1242 – João Bá: uma dádiva que não se apagará, uma facho de fogo que seguirá apontando os caminhos a seguirmos

Poeta, cantador, compositor, ator, violonista, homem de bondade e de sabedoria irrefutáveis, agora transmutado em estrela, o Bacurau Cantante sobe para o Plano Elevado deixando um legado que o aproxima de São Francisco de Assis e o transforma em em sinônimo de Humanidade

Lidar com e aceitar a morte costuma ser para a maioria das pessoas um desafio, doloroso, sobretudo no hemisfério católico-cristão, que a associa à perda, ausência, fim. Pessoalmente e à medida que envelheço e ficamos mais próximos, venho tentando me esforçar para Encará-la como São Francisco de Assis a considerava, uma Irmã redentora; ao mesmo tempo, exercito o esforço pra internalizar a convicção kardecista que preconiza a reencarnação — ou seja, a volta do espírito que um dia abrigou um corpo à matéria, credor de novas oportunidades de aprendizado que o levem à evolução até que, ao final de um ciclo, mereça residir em alto grau de felicidade e perfeição em planos mais elevados e sublimes.

Esta reflexão, mais uma vez, alcança-me nestas últimas horas em que tentamos aceitar que o querido amigo, cantor e compositor João Bá foi brincar no mar — justamente ele, o  menino que nós todos que o conhecemos (e o amaremos sempre) assim julgávamos, e, brincávamos, de fato, seria: eterno, invencível, resistente ao passar do tempo, á chegada do inexorável definhamento e do esgotamento dos órgãos e da mente, aos tombos do palco, uma espécie de alma de sete gatos, de entidade que pairaria acima deste desfecho pela força de sua personalidade risonha, generosa, poética, lúcida, abundante em luz e em sabedoria.

Fui acordado pela companheira Andreia Regina Beillo nas primeiras horas da manhã da sexta-feira, 4, com a notícia da passagem dele, lá em Caldas (MG), onde residia. Ainda estava meio imerso nas brumas do sono e demorei a processar e a apreender a informação, mas enquanto sob o impacto do anúncio tentava por meus circuitos para funcionar, a própria Andreia já se corrigia afirmando, com um tom de gratidão: “Notícia triste, na verdade, não totalmente, porque, claro, embora o João Bá nos fará falta, neste instante ele deve estar feliz pela vida que teve e pelo que nos legou, repleta de amigos, de encontros, de contribuições para o bem e para a nossa cultura, notadamente a popular”. Era o momento em que depois de alguns segundos e incredulidade a minha ficha caía. Eu até concordei com a Andreia quanto a sua sensata observação, mas no mesmo instante não consegui conter um suspiro profundo e soltei um “puta, que merda!”

Não encontramos informações sobre a causa do encantamento, mas, de fato, acredito que isto pouco interessa, olhando pelo prisma da Andreia. Melhor mesmo (não por amarga resignação, mas por fé e maturidade), é perceber que João Bá seguirá sendo uma dádiva inesgotável, um mimo enquanto por aqui estivermos arreunidos, um facho de fogo candeeiro a apontar o caminho que devemos seguir trilhando: pela música, pela cultura popular, por nossas tradições, pela humanidade. Agora que ele é todo passarinho, deixemos que os do Alto o aninhem no lugar em que merece, já plenamente completo, encantando com seu jeito de baiano-mineirim quem por ventura Lá também tenha merecido pousar. E como ele mesmo dizia que no Céu não há marmelada, vocês conseguem imaginar a festa que estão fazendo entre as nuvens Pixinguinha, John Lennon, Elis Regina, Beethoven, Tom Jobim, Bibi Ferreira, Ariano Suassuna, Mário Quintana, Manoel de Barros, Marília Pêra, Bach, Villa-Lobos, Gonzaguinha e Gonzagão? Posso até ver o comunicado que São Pedro mandou Dércio Marques ler:

Em virtude da superlotação do nosso Teatro Celestial para a apresentação de boas-vindas do Bacurau Cantante, Jesus pede para avisar que promoveremos mais quantas sessões do show forem necessárias até que todas as almas que Aqui no Mundo Perfeito se encontram e queiram aplaudir nosso companheiro consiga seu lugar na plateia.”

Lido o comunicado, até Deus voltará inúmeras vezes à fila de entrada e, mesmo Todo Poderoso, tentará descolar selfies e autógrafos da atração após cada cantoria, ô, se vai!

