Barulho d'Água Música

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991 – Atração do Projeto Dandô Dércio Marques, Sol Bueno (MG) canta no IJC, com abertura de Mari Ananias

A cantora e compositora Sol Bueno protagonizará em São Paulo neste domingo, 13 de agosto, mais uma rodada do premiado Dandô Circuito de Música Dércio Marques, prevista para começar às 17 horas, no Instituto Juca de Cultura (IJC). Mari Ananias abrirá a apresentação durante a qual a mineira de Pitangui cantará músicas integrantes de Poeira Dançante, seu disco de estreia, lançado no final de maio em Belo Horizonte (MG) e no qual, de forma apurada, ela revela sutilezas e memórias do universo da cultura popular, vivências, sentimentos e um olhar acurado para a terra. À medida que ouve as 13 faixas, a plateia embarca em poético passeio ao Cerrado — passando pela bacia do rio São Francisco e por cenários mágicos do sertão Roseano — e conhece parte das sonoridades que ocorrem naquelas paisagens.  Egressa de família de músicos e cantadores, Sol Bueno resgata com voz suave e timbre marcante a força dos ancestrais, ilustrando a cada nova canção os múltiplos retratos interiores dos Brasis que Minas Gerais carrega.

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978 – Rota Lunar (RS) volta às atividades com álbum que rememora sucessos do Musical Vertente

Vertente: o que fica na memória,  disco do momento aqui na redação do Barulho d’água Música, do grupo gaúcho Rota Lunar, é um grato presente que enriquece o acervo do blogue, enviado de Caxias do Sul pelo “correspondente” Valdir Verona. O violeiro — que nas horas de folga, quando não está afinando as cordas dos instrumentos, tem se empenhado em ‘secar’ o Corinthians, posto que é gremista dos quatro costados e não se conformara em vir a terminar a temporada, no máximo, apenas como vice-campeão brasileiro! –, produziu o segundo álbum dos conterrâneos que integram a Rota Lunar: Selestino Oliveira (voz e violão), Vasco Machado (violão, viola, charango e vocais), João Geraldo Silveira (bateria e percussão) e Jonas Reis (baixo, teclado, violão e vocais) –, nova denominação do antigo Musical Vertente, nascido a partir de encontros proporcionados pelos festivais estudantis, em 1978, e que atuou com essa denominação até reestrear, após um período de recesso, em 1994.

Capa do disco gravado em 2016/Grupo Musical Vertente, 1987: Selestino Oliveira, José Carlos e Vasco Machado (em pé), Gioconda Menegazzo, Lauro Biassio e João Geraldo Silveira/Apresentação do Musical Vertente na III Balada da Composição do Estudante Caxiense, em 1976, com Vasco Machado, Selestino Oliveira e José Costa

Produzindo shows e participando de festivais e dos eventos estudantis artísticos, o Musical Vertente, conforme João Geraldo nos conta, chegou a ser considerado o conjunto independente de maior constância da aprazível cidade da serra gaúcha. Durante o estradar,  o grupo já alternou várias formações, conservando em suas fileiras, do time original, Selestino Oliveira, Vasco Machado e João Geraldo Silveira. Sob o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura, em 2004, lançou Sobre a Cidade, disco cujas musicas reunem  poemas de escritores de Caxias do Sul e região. Em um dos mais concorridos daqueles citados festivais, o da Balada da Composição do Estudante Caxiense, ao lado das canções de Selestino Oliveira, tocando em dupla com seu irmão Vasconcelos Machado de Oliveira (Vasco Machado), integraram-se cantores e instrumentistas com afinidades sonoras e de pensamento. A quinta edição da Balada, em 1978, especialmente pela premiação máxima para a canção Reza de Viola, pode ser considerada o ponto de partida para o surgimento da banda. E as reuniões informais, para troca de ideias e de conhecimentos musicais entre amigos, logo se transformaram em ensaios, com pretensões artísticas sérias.

