Barulho d'Água Música

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1058 – Violeiro Arthur Noronha busca afirmação além de Goiânia com primeiro disco autoral

Um novo violeiro começa a buscar espaço no seleto universo da rica e diversificada música regional brasileira a partir de Goiânia, cidade Capital do Estado de Goiás, onde nasceu e vive. E novo, neste caso, não é mera força de expressão para destacar um promissor nome que está surgindo em busca de afirmação já que Arthur Noronha, cantor e compositor instrumentista de viola caipira, conta apenas… 20 anos de idade! Em 2017, seu cartão de visita reivindicando este reconhecimento chegou às lojas e plataformas digitais e é com esta credencial que o talentoso rapaz pretende alçar voos mais altos, para além do Planalto Central, ganhando os palcos para apresentação do álbum de De Tudo de Mim, que reúne o material que guardava desde a infância.

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699 – Violeiros Fábio Porte (SP) e Lucas Ventania (MG) apresentam canções autorais e da tradição caipira no Campo Limpo e no Bixiga, em Sampa

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O Sesc do Campo Limpo, situado no bairro homônimo na zona Sul paulistana, reservou o palco para o cantor e compositor Fábio Porte apresentar neste domingo, 25, músicas do seu mais recente álbum, Trilhos da Vida e do anterior, o instrumental Jacarandá do Brasil, mescladas a canções consagradas do cancioneiro caipira e regional tais quais Caboclo na cidade (Dino Franco), Merceditas (Ramoncistos Gomes) e Menino da porteira (Teddy Vieira e Luizinho). Não haverá cobrança de ingresso para curtir a cantoria, prevista para começar às 13 horas. 

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Homenagem ao Sr. Brasil pelos 10 anos na TV Cultura deixa lotada a Sala São Paulo

O Barulho d’Água Música acompanhou, ontem, 20 de julho, a gravação do programa especial que marca os 10 anos do Sr. Brasil, com Rolando Boldrin, na TV Cultura. O apresentador recebeu no palco da Sala São Paulo Mônica Salmaso e o grupo Pau Brasil, Vital Farias, Saulo Laranjeira, Luís Carlos Borges, Arismar do Espírito Santo e Jane Duboc, Casuarina, Luca Bulgarini e o Quinteto Violado, entre outros músicos. E também cantou e declamou, além de contar pitorescos e curiosos causos, uma das marcas do programa. Na plateia que ocupou praticamente todas as cadeiras, Boldrin contou com o prestígio dos músicos que formam o Projeto 4 Cantos Cláudio Lacerda, Luiz Salgado, Rodrigo Zanc, Wilson Teixeira, mais Zé Geraldo, Fábio PorteConsuelo de Paula, Osni Ribeiro, Jaime Alem e esposa Nair Cândia, Daniela Lasalvia, Lucas Ventania, Danilo Gonzaga Moura, do Trio José, e Socorro Lira e vários outros cantadores e artistas de diversos segmentos.

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Daniel Franciscão, violeiro, professor e regente comemora aniversário em Jundiaí (SP)

Daniel Franciscão

Daniel Franciscão nasceu e atua em Jundiaí, cidade do interior paulista na qual ajudou a fundar e rege a Orquestra de Violeiros Terra da Uva, além de acompanhar Cláudio Lacerda e outros cantadores da música de raiz e caipira (Fotos: Marcelino Lima)

 

Violeiro de profissão, professor de viola e regente, desde 2011 à frente da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, hoje é aniversário do também compositor Daniel Franciscão.

Natural de Jundiaí, onde exerce suas atividades e está a sede da OVTU, autor entre outros trabalhos do álbum Violeiro de Profissão, tem também se destacado acompanhando vários parceiros de estrada em projetos do circuito Sesc e programas como o Sr. Brasil, entre os quais Cláudio Lacerda e Lucas Ventania e como estes tornou-se um dos amigos e entusiastas do projeto do Barulho d’água Música. E é tanto por este imprescindível apoio, quanto pelo seu inestimável talento que a equipe do blog transmite votos de sucesso, paz e alegria, não apenas hoje e na carreira, mas ao longo da vida e no seio da família, que costuma juntar-se em quatro gerações para ver de perto o filho talentoso.

