1091 – Vânia Bastos e Marcos Paiva Quarteto levam show consagrado ao Teatro Porto Seguro (SP)

Um dos projetos mais aclamados dos anos de 2016 e 2017,  Concerto para Pixinguinha está retornando à cidade de São Paulo ainda mais bonito, após ser repaginado em novos cenários e figurinos para única apresentação no concorrido Teatro Porto Seguro, prevista para a terça-feira, 7 de agosto. A partir de 21 horas, a cantora Vânia Bastos, ao lado de Marcos Paiva (que também assina a direção musical ) e banda interpreta clássicos do repertório de Pixinguinha, como Rosa, Carinhoso (que completou 100 anos, em 2017) e Urubu Malandro, além de temas menos conhecidos do compositor carioca como Samba de Fato, Isto É que É Viver e Fala Baixinho. A apresentação faz parte da turnê de divulgação do álbum homônimo lançado em 2016, vencedor do Prêmio Profissionais da Música na categoria de Melhor Álbum de Choro.

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1050 – Nova temporada de “Concertos para Pixinguinha” volta ao Sesc Bom Retiro (SP), ponto de partida do sucesso que já dura cinco anos

O espetáculo, que uniu no palco pela primeira vez a cantora Vânia Bastos e o baixista Marcos Paiva, ajudou a atualizar a obra do carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho

Marcelino Lima, com Petterson Mello

O espetáculo que há cinco anos lota espaços, teatros e casas por onde passa abrirá sua sexta temporada na sexta-feira, 20 de abril, retornando ao local onde estreou e começou a fazer sucesso, em 2013. Concerto para Pixinguinha, aclamado por público e crítica e premiado em 2017, será novamente atração da unidade paulistana Bom Retiro, do Sesc, a partir das 21 horas — apenas três dias antes dos 121 anos de nascimento de Pixinguinha na cidade do Rio de Janeiro (RJ), data na qual também se comemora o Dia Nacional do Choro, conforme consta no calendário oficial do país. No palco, Vânia Bastos, a dona da impecável voz que tem emocionado a plateia com interpretações marcantes de sucessos do maestro, compositor e arranjador carioca, desta vez, excepcionalmente, estará acompanhada pelo baixista Gustavo Sato — que substituirá o  maestro, arranjador e diretor artístico Marcos Paiva que está em viagem fora do país  Jônatas Sansão (bateria), César Roversi (sopros) e Nelton Essi (vibrafone).

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1008 – Grupo de São Roque (SP) grava álbum de serestas e serenatas para comemorar cinco anos de atividades

O Barulho d’água Música acompanhou na noite de sexta-feira, 8 de dezembro, o lançamento do registro livre musical do Grupo de Choro, Seresta e Serenata de São Roque, cidade do Interior de São Paulo. O evento transcorreu no Restaurante Kim onde os onze músicos tocaram e cantaram sob a coordenação da maestrina Mari Dineri [Moraes de Camargo] canções consagradas de autores como Lupícinio Rodrigues; Paulo VanzoliniLuiz Ayrão; Noel Rosa; Cartola; Vinícius de Moraes, Garoto e Chico Buarque; Dominguinhos e Nando Cordel,e Waldir Azevedo, entre outros. A maioria parte das músicas consta entre as 15 faixas do álbum que destaca ainda três composições de Pixinguinha — entre as quais Carinhoso, que, neste ano, completa um século; Jacob do Bandolim (Doce de Coco); Pedro de Sá Pereira e Ary Pavão (Chuá Chuá); Lúcio Cardim (Matriz ou Filial); Canção de Amor (Elizete Cardoso). O Grupo deu início à apresentação com Seresta (Newton Teixeira, Alvarenga e Ranchinho) e, em seguida, Edson D’aisa interpretou, dele, São Roque em Noite de Seresta. O público também foi brindado com Nervos de Aço, de Lupicínio, e Eu Sonhei que Estavas tão Linda, de Lamartine Babo e Francisco Matoso, interpretada por Zé do Nino. Jorge Maciel, convidado que veio de São Vicente (SP), relembrou entre outros, Sentimental Demais (Altemar Dutra). 

