1597- Blas Rivera, Chico Lobo e Ricardo Gomes lançam Vertentes, mais um álbum da eclética grife Kuarup

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Já disponível nas plataformas digitais, disco instrumental de composições autorais e clássicos da MPB forma caldeirão de sons e arranjos

Águas que transbordam, jorram, vertem pelas encostas, pelos declives. Assim três artistas com suas histórias, seus instrumentos, suas raízes e seus estilos formam, cada um, uma nascente de águas musicais que, ao escorrer, gera riachos de arranjos e de sons e dá vida a um rio fértil, de leito profundo. Essa é a descrição que mais bem pode definir o encontro de Chico Lobo (mineiro, natural de São João Del Rei), com Blas Rivera (natural de Córdoba, Argentina, radicado na cidade do Rio de Janeiro) e Ricardo Gomes (mineiro, de Belo Horizonte), um “power trio” universal que une viola caipira, sax e piano, e baixo elétrico, respectivamente. Formação inusitada, o talento do triunvirato ganhou liga e força com a presença do produtor musical Sérgio Lima Netto e resultou em Vertentes, disco gravado em parte no Estúdio Araras (encravado nas montanhas da região serrana da capital fluminense) e parte no estúdio RG, em Belo Horizonte) que apresenta composições de Rivera e de Chico Lobo mescladas a releituras de clássicos nacionais. São sons que têm raízes nas milongas argentinas, nos toques mágicos da viola dos sertões de Guimarães Rosa e também passam pela linha jazzística da fina flor da música popular brasileira e constituem o eclético mosaico de mais um ótimo disco lançado e distribuído pela Produtora e Gravadora Kuarup, estabelecida na cidade de São Paulo .

Vertentes é um caldeirão de músicas instrumentais e arranjos que emociona. Milonga Sudaca, Vazante, Réquiem, Agreste, O Mundo é Um Moinho vão se misturando às demais faixas executadas com a precisão comum aos três artistas. Cada qual com seu estilo, eles se juntaram e conseguiram produzir tons de cores sonoras mais quentes em músicas instrumentais que deslizam de forma leve. E os ouvintes ainda são brindados com as participações especiais de Walther Castro (bandoneon) e do inglês David Chew, ao violoncelo. O resultado é mesmo belíssimo, com alma tanto regional, quanto universal, tradicional e contemporânea.

1) Milonga Sudaca é uma composição de Blas Rivera, que tem forte rítmica e execução, reforçada pela participação de Walther Castro ao bandoneon, junção que confere ao álbum um início vigoroso;

2) Vazante: um dos principais temas instrumentais de Chico Lobo e que simboliza a vida, pois a vazante ocorre quando há cheia nos rios e formam-se lagoas adjacentes, nas quais os peixes procriam e a terra se torna mais fértil para o plantio;

3- Ave Maria no morro: um dos maiores sucessos do compositor e cantor Herivelto Martins em Vertentes ganhou versão inédita e inusitada, releitura que permitiu o encontro poético entre sax, viola caipira e baixo, um conjunto perfeito para emocionar e homenagear a música popular brasileira;

4- Córdoba: composição de Chico Lobo para o álbum, esta música homenageia a cidade natal de Blas Rivera. Com ares de guarânia e de milonga, nasceu a partir da vivência do violeiro mineiro com a música da América do Sul e de sua aproximação com o argentino. O baixo bem marcado de Ricardo Gomes contribui para criar o belo chão para o diálogo afinado entre viola caipira e sax;

5- Réquiem: Blas Rivera compôs para Osvaldo Bayer, querido, admirado, respeitado historiador, jornalista, pesquisador e escritor. O réquiem é uma missa com música e texto que celebra a memória de um falecido, mas aqui não existe luto, só emoção. Réquiem tem ritmo de milonga. Embora seja para a memória de Dom Osvaldo, mais que tudo, tem a intenção de fazer muito barulho para ele voltar, acordar ao invés de descansar! Por isso Rivera optou pela Milonga, não pelo Sanctus;