Há três anos representando Jundiaí, cidade do Interior paulista, e trabalhando pela preservação, memória e divulgação de tradições da cultura popular, a OVTU é composta por 29 integrantes. Das cordas dos integrantes em seus concertos costumam soar consagrados sucessos da música regional e popular brasileira, além da introdução de Stairway to haven (do Led Zeppelin, para abrir Cio da Terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque) e da Tarantela Napolitana, dedicada por Franciscão aos imigrantes de Itália que ajudaram a fundar e a desenvolver Jundiaí.

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Daniel Franciscão à frente da OVTU, em 18 de dezembro de 2014, durante apresentação do Tribunal de Justiça de São Paulo

 

O eclético repertório do concerto, de acordo com Franciscão, é derivado em maior parte de uma pesquisa das composições nacionais de variados tipos e ritmos. As músicas permitem passear por todas as regiões do país e por épocas distintas, apresentando a genialidade dos nossos compositores, consagrados ou não, mas todos dotados de elementos que ajudam a esboçar uma identidade que define o conceito de brasilidade.

O apuro do regente e dos violeiros também se verifica na escolha de peças clássicas que possam ser adaptadas às cordas da viola caipira, tais quais o Hino da Vitória que tantos domingos marcou pra o povo brasileiro utilizado como tema para as vitórias do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna. Sem modificar a linguagem do instrumento, a OVTU comprova que a viola de dez cordas, embora seja quase que exclusivamente vinculada ao universo de raiz e das modas populares, pode ainda frequentar as salas de concertos clássicos, tabelando perfeitamente e sem distorções com outras formas de manifestações musico-culturais. 

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Lucas Ventania é o aniversariante de hoje, 4 de novembro

O violeiro mineiro Lucas Ventania, natural de Alpinópolis e atualmente radicado em São Paulo (SP), é o aniversariante de hoje, 4 de novembro.

 

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Lucas Ventania tem três álbuns gravados (Foto Marcelino Lima)

Autor de três álbuns nos quais canta composições próprias e interpreta clássicos de raiz e da música popular, Ventania utiliza este nome artístico em homenagem ao antigo nome da cidade natal, São Sebastião da Ventania, situada em uma das regiões mais prósperas do Sul Minas Gerais, a 900 metros de altura e encravada ao sopé de uma cadeia de montanhas, além de oferecer várias cachoeiras aos moradores e turistas.

Em junho, ao lado de Daniel Franciscão (viola caipira) e Turcão (baixolão) Ventania esteve no Teatro do Sesc Pompeia, onde gravou participação no programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, levado ao ar em 5 de outubro pela TV Cultura de São Paulo.

 

 

Nóis é Jeca mas é Jóia

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1. Entre a Serpente e a Estrela
2. Tocando em Frente
3. Nois é Jeca mas é Joia
4. Não Mande a Geada Não
5. Sonhos de um Colibri
6. Meninos
7. Trem do Pantanal
8. Reciclagem
9. Pássaro
10. Cremesse (Conto Caipira)

Pedaço de Chão

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1. Dona Vida
2. Salve a Chapada Diamantina
3. Aprendendo a Viver
4. Vai Só
5. Vida de Peão
6. História de Pescador
7. Participação
8. Meninas Gerais
9. Pelo Sinal
10. Pedaço de Chão
11. Do Coração
12. Boca de Pêssego

Raízes

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1. Escolta de Vagalumes
2. Assim é o sertão
3. Dono das Madrugadas
4. Frete
5. Felicidade do Caboclo
6. Orgulhosa
7. Sina de Violeiro
8. Rancho Triste
9. Recolhida
10. Raízes
11. Tô Precisando