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962 – Concerto para Pixinguinha, melhor disco de choro de 2016, será atração no Teatro Itália (SP)

O premiado Concerto para Pixinguinha, que põe em cena Vânia Bastos, uma das mais importantes intérpretes da música brasileira, chega ao palco do teatro Itália, situado em um dos mais majestosos e emblemáticos cartões postais de São Paulo, o Edifício Itália, situado no Centro paulistano. O tributo ao consagrado maestro carioca em apresentação única que a paulista de Ourinhos protagonizará será atração do projeto Terças Musicadas na noite de 20 de junho, a partir das 21 horas. A cantora que entre outras também já gravou marcantes releituras de sucessos de Caetano Veloso, Edu Lobo, Tom Jobim e do Clube da Esquina ao longo da carreira que despontou no áureo período da Vanguarda Paulistana estará acompanhada pelo quarteto do maestro, arranjador e diretor musical do espetáculo Marcos Paiva, formado por ele, Jônatas Sansão (bateria), César Roversi (sopros) e Nelton Essi (vibrafone).

Concerto para Pixinguinha foi idealizado em 2013 pelos produtores culturais Fran Carlo e Petterson Mello, hoje sócios do selo Conexão Musical. A morte do homenageado completava 40 anos quando eles vislumbraram a possibilidade de resgatar a grandeza da obra pixinguiniana e conseguiram o que se chama de “tiro na moeda”, tamanho foi o sucesso da ideia. Os shows foram se sucedendo em várias cidades brasileiras, sempre com lotações máximas, até chegar ao formato de álbum, em agosto de 2016, quando ocorreu o lançamento no teatro J.Safra, em São Paulo. Ao final do ano passado, o disco já era apontado entre os melhores da temporada por críticos variados, tanto na imprensa especializada, quanto na blogosfera, e em abril deste ano provou que os elogios eram merecidos: arrebatou em Brasília  (DF) o troféu de melhor álbum da categoria Choro do Prêmio Profissionais da Música, em festa celebrada no Cota Iate Clube.    

Vânia Bastos e o quarteto de Marcos Paiva envolvem a plateia ao relembrarem entre outras joias do repertório de Pixinguinha a valsa Rosa, o samba Urubu Malandro e o clássico Carinhoso  — chorinho que completa um século neste ano e faz parte da memória afetiva de diversas gerações. O público ainda tem a oportunidade de ouvir Mundo Melhor, Isso é que é Viver e Fala Baixinho, que embora menos conhecidas que aquelas, carregam a genialidade do músico cujo nome de batismo era Alfredo da Rocha Viana Filho.

“Ele é tratado popularmente como gênio, além de ser tema de estudos acadêmicos, mas tem mais valor hoje que no final de sua vida”, observou Marcos Paiva sobre Pixinguinha. “Apesar do grande prestígio, na década dos anos 1930 e e 1940, quando o entretenimento começou a ser mais valorizado, houve um ‘embranquecimento’ do mercado”, complementou o baixista. “E por fatores históricos, Pixinguinha e sua turma se tornaram ‘tradição da cultura nacional’, que necessitava se modernizar.”

“O Pixinguinha, musicalmente, é uma imensidão sonora que ganhei de presente”, disse Vânia Bastos ao O Estado de S. Paulo. A estrela acredita que, para interpretá-lo, seguiu o que Pixinguinha teria pensado. “Ele não fez nada em vão, então, se colocou certas notas ali, é para fazer isso, não é para ficar inventando muito”. E completou: “Acho legal ter esse respeito aos compositores, em geral. No mais, é se deliciar mesmo!”

Com produção impecável, da iluminação ao elegante figurino dos músicos, tudo no espetáculo é marcado pelo bom gosto e perfeito entrosamento dos músicos. “Os arranjos de Marcos Paiva são de uma delicadeza que, de fato, se encaixam com perfeição com a interpretação aveludada – e versátil – de Vânia Bastos ”, escreveu Adriana Del Ré, do O Estado de S. Paulo. Mauro Ferreira reforçou a declaração da jornalista: “Com o toque refinado do Marcos Paiva Quarteto, Vânia Bastos dá voz com segurança a Gavião Calçudo, Rosa e Fala baixinho. (…) A abordagem resulta classuda e jamais trai a obra de Pixinguinha”, afirmou o produtor do sítio G1/Música.

