1261 – Baiano por afeição, Walter Lajes é mais uma joia da ditosa galeria dos cantores e compositores da Boa Terra

Paranaense de berço, depois de passar pela cidade do Rio de Janeiro e também morar em Pernambuco, músico  que já lançou oito álbuns fixou-se em Vitória da Conquista, município onde um dos vereadores acaba de homenageá-lo por mais uma exitosa participação em festival, na cidade paulista de Barueri

A Bahia é generosa com o país e a cultura popular quando o assunto é a contribuição para a boa música e o enriquecimento do nosso cancioneiro. Partindo de Dorival Caymmi e toda a sua família, passando por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Pepeu Gomes — para ficar apenas em algumas consagradas joias do estilo popular –, passamos por Elomar, Xangai, Roque Ferreira, Gereba e seu parceiro Capinam — mais dedicados ao que o mercado gosta de classificar como “regional” — entre tantos outros exemplos, chega-se sem surpresas à conclusão que o estado de Castro Alves nada deixa a dever aos que consideram como referencial apenas o Sudeste maravilha — premissa que, por sinal, vale ainda para outros da região Nordeste, sem exceção de nenhuma de suas unidades federativas.

E colocando mais dendê na conversa, ainda que paranaense de nascimento “por um acidente de percurso”, conforme ele mesmo declarou ao Barulho d’água Música, o compositor, poeta, cordelista e como o próprio também se define, cantador Walter Lajes, joga fácil nesta seleção de baianos e tem feito por merecer que holofotes e emissoras, produtores e agentes de espetáculos e programas, bem como a indústria fonográfica, sejam mais generosos e o escalem sem medo de caneladas e de tomar gols contra.

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1211 – Wallace Oliveira Trio abre turnê paulista com concerto gratuito na Casa de Cultura Ipiranga*

Proposta dos músicos  é apresentar a versatilidade da guitarra portuguesa, acompanhada por violão e percussões, com repertório que vai do rock à milonga, da world music ao baião em uma narrativa musical que une o tradicional ao contemporâneo, parte do repertório do álbum lançado em 2018 com concorridas apresentações além-mar

Com Eliane Verbena, da Verbena Comunicação

Após turnês de sucesso em Portugal, o Wallace Oliveira Trio traz a versatilidade da guitarra portuguesa, instrumento tradicional do fado, para espaços da cidade de São Paulo, em quatro concertos gratuitos neste mês e em agosto, e ao 19º Festival de Inverno de Paranapiacaba (FIP), em Santo André (SP). Formado por Wallace Oliveira (guitarra portuguesa), Sérgio Borges (violão de sete cordas) e Adriano Busko (percussão), o trio tocana Casa de Cultura Ipiranga, neste domingo, 21 de julho, às 16 horas. Duas apresentações no FIP estão previstas para uma semana depois, no dia 28 de julho: a partir das 15 horas, no Palco Mercado, e, depois acompanhada pela fadista luso-brasileira Ciça Marinho, no Palco Rua Direita, às 18 horas. Wallace, Borges e Busko regressarão à Capital para novas rodadas em 16 , 21 e 23 de agosto (ver a guia Serviços)

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1197 – Maria Alcina traz sua atuação performática no álbum In Concert lançado pela Kuarup 

Neste novo disco, ao vivo, a mineira de Cataguases revê clássicos de meio século de carreira como Fio Maravilha, acompanhada pela recém formada orquestra SP Pops Symphonic Band 

Neste sábado, 1º de junho, a vitrolinha aqui do boteco do Barulho d’água Música tocou primeiro Maria Alcina In Concert com SP Pops Symphonic Band, mais um ótimo disco com a marca do selo Kuarup e do qual recebemos um exemplar, gentilmente enviado por Rodolfo Zanke, amigo ao qual — e a toda equipe — somos de novo gratos. Maria Alcina completou em abril 70 anos, dos quais quase 50 dedicados à música. Este feito por si só já seria suficiente para comemorações, porém, a convite de  Ederlei Lirussi, maestro da SP Pops Symphonic Band, apresentou-se pela primeira vez em sua carreira com grande orquestra, iniciando de maneira grandiosa as festividades desse marco em sua vida. 