Amigo carinhoso, alegre e de coração humilde

Fato raro quando o artista que morre é um João, mas Bá, não Gilberto, pelo menos um veículo da grande mídia nacional, o Correio Braziliense, tirou o chapéu para repercutir a viagem astral do cantador. Também a versão online do Correio do Sul, de Poços de Caldas (MG), informou o fato aos seus leitores, lembrando que em julho recente ele e o seu pupilo João Arruda, de Campinas (SP), participaram do projeto Composição Ferroviária, promovido naquela cidade mineira pelo casal Jucilene Buosi e Wolf Borges, e que teve, ainda, Déo Lopes em cena.

Uma das mais tocantes homenagens e lembranças, entretanto, foi escrita pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), que publicou a seguinte nota de falecimento em sua página virtual:

João Bá foi um menino que dedicou toda sua vida à cultura popular e ao povo brasileiro. Nascido no sertão baiano, em Crisópolis, Bá é filho de lavradores. Ele contava que começou a trabalhar ainda criança, quando caiu o primeiro dente. Seu pai decidiu que ele estava pronto para ir à lavoura. Foi ajudando a família que ele começou a observar a natureza, grande motivo de inspiração para toda sua obra.

Aos 12 anos ele também já era cantor e compositor. Durante a trajetória, compôs mais de duzentas músicas, gravadas por artistas celebrados no cenário popular como Hermeto Pascoal, Almir Sater, Diana Pequeno, Dércio Marques, entre outros. Mas para o coração do povo Sem Terra a principal gravação é O menino e o mar, realizada junto com as crianças sem terrinha de Itapeva (SP), para o CD Plantando Ciranda 3.

João Bá esteve presente em muitos momentos de luta e de construção da cultura do MST. Ele participou dos Encontros de Violeiros, do II Festival Nacional de Arte e Cultura da Reforma Agrária, do Encontro com o Saci, em São Paulo, dos Festivais da Reforma Agrária em Minas Gerais, sempre alegrando e colocando as crianças mais adultas para brincar com suas canções.

Observado pelo olhar carinhoso e atento do filho Danilo Marques Oliveira, João Bá em abril de 2015, quando fez apresentação no Sesc Interlagos, da cidade de São Paulo, voltando á ativa depois de meses de internação e recuperação de problemas urinários (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

A música de João Bá é expressão de poesia, vida, natureza e luta. Ele foi o pioneiro na construção do lugar protagonista da cultura popular, do sujeito povo, que como criador de cultura e nas suas composições, que ele mesmo definia como orgânicas, por serem ligadas organicamente à natureza. A estética simples, mas intensa, despertava o senso crítico e retratava a luta de forma sensível e simples. João nos deixa um legado de humanidade, de fazer artístico e olhar sensível. De falar da luta como se fala da vida.”

Este texto do MST deixa de forma inequivocamente clara qual foi a opção preferencial de João Bá enquanto esteve encarnado: ao lado do povo, dos humildes, dos explorados de toda sorte.

Outro singelo tributo veio do violeiro natural de Salinas (MG) e radicado em Belo Horizonte Joaci Ornelas, um dos muitos músicos com quem João Bá conviveu. Ornelas escreveu, em forma de poema, o texto que segue:

O encantado se encantou!

Era menino feito de passarinhos
de anuns, araras, andorinhas e bacuraus
Era feito de rios e correntezas
Jequitinhonha e São Francisco
de barco e leme
calmaria do igarapé…
Era feito de areia, de mar e estrelas
de arvoredos e de matas
de uruçus e borboletas
Era feito de cerrado e sertão
de vales, sertanias!.

Era feito de brisa e ventania
de versos e melodias
de João, José e Hermeto
de Rosa e Severininha
Era feito de sonhos
de esperança
da mais pura alegria

João… o encantado se encantou!

Também mineiro e violeiro, Gustavo Guimarães comparou João Bá a São Francisco de Assis, santo cujos maiores louvores são promovidos justamente no dia em que João Bá torna-se luz:

Hoje é mesmo um dia especial, dia que é lembrado pela passagem de São Francisco de Assis e dia que o nosso querido João Bá também segue a sua viagem em direção a uma nova vida.

João foi uma espécie de São Francisco para nós e para nossa cultura, um amigo carinhoso, alegre e de coração humilde, poeta, sábio e professor. Um homem cheio da presença de Deus, que sempre procurava colocar o amor acima de tudo. Obrigado e siga em paz João, vá menino, brincar no mar do amor de Deus. No coração tudo permanece.”