Sobre os artistas

Vânia Bastos decolou como estrela da banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé, com quem gravou discos importantes como Tubarões Voadores (1984). Em 30 anos de carreira, firmou-se como uma das mais competentes vozes em âmbito nacional, como comprova a discografia que reúne títulos antológicos dedicados, entre outras, às obras de Tom Jobim, Caetano Veloso e ao Clube da Esquina. Na Boca do Lobo, um dos mais recentes, é dedicado à singular produção de Edu Lobo. Uma das referências da Vanguarda Paulistana, Vânia Bastos lançou também três discos no Japão e quatro na Europa.

Baixista, compositor e arranjador de Viçosa (MG), Marcos Paiva é referência em música instrumental e assina vários discos autorais, entre eles Meu Samba no Prato – Tributo a Edison Machado (2012). A homenagem ao carioca Edison Machado (1934 – 1990) rendeu críticas positivas na Folha de S. Paulo, n’O Globo e na Rolling Stone por destacar essa ‘lenda’ da bateria brasileira. Paiva atua também ao lado de artistas como Bibi Ferreira e Zizi Possi, além do cubano Fernando Ferrer e da portuguesa Teresa Salgueiro, com quem viajou pela América e Europa.

“Se você tem 15 volumes para falar de toda a música popular brasileira, fique certo de que é pouco. Mas se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido; escreva depressa: Pixinguinha.” A frase do crítico e historiador Ari Vasconcelos (1926-2003) sintetiza de forma clara e direta a importância de Alfredo da Rocha Viana Filho para a música brasileira.

Pixinguinha deu vida a clássicos que guardam lugar na memória afetiva e de qualquer gosto musical brasileiro e embalam sucessivas gerações, obra que completou com consagradas orquestrações para cinema e teatro e arranjos para intérpretes contemporâneos à época, como Carmem Miranda

Gênio incontestável, Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos e um dos grandes músicos de choro – a música instrumental brasileira.

Flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro, Pixinguinha fez parte do grupo Caxangá, cujos integrantes eram, também, Donga e João Pernambuco. Depois, o músico formou o conjunto Oito Batutas, na década dos anos 1920. Já na década seguinte, foi arranjador pela gravadora RCA Victor, e nos anos 1940, integrou o regional de Benedito Lacerda, tocando saxofone tenor. Algumas de suas principais obras foram feitas nessa época, quando deu vida a clássicos que guardam lugar na memória afetiva e de qualquer gosto musical brasileiro e embalam sucessivas gerações, obra que completou com consagradas orquestrações para cinema e teatro e arranjos para intérpretes contemporâneos à época, como Carmem Miranda.

Pixinguinha celebrizou parcerias ao lado de Braguinha, Vinícius de Moraes e Hermínio Bello de Carvalho. O grupo Oito Batutas tornou-se o primeiro regional brasileiro a excursionar para fora do país: a turnê pela Europa agradou tanto às plateias que se prolongou por seis meses, contra os inicialmente planejados 30 dias. Alguns biógrafos apontam que o apelido com o qual o músico ganhou o mundo derivaria do modo carinhoso como a avó Eurídice o tratava na infância, chamando-o de Pizindim (cujo significado seria “menino bom”). Pixinguinha pode ainda, ser a resultante de Pizindim com Bexiguinha, pois ainda na infância Alfredinho teve a face marcada pela varíola, doença popularmente conhecida como “bexiga”.

O Teatro Itália fica na rua Ipiranga, 344, subsolo, há poucos metros da estação República das linhas 3/Vermelha e 4/Amarela do Metrô de São Paulo. O telefone para mais informações e contatos tem os números 2122-2474. O ingresso do Concerto para Pixinguinha está cotado em R$ 50,00. Estudantes que apresentarem carteirinha e idosos acima de 60 anos pagam meia, R$ 25,00.

941 – Primeiro do Brasil a receber cobiçado prêmio na Suíça, Cristian Budu encerra projeto Forte Piano (SP)

Brasileiro de origem romena, o jovem pianista Cristian Budu  encerrará no domingo, 30 de abril, as apresentações do Forte Piano, encontro de diversos escolas e gerações de pianistas que a unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo vem promovendo, sempre a partir das 18 horas. Cristian Budu é dotado de uma musicalidade genuína e de calorosa força de comunicação, traços da personalidade artística internacionalmente reconhecida e que possibilitou alcançar, precocemente, os postos mais altos em concursos nacionais como o Nelson Freire (2010) e o Programa Prelúdio da TV Cultura (2007). Em 2013, aos 25 anos, com direito a dois troféus extras, incluindo o outorgado pelo público, tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o Grande Prêmio do Concurso Internacional Clara Haskil, na Suíça, um dos mais importantes e prestigiados do cenário mundial, que elege apenas um campeão por edição e por vezes nenhum; entre os laureados, destacam-se, por exemplo, Richard Goode, Christoph Eschenbach, Mitsuko Uchida e Evgeni Korolyov. Além do grande prêmio principal, também arrebatou o prêmio do público e o prêmio Children’s Corner. No mesmo ano venceu o concurso Wild Card Ensemble Honors Competition, do New England Consevatory, situado em Boston, Estados Unidos.