A apresentação gerou o álbum ao vivo Maria Alcina in Concert, que promove encontro inusitado entre a estética clássica das orquestras e o vasto universo pop criativo e versátil que consagrou a artista. Tanto o show quanto, o disco,  propõem um passeio pela música vanguardista de Maria Alcina em todas as fases do sua carreira. Estão presentes no repertório sucessos como Fio Maravilha (Jorge Ben Jor, 1972), Kid Cavaquinho (João Bosco o Aldir Blanc, 1974), Tome Polca (José Maria de Abreu e Luís Peixoto, 1950), Prenda o Tadeu (Antonio Sima e Clemilda, 1985) e Eu sou Alcina (Zeca Baleiro, 2013) entre outras composições no show dirigido e produzido por Thiago Marques Luiz, produtor de seus mais recentes trabalhos fonográficos. 

Sobre Maria Alcina 

Maria Alcina dispensa apresentação. É personalidade de nossa música com reconhecido lugar numa galeria de intérpretes com forte identidade, Em qualquer registro da história da música brasileira recente, tem de constar sua performática atuação no Festival Internacional da Canção de 1972 como vencedora da etapa nacional, eternizando a música Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor.

Mineira de Cataguases, Alcina mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro no começo da década dos anos 1970. Cantou em casas de shows e boates, apresentou-se em teatros de revista ao lado de Leila Diniz, por exemplo, até explodir, em 1972, no FIC. Na década seguinte fez enorme sucesso com músicas retiradas do folclore, como Prenda o Tadeu e É Mais Embaixo. Como gosta de desafios, na década dos anos 1990, a convite de Nelson Motta, participou de show em homenagem a Carmen Miranda, no Lincoln Center em Nova York, nos Estados Unidos, com Aurora Miranda e Marília Pêra.

Em 2003 Maria Alcina deu nova guinada ao lado de grupo eletrônico paulistano Bojo: gravou Agora, que ampliou sua faixa de público. Juntos, Maria Alcina e o Bojo se apresentaram em importantes eventos para jovens como Com:tradição, nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, e Abril Pro Rock, em Recife (PE).

Com o álbum Confete e Serpentina (2009), venceu o Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Cantora Popular e Melhor Disco Popular. Nesse disco há mistura de gerações diversas, de Alberto Ribeiro (1902/1971) a Paulinho da Viola a nomes mais recentes como Roseli Martins, Wado e Moisés Santana. Em 2014 saiu De Normal Bastam os Outros, com canções inéditas de Zeca Baleiro (Eu Sou Alcina), Arnaldo Antunes (De Normal), Karina Buhr (Cocadinha de Sal), Anastácia (Concurso de Bicho). Em 2015, veio o DVD homônimo, devido ao sucesso da turnê De Normal Bastam os Outros. Em 2018 foi a vez de homenagear a obra de Caetano Veloso, cantando um repertório verborrágico do compositor como as músicas Fora Da Ordem, Língua, Estrangeiro, A Voz do Morto e Tropicália entre outras. Maria Alcina integra também o álbum Canta Inezita, em tributo à obra de Inezita Barroso, produzido por Thiago Marques Luis e com a participação da icônica dupla As Galvão, Claudio Lacerda e Consuelo de Paula, do selo Kuarup.

A Orquestra SP Pops Symphonic Band, integrada por 45 músicos, todos atuantes na cena musical paulistana  

Com fôlego de iniciante, Maria Alcina segue paralelamente com os shows Canta Inezita e preparando a turnê com a Orquestra SP Pops Symphonic Band, integrada por 45 músicos, todos atuantes na cena musical paulistana. Os instrumentos se dividem entre cordas, madeira, metais, percussão sinfônica, além de ter o ‘lado pop’, com piano, baixo e bateria. É influenciada e toma emprestado o jeito de grafar o nome da norte-americana Boston Pops Orchestra, criada em 1881 pelo maestro Henry Lee Higginson, que influenciou outras orquestras semelhantes pelo mundo.