O idealismo e a paixão pela música alimentaram o estímulo dos rapazes provenientes das classes trabalhadora e universitária para ir construindo, aos poucos, o sonho de se expressarem culturalmente. Com o impulso dos festivais, o Musical Vertente ingressou numa etapa caracterizada pelo desenvolvimento de trabalhos de maior fôlego, sempre encontrando receptividade e sucesso junto às plateias — seja em Caxias do Sul ou no roteiro por outros importantes pontos do Rio Grande do Sul. Isso aconteceu durante o Roda Moinho, em 1981; Caminhos Novos, em 1982; O que fica na memória, em 1983 ; Xote do Osso, em 1984;  Novelo, em 1985 e 1986; e A Beleza está nos Olhos, em 1988. As composições do Musical Vertente começaram a cair no gosto de amigos e admiradores (sobretudo por jamais se renderem àquelas de rotulação fácil), misturando nativismo, balada, toada, rock, MPB e blues, com levadas essencialmente acústicas. As letras, assinadas por Selestino Oliveira, não permitem concessões e revelam cuidado especial com a mensagem da poesia, tematizando questões que inquietavam uma geração: crítica social e política, discussão ética, sentimentos humanos, preocupação com a ecologia, e cultura regional, marcadas por lirismo refinado como pode ser verificado em Roda moinho, faixa 5 do álbum aqui divulgado:

Como sorrir se vejo o povo/Clamando pão, clamando abrigo/Como ter fé nos grandes homens/Gordos, vestidos, cheios de promessas/E o povo que beba lama/Que coma grama/E durma no chão

E o povo que dê o troco/Que seja louco e solte o cão/Que crave os dentes da viração/Tomem ruas e praças/Todas as raças num coro só/É água que move a pedra/Tritura o grão e tira o pó/Faz a farinha/Move moinhos

É assim, com este jeito próprio, que a agora Rota Lunar apresentava uma visão questionadora ao momento vivenciado. Para quem estiver sentindo saudades ou às novas plateias interessadas, o grupo comunica que está em fase de ensaios e, ainda neste semestre, deverá conforme João Geraldo protagonizar compromissos para lançamento do álbum O que fica na memória — que conta com participações de Rafael de Boni (acordeon), Marcelo Taynara (efeitos vocais), Marco de Ros (guitarra) e André Tamanini (guitarra). Este Barulho d’água Música desde já se coloca à espera da agenda e compromissado fica de “espaiá” a notícia assim que ela for anunciada! Boa sorte nesta empreitada Selestino Oliveira,Vasco Machado, João Geraldo Silveira e Jonas Reis, mas que nosso parceiro Verona possa compreender lá pelos primeiros dias de dezembro vindouro que, no futebol, assim como nos festivais de canções… nem sempre vencem os melhores!

Integrantes do Musical Vertente por ordem de chegada: Selestino Machado de Oliveira/Vasconcelos Machado de Oliveira/José Costa/Airton Martins/Laucir Erlo De Alexandre/José de Oliveira Ramos Neto/Clóvis Moacir Matana Ramos/José Geraldo Chaves Silveira/Lauro Biassio/Gioconda Menegazzo/João Francisco Matana Ramos/Rodrigo Cadorim/Luiz Marchetto/Marcos Roberto Santos da Silva 

Contatos com a Rota Lunar para encomenda de discos, mais informações e contratação de shows e eventos poderão ser feitos por meio dos números de telefone 54 3221-2599 e endereço postal virtual rotalunar@gmail.com


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954 – Sol Bueno é atração do Cine Teatro Brasil para lançamento do álbum autoral Poeira Dançante

A cantora e compositora Sol Bueno (Pitangui/MG) trará a público em 30 de maio o recém-gravado Poeira Dançante durante apresentação programada para o  Cine Theatro Brasil Vallourec, situado em Belo Horizonte (MG). Sol Bueno ocupará o palco a partir das 21 horas para retratar de forma apurada em 13 músicas deste primeiro trabalho autoral sutilezas e memórias do universo da cultura popular, vivências, sentimentos e um olhar acurado dela para a terra; simultaneamente, a plateia experimentará um poético passeio ao Cerrado, à Bacia do São Francisco, a muitos cenários do Sertão Roseano  e às sonoridades marcantes que ocorrem nestas paisagens. Vinda de uma família de músicos e cantadores populares, Sol Bueno resgata com voz suave a força dos ancestrais e ilustra os múltiplos retratos interiores dos Brasis que Minas Gerais carrega. O show de lançamento contará com Gladson Braga (percussão), Letícia Leal (violas), Ricardo Rodrigues (violões) e Rodrigo Salvador (rabecas), mais as participações especiais de Sérgio Pererê, Meninas de Sinhá, Tambores de Luta, Erick Castanho, Marcelo Taynara, Ana F. e Lud Benquerer.

