1268 – “Vendedor de Sonhos”, com canções escolhidas por Fernando Brant, chega ao mercado

Disco já em todas as plataformas digitais contém 20 canções cujos intérpretes o mineiro de Caldas escolheu para dar alma ao projeto idealizado pelo sobrinho, Robertinho

Antes de desencarnar em junho de 2015, vítima de complicações cirúrgicas decorrentes de um transplante de fígado, o compositor mineiro Fernando Brant estava desenvolvendo com o sobrinho, Robertinho, um projeto para gravar Vendedor de sonhos e, pessoalmente, escolhia, um a um, quem deveria interpretar vinte dos seus principais sucessos, parte do rico repertório de 320 composições que assinou, 110 das quais em duo com Milton Nascimento. A travessia de Fernando interrompeu os planos por algum tempo, mas para a sorte de quem gosta de boa música, agora como homenagem póstuma, as canções foram gravadas e o disco já se encontra nas principais plataformas digitais, lançado pelo selo carioca Biscoito Fino.

Para quem está brincando de “amigo secreto” ou pretende presentear alguém no Natal, tai uma bela dica para surpreender e agradar em cheio, sem medo de dar bola fora; eu, por exemplo, farei aniversário dia 26 e ficaria trifeliz se recebesse o regalo de alguém.

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1215 – Divulgados homenageados e datas de realização do 5º Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

Cerimônia de entrega do troféu Parada da Música aos vencedores das 67 categorias de 3 modalidades está marcada para 3 de novembro

Os organizadores do 5º Prêmio Profissionais da Música (PPM) conseguiram driblar os efeitos das canetadas que cortaram recursos anteriormente garantidos à promoção dos eventos e à cerimônia de premiação dos finalistas, inicialmente planejadas para abril, e anunciaram que tudo será realizado entre 1º e 3 de novembro, em Brasília (DF). Os homenageados desta edição também foram divulgados: Ronaldo Bastos (Criação), Genildo Fonseca (Produção) e Claudio Santoro (Convergência), as três modalidades que concentram as 67 categorias dos finalistas, que juntas, envolvem 492 artistas e profissionais (selecionados a partir de mais de 1500 inscrições de todo o país que se submeteram às três etapas de votação ao longo do primeiro semestre de 2019). O Barulho d’água Música é finalista pela segunda vez consecutiva da categoria Canais de Divulgação de Música/Convergência e já confirmou que estará presente na capital federal.

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1210- Sérgio Santos (MG) lança disco interpretando clássicos da MPB, pela Kuarup

Músico premiado celebra novo disco, São Bonitas As Canções, com produção de André Mehmari e participações de Nailor Proveta, Rodolfo Stroeter e Tutty Moreno e repertório que traz Edu Lobo, Chico Buarque, Gilberto Gil, Tom Jobim e Moacir Santos

O cantor e compositor mineiro Sergio Santos está lançando o álbum São Bonitas As Canções, editado pela produtora e gravadora Kuarup, escolhido para abrirmos as audições matinais de sábado aqui no boteco do Barulho d’água Música neste dia 13 de julho em São Roque, aprazível cidade do Interior paulista de Pindorama, a popular República das Bananeiras, no ano I da dinastia Bozo. Compositor reconhecido, com uma obra consagrada com o poeta Paulo César Pinheiro, indicado ao Grammy Latino e com inúmeros prêmios por suas composições, Sergio Santos  nunca havia se aventurado a gravar nenhuma música que não fosse de sua autoria em seus oito anteriores discos. Agora, no entanto, Sergio Santos resolveu pela  se entregar a esta tarefa de interpretar o que não compôs, incentivado pelo músico André Mehmari, o idealizador e coprodutor deste sofisticado projeto que conta com os músicos Nailor Proveta, Rodolfo Stroeter e Tutty Moreno.

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1146 – “Tardhi”, álbum autoral mais pop do músico das montanhas, completa trilogia de Bernardo do Espinhaço (MG)

Disco traz nove faixas  com arranjos e composições apuradas que  transitam entre a MPB, o indie e o folk, todas autorais, e está disponível para ser baixado juntamente com os dois primeiros no portal do cantor e compositor.

A tradicional audição matinal dos sábados aqui na redação/cafofo do Barulho d’água Música começou neste dia 19 com Tardhi, nome do terceiro álbum do cantor e compositor mineiro Bernardo Puhler, que adotou o nome artístico Bernardo do Espinhaço. As nove faixas do disco, todas de autoria de Bernardo, completam a trilogia que o caracteriza como autoridade da Música Popular da Montanha (MPM), conforme bem foi definido por um jornalista crítico musical. Os outros dois álbuns da trindade chamam-se  Manhã Sã (2015) e O Alumbramento  de um Guará Negro em uma Noite Escura (2014), temas da nossa atualização 981, e estão disponíveis para serem baixados, gratuitamente, junto com Tardhi, no portal do músico cujo endereço é http://www.bernardodoespinhaco.com.br.  

