Prado (São Paulo), acompanhada pelo parceiro de palco, o pianista e arranjador Giba Estebez. Em Alaíde Costa – 80 Anos, a aniversariante mostrará que o tempo não maculou a sua voz e o seu talento como intérprete, mas ao ouvi-la relembrar os momentos mais relevantes de sua carreira é a plateia quem ganhará o presente: estarão no repertório composições próprias como Você é Amor (parceria com Tom Jobim); Amigo Amado (com Vinícius de Moraes); Banzo ( com José Márcio Pereira); e Meu Sonho (com Johnny Alf), entre outras músicas de autores consagrados.

Alaíde Costa, aliás, há alguns dias já nos dera o presente ao lançar Porcelana, álbum em parceria com Gonzaga Leal  (Serra Talhada/PE) que entre releituras de canções de Caetano Veloso e Orlando Morais (Divinamente Nua, a Lua), Alceu Valença (Solidão), Capiba (Quando Se Vai um Amor), Fim do Ano (Zé Miguel Wisnik e Swami Jr.),  do português Zeca Afonso (O Meu Menino é D’Oiro) traz maravilhas como Porcelana (Moisés Santana), Delicado (Socorro Lira) e de Consuelo de Paula Água Doce no Mar e Bem me Quer — esta uma parceria de Consuelo com o conterrâneo, Luiz Salgado, e o eterno mestre Rubens Nogueira. Porcelana vem arrancando merecidos elogios, como o do músico, maestro e arranjador Jaime Além que escreveu ter sentido uma “flecha certeira no peito”, pois”há muito tempo um disco não me impactava tanto”. As palavras de Consuelo de Paula, entretanto, sintetizam no encarte exatamente o que o álbum traz de bom para a música brasileira:

12274750_1516742688640491_1449912290569037612_n

Porcelana (Consuelo de Paula)

Houve um tempo em que eu só conseguia ler a poesia de Cora Coralina.
Era um tempo difícil e histórias como as do prato azul-pombinho salvavam o meu dia.
O prato era uma raridade, uma porcelana herdada pela família da então pequenina Cora
Eis que um dia a peça amanheceu quebrada e mesmo sem ser a autora, Coralina recebeu dura repreensão pelo acontecido.
Porcelana é palavra mesmo de histórias, é palavra de refinamento, é palavra de arte.
Porcelana esconde mistérios e revela o que tem que ser revelado.
Assim é o álbum que reúne Alaíde Costa e Gonzaga Leal entre canções amorosas, entre instrumentistas e arranjadores que sabem escrever notas sobre finas louças, entre poesias que expressam o visível e o invisível das linhas claras e coloridas pousadas sobre o branco.
Assim é o cd destes dois artistas que celebram a amizade com um presente: surpreendentes traços tingidos com duas vozes de diferentes gerações interpretando compositores também de várias gerações – um ciclo onde na verdade não se sabe mais o que é anterior ou posterior, mas onde tudo parece nascer neste instante.
E como se Gonzaga enviasse um convite para Alaíde em forma de uma linda caixa florida amarrada com fitas azuis – dentro dela as mais raras porcelanas: oferendas pelos oitenta anos da nossa diva – e Alaíde respondesse apenas com o que mais fez e quer fazer em sua vida: cantar!
E desta vez cantar ao lado de outro artista que também dedica sua vida à música e faz agora, em nome de todos nós, esta festa de comemoração: uma reunião como se estivéssemos sempre juntos, além do espaço e do tempo.
A beleza deste encontro é tanta que milagrosamente refaz os desenhos existentes no prato azul-pombinho da Cora Coralina, pois o que importa é a beleza que guardamos em nossos olhos, em nosso coração e alma.
E ouvir o encontro entre Alaíde Costa e Gonzaga Leal é sentir o pássaro do divino pousando sobre nós.