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Lucas Ventania estará no Sr.Brasil; Boldrin tira da gaveta do tempo Pery Ribeiro

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Lucas Ventania, mineiro de Alpinópolis residente em São Paulo, cantou clássicos das músicas caipira e regional no banco em que dividiu com o apresentador Rolando Boldrin (Fotos: Marcelino Lima)

O programa Sr.Brasil que a TV Cultura levará ao ar neste domingo, 5 de outubro, às 10 horas, terá entre as atrações o cantor Lucas Ventania, natural de Alpinópolis (MG) e, atualmente, residente em São Paulo. Ventania gravou com Rolando Boldrin em 4 de junho, no teatro do SESC Pompeia, acompanhado de Sérgio Turcão (baixolão) e Daniel Franciscão (viola), ocasião em que cantou “Orgulhosa” (Mário Zan e Nhô Pai), Felicidade de Caboclo (Pichincha e Gino Alves), e Peão (Almir Sater e Renato Teixeira), esta tocando gaita.

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Turcão restitui disco zoado por gato

Sérgio Turcão, que faz dupla com Jica, no palco do SESC Pompeia (Marcelino Lima)

O querido Sérgio Turcão, que forma com o amigo Jica uma das mais irreverentes duplas paulistas e do Brasil e que, juntos, também integraram o Tarancón na década dos anos 1970, restituiu à minha coleção de discos um título precioso, cujo exemplar anterior foi inutilizado por uma traquinagem de um dos meus antigos gatos: “Música de Relaxo”, o primeiro disco que eles lançaram, inicialmente pela Carambola Discos, e que agora ganhou nova tiragem com o selo da Tratore. Turcão salvou o acervo do Barulho d’água no camarim do teatro do SESC Pompeia em 4 de junho. Naquela noite, minutos antes, ele acabara de tocar com Daniel Franciscão e o convidado especial do programa Sr. Brasil, Lucas Ventania.

Classificar o estilo de Jica y Turcão seria algo impreciso demais. As faixas de “Música de Relaxo”, como eles mesmos indicaram no subtítulo, têm elementos “afrocaribenhalatinocaipirabrasileiros”, compostos em letras cujo tempero é o bom humor, a maioria escrita por ambos. A intenção é mesmo descontrair, e relaxar não necessariamente comporta aqui o sentido de esculachar. Dentro desta proposta, Jica y Turcão também readaptaram  marchinhas folclóricas como “Tororó”, da Bahia, e “La Cucaracha”, do México. Nesta sobrou até para a clássica “Chico Mineiro”. Cantada em italiano, a saga da última viagem para o sertão de Goiás virou “Francesco Minero”, com direito a referências a Rita Pavone e Nico Fidenco e Gino Paoli, entre outros cantores da Bota.

Capa de “Música de Relaxo”, da dupla Jica y Turcão, ambos ex-integrantes do Tarancón

Há no disco, ainda, cômicas alusões a algumas colônias de imigrantes cujos representantes elegeram Sampa para viver, como “Buxa o cordão”, cujas personagens são os libaneses Nagib e Salomão, “Melô do Portuga”, “Japa” e “Ai de mim”, cujo refrão é “ai de mim, ai de mim, eu fui passar o Carnaval em Berlim” onde quem toca o pandeiro é nada mais, nada menos, que o elegante Franz Beckenbauer, capitão da seleção alemã campeã do mundo em 1974.

Turcão e este blogueiro, no camarim do SESC Pompeia (Foto: Elisa Espíndola)

O repertório de “Música e Relaxo”, do qual se pode destacar, ainda, “Vinheta quem gosta”, e passeia por Paranapiacaba, Pindamonhangaba, Itaquaquecetuba, Pirassununga, Ituverarva e Aldeia de Carapicuíba, colocou o álbum entre os concorrentes ao Prêmio Sharp de 1996. A sátira e a paródia também são ingredientes básicos nos dois outros álbuns de Jica y Turcão, “Ord Music” e “Preto no Branco”.