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910 – Músicos da Argentina, do Brasil e do Chile protagonizam show de encerramento do III Encontro Nacional do Circuito Dandô

Katya Teixeira, João Arruda, Rodrigo Zanc e o Duo Flor de Maracujá (SP)*; Sol Bueno, Erick Castanho, Marcelo Taynara, André Salomão, Nádia Campos, Ana F., Ricardo Rodrigues, Adriano Bianchini, Letícia Leal, João Mendes Rio (MG); Giancarlo Borba, Cardo Peixoto, Cristiano Nunes, Mara Muniz, Roberto Pohlmann (RS); Isabela Rovo, Victor Batista, Cabocla Inez, Pedro Vaz, Milla, Franklin Borges, Rosa Barros (GO); Oswaldo Rios (PR); e Maryta de Humauaca, Marina Luppi, Anália Garcetti (Argentina) e Cecilia Concha-Laborde (Chile) vão subir ao palco do Teatro Experimental de Uberaba (MG) neste sábado, 18, a partir das 20 horas, para protagonizarem o espetáculo de encerramento do III Encontro Nacional do Dandô Circuito de Música Dércio Marques e I Encontro Latino Americano. Os dois eventos simultâneos estão transcorrendo desde a quarta-feira, 15, na Casa do Folclore, situada na mesma cidade do Triângulo Mineiro, onde os músicos, acolhidos pelo anfitrião, o empresário Gilberto Rezende, planejam a temporada do quinto ano consecutivo do projeto concebido por Katya Teixeira.

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814- Músicos de quatro estados estão em Uberaba (MG) para planejar nova temporada do Circuito Dandô ; no dia 20 todos sobem ao palco do TEU

Olhem ai, povos: foi divulgado o time de músicos que participará da apresentação de confraternização e encerramento do 2º Encontro Nacional do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques,  que está sendo promovido desde ontem, 17, em Uberaba (MG), em uma nova realização da Katxerê Produções Artísticas, de São Paulo, e do Hotel Casa do Folclore, além da sempre inestimável colaboração do anfitrião Gilberto Rezende, incentivador da cultura popular, residente naquela cidade do Triângulo Mineiro. A partir das 20 horas do sábado, 20, subirão ao palco do Teatro Experimental de Uberaba Kátya Teixeira e João Arruda (SP); Valdir Verona, Cristiano Nunes e Giancarlo Borba (RS); Erick Castanho, André Salomão, Marcelo Taynara, Sol Bueno, Ricardo Rodrigues e Alexandre Bianchini (MG); e Victor Batista, Pedro Vaz, Isabella Rovo, Rosa Barros, Cabocla Inez (GO). Vai ser melhor do que carne seca com araticum!

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794 – I Mostra Dandô de 2016 leva caravana de músicos a três cidades gaúchas e ao Uruguai

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Alô povos e seguidores do Dandô Circuito de Música Dércio Marques! O projeto distinguido pelo Prêmio Brasil Criativo que leva a vários estados do Brasil música de qualidade e já chegou ao exterior iniciará neste dia 24 de janeiro o terceiro ano de atividades consecutivas. Três cidades gaúchas, começando por Torres, compõem o roteiro dos primeiros giros da nova temporada, que entre 26 e 29 passará também pelo vizinho Uruguai, o quarto país sul-americano depois do Chile, da Bolívia e da Argentina a receber as caravanas da Mostra Dando Latino América. O time escalado desta vez terá a idealizadora do Dandô, Katya Teixeira (São Paulo/SP), Erick Castanho (Uberlândia/MG), Giancarlo Borba (Terra de Areia/RS), e Valdir Verona (Caxias do Sul/RS), mais o trombonista Roberto Sousa (Pelotas/RS).

 As mostras do Dandô Latino América são chamadas para a circulação de shows que cobrem o período de março a dezembro. A  Bolívia recebeu Giancarlo Borba, a Argentina contou com Katya Teixeira, acolhida por Ximena Villaro, e em  de dezembro João Arruda (Campinas/SP) e Nádia Campos foram recepcionados no Chile pelo Duo Sankara, no Chile.