Vale a pena, ainda, reproduzir o artigo do Correio do Sul, que observou

João Bá (…) reunia diversos talentos artísticos, como atuar, contar histórias, cantar e tocar violão. Como violeiro, começou a participar de shows e festivais em 1966, como o Festival da TV Tupi, no qual teve uma de suas músicas, Facho de Fogo, como destaque do evento. A canção foi composta em parceria com Vidal França. Seu primeiro disco, Carrancas, trouxe diversas participações especiais, como Hermeto Paschoal e Osvaldinho Acordeom. Sua discografia é composta também por Carrancas II, Ação dos Bacuraus Cantantes, Pica-Pau Amarelo (e o último, Cavaleiro Macunaíma, com o qual em 2014 ele festejava 80 anos] ¹.

Soma mais de 200 composições musicais. Teve seus trabalhos usados na trilha sonora de documentários como Entre o Mar e o Sertão, de 2007, sobre Gláuber Rocha, e Nas Terras do bem-virá, de Alexandre Rampezzo. Três músicas do disco Pica-Pau Amarelo foram inseridas na coletânea italiana Aruanã, sendo que a faixa Bicho-da-seda também foi usada no documentário Sindicato Operário Bolonha (Itália). Entre outras participações, João Bá também subiu ao palco do Conexão Vivo em 2009, como convidado do grupo Lavadeiras de Almenara.

Se o mundo precisa redescobrir o significado da palavra Humano, que estudem João Bá”, escreveu o produtor do programa Sr. Brasil, Lenir Boldrin, sobrinho do apresentador Rolando Boldrin. “João Bá, em um mundo em que ouvimos e conhecemos o poder e a destruição que pode causar o ego, sempre comentei que foi nele que aprendi o que pode ser a força e o poder da humildade, a riqueza de ser gente, de ligar o verdadeiro elo da humanidade.”

João Bá também atuou no cinema como autor e foi protagonista da sétima arte em um documentário de 60 minutos da Itoby Filmes há pouco mais de três anos.

Leia outros conteúdos sobre João Bá ou a ele relacionados aqui no Barulho d’água Música clicando no linque abaixo!

https://barulhodeagua.com/tag/joao-ba/


¹Também integram a discografia de João Bá: 50 Anos de Carreira (2004), Aruanã – Amigos da Orchestra do Mundo(2005) e Amigo Folharal (2010). Comprar os CDs do João Bá é possível enviando mensagem para Nanah Correia pelo endereço virtual nanahcorreia22@yahoo.com.br.

http://www.itobyfilmes.com.br/equipe-fitipaldi-1

https://quadradadoscanturis.blogspot.com/2014/01/joao-ba-discografia-para-download.html

https://www.mst.org.br/2019/10/04/joao-ba-foi-brincar-com-as-estrelas-do-mar.html

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2019/10/04/

http://correiodosul.com/regiao/morre-aos-87-anos-o-cantor-e-compositor-joao-ba/

996 – Juliana e João Paulo Amaral apresentam “Açoite” como atração do Composição Ferroviária em Poços de Caldas (MG)

A voz marcante de Juliana Amaral e a viola vigorosa de João Paulo Amaral serão atrações neste domingo, 10 de setembro, em Poços de Caldas, cidade do Sul de Minas Gerais. Os irmãos levarão ao público que prestigia o projeto Composição Ferroviária o espetáculo Açoite, baseado no nome do quarto álbum de Juliana (selo Circus) disco de 2016 cuja direção musical e arranjos couberam a João Paulo. Marca registrada em todas as edições do projeto Composição Ferroviária, o show de abertura sempre é reservado a músicos locais e começa às 10 horas, no pátio da estação da antiga rede Mogyana. Para esta nova rodada, os produtores Wolf Borges e Jucilene Buosi convidaram Jesuane Salvador, intérprete que  oferecerá à plateia um repertório que contempla da MPB ao Jazz.

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982 – Tunai e Wagner Tiso apresentam “Saudades da Elis” na estação ferroviária de Poços de Caldas (MG)

Em mais uma rodada do projeto Composição Ferroviária, moradores de Poços de Caldas e região e turistas que estiverem aproveitando o inverno passeando pelo município sul mineiro poderão curtir, gratuitamente, na manhã de domingo, 30 de julho, apresentação dos músicos Tunai e Wagner Tiso, protagonistas do show Saudades da Elis. Antes de eles subirem ao palco do pátio da estação ferroviária, o público terá a oportunidade de matar saudades de músicas que embalam a memória afetiva de várias gerações, recordadas a partir das 10 horas pelo Choro a Dois. O duo é formado por Gabriel Carbonari (violão) e Jéssica Rosado (bandolim), novos talentos que têm encantado a cidade.