Cristian Budu tem em sua coleção, ainda, o Premio 2013 (Categoria Jovem Talento) da Revista Concerto, que posteriormente o convidou para gravar, em 2015, o álbum distribuído apenas aos anunciantes. Um segundo convite, no mesmo ano, possibilitou outro álbum solo, este do selo suíço Claves. Budu participou de festivais concorridos, tais quais o J. S. Bach, na Suíça; estrelou, na Alemanha, a série Rising Stars do Festival Frankische Musiktage; o Festival da Radio France; o de Delft, na Holanda; o Rockport Music Festival, dos Estados Unidos; em Campos do Jordão (SP) abrilhantou o Festival Internacional, no qual também fez parte do corpo docente; na série da OSESP, em 2015 e 2016, integrou o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo; a Orquestra Sinfônica de Lucerne e a Orquestra Sinfônica de Jerusalém, entre outros. Já atuou como solista em salas como Jordan Hall, Liederhalle, Ateneu de Bucareste, Sala São Paulo e à frente de orquestras como Orquestre de la Suisse Romande (Suíça), Orquestra Sinfônica da Rádio de Stuttgart (Alemanha), Orquestra Emil Nichifor (Romênia), Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Filarmônica de Montevidéu, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Petrobrás Sinfônica, Orquestra Sinfônica do Paraná, entre tantas outras. 

 

Reconhecido também pela sensibilidade camerística, Budu já dividiu o palco com artistas como Christian Poltera, Jennifer Stumm, Rick Stotijn, Alexandra Soumm, Giovanni Gnocchi, Joseph Conyers e Semion Gavrikov e foi spalla dos segundos violinos da Orquestra Filarmônica de Israel. Atualmente, forma um duo com a violinista suíça Esther Hoppe, vencedora do Concurso Internacional Mozart, professora do Mozarteum, situado em Salzburg, Áustria. 

Quando se mudou para Boston, em 2010, Cristian Budu passou  a hospedar saraus que inspiraram, posteriormente, a criação do projeto Groupmuse (www.groupmuse.com), que alcançou considerável impacto na mídia e ganhou a parceria da Boston Symphony Orchestra. No Brasil, criou o Pianosofia (www.pianosofia.com) com o intuito de promover concertos clássicos em domicílio, protagonizados por amantes da música que frequentemente se encontram e ensaiam; este projeto, que valoriza formações de câmara com piano, planejado para “acordar” pianos que estão “mudos”, logo de início ganhou apoio da Sociedade Cultura Artística. O Pianosofia também prevê a expansão da comunidade por parte do público: todos os membros são conhecidos pessoalmente em saraus que podem ser requeridos por meio de contatos com o portal.

Cristian Budu é Mestre em Performance Pianística pelo New England Conservatory, onde foi bolsista de 2010 a 2012, na classe de Wha Kyung Byun, com quem estuda até hoje. É bacharel em Música pela Universidade de São Paulo (USP) na classe de Eduardo Monteiro e antes disso estudou com Elsa Klebanovsky (pupila de Wilhelm Kempff), Marina Brandão e Cláudio Tegg.

Participou de masterclasses com artistas como Russell Sherman, Menahem Pressler, Maria João Pires, Leif Ove Andsnes, Gilberto Tinetti, Marisa Lacorte, Flavio Augusto, entre outros. Cresceu em Diadema, cidade da Grande São Paulo, à medida que procurava caminhos próprios incentivado pelo brincante Antônio Nóbrega, mestre que o introduziu no universo das músicas e danças tradicionais brasileiras; durante quatro anos, o aplicado aluno do Instituto Brincante se aperfeiçoou com Rosane Almeida e diversos artistas populares, lapidando o talento que rendeu participações especiais em espetáculos do próprio Nóbrega; mais tarde, também em Boston, integrou um quarteto especializado em música brasileira vencedor em 2013 do Honors Competition do New England Conservatory (categoria Improvisação Contemporânea).