12109321_1501803030134457_2521418997465335248_n

Alaíde Costa com Gonzaga Leal, parceiro de Porcelana (Foto: Divulgação)

Mais sobre Alaíde Costa, por Deborah e Eliane Verbena

Nascida no Rio de Janeiro em 8 de dezembro de 1935, Alaíde Costa iniciou sua carreira profissional em 1955, como crooner, no Rio de Janeiro. Em 1959, levada por João Gilberto, conheceu os compositores da bossa nova, quando gravou seu primeiro LP. Participou do programa o Fino da Bossa (TV Record/SP), interpretando Onde Está Você (Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini), canção que se tornou emblemática em sua carreira. Em 1965, lançou o LP Alaíde Costa e, em 1972, gravou em dueto com Milton Nascimento a faixa Me Deixa em Paz (Airton Amorim e Monsueto), incluída no LP Clube da Esquina. Em 1988, lançou Amiga de Verdade, com participações de Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Ivan Lins e Egberto Gismonti; e em 1995, o  Alaíde Costa & João Carlos Assis Brasil.

A discografia ainda conta com Falando de Amor (2000) gravado em Paris, tendo no repertório as canções Amor é Outra Liberdade (Sueli Costa e Abel Silva) e Tudo se Transformou (Paulinho da Viola), além da faixa-título (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Em 2003, apresentou-se em Londres com Johnny Alf, no London Jazz Festival. Dois anos depois, lançou, no Theatro São Pedro (SP), Tudo Que o Tempo me Deixou, produzido por Antônio Carlos Vidigal e que marcou os seus 50 anos de carreira. No mesmo ano, foi contemplada com o Prêmio Rival Petrobras da Música como Melhor Cantora, e ainda participou, ao lado de Elza Soares e Jair Rodrigues, do show Brasil Brasileiro, apresentado em Paris e Toulouse no encerramento do Ano do Brasil na França. Em agosto de 2006, retornou à Europa para apresentações do mesmo espetáculo na Espanha, Áustria, Alemanha e Inglaterra.

Em 2007, veio volume II da parceria da cantora com João Carlos Assis Brasil e, dois nos depois novo CD em homenagem ao amigo e parceiro Milton Nascimento. Já  em 2012 gravou disco dedicado ao também amigo e parceiro Johnny Alf; em 2013 reverenciou o centenário de nascimento de Vinícius de Moraes com o show Alaíde Canta Vinícius, apresentando-se em teatros do Sesi e interpretando a obra do “poetinha” musicada por alguns dos seus célebres parceiros, entre eles a própria Alaíde Costa. Em 2014, lançou o álbum Canções de Alaíde, o primeiro da carreira formado somente por composições próprias, algumas em parceria com importantes nomes como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Geraldo Vandré, Johnny Alf, João Magalhães, Hermínio Bello de Carvalho, Paulo Alberto Ventura e José Márcio Pereira. Alaíde acabou de gravar em São Paulo um DVD em comemoração aos seus 80 anos; e, juntamente com o violonista Toninho Horta, lançou Alegria É Guardada Em Cofres Catedrais.

Serviço

Show: Alaíde Costa – 80 Anos
Dia 6 de dezembro. Domingo, às 19h
Teatro Décio de Almeida Prado
Rua Cojuba, 45 – B. Itaim Bibi/SP. Tel: (11) 3079-3438
Grátis – ingressos na bilheteria 1 hora antes do show de 60′ e classificação livre

soups


Deixe um comentário

Violões do Pará celebra encontro de Salomão Habib e Sebastião Tapajós com Nêgo Nelson e revelações da música do estado

habib

Do Pará, enviados pelo cantor e compositor amigo deste Barulho d’água Música Jorge Andrade, tem chegado para o acervo do blog ótimos álbuns, de diversos estilos, proporcionando-nos conhecer a variedade de estilos e o talento dos músicos do Norte do país. Além do Bélem Cheio de Bossa 2, entre outros títulos, já enriquece nossa coleção um belo trabalho gravado em dois discos intitulado Violões do Pará, produzido pelo Sesc daquele estado para o selo Violões da Amazônia e que surgiu dos ideais de Carlos Marx Tonini, homem da cultura paraense que sempre se esmerou pela divulgação e valorização da arte de seu povo

Continuar lendo