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979- Jucilene Buosi recorda sucessos de Elis e de Mercedes Sosa como atração do Julho Fest, em Poços de Caldas (MG)

Cantora e atriz, Jucilene Buosiexpoente dos mais representativos da música sul mineira e do Estado, protagonizará neste domingo, 23, apresentação em Poços de Caldas durante a qual o público poderá matar saudades de Elis Regina e de Mercedes Sosa — duas consagradas expressões latinoamericanas. O show previsto para começar às 20 horas, na Casa de Cultura do Instituto Moreira Salles (IMS), intregra a programação do JulhoFest e brindará o público com canções imortalizadas tanto pela gaúcha Elis Regina, quanto pela argentina Mercedes Sosa, cujas vivências, atitudes e histórias construíram as biografias de duas mulheres que direcionaram fundamentais conquistas femininas em seus países, utilizando o canto como instrumento. Acompanhada por Albano Sales (piano) e Eduardo Sueitt (percussões), Jucilene Buosi interpretará com sua performance vocal sempre expressiva Volver a los 17, Gracias a la vida, Casa no campo, O bêbado e a equilibrista e Yo vengo a oferecer mi corazón, entre algumas das mais aclamadas músicas do repertório tanto da Pimentinha, quanto da La Negra, como carinhosamente os fãs e admiradores tratavam as homenageadas.

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898 – Composição Ferroviária está de volta com shows gratuitos do Cobra Coral e do Tarumã em Poços de Caldas (MG)

Neste domingo, 17 de julho, o público de Poços de Caldas e dos municípios  vizinhos deste aprazível cantinho sul mineiro voltará a curtir no pátio da antiga estação de trens da Mogyana as apresentações musicais do Composição Ferroviária. Coordenado pelos músicos e produtores culturais Wolf Borges e Jucilene Buosi, o projeto que já faz parte do calendário cultural da cidade nesta primeira rodada da temporada 2016 será oferecido como parte da programação do Julhofest.  E como a retomada será mais do que especial, eles prepararam uma Edição Vocal que brindará a plateia com dois shows, ambos sem cobrança de ingressos, levando ao palco a partir das 10 horas o Quarteto Cobra Coral (BH) e o Grupo Tarumã (SP).

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871 – Paulinho Pedra Azul comemora 35 anos de carreira com shows em duas cidades do Sul de Minas Gerais*

Com Jucilene Buosi, de Poços de Caldas

“O Sul de Minas está no roteiro das melhores plateias”, afirma o cantor e compositor Paulinho Pedra Azul às vésperas de promover apresentações em duas das mais aprazíveis cidades daquela porção do Estado. Em 6 de maio,  a cantoria está prevista para Alfenas, município onde segundo declarações que deu à imprensa não vai há algum tempo. “E vai ser um belo reencontro”, emenda, já antecipando que o regresso na noite seguinte a Poços de Caldas três anos após abrir o projeto Composição Ferroviária, dos amigos Jucilene Buosi e Wolf Borges, também o deixa feliz e ansioso.

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842- Jucilene Buosi lança “Falsete”, álbum com trilha de longa metragem homônimo que revela a música e a beleza sul-mineira

“Falsete é cantar fino sem fazer força, é aquilo que engana o que seria para acontecer e dá um chapéu na canção, Falsete é o que acontece na vida, demais da conta” 

Dinho Caninana

Vamos dar um pulo rápido à aprazível Poços de Caldas (MG)  para deixar registrado que hoje, 1º de abril,  é dia de lançamento do álbum Falsete, de Jucilene Buosi, em evento que está marcado para transcorrer no Instituto Moreira Sales (IMS), com a participação de Wolf Borges.

O álbum traz a trilha sonora do filme Falsete – o que é de Naturetat, negare pot!., primeiro documentário de longa metragem que proporciona uma imersão no cenário musical do Sul de Minas Gerais contendo paisagens e personagens que fazem a história desta rica vertente reconhecida mundialmente e que tem como expoentes, entre outros, Ivan Vilela, Gildes Bezerra, Fernando Brant, Ceumar, Raimundo Andrade, Sérgio Santos, Casquídeo, Chorões da Pedra Branca e Grupo 13 de Maio.

O filme apresenta Jucilene Buosi, cantora e atriz que conduz os encontros e interpreta as canções do filme. Tem a direção de Rodrigo Infante, produção artística de Wolf Borges e som direto e arranjos de Deivid Santos. Deverá deve ser lançado em breve em Poços de Caldas e em todo o Sul de Minas.

