Barulho d'Água Música

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974 – Cole no Sesc Pompeia (SP) e conheça Rebento, novo álbum instrumental do violeiro Ricardo Vignini!

Um dos violeiros mais atuantes do país, Ricardo Vignini, é o convidado do projeto Plataforma para a apresentação da quinta-feira, 20, no palco do teatro da unidade Pompeia do Sesc de Sampa. A partir das 21 horas, o cantor e compositor lançará o mais novo álbum da carreira solo, Rebento, que reúne 13 músicas instrumentais, das quais 10 de autoria própria. Para o show de lançamento, o violeiro chamará para a roda André Rass (percussão), Ricardo Carneiro (violão e guitarra), Sergio Duarte (gaita), Ari Borger (piano) e Bruno Serroni (violoncelo).

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945 – Cantores populares animam II Feira Nacional da Reforma Agrária, do MST, em São Paulo

Da página do MST e da Agência Brasil

Pereira da Viola, Arnaldo Freitas, Cacique e Pajé, Katya Teixeira, Sapiranga, Osni Ribeiro, Ricardo Vignini Trio, entre outros expoentes da melhor música caipira e regional do país estarão entre as atrações que o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) convidou para cantar e tocar nos palcos da II Feira Nacional da Reforma Agrária, que a exemplo da pioneira (promovida em outubro de 2015) transcorrerá mais uma vez no Parque da Água Branca, situado na zona Oeste de São Paulo, com entrada franca. Neste ano o evento começará na quinta-feira, 4 de maio, e se estenderá até o começo da noite de domingo, 7. Os organizadores contam com a presença de agricultores de acampamentos e assentamentos de todo país e pretendem com a iniciativa abrir diálogos com a sociedade sobre a necessidade de adoção de modos mais equilibrados de se alimentar e de uma transição do atual modelo agrícola, que o MST considera predatório dos recursos naturais, para um que respeite o trabalhador e o meio ambiente. Além dos shows musicais que contarão também com Tulipa Ruiz, Emicida e Chico César, o público encontrará ainda bancas com variada oferta de comidas saudável e típicas, poderá trocar mudas e sementes, ouvir palestras e acompanhar seminários, escolher livros disponíveis em tendas literárias ou curtir apresentações teatrais, entre outras atividades culturais (veja programação ao final da matéria).

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868 – André Rass corta o bolo de mais um aniversário em turnê pelo Canadá e Estados Unidos com o Matuto Moderno

A folhinha do Barulho d’água Música marca que em 1° de maio comemora-se o aniversário de André Rass, natural de Dom Pedrito (RS), e atualmente radicado em São Paulo onde desenvolve carreira das mais elogiadas como percussionista, conhecida por participações em destacados projetos acompanhando vários cantores e sobretudo na banda Matuto Moderno. Filho de casal formado por comerciante e dona de casa, André Rass criou-se em meio a festas populares e rodas de choro incentivado pelo pai, violonista, e pelo padrinho, acordeonista. A dupla, assim, tornou-se a primeira referência musical em sua vida. Mais tarde morando em Pelotas, passou a trabalhar profissionalmente como músico, ingressando na banda de Sulimar Rass. Juntos, ele e o irmão viajaram pelo Rio Grande do Sul e tocaram ainda o Uruguai e a Argentina. Nesse período, conheceu músicos tais quais Fernando do Ó, o guitarrista Daniel Sá, Gilberto Oliveira, Egbert Parada, Luciano Nasário, o violonista flamenco Romano Nunes, entre outros, e gravou com a cantora e compositora Ana Mascarenhas,Cardo Peixoto, Avendano Júnior, além do percussionista uruguaio Liber Bermudes, com que estudou ritmos latino-americanos.

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Bambas da viola brasileira encontram-se na Galeria Olido, em São Paulo

Matuto e Indio

Matuto Moderno e Índio Cachoeira (Fotos: Marcelino Lima)

Entre os dias 27 e 29 de novembro quem esteve na Galeria Olido, situada no centro de São Paulo, teve a oportunidade de prestigiar mais uma edição do Encontro Nacional de Violeiros, que há oito anos não ocorria depois de ter sido organizado em Ribeirão Preto. O evento na Capital paulista foi promovido pela Secretaria Municipal de Cultura e reuniu no palco do antigo cinema parte dos mais expressivos cantores, compositores e expoentes do país que se dedicam à transmissão, à preservação e à divulgação de valores vinculados à viola de dez cordas, seja por meio de sua vertente caipira ou regional, permitindo a plateia conhecer variados ritmos e toques numa verdadeira ode à cultura popular.

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Índio Cachoeira e Ricardo Vignini encerram projeto “Caldos com Sons Brasileiros” em Osasco

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Ricardo Vignini e Índio Cachoeira ouviram o pedido dos fãs franceses e agora vão mostrar ao público de Osasco as músicas de “Viola Caipira – Duas Gerações”, lançado em junho (Foto: Marcelino Lima)

O SESC Osasco vai encerrar na quinta-feira, 25, o projeto “Caldos com Sons Brasileiros”, recebendo a partir das 19 horas os aclamados violeiros Índio Cachoeira (Alfenas/MG) e Ricardo Vignini (São Paulo/SP), no Deck da Cafeteria. Junta, a dupla  já realizou dezenas de apresentações pelo país e no exterior, e, recentemente lançou  “Viola Caipira, Duas Gerações”, álbum que evidencia uma sintonia mais do que fina, perfeita.