6- O mundo é um moinho é uma das mais clássicas composições do mestre carioca Cartola, apontado como o maior sambista que o Brasil já conheceu e ganha agora versão instrumental, com levada de jazz;

7- Alma perdida: balada em ritmo de zamba, uma dança (danza) folclórica argentina, composta por Rivera para recordar um ser querido. O lamento é completamente acolhido pelo trio para poder assim passear junto a uma alma que se foi;

8- Luar do sertão: joia de Catulo da Paixão Cearense vertida para violas e baixo que promove um diálogo de cordas em tributo ao sertão brasileiro;

9- Até a sua volta: mais uma música de Rivera, especialmente para o violoncelista inglês David Chew. No álbum promove conversa mágica entre os quatro instrumentos; além do ritmo, do tempo, do espaço e dos limites formais do som;

10- Agreste: assinada por Chico Lobo em uma de suas idas a Portugal. Ao ver o Alentejo amarelo seco, o mineiro fez um contraponto com o agreste brasileiro. É um tema dramático, que flerta com a música armorial nordestina.

Argentino de Córdoba, as origens de Rivera misturam ainda raízes francesas, italianas e espanholas e, atualmente, o multi-instrumentista mora na cidade do Rio de Janeiro (Foto: Arquivo do Facebook de Rivera)

Blas Rivera é saxofonista, pianista, compositor e arranjador nascido em Córdoba, na Argentina, cidade na qual estudou piano, sax e composição. Rivera cresceu sob a influência do rock e da música clássica, mas se apaixonou pelo jazz e pela bossa nova. Nos Estados Unidos da América estudou jazz, música para cinema e música étnica como aluno do conceituado Berklee College of Music e também no New England Conservatory. Depois de viver durante 15 anos no Brasil, mudou-se para a Espanha, mas já regressou ao nosso país.

As origens de Rivera misturam raízes francesas, italianas e espanholas. O multi-instrumentista levou seu tango-jazz por todo o continente americano, além da Nova Zelândia, da Indonésia e por vários países da Europa tais quais: França, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, Itália, Espanha, Grécia, Islândia e Suíça, onde, em 1999, foi reconhecido como músico revelação no Festival de Jazz de Montreux. Desde então já lançou oito álbuns, o mais recente em 2018, Jaque Mate, produzido entre as cidades do Rio de Janeiro, Buenos Aires, Córdoba, Madrid e Paris.

Suas apresentações variam desde solo (em sax tenor e piano), a duetos, passando por trios, quartetos (inclusive de cordas), quintetos e orquestra de cordas, entre outras formações. Rivera sempre turbina suas turnês com seminários e workshops não só para instrumentistas e compositores, mas também para bailarinos e coreógrafos. Na capital fluminense participa de projetos sociais de musicalização para jovens de comunidades carentes; já dividiu o palco com mestres como Fernando Suarez Paz e Pablo Ziegler, músicos do Quinteto de Astor Piazzolla, Paulo Moura, Marcos Suzano, Yamandu Costa, David Chew, Vitor Biglione e Carmen Paris, entre outros.

Apresentador de televisão, de rádio, produtor musical, escritor, cantor, o violeiro inquieto faz com que sua obra torne a aldeia global mais caipira (Foto: Ricardo Gomes)

Chico Lobo é natural de São João Del Rey e já completou mais de 40 anos de carreira. É considerado pela crítica um dos artistas mais atuantes no cenário nacional pela divulgação e valorização da cultura de raiz brasileira. Com 27 discos, dois DVDs e um livro lançados protagoniza shows por todo o Brasil e já encantou plateias em Portugal, Itália, China, Canadá, Argentina, Chile, Colômbia cantando suas raízes, mas sempre conectado à contemporaneidade.