Depois das apresentações no Rio Grande do Sul e no Uruguai, Katya Teixeira e os demais membros que protagonizam o Dandô em diferentes estados nacionais têm encontro marcado entre 17 e 21 de fevereiro, novamente em Uberaba (MG), a exemplo do que ocorreu em no ano passado, onde com apoio imprescindível de Gilberto Rezende e da Fundação Cultural de Uberaba definirão as diretrizes de 2016, no Hotel Casa do Folclore. A cantoria de confraternização e de abertura oficial da jornada deste ano do Dandô estão previstas para 20 de fevereiro, no mesmo espaço que vem abrigando os músicos do circuito desde 2014, o Teatro Experimental de Uberaba (TEU).

Os ingressos sairão por R$30 (inteira) ou R$15 (meia) e para quem comprar antecipado reduzidos para R$ 20 e R$ 10, respectivamente. Em 2015, além do pessoal de apoio e que atuou nos bastidores, o Dandô colocou no palco do Teatro do Sesi de Uberaba Rosa Barros (Formosa/GO), Cacá Sankari (Uberaba/MG), Paulo Matricó (Recife/PE), Oswaldo Rios (Curitiba/PR), João Arruda, Valdir Verona, Katya Teixeira, Giancarlo Borba, Erick Castanho, André Salomão (Barbacena/MG), Marcelo Taynara (Uberlândia), Nádia Campos, Lilian Fulô e Luiz Salgado (Araguari/MG).

Intercâmbio e novas plateias

Por meio do Dandô Circuito de Música Dércio Marques Katya Teixeira e os demais músicos envolvidos fomentam desde 2013 a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o país, reunindo artistas de várias cidades de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e passagens por Pernambuco, além do Distrito Federal e assim, além de criar intercâmbios, gerar novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos e merece melhor projeção no panorama nacional, o que proporcionaria às pessoas acesso a outras linguagens e propostas produzidas fora da “grande mídia”. 

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Um artista sai de cada cidade e passa por todos os pontos do circuito, girando a roda de forma contínua. Cada edição conta sempre com um artista do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

Primeiras apresentações do Dandô em 2016

24/1 Torres/RS,  21h, Coreto da Praça Central, com apoio da Prefeitura Municipal
26 a 29/1 Uruguai
30/1 Feira do Livro em Rio Grande/RS
31/1 Pedro Osório/RS

II Encontro Dandô*

17 a 21 de fevereiro, Uberaba (MG), Hotel Casa do Folclore

* Restrito aos músicos e pessoal de apoio

Show de confraternização e abertura da jornada 2016 do Dandô

20/02, 20 horas, Teatro Experimental de Uberaba Augusto César Vanucci (Rua Padre Zeferino, 988 – Fabrício), telefone: (34) 3312-5906

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O Barulho d’água Música, mais que um blog de divulgação de música de qualidade, é um canal, também, de apoio às causas que ajudem a transformar para melhor o mundo e a convivência entre os seres vivos, possibilitando assim vivermos já a partir de agora da forma mais saudável, justa e pluralista possível. As bandeiras do Greenpeace, neste sentido, são também as nossas! Acompanhe a página da entidade no Facebook clicando aqui  e se engaje, também, em suas ações e atividades! 

 

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Marcelo Taynara, de Conceição de Alagoas (MG), completa mais um ano hoje

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Tambores em Uberaba (MG) estão ecoando forte e podem ser ouvidos do Triângulo de Minas ao Jequitinhonha, repetido nas ladainhas e cantos de lavadeiras à beira do São Francisco e transformado em orações e em cantos, tanto nas igrejinhas de sítios nos mais remotos lugares do sertão, quanto nos sagrados terreiros dos quatro cantos das Alterosas! A música põe no ar a mensagem para que seja repercutida por toda as cadeias de montanha até inspirar o aboio do mais humilde carreiro ao mais ilustre dos poetas filhos da terra, de hoje e de ontem, e servir de adubo para que floresçam flores de vários matizes e perfumes em Conceição das Alagoas: hoje, queridos e conterrâneos, é aniversário de Marcelo Taynara!

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