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Indio Cachoeira e Ricardo Vignini, duas gerações da mesma tribo

 

Indio e Vignini

Ricardo Vignini e Indio Cachoeira na apresentação que ambos fizeram no SESC Campo Limpo, em roda que ainda reuniu Levi Ramiro, Paulo Freire e Rodrigo Zanc (Foto: Marcelino Lima)

Os violeiros Índio Cachoeira e Ricardo Vignini, juntos, já realizaram dezenas de apresentações pelo país e no exterior. A dupla, que recentemente lançou o álbum “Viola Caipira, Duas Gerações”, conseguiu desde o primeiro contato sintonia mais do que fina, perfeita. Índio Cachoeira é considerado um dos maiores violeiros do Brasil, mas nem sempre se dedicou a tocar o instrumento. Quando conheceu Vignini, era motorista de ônibus em Guarulhos, recém-saído da dupla Cacique e Pajé, e apresenta traços morenos de um caboclo da mais genuína estirpe, de um típico morador de cidades do sertão, um mineiro que levaria a vida sossegada em Alfenas, mais dedicada a pescarias e a cultivar uma roçinha do que a construir violas e outros instrumentos de cordas dos mais refinados, além, claro, de ponteá-las.

Foi Vignini quem produziu três discos e um DVD de Índio Cachoeira. Olhando para ambos, entretanto, a primeira impressão é que entre os dois não haveria qualquer possibilidade de entrosamento, ainda mais em vertentes tão aparentemente dispares. Ricardo Vignini tem pinta de roqueiro, de alguém completamente avesso às modas caipiras ou de se deixar levar pela influencia da cultura latino-americana que, por exemplo, permeia composições do parceiro. Quem pensar desta forma estará parcialmente certo, mas não poderá se quedar à primeira impressão. O cabeludo de óculos de aro redondo integra, sim, uma banda de rock, a Mano Sinistra (Mão Esquerda, em italiano), e, em parceria com Zé Helder, gravou um dos melhores trabalhos do gênero na atualidade, em 2011.

A ressalva é que “Moda de Rock, Viola Extrema”, é uma bem elaborada fusão do mais puro rock, por meio de clássicos de Pink Floyd, Iron Maiden, Sepultura, Led Zepellin, com a viola que ponteia em muitas festas, bailes de roça e celebrações religiosas em cujo ambiente o divino (portanto, o não profano!), fala mais alto. Um crítico bem humorado e certeiro já classificou o trabalho de “Woodstock Rural”, o que por sinal é a perfeita descrição do que Vignini e Zé Helder colocaram no primeiro volume do disco que, em breve, ganhará o irmão, agora com novas versões para sucessos do Dire Straits, dos Rolling Stones, e do Ramones para serem tocadas tanto em quermesses quanto no “Rock in Rio” — isto claro, se Sangalos e Leites não agradarem mais ao padre e ao executivo.

Vignini e Zé Helder ainda tocam juntos no Matuto Moderno”, outra banda que é capaz de tocar “Rio de Lágrimas” como se estivesse em um porão ou garagem. Ou composições com arranjos pauleiras que remetem ao prosaico e calmo meio rural, marcadas ainda pelo bom humor típico de um capiau e contador de causos, mas que, na verdade, são cinco moços que usam por debaixo das camisas xadrezes camisetas pretas de Jethro Trull, Ozzy Osborne, Hendrix e Mettalica.

Vignini e Índio Cachoeira, portanto, são da mesma tribo, e até no exterior já impressionaram por falarem a mesma língua quando a conversa flui pelos arames de uma viola. Em 2012, durante um giro pela França, o público pediu um disco que consolidasse a parceria. O trabalho saiu, já andou um bom trecho, mas ainda está tinindo e cheirando a novidade, reunindo faixas que evidenciam a maestria de ambos.

“Viola Capira, Duas Gerações” foi lançado em 1º de junho, no SESC Belenzinho. O disco tem a marca de Índio Cachoeira em “Bailado Andino”, “Suindara”, “Visitando o Oriente”, “Pagode de Gibão” ou “Prelúdio Caboclo”, em que ele transita do popular ao clássico com claras referências ao Nordeste, aos países ibero-americanos, aos povos mouros e orientais. Vignini responde assinando a faixa tupiniquim-erudita Suite Queiroz”, dividida em duas partes (A, “Guaiçara”, e B, “Caviuna”), e, “De butuca”. Ambos ainda trazem uma nova leitura para “La Paloma”, de Sebastian Iradier e Salaverri, e “Moliendo Café”, do folclore venezuelano legado por Hugo Blanco e José Manzo Perroni.

“Viola de Chumbo”, composição de ambos, fecha “Viola Caipira, Duas Gerações”, que ainda acrescentou ao repertório “Galope Beira Corgo”, do mestre e amigo Levi Ramiro. Os três estiveram juntos em 9 de julho, no SESC Campo Limpo, onde formaram uma roda de viola com Paulo Freire e Rodrigo Zanc. Nesta oportunidade, devido ao curto tempo que tiveram para se apresentar, tocaram apenas “La Paloma”. Já na noite de segunda-feira, 14, Índio Cachoeira e Ricardo Vignini chegaram ao palco do Teatro Anchieta, no SESC Consolação. Com a participação dos matutos modernos André Rass (percussão) e Marcelo Berzotti (baixo) eles foram destaques de mais uma edição do projeto Instrumental SESC Brasil, coordenado por Patrícia Palumbo, e a maioria das faixas do recente álbum pode ser mostrada. Ainda não há data definida, mas em breve o linque da apresentação estará disponível e será disponibilizado aos seguidores e amigos deste Barulho d’Água.