A versão brasileira, criada pelo maestro Edrelel Lirussi há dois anos, tem o objetivo de fazer essa ponte entre o erudito e o popular e, como ele disse, “tornar a música clássica mais acessível ao público”. Nesse período já apresentou concertos como a Sinfonia para Crianças e o Tributo a John Willians. Esse último em homenagem ao autor de trilhas sonoras de filmes clássicos como ET., Parque dos Dinossauros, Lista de Schindler e Tubarão, sempre acompanhado de projeção de imagens, buscando envolver ainda mais os sentidos.

Lirussi, responsável pelos arranjos e regência, é trompetista. Estudou na Fundação das Artes em São Caetano do Sul (SP) e Universidade Livre de Música. Seus estudos e pesquisas são baseados em análises de compositores como Haydn, Mozart, Beethoven e Tchaikovsky. Na música popular, acompanhou Hermeto Pascoal, Danilo Caymmi, Ângela Maria, Ed Motta e outros.

1131 – Dia Nacional do Samba, comemorado em 2 de dezembro, exalta gênero de origem controversa e marginalizada

Data tem duas fontes que se referem a documento redigido na Guanabara, na década dos anos 1960, instituindo o Dia Nacional do ritmo que antes de se tornar popular era motivo de perseguições e de forte repressão

Vários eventos em todo o país estão programadas para comemorar neste domingo, 2 de dezembro, o Dia Nacional do Samba, ao qual são atribuídas pelo menos duas origens, próximas, na década dos anos 1960, no antigo estado da Guanabara e em Salvador (BA). A data apareceu mencionada pela primeira vez em documento conhecido como Carta do Samba, redigido ao término do Primeiro Congresso Nacional do Samba,  entre 28 de novembro e 2 de dezembro de 1962, no Palácio Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, e, mais tarde, ressurgiu por iniciativa de Luiz Monteiro da Costa, vereador soteropolitano. Costa conhecia a Carta do Samba e apresentou à Câmara Municipal de Salvador, em 3 de outubro de 1963, o Projeto de Lei n° 164/63, cuja redação “institui o Dia do Samba, manda preservar as características da música popular e dá outras providências”.

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1019 – Com mais de 40 anos, A Tábua de Esmeralda ainda é a joia da coroa de Jorge Ben (Jor) e um dos melhores discos do país*

*Com Matheus Pimentel, do blogue Sala 33, e Vinícius Castro, do blogue Fita Bruta

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês que, nesta edição, a terceira desde dezembro do ano passado, será dedicada à A Tabua de Esmeralda, considerado até hoje a joia da coroa do carioquíssimo à época do lançamento ainda Jorge Ben, passados mais de quatro décadas da gravação, em 1974. A Tábua de Esmeralda, de acordo com Matheus Pimentel, do blogue Sala 33, é um dos discos mais impressionantes e originais de que a música brasileira já teve notícia. Pimentel destaca em artigo publicado em novembro de 2014 que a estranheza e o encanto começavam logo no título [do álbum] e crava, que, para muitos, o cantor e compositor atingiu seu ápice com esse vinil, classificado como o sexto melhor na famosa lista da revista Rolling Stones Brasil Os 100 maiores discos da música brasileira.

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802 – Maria Alcina e Roberto Seresteiro são atrações da folia no Sesc de São Caetano do Sul (SP)

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Maria Alcina: em mais de quarenta anos de carreira a irreverência sempre foi a marca principal da cantora que interpreta gênios como Luiz Gonzaga e Pixinguinha e que no Sesc cantará Carmem Miranda (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

Para quem mora em Sampa e região metropolitana e está a fim de folia, mas não gasta paciência incrustado em uma poltrona assistindo aos desfiles de escolas de samba, nem alimenta disposição para encarar a muvuca do Anhembi ou de um bloco de rua, o Barulho d’água Música tem duas dicas relacionadas a conteúdos de Carnaval, ambas a serem promovidas pelo Sesc São Caetano, situado em São Caetano do Sul. A primeira, já na sexta-feira, 5, é curtir Maria Alcina interpretando sucessos consagrados por Carmem Miranda, a partir das 20 horas, na área de convivência, com entrada entre R$ 5 e R$ 17. No mesmo espaço, mas no dia seguinte, e mais cedo, a partir das 15 horas, estará Roberto Seresteiro relembrando marchinhas e músicas tradicionais que marcaram época na festa mais popular do Brasil. De graça!

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788 – Vânia Bastos e Maria Alcina protagonizam Chorinho Bom- Tributo ao Mestre Pixinguinha, em Sampa

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Maria Alcina (de azul) e Vânia Bastos atuam nos dois blocos finais do tributo ao mestre do choro Pixinguinha, que terá três sessões com entrada franca em Sampa (Foto: Petterson Mello)

Duas das mais marcantes intérpretes de todos os tempos, Vânia Bastos e Maria Alcina, estarão entre os dias 15 e 17 de janeiro no palco do teatro da Caixa Cultural, em São Paulo, como estrelas do projeto Chorinho Bom- Tributo ao Mestre Pixinguinha, que contará ainda com participações do diretor musical e baixista Marcos Paiva e do trio formado por Nelton Essi (vibrafone), César Roversi (sopros) e Jônatas Sansão (bateria). As apresentações fazem parte da programação que marca os 155 anos de fundação da Caixa e têm direção artística de Fran Carlo, que montou o repertório ressaltando as várias faces de Pixinguinha e a grande diversidade musical do chorão, apoiado em recursos cênicos e de iluminação que contribuem ainda mais para que o público curta um espetáculo impecável e memorável.

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783 – Maria Alcina transforma Sesc do Campo Limpo (SP) em arraial durante show Asa Branca, em homenagem a Gonzagão

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O Barulho d’água Música acompanhou no começo da noite de domingo, 3, a memorável apresentação que Maria Alcina (MG) protagonizou na unidade Campo Limpo do Sesc de São Paulo em tributo a Luiz Gonzaga.

Ícone da música nacional e conhecida tanto pelo timbre de voz, quanto pela irreverência, Maria Alcina botou a plateia para dançar do começo ao fim do show durante o qual interpretou de forma brilhante mais de 20 sucessos do Rei do Baião.

Maria Alcina surgiu do camarim apresentando Asa Branca e a caminho do palco a cantou como se orasse, parando para saudar o público e receber o carinho de vários admiradores. Ao encontrar uma senhora que estava no auditório, oriunda de Exu (PE), terra natal do homenageado, Maria Alcina “quebrou o protocolo” e deu um longo e fraterno abraço na conterrânea dele. Naqueles instantes, o hino de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira que batiza o espetáculo era acompanhamento apenas  pelo acordeonista Olívio Filho — um maestro estudioso da obra gonzaguiana e que também já tocou com Antônio Nóbrega e fez parte da banda de forró Bicho de Pé. Foi de arrepiar!

Além de Olívio Filho, ajudaram a transformar o Sesc em um inflamado arraial de forró e de outros ritmos presentes no repertório de Luiz Gonzaga os músicos Wander Prata (bateria), e Leandro Brenner (violão). Ao final, depois de cantar Bacurinha, atendendo pedidos do público, ela recordou Fio Maravilha (Jorge Ben Jor) com a qual começou a se projetar nacionalmente e conquistou Menção Honrosa do Júri Popular, mais o troféu Galo de Ouro em a interpretando na última edição do Festival Internacional da Canção, promovido em 1972, no ginásio Maracanãzinho, na cidade do Rio de Janeiro (RJ)

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772 – Graça Braga reverencia Candeia e Maria Alcina relembra sucessos de Luiz Gonzaga no Sesc Campo Limpo (SP)

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A irreverente Maria Alcina protagonizará espetáculo em homenagem ao Rei do Baião (Foto: Vinícius Campos e arte da xilogravura em destaque de Ariovaldo Leite)

A unidade do Sesc Campo Limpo programou ótimas atrações musicais para os dias seguintes ao Natal e à entrada do Ano Novo para quem mora em São Paulo e não vai pegar a estrada em viagem de férias ou estiver na cidade ou região metropolitana a passeio. Uma das apresentações dará ao público a oportunidade de curtir Maria Alcina, um dos ícones da cultura brasileira, que levará à plateia em 3 de janeiro uma releitura da obra do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, com entrada franca, a partir das 18h30!