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1105 – Tempo de Paz, show do novo disco de Chico Lobo e Zé Alexandre, será atração do teatro Rival (RJ)

Álbum de  onze faixas começa com o clássico Bandolins e  aborda valores que enfatizam a necessidade de transformarmos, por meio de ações que promovam o bem estar geral, nosso cotidiano hoje tão avassalador e cada vez mais violento

Os cantores e compositores Chico Lobo e Zé Alexandre e a banda que os acompanha vão protagonizar na quinta-feira, 13 de setembro, cantoria de apresentação e de lançamento de Tempo de Paz , álbum que acabaram de produzir e que tem o selo da gravadora Kuarup. O show deverá começar às 19h30, no palco do Teatro Rival (veja detalhes na guia Serviços).

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1006 – “Extra”, homenagem de Thomas Roth (RJ) ao parceiro Luiz Guedes (MG), abre nova série do Barulho d’água Música

Barulho d’água Música começa a publicar a partir desta atualização a série Clássico do Mês, que, mensalmente, compartilhará com amigos e seguidores matéria especial sobre determinado álbum que marcou época na história da música brasileira. Para abrir os trabalhos o escolhido é Extra, joia do catálogo da Lua Music que reúne as 19 músicas gravadas pela dupla Luiz Guedes e Thomas Roth em Extra (um vinil pop de 1982, eficiente e bem elaborado, com melodias e harmonias refinadas e vocais bem apurados) e Jornal do Planeta (produzido com requinte, em 1983, destacando arranjos sofisticados e inventivos, a faixa-título e Ela Sabe Demais), mais duas faixas bônus, de 1981. Mais do que resgatar os dois únicos lançamentos que resumem a obra de ambos os amigos, a compilação Extra foi a maneira que o carioca e fundador da Lua Nova Discos, Roth, encontrou para reverenciar o parceiro Guedes (carinhosamente tratado por Lulu), mineiro de Montes Claros que desencarnou em 25 de novembro de 1997, três anos depois de descobrir que estava com câncer.

A dupla esteve ativa apenas entre 1979 e 1984. Apesar do curto período em que percorreu a estrada, protagonizou nestes concorridos cinco anos apresentações em várias cidades do país e atingiu sucesso de público e de crítica cantando composições próprias que embalaram jovens daquela geração e também enriqueceram o repertório de expoentes como Emílio Santiago, Ronnie Von, Beto Guedes (primo de Luiz Guedes, professor de violão do autor de Contos da Lua Vaga), Peninha, Angela Maria, Roupa Nova e Elis Regina; a “Pimentinha”, por exemplo, tornou nacionalmente conhecida Nova Estação, cujos versos proclamavam Nova esperança/nova estação / renascer cada dia / com a luz da manhã.

Em Extra é possível se deliciar recordando, por exemplo, as canções Milagre da Criação e Chuva de Vento, marca registrada das vozes e do estilo de compor de Luiz Guedes e Thomas Roth. Canção de Verão, Voo Livre, Clube do Coração, Ela Sabe Demais, Jornal do Planeta, Amoramar, Angra, Estradas (Dentro da Cabeça) e Milagre do Amor (ambas campeãs de execução em FMs) também estão na lista do álbum cuja renda obtida com a venda de exemplares foi toda revertida para Lenita, esposa de Guedes, e as filhas do casal, Bárbara e Débora.

Luiz Guedes e Thomas Roth se conheceram-se em São Paulo, mas antes de se unir ao carioca, o mineiro tentou carreira com outro primo, o letrista Paulo Flexa, com o qual assinou Estradas, Clube do Coração e Amoramar. Guedes também flertou, em Belo Horizonte, com o Clube da Esquina antes de fazer as malas e desembarcar em Sampa, em 1973. Entre os amigos da turma do bairro de Santa Tereza era visto sempre ao lado de Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges, Flávio Venturini, Fernando Brant e Novelli.

“Conheci Luiz Guedes [de batismo Luiz MacArthur Costa Guedes] num daqueles encontros que a vida nos proporciona e que a gente chama, apesar de eu não acreditar, de coincidência”, escreveu Roth no encarte de Extra. “Com Luiz Guedes aprendi a garimpar a melodia, cada palavra, até a exaustão. Assim era o nosso processo de trabalho. Diuturno. Obsessivo. Ficou, além das canções, a lembrança de um artista puro, intuitivo e sensível. E por quem sempre guardarei a mais profunda admiração. Eternamente.”