Folias, catiras, modas, batuques, causos e toques de viola desfilam com alegria em seus concertos. Chico Lobo é tetracampeão (2015, 2016, 2017 e 2021) do Prêmio Profissionais da Música (PPM) como Melhor Artista Regional, troféus que recebeu em Brasília (DF). O violeiro mantém na cidade natal o Instituto Chico Lobo e por meio dele desenvolve projetos de ensino de viola e da cultura raiz para crianças das zonas rurais.

Desde 2006, Chico Lobo mantém relação artística com Portugal por meio do Encontro de Violas de Arame, em parceria com o músico e parceiro português Pedro Mestre, representante maior da viola campaniça da região do Alentejo. Esses encontros geraram o álbum Encontro de Violas e o DVD De Minas ao Alentejo e deu vida ao congraçamento de um projeto que caminha para o 11° Encontro de Violas de Arame. Chico Lobo já trouxe duas edições presenciais ao Brasil, além de uma virtual, fortalecendo a amizade e a partilha pelas cordas da viola que unem Brasil e Portugal. Em 2015 Maria Bethânia escolheu Criação, de autoria de Lobo, para compor o repertório do show e do DVD Abraçar e Agradecer, em comemoração aos 50 anos de sua carreira. Depois Bethânia gravou participação no álbum Viola de Mutirão, no qual canta a moda de viola Maria, que Chico Lobo fez em homenagem à baiana. Apresentador de televisão, de rádio, produtor musical, escritor, cantor, o violeiro inquieto faz com que sua obra torne a aldeia global mais caipira.

Autodidata e amante de MPB e jazz , Ricardo Gomes estreou na cena musical, em Belo Horizonte, há 30 anos (Foto: Ayra Mendes)

Ricardo Gomes é produtor musical e baixista de carreira e está em atividade desde 1992. Iniciou a carreira tocando em casas noturnas de Belo Horizonte, acompanhando cantores sertanejos e de música popular brasileira. Autodidata, sempre curtiu jazz e música brasileira até que em 1992 estreou no mercado de produções e gravações atuando em centenas de criações de músicas. Já trabalhou como produtor para Chico Lobo, Luiz Carlos Sá (parceiro de Guarabyra), Luís Kiari, Marcelo Kamargo e João de Ana, entre outros. Atualmente, mantém o Estúdio RG na capital mineira.

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o acervo da Kuarup, que está prestes a alcançar a marca de 45 anos no mercado, concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral. Em seus discos pode-se encontrar o melhor de Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

1396 – Luís Kiari convida Elba Ramalho e grava Tomé, evocando fé, esperança e a força nestes tempos de pandemia

#MPB #KuarupMúsica #Paraíba #CulturaPopular

Música está disponível apenas pelas plataformas digitais, lançada pela Kuarup

A partir de hoje, 21, a gravadora e produtora Kuarup disponibiliza, exclusivamente nas  plataformas digitais, Tomé, nova música de Luís Kiari em parceria com Gabriel Garcia que o cantor e compositor paraibano assina e canta, acompanhado pela conterrânea Elba Ramalho.

Kiari acredita que 2021 começou nos pedindo para termos ainda mais esperança, inaugurando um tempo de acreditar que o planeta passa por mudanças significativas, que hoje nos flagelam, mas que nos trarão novo ciclo, um período no qual poderemos voltar a fincar os pés em chão firme e estaremos capazes de encontrar saída para vencermos um dos maiores inimigos que a humanidade já conheceu, o coronavírus, causador da terrível Covid-19. Tomé foi pensada por Kiari para ser seu primeiro lançamento desse ano, evocando coragem, força e fé, imprescindíveis neste momento.

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1351 – Encontro do Padre Fábio de Melo com o cantor e compositor Luís Kiari inspira criação de música

#MPB  #MúsicaReligiosa #Kuarup

Single Por Aí surge da amizade dos poetas e traz reflexão, aprendizado e pensamento sobre a existência humana

Petrópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro, foi palco do encontro de dois poetas: Padre Fabio de Melo e Luís Kiari. O religioso e o músico se tornaram amigos já na primeira conversa quando falaram sobre música, arte, existência e Deus. Nesse mesmo dia, Kiari foi surpreendido por uma mensagem do padre que continha uma poesia e assim nasceu Por Aí, melodia inspirada por uma conversa entre amigos, transformada em palavras pelo sacerdote e traduzida em música pelo compositor.