Budu tornou-se nos Estados Unidos Mestre em performance pianística, sob tutela de Wha-Kyung Byun e Em Boston é integrante de um quarteto especializado em Choro

Este título abriu portas para diversas apresentações nos Estados Unidos e a gravação de um álbum. Neste mesmo país, tornou-se mestre em performance pianística sob tutela de Wha-Kyung Byun e recebeu bolsa de estudos especial concedida pelo New England Conservatory de Boston. Em 2014, a mesma escola o aceitou para o Artist Diploma — programa de maior prestígio dos conservatórios norte-americanos, que oferece, além de bolsa integral e patrocínio, diversos concertos solo, de câmara e com orquestras.

Recentemente, o CD de estreia no selo suíço Claves (Prelúdios de Chopin e Bagatelas de Beethoven) foi reconhecido com o Editor’s Choice da revista inglesa Grammophone e com o selo 5 Diapasom da revista francesa Diapasom. Gravou também um disco com os Prelúdios de Chopin e as Kreislerianas de Schumann por encomenda da Revista Concerto e o Concerto nº 1 de Tchaikovsky com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, sob regência de Cláudio Cruz.

O pianista desenvolve carreira intensa como solista e camerista, apresentando-se na América do Sul, Europa, Estados Unidos e Israel em salas como Jordan Hall (Boston), Ateneu de Bucareste, Teatro Municipal de São Paulo, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Fundação Maria Luísa e Oscar Americano, Museu da Casa Brasileira, entre outras. É  parceiro frequente de Antonio Meneses, com quem se apresentou no Festival Vermelhos (Ilhabela/SP), e na Sala Cecília Meireles (Rio de Janeiro/RJ).

Apresentou recital no Rockport Music Festival (Estados Unidos), ministrou masterclass na University of Massachusetts (Estados Unidos), e participou de diversos concertos em Boston pelo projeto Community Performances and Partnerships.

Com patrocínio do programa Young at Arts, apresentou-se na Romênia como solista junto a Orquestra Emil Nichifor e em recital no Museu George Enescu. Em Israel, apresentou recitais solo e em duo com o violinista Semion Gavrikov a convite da Organização Zfunot Tarbut e participou na Argentina do I Encontro de Pianistas do Mercosul, organizado por Dario Ntaca. Apresenta-se regularmente em festivais como o Klavier-Festival Ruhr, Festival da Radio France e em concertos com orquestras como a Sinfônica da Rádio de Stuttgart, Orquestra Sinfônica de Jerusalém, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), OPES Filarmônica de Montevidéu, entre outros. Em Boston é integrante de um quarteto especializado em Choro.

O projeto  Forte Piano  propõe inéditos encontros entre representantes das diversas escolas brasileiras de piano, sempre aos domingos. Já recebeu o duo Bailado, composto pelo pianista Daniel Grajew e Marcos Paiva, Laércio de Freitas e o duo Hércules Gomes e Rodrigo y Castro. É conduzido por Glauce Passeri.

 

938 – Terceira rodada do projeto Forte Piano terá como atração Hércules Gomes e Rodrigo y Castro

O pianista Hércules Gomes e o flautista Rodrigo Y Castro, dois importantes representantes da música brasileira em seus instrumentos, subirão ao palco do teatro da unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo no domingo, 23 de abril, para promoverem mais uma rodada do projeto Forte Piano, iniciado em 9 de abril. Os amigos já se apresentaram ao lado de músicos como Dominguinhos, Egberto Gismonti, Wilson das Neves, Letieres Leite e também em importantes festivais como o MIMO, o Chorando sem Parar e o festival Jazz Plaza (Cuba). Nestas ocasiões, os dois instrumentistas unem ritmos e estilos diferentes como o frevo, o samba, o baião e o choro, e com apurada técnica para concertos oferecem à plateia repertório de composições próprias e de arranjos para músicas de compositores como Radamés Gnattali, Pixinguinha, Edu Lobo e Dominguinhos. A soma de suas diversas influências, o passeio por diversos estilos e a exploração da grande gama de recursos de seus instrumentos resulta em uma música viva, brasileira e contemporânea.