 

 

Próximo Clássico do Mês:

Sidney Miller (1982)

Leia também no Barulho d’água Música:

Flávio Venturini, Sá & Guarabyra, 14 Bis: Encontro Marcado em 15/05, em São Paulo, depois ES, RJ, GO e DF

762 – Cirinho Rio Doce, que em agosto lançara quinto disco da carreira, compõe canção e poema em homenagem ao Rio Doce

931 – Após “uma surra boa”, Vento Viola (MG) encerra dezesseis anos de silêncio e lança “Em Nome do Vento”

981 – Clareza, despretensão e singularidade são marcas de Bernardo do Espinhaço (MG), compositor das montanhas e dos sertões

981 – Clareza, despretensão e singularidade são marcas de Bernardo do Espinhaço (MG), compositor das montanhas e dos sertões

O Barulho d’água Música volta os holofotes novamente para Minas Gerais e apresenta aos amigos e seguidores Bernardo Puhler, cantor e compositor atualmente morador de Belo Horizonte, oriundo de Santana do Riacho, cidade situada entre as serras do Cipó e do Espinhaço. Esta segunda cadeia montanhosa, localizada no Planalto Atlântico, estende-se por Minas Gerais e Bahia, é  formada por terrenos proterozóicos ricos em jazidas de ferro, manganês, bauxita e ouro e passou a compor não apenas o nome de cair na estrada, mas a identidade artística e a alma do trabalho do músico que assina como Bernardo do Espinhaço. Ainda menino, entre os oito e os nove anos, conforme puxa pela memória, Puhler já compunha e cantava, ensaindo, assim, os primeiros passos para a trajetória que já conta com seis álbuns inspirados nas montanhas e nos sertões — dos quais três autorais e os demais gravados com o grupo Músicas do Espinhaço. Pela ordem, os títulos são Um Disco pra Serra do Espinhaço (2003); O Encontro das Cordilheiras (2010); Jardim do Mundo (2011); Janelas (2013), O Alumbramento de um Guará negro numa noite escura (2014); e Manhã Sã (2015).

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685 – Diana Pequeno faz apresentação única no Sesc Belenzinho

Diana Pequeno 2
Detalhe da capa de Eterno como areia, que tem musicas de João Bá e Vidal França, Elomar e Hilton Acioli

A unidade Belenzinho do Sesc de São Paulo reservou o palco para a cantora e compositora Diana Pequeno (BA) a partir das 21 horas desta sexta-feira, 16 de outubro, que está de volta ao cenário da música e em junho encerrou a Virada Cultural Paulistana, com direito à concorrida apresentação no Theatro Municipal. Neste novo show, que envolve o trabalho da produtora Charrua Charrua, do violeiro Noel Andrade (SP), os amigos e admiradores de Diana Pequeno deverão ouvir sucessos que ela consagrou e a transformaram em uma das mais cultuadas artistas populares a partir do início da década dos anos 1970 como a elogiada interpretação da versão Blowin’ In The Wind, de Bob Dylan.

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638 – Tavito anima mais uma rodada em Poços de Caldas do projeto Composição Ferroviária

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O cantor e compositor Tavito, nome artístico de Luís Otávio de Melo Carvalho, um dos ícones da música de Minas Gerais, no domingo, 13 de setembro, será a atração do projeto Composição Ferroviária que os músicos Wolf Borges e Jucilene Buosi promovem em Poços de Caldas (MG). Tavito estará a partir das 10 horas no palco montado no pátio da antiga estação ferroviária da cidade e a apresentação terá entrada franca, precedida por um concerto de um dos mais aclamados violeiros da atualidade, o paulista João Paulo Amaral, regente da Orquestra Filarmônica de Campinas.

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600 – Conheça Simone Guimarães (SP), cantora e compositora paulista que Milton Nascimento adora!

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“Simone Guimarães canta como na letra de uma de suas canções: parece o som do instante quando o rio encontra o mar! Simone é a melodista de uma geração, uma divina compositora, uma grande artista.”

Consuelo de Paula, cantora, compositora e poetisa

Nove álbuns gravados, indicações ao Grammy, parcerias com vários expoentes da música popular brasileira, entre os quais o padrinho musical Milton Nascimento, Danilo Caimmy, Ivan Lins, Paulo César Pinheiro, Renato Braz, Cristina Saraiva, Leila Pinheiro, Maria Rita e Maria Bethânia são marcas e conquistas do currículo da cantora, compositora, instrumentista e intérprete Simone Guimarães,  a quem o Barulho d’água Música dedica esta matéria especial, com a qual chega a seiscentas publicações.

Simone Guimarães é natural de Santa Rosa do Viterbo, cidade do Interior paulista, neta do compositor Antônio Guimarães, e desde muito cedo tem a música como elemento condutor em sua vida. Aos sete anos já tocava um cavaquinho que ganhara de presente, abrindo caminho para apresentações em pequenos eventos escolares e no Teatro de Arena da cidade. Já residente  em Ribeirão Preto (SP), após cursar o segundo grau, matriculou-se no Conservatório Carlos Gomes. Mais tarde, ao conhecê-lo, recebeu convite de Milton Nascimento para cursar a Escola Livre de Música, do próprio Bituca, em Belo Horizonte (MG). Ficou um ano por lá, e de volta a Ribeirão Preto, entrou para a universidade, em cursos de Jornalismo, História e Letras.

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