Júnior Meirelles, compositor e multi-instrumentista, abrirá a lista das boas opções no sábado, 26 de dezembro, a partir das 20 horas. A apresentação integra a turnê do projeto Pra Quem Tem Coragem de lançamento do álbum homônimo. O repertório é dos mais vibrantes, combina gêneros tradicionais como o samba e pop com timbres e arranjos contemporâneos de metais possibilitando um encontro que promete curar quem por acaso ainda estiver com ressaca de panetone, de peru e de champanha ou amarrando bode por não ter curtido o presente do amigo-oculto.

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A apresentação de Júnior Meirelles dará sequência à turnê do projeto Pra Quem Tem Coragem de lançamento do álbum homônimo (Foto: Divulgação)

A Poesia Samba Soul, banda liderada por seu fundador, multi-instrumentista e produtor musical Cláudio Miranda, ocupará o palco no domingo, 27, a partir das 18h30. O repertório destacará músicas próprias com pegada dançante dos álbuns Antes Soul do que Mal Acompanhado e Favela da Paz. Claudinho Miranda, Fabio Bass, Pikeno, Paulinho e Hellem Fernandes começaram o projeto em 1988, no extremo sul da cidade de São Paulo, desde então já produziram seis discos e agora estão lançando o terceiro DVD (comemorativo aos 25 anos de estrada) com composições cujas letras transmitem mensagens de incentivo e histórias do cotidiano. A banda já tocou em países como Portugal, Espanha, França, Alemanha e Suíça, muito por conta da música e dos projetos que desenvolve em São Paulo por meio do Instituto Favela da Paz e o Estúdio Áudio Visual, localizado no Jardim Ângela, bairro da zona Sul da cidade.

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Graça Braga: potente voz em reverência a mestres como Candeia, Nelson Cavaquinho, Herivelto Martins e Adoniran Barbosa (Foto: Divulgação)

Graça Braga, que estará no Sesc Campo Limpo  quando os ponteiros cravarem 20 horas do sábado, 2 de janeiro, é intérprete e compositora dona de voz potente. Egressa do Samba da Vela, Graça Braga celebra o compositor Candeia (1935 – 1978), um dos papas do samba carioca, autor de canções como Réu Confesso e Preciso Me Encontrar e participa de vários projetos musicais em São Paulo nos quais presta tributos a Adoniran Barbosa, a Nelson Cavaquinho, e a Herivelto Martins. Eu Sou Brasil, primeiro álbum autoral, lançado em 2007, faturou o Troféu Catavento, reconhecido pela Rádio Cultura como melhor produção independente de samba e melhor música (Dona do Samba, dela em parceria com Paquera). Em 2011, saiu o segundo disco, Dia de Graça – Samba de Candeia, produzido por Thiago Marques Luiz com direção musical de Everson Pessoa, participação de Leci Brandão e Marcos Sacramento. Graça Braga participa também dos CDs 100 Anos de Adoniran Barbosa, 100 Anos de Nelson Cavaquinho e 100 anos de Herivelto Martins.

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Maria Alcina será a estrela de Asa Branca, em tributo ao Velho Lua, que promete interpretar com o merecido respeito, mas sem abrir mão de sua conhecida irreverência para trazer ao público entre mais de 20 sucessos do Rei do Baião clássicos como Paraíba Mulher Macho, Baião, Sabiá e Qui Nem Jiló, com acompanhamento de Olívio Filho (percussão/bateria, violão e o acordeon). A direção artística de Asa Branca será de Fran Carlo,  que também  está à frente de projeto no qual Vânia Bastos reedita o repertório que ela gravara em 1992 Vânia Bastos Cantando Caetano [Veloso].

Natural de Cataguases (MG), Maria Alcina começou a brilhar ainda naquele município antes de se estabelecer na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os primeiros trabalhos marcaram o chamado “Teatro de Revista”, no qual conviveu e atuou com a atriz Leila Diniz, e em casas de espetáculos. A  projeção nacional veio a partir de 1972 quando gravou Fio Maravilha (Jorge Ben Jor), seguida de interpretações de sucessos de artistas consagrados como Rita Lee, João Bosco e Aldir Blanc e Eduardo Dusek. Em 2003,  Maria Alcina voltou a surpreender fãs e críticos ao gravar Agora com o grupo de música eletrônica Bojo, com direito a participação durante a Feira de Música Popkomn, em Berlim.  Em 2009, a mineira ganhou o Prêmio da Música Brasileira nas categorias de melhor cantora, melhor álbum e melhor produção com Confete e Serpentina.

O Sesc Campo Limpo fica na rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, a 500 metros da estação Campo Limpo da Linha 5 Lilás do Metrô e do terminal de ônibus do bairro. Para mais informações há o telefone 11 5510-2700.

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708 – Banda Estralo (SP) lança disco para público infantil com versões de clássicos como “Aquarela” e “País Tropical”

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Banda Estralo (Fotos Italo Cardoso)

Para comemorar seis anos de estrada, a Banda Estralo lançou no sábado, 31 o primeiro álbum desta trajetória, Estórias de Cantar, que também dá nome do show que apresentou no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo, oferecendo o público um  caprichado repertório de música popular brasileira recheado de poesias, histórias e números teatrais. 

Estórias de Cantar reúne onze faixas com novos arranjos para canções clássicas como Ciranda da Bailarina (de Chico Buarque e Edu Lobo), Aquarela (Vinícius de Moraes e Toquinho) País Tropical  (Jorge Ben Jor) Bola de Meia, Bola de Gude (Milton Nascimento e Fernando Brant) e Negro Gato (Getúlio Cortês), além de contemporâneas como Não é Proibido (Marisa Monte), O Silêncio (Arnaldo Antunes), Criança não Trabalha (Palavra Cantada) e a música preferida do público, Caprichos do Tatu, de Gustavo Kurlat. O  disco ainda conta com duas poesias que são interpretadas pelo grupo:  O Relógio (Vinícius de Moraes) e A Bailarina (Cecília Meireles).

Com formação erudita, o maestro e músico da Banda Estralo, Marcos Lucatelli, acredita que a música infantil brasileira vem avançando em som e  em qualidade. “É preciso buscar opções para agradar e educar os ouvidos das crianças”, observou. “Com bons arranjos, timbres e instrumentação, a música expande os horizontes sonoros dos pequenos ouvintes”.

Além de Marcos Lucatelli (voz e violão), a Banda Estralo reúne Mauricio Damasceno (percussão), Ricardo “Batata” (baixo) e as cantoras Luanda Eliza (voz e performance), Lilyan Teles (voz, performance e escaleta). O show de lançamento contou com convidados de referência na composição musical infantil como a cantora e compositora Tata Fernandes, parceira musical, entre outros, de Chico Cesar e Zeca Baleiro, mais o premiado músico e compositor Gustavo Kurlat, que dirigiu shows do Palavra Cantada. O projeto gráfico do disco e o encarte são da ilustradora Mônica Crema, que levou para o papel toda a delicadeza e a poesia presentes no repertório. À frente da produção do álbum e do show está a Laje Produtora.

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Repertório do disco Estórias de Cantar:      

Não é Proibido – Marisa Monte, Dadi e Seu Jorge
Caprichos do Tatu – Gustavo Kurlat
O Silêncio Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes
Criança Não Trabalha – Paulo Tatit e Arnaldo Antunes
País Tropical Jorge Ben Jor
Negro Gato – Getúlio Cortez
Sou uma criança, não entendo nada –  Erasmo Carlos
Num Dia Arnaldo Antunes, Helder Gonçalves, Manuela Azevedo e Chico Salem 
Ciranda da Bailarina – Edu Lobo e Chico Buarque 
Aquarela – Toquinho, Vinicius de Moraes, M. Fabrizio e G. Morra
Bola de Meia, bola de Gude – Milton Nascimento e Fernando Brant   
O Relógio Vinicius de Moraes  
A Bailarina – Cecília Meireles

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