O projeto  Forte Piano  propõe inéditos encontros entre representantes das diversas escolas brasileiras de piano, sempre aos domingos. Já recebeu o duo Bailado, composto pelo pianista Daniel Grajew e Marcos Paiva, Laércio de Freitas e depois do duo Hércules Gomes e Rodrigo y Castro, o encerramento caberá a Cristian Budu.

O Projeto Forte Piano é conduzido por Glauce Passeri, e a produção do show que Hércules Gomes e Rodrigo y Castro promoverão coube a Marcos Paiva e a Letícia Liñeira.

933 – Forte Piano do Sesc Ipiranga recebe o renomado arranjador e compositor Laércio de Freitas

O consagrado pianista, compositor e arranjador Laércio de Freitas está escalado para abrilhantar a segunda rodada do projeto Forte Piano, que a unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo inaugurou em 9 de abril, com a apresentação de Bailado, espetáculo que reuniu o pianista Daniel Grajew e o contrabaixista Marcos Paiva. A rara oportunidade de ver e ouvir Laércio de Freitas, pianista da lendária Orquestra Tabajara, do Sexteto de Radamés Gnatalli e autor de cinco discos solos lançados, sem contar dezenas de arranjos executados por grandes intérpretes e orquestras, está programada para começar às 18 horas do domingo de Páscoa, 16 de abril (veja a guia Serviços).

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930- Sesc Ipiranga (SP) oferecerá em abril encontros inéditos entre consagradas escolas brasileiras de piano

O teatro da unidade Ipiranga do Sesc da cidade de São Paulo estará reservado em todos os domingos de abril a partir do dia 9 para as apresentações do projeto Forte Piano, um inédito e imperdível encontro das diversas escolas brasileiras de piano. Expoentes da nova geração tais quais Hércules Gomes, Daniel Grajew e Cristian Budu irão se revezar no palco com um dos mais importantes e conceituados pianistas brasileiros, o também compositor Laércio de Freitas (veja horários, valores de ingresso e cronograma em Serviço, ao final do texto)

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911 – Vote até 19 de fevereiro e indique os finalistas para o III Prêmio Profissionais da Música!

Terminará amanhã, 19 de fevereiro, a votação popular dos semifinalistas do III Prêmio Profissionais da Música, evento que desde 2015 pretende proporcionar maior visibilidade para artistas e agentes de produção, de promoção e de divulgação envolvidos nas diversas áreas deste segmento cultural.

A produtora musical GRV (Gustavo Ribeiro de Vasconcellos) colhe votos desde 9 de fevereiro pelo portal do PPM 2017; quem participará pela primeira vez precisará apenas preencher o cadastramento prévio que liberará, mediante login e senha, o acesso à área de votação.

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900 – Álbum em tributo a Pixinguinha, com Vânia Bastos e Marcos Paiva, ganha show de lançamento no J.Safra

Concerto para Pixinguinha, show que já há três anos lota teatros e casas de espetáculos prestando tributo a um dos mais admirados compositores e arranjadores brasileiros, ganhou versão em álbum que pode ser classificada com dois adjetivos pinçados da letra de Rosa, valsa cuja composição em todo o planeta é um dos mais conhecidos sucessos do mestre homenageado: deslumbrante e bela. O disco marca a estreia do selo Conexão Musical, dos produtores culturais Fran Carlo e Peterson Mello, e reúne 13 faixas, entre as quais Seu Lourenço no Vinho — uma das quatro instrumentais do valioso repertório elaborado para os palcos quando a morte de Pixinguinha atingiu 40 anos. Seu Lourenço..., parceria com Benedito Lacerda e Irmãos Vitale, é a terceira trilha do cedê e se parasse por ai já estaria muito, muito bom: a banda atiça quem a ouve tocando de forma provocante em ritmo que faz o quadril requebrar, espontaneamente, sem saber se dança chorinho, maxixe, jazz ou tudo deliciosamente junto e misturado. A obra inteira, entretanto, arrebata do começo ao fim ao ser impecavelmente interpretada por ninguém menos que Vânia Bastos em afinada harmonia com o quarteto de Marcos Paiva — contrabaixista responsável pela direção musical e os arranjos executados por um timaço que Paiva comanda e reúne Cesar Roversi (saxofone tenor e soprano, clarinete e flauta), Jônatas Sansão (bateria), e Nelton Essi (vibrafone).

Vânia Bastos canta como nunca em Concerto para Pixinguinha, de acordo com um dos críticos que já comentaram sobre o álbum a ser lançado em noite de gala no sábado, 13 de agosto, para a qual está reservado o teatro paulistano J. Safra, a partir das 21h30. O colega jornalista, claro, de um jeito ou de outro, acaba tendo razão. Mas acreditamos que ele quis afirmar o contrário: estrela despontada há mais de 30 anos no âmbito da constelação Vanguarda Paulista, Vânia Bastos desde então já interpretou Tom Jobim, Caetano Veloso e o Clube da Esquina entre outros memoráveis trabalhos e segue cantando como sempre, empregando a voz de timbre cristalino, segura e que modula com rara sensibilidade aqui ou acolá para interpretar, além da citada valsa Rosa, jóias do cancioneiro de Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 – 1973). São músicas que guardam lugar na memória afetiva e de qualquer gosto musical brasileiro há gerações tais como Carinhoso e Lamentos (que simbolizam o perfil mais dolente e amoroso de Pixinguinha) mescladas a  Gavião Calçudo e Urubu Malandro  estas representativas do humor e da picardia que na certa compuseram a personalidade do carioca. Ele, ainda garoto, já pisava em cabarés do boêmio bairro carioca da Lapa e neste ambiente absorveu muitas de suas influências.

Vânia Bastos SAndré

O álbum é, assim, um retrato fiel da genialidade de Pixinguinha. Os dois produtores culturais são exigentes e até perfeccionistas, não fazem concessão e nem se guiam pelas manias do mercado (aguardem as novidades de ambos que estão a caminho!). Fran Carlo e Peterson escolheram a dedo e ao confiaram no taco de dois artistas amadurecidos acertaram milimetricamente no alvo: Vânia Bastos e Marcos Paiva corresponderam à confiança e apenas procuraram imprimir ao trabalho o máximo de fidelidade ao autor. Ao jornal o Estado de S. Paulo, Vânia Bastos declarou que para interpretá-lo seguiu o que, acredita, Pixinguinha teria pensado. “Ele não fez nada em vão, então, se colocou certas notas ali, é para fazer isso, não é para ficar inventando muito”, afirmou. “Acho legal ter esse respeito aos compositores, em geral. No mais, é se deliciar mesmo”, emendou. “O Pixinguinha, musicalmente, é uma imensidão sonora que ganhei de presente.”

quarteto

Marcos Paiva também falou ao veículo paulistano sobre a experiência e responsa de ter contato tão íntimo com o universo do “ícone” Pixinguinha. Para “não perder a mão” ao decidir conceber a formação mais jazzística que embala as faixas, o contrabaixista destacou que preservou nos arranjos a sofisticação tanto melódica, quanto harmônica do maestro chorão, mantendo-se atento, ainda, ao estilo vocal de Vânia Bastos. Para se ter uma ideia do quanto a receita deu certo, basta citar que a releitura de Carinhoso em menos de uma semana depois de ser disponibilizada, em 15 de julho, tornou-se uma das cem músicas mais baixadas de uma das maiores plataformas digitais com acesso globalizado.

O disco Concerto para Pixinguinha, que tem parceria com a Atração Fonográfica, logo é candidato certo a figurar  em várias listas dos melhores do ano. Já a festa de lançamento enseja um espetáculo que merece ter o nome brilhando em painel luminoso na fachada central do J. Safra, com direito àquela típica e concorrida movimentação de fãs e admiradores às portas de entrada da casa que se acotovelam em estreias de grandes produções artísticas. É para atrair gente de todas as partes, que chegará de carro, a pé, de trem. Fica, então, uma dica àqueles que ocuparem os lugares mais próximos do palco: mantenham olhos atentos buscando enxergar para além dos músicos e da cantora quando os protagonistas estiverem em cena; pensem na possibilidade de um enfatiotado e distinto cavalheiro dar o ar da graça, ser visto entre eles ou a um canto, sentado confortavelmente em uma cadeira de balanço, com um saxofone ao colo, afinal, a alma dele está inteira em cada música do repertório.    

 

SERVIÇO
Vânia Bastos e Marcos Paiva – Concerto para Pixinguinha
Local: Teatro J Safra – São Paulo (SP)
Endereço: Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda
Horário: 21h30
Preço do ingresso: R$ 30,00 a R$ 100,00
Vendas online: http://www.compreingressos.com/teatros/497-Teatro-J+-Safra