“O sul-mineiro tem uma percepção da natureza muito mais forte, pois vive num lugar bonito que o obriga a percebê-la. Assim, de uma maneira geral, o sul-mineiro é um pouco mais abrandado, tem o coração mais suave, pois o mundo onde vive é lírico, quase onírico”, segundo Ivan Vilela, nascido em Itajubá. Hoje, no show de lançamento do CD, Jucilene Buosi (voz) e Deivid Santos (arranjos e violão) interpretam as canções contidas no trabalho que reforçam esta visão do violeiro por meio de composições, boa parte inéditas, e de rara beleza.

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Em Falsete, tanto no álbum quanto no documentário, Jucilene Buosi nos abre a janela que dá para o interior de sul de Minas e como anfitriã do passeio por uma região das mais belas revela as riquezas e as particularidades desta peculiar cultura do Brasil profundo

 

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776 – Curta Jucilene Buosi em duas apresentações no Sesc Poços de Caldas (MG) e leve à cantora um abraço por mais um aniversário

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Jucilene Buosi, aniversariante de hoje, protagonizará dois shows no Sesc de Poços de Caldas antes da virada do ano (Foto: Arquivo Pessoal)

Hoje, 28, a folhinha do Barulho d’água Música registra o aniversário da cantora, atriz e produtora cultural Jucilene Buosi, de Poços de Caldas, entusiasta representante da música Sul-mineira. Formada em Canto Lírico pela Faculdade de Música Carlos Gomes (SP) e Conservatório Estadual de Música de Pouso Alegre (MG) e cantora-bolsista da Fundação Vitae (SP, 2001/2002), Jucilene Buosi desenvolveu repertório e técnica vocal com os melhores profissionais do cenário lírico brasileiro, além de atuar em grupos de teatro experimental, em corais cênicos, em óperas e em espetáculos musicais. Estreou em disco com 1984 (2007),  leitura da obra prima de George Orwell, dirigida pelo coreógrafo e bailarino Tuca Pinheiro. A trilha é assinada por Wolf Borges, que também faz a direção artística do trabalho Um Retrato, e caprichou na produção de Falsete — filme de 80 minutos sobre a música daquela porção das Alterosas que traz 10 canções inéditas interpretadas por Jucilene e participações entre outros de Sérgio Santos, Ivan Vilela, Gildes Bezerra, Ceumar, Grupo Imbuia, Raimundo Andrade e do saudoso Fernando Brant.

Os cumprimentos pelo aniversário poderão ser transmitidos pessoalmente e o talento de Jucilene Buosi conferido de perto por quem mora em Poços de Caldas e cidades próximas em duas ocasiões na qual ela protagonizará espetáculos no palco do Sesc da cidade ainda antes da virada do ano. Amanhã, 29, a partir das 19h30, ela estrelará Prepare o seu coração (Canções de Festivais), com Wolf Borges e Albano Sales. No mesmo horário, já na quarta-feira, 30, Jucilene, Wolf, Albano e ainda Deivid Santos promoverão em mais uma rodada do projeto Quarta no Tom o show Bossa Nova Jazz.

O Sesc de Poços de Caldas fica na rua Paraná, 229, Centro. e para mais informações disponibiliza o telefone (35) 2101-8950.

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Jucilene Buosi interpreta Bem, de Ivan Vilela e Marcellus Bezerra, no filme Falsete, que apresenta em 10 canções a música típica do Sul de Minas

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666 – Tavinho Moura dá sequência ao projeto Composição Ferroviária e canta com abertura de Raimundo Andrade (MG)

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O projeto Composição Ferroviária, que os músicos Jucilene Buosi e Wolf Borges promovem em Poços de Caldas, oferecerá ao público neste domingo, 4 de outubro, duas atrações, dois dos maiores expoentes da música sul-mineira: Tavinho Moura e Raimundo Andrade, convidado pelo casal para abrir o concerto do cantor e compositor nascido em Juiz de Fora e conhecido nacionalmente por vários sucessos, gravados tanto por ele, quanto por vozes como as dos conterrâneos Milton Nascimento e Pena Branca & Xavantinho. Andrade subirá ao palco, montado no pátio da antiga estação ferroviária, a partir das 10 horas.    

638 – Tavito anima mais uma rodada em Poços de Caldas do projeto Composição Ferroviária

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O cantor e compositor Tavito, nome artístico de Luís Otávio de Melo Carvalho, um dos ícones da música de Minas Gerais, no domingo, 13 de setembro, será a atração do projeto Composição Ferroviária que os músicos Wolf Borges e Jucilene Buosi promovem em Poços de Caldas (MG). Tavito estará a partir das 10 horas no palco montado no pátio da antiga estação ferroviária da cidade e a apresentação terá entrada franca, precedida por um concerto de um dos mais aclamados violeiros da atualidade, o paulista João Paulo Amaral, regente da Orquestra Filarmônica de Campinas.

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