Por Aí foi disponibilizada em todas as plataformas digitais pela produtora e gravadora Kuarup. Aborda a construção de cada um de nós à medida em ganhamos e perdemos, mas somando experiências durante o tempo de vida. Viver é uma dicotomia, pois quanto mais vivemos, menos vida resta pela frente. Vamos nos desconstruindo para construir quem já somos, por isso, o que nos cabe é apenas o presente. A música nos leva a pensar sobre essa construção e esse aprendizado diário na procura de quem somos e quem estamos sendo.

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1209- MP 5 (RJ) lança “Rio Antigo”, disco do selo Kuarup, na Igreja da Candelária

Segundo álbum do grupo homenageia importantes mestres da música brasileira nascidos no século 19  com releituras de sucessos como Conversa de Botequim, Folha Morta , Rabo de Galo e Tico-Tico no Fubá 

O Quinteto de Metais MP5 vai lançar nesta quarta-feira, 10 de julho, em concerto programado para a Igreja da Candelária, na cidade do Rio de Janeiro, Rio Antigo, álbum gravado pelo selo Kuarup no qual homenageia grandes mestres da música brasileira nascidos no século 19. Este é o segundo disco do grupo que começou a carreira em 2009 (naquele ano saiu Musica Brasileira) e que reúne músicos atuantes nas Orquestras do Rio de Janeiro (Sinfônica Brasileira, Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense e Orquestra Petrobrás Sinfônica), todos solistas que desenvolvem atividades camerísticas, participam de masterclasses e ministram aulas. O MP5 reúne Nelson Oliveira e Josué Nascimento nos trompetes, Josué Soares na trompa, Sérgio de Jesus no trombone e Carlos Vega na tuba. Um exemplar de Rio Antigo nos foi gentilmente enviado pela gravadora a qual agradecemos à toda equipe e em especial ao amigo que tanto apoia este blogue, Rodolfo Zanke.

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1195 – Luis Kiari (PB) lança De Dentro, pelo selo Kuarup, com participações de Nando Cordel e Chico Lobo

Canções promovem a integração das raízes tradicionais sertanejas à modernidade sonora do artista de Campina Grande que mora na cidade do Rio de Janeiro  um dos mais destacados talentos da nova MPB

O selo Kuarup está lançando De Dentro, segundo álbum de Luis Kiari, paraibano de Campina Grande há seis anos radicado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e que acaba de promover miniturnê por cidades do Nordeste visitando os estados da Paraíba e de Pernambuco. O disco, gentilmente enviado ao boteco do Barulho d’água Música pelo produtor Rodolfo Zanke — ao qual mais uma vez somos gratos, estendendo os agradecimentos à toda a equipe da gravadora e editora — tem produção de Ricardo Gomes e mixagem e masterização feitas pelo consagrado engenheiro de som Ricardo Carvalheira. Reúne nove singelas, mas poéticas faixas nas quais se ouve a participação especial do cantor, compositor e instrumentista pernambucano Nando Cordel  — em A Paz de Esperar, que assina a parceria com Kiari na composição –, mais o brilhante e toque inconfundível das violas caipira e dinâmica do músico mineiro Chico Lobo, em todo o repertório¹. As canções promovem a integração das raízes tradicionais sertanejas à modernidade sonora do artista, um dos mais destacados talentos da nova geração da MPB. E o projeto gráfico De Dentro é outra atração do álbum. Assinado pelo conterrâneo do cantor, Vito Quintans, revela um conceito artístico baseado em xilogravura, conforme pode ser conferido nos clipes disponibilizados no sítio eletrônico de Kiari, acompanhado das letras (lyrics) das canções, ou nas principais plataformas digitais.

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