1110 – Solano Ribeiro relança “Prepare seu coração” em noites de autógrafos em Sampa e no Leblon

Reedição da Kuarup atualiza os caminhos da MPB dos festivais à era digital,   revisada pelo autor à luz do cenário cultural do Brasil e do mundo em 2018

 

Responsável pela existência da sigla MPB (Música Popular Brasileira) e revelação do elenco, resultado de sua iniciativa, o ex-ator, ex-roqueiro, diretor, produtor e realizador Solano Ribeiro atualizou a pedido da Editora Kuarup o livro Prepare seu Coração — Histórias da MPB,  já à venda nas melhores livrarias e que terá noite de autógrafos  na loja do Shopping Leblon da Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro,  em 2 de outubro, depois de ser lançado com a presença do autor em 18 de setembro na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo (veja guia Serviços)

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1012- Título de melhor rabequeiro do Brasil é pouco para reconhecer a contribuição de Zé Gomes (RS) à música do país

Desde a mudança da redação do Solar da Lageado, em Sampa, para o Parque Miraflores, em Itapevi, a maior parte dos álbuns do acervo de discos do Barulho d’água Música estava encaixotada pela falta de espaço. Com a chegada a São Roque, enfim, começamos a organizá-los e a fazer um inventário: colocamos todos no piso da sala e assim acabamos encontrando — mais do que uma tarefa burocrática —  perolas que nem mais nos lembrávamos que existiam no baú do tesouro. Resolvemos que poríamos alguns para tocar (antes de prosseguir fique publicamente registrado: o primeiro a ser tocado na nova residência foi Casa, por muitas e simbólicas razões além do nosso amor e admiração por Consuelo de Paula!), escolhendo, em ordem alfabética, pelo menos um de cada cantor, dupla ou grupo brasileiros. O mais lógico éramos seguir o sentido A-Z, mas invertemos a mão, pois no final da fila se destacavam dois instrumentais raros, de um autor dos mais criativos que a nossa música de qualidade independente já teve: o compositor, arranjador, luthier, maestro e pesquisador gaúcho José Bonifácio Kruel Gomes, internacionalmente conhecido por Zé Gomes.

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917 – Dois Joãos conhecidos pela alegria são atrações em tarde de sábado na Casa de Mário de Andrade

A Oficina Cultural Casa Mário de Andrade será palco neste sábado, 4 de março, para a apresentação dos músicos João Arruda e João Bá, dois expoentes e referências da música regional tanto dentro, quanto fora do estado de São Paulo. A cantoria da dupla programada para o imóvel no qual morou o escritor e poeta modernista deverá começar às 16h30, com entrada franca, de acordo com o produtor do evento, o poeta e compositor Paulo Nunes (MG), coordenador do Espaço Juca de Cultura, situado no bairro paulistano Sumaré. Durante o encontro, o público ouvirá canções de álbuns como Celebrasonhos e Venta Moinho (ambos de Arruda) e Cavaleiro Macunaíma, com o qual Bá comemorou seus 80 anos de idade. A plateia também poderá ouvir João Bá declamando poemas e contando várias de suas pitorescas histórias, possibilitando um momento de comunhão com a alegria e a irreverência que caracterizam ambos os protagonistas de duas gerações e representantes de regiões distintas do país, mostrando os elos entre e a continuidade de algumas de nossas mais belas tradições.

 

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839 – Três mestres e um pupilo inquieto promovem roda de cantoria em Barão Geraldo, distrito de Campinas (SP)

Mais do que um show, um descontraído encontro entre três mestres cantadores e um jovem artista e pesquisador que, juntos, no palco e no dia a dia, sempre celebram a união entre a sabedoria do mais velho e a inquietude do mais novo. Assim está sendo apresentada a 1ª Roda de Mestres entre poetas e brincantes populares que reunirá nesta sexta-feira, 1º de abril, Sinhá Rosária (80 anos, Campinas/SP), João Bá (82 anos, Crisópolis/Bahia), Tião Mineiro (72 anos, Boa Esperança/Minas Gerais) e João Arruda (29 anos, Campinas/ SP), prevista para começar às 20 horas, no Espaço Cultural Casarão do Barão, situado em Barão Geraldo, e que não terá cobranças de ingresso. 

A cantoria deriva dos trabalhos de direção musical que João Arruda empreendeu para produção dos álbuns autorais Acordar com os Passarinhos, de Tião Mineiro (2012), Cavaleiro Macunaíma, de João Bá (2013) e Eu sou Sinhá, de Sinhá Rosária (2015). Por meio de suas músicas e de suas histórias cada artista da roda nos levará a uma paisagem diferente, revelando universos culturais e existenciais particulares. Sinhá Rosária embalará a plateia por meio do samba de bumbo e do samba de lenço paulista, Tião Mineiro resgatará giros presentes em Folias de Reis e os temas das modas de viola caipira, enquanto João Bá oferecerá a poética encantada dos sertões nordestinos e do Norte de Minas Gerais. Assim, por meio da arte de cada um, os três partilharão sabedorias e conhecimentos ao mesmo tempo que espalham a mais leve alegria anciã.

João Arruda entra em cena munido de violas, violão e instrumentos de percussão. Com sua peculiar  descontração, o jovem músico deixa irrecusável o convite ao embarque para um passeio pelas águas que formam estes três grandes rios, ao passo que  costura o repertório que concentra e revisita várias das mais ricas tradições da cultura popular do Brasil. 

sinhá rosaria medalhaSabedoria que serena, alegria libertadora

Sinhá Rosária é cantora e compositora popular de Campinas, cofundadora do grupo Urucungos, Puítas e Quijengues, criado por Raquel Trindade, filha do poeta Solano Trindade, na Universidade de Campinas. Sinhá preserva e divulga cantos, ritmos e danças do samba de bumbo campineiro, samba de lenço rural paulista, jongo, coco, maracatu, samba de roda, bumba meu boi, baião, lundu entre outros. Celebrando 80 anos de vida, em 2015 lançou Eu sou Sinhá (FICC 2014), sob direção musical do violeiro João Arruda. Os gestos e palavras de Sinhá trazem a humildade rara daqueles que muito sabem. Seu canto convida a serenar, a ouvir o chamado das boas madrugadas, a vestir camisa de folha e calça de cipó, a sambar no terreiro, a pegar na enxada e abrir as portas de qualquer tipo de cativeiro com a força da alegria e da amizade.

 

 

sinha rosariaMestre-griô de sorriso maroto

Tião Mineiro é violeiro, cantor, compositor e mestre-embaixador de Folia de Reis da Companhia de Reis Azes do Brasil, formada há mais de 20 anos em Campinas. Nascido em Boa Esperança (MG), aprendeu com o pai as mais variadas tradições da cultura caipira e, em 2009, foi escolhido pelo Ministério da Cultura como Mestre-griô de Campinas, tornando-se guardião das tradições. Lançou em 2013 Acordar com os passarinhos (FICC 2012), gravado e dirigido por João Arruda, álbum que oferece uma viagem no tempo e no espaço da alegria, do encantamento e do sagrado com músicas que nos fazem silenciar. E é justamente isso que Tião Mineiro, com sorriso maroto e discurso firme, ensina: a força da fé, da amizade, da solidariedade e da alegria.

 

 

Dejoão bá medalhasde pequeno, forte e poeta

João Bá é poeta, ator, compositor e cantador. Tem oito álbuns gravados, todos eles de composições autorais, sendo o  mais recente Cavalheiro Macunaíma (PROAC 2012) sob direção musical de João Arruda e Levi Ramiro. Muitas de suas mais de duzentas músicas mereceram elogios e gravações por cantores que são referências no cenário musical brasileiro tais como Hermeto Paschoal, Almir Sater, Diana Pequeno, Dércio Marques, Doroty Marques, Rubinho do Vale e Marlui Miranda. “Quando caiu o meu primeiro dente, o pai disse assim: você já pode trabalhar, menino!”. E foi trabalhando no sertão da Bahia que João Bá aprendeu a observar a natureza e, ainda guri, começou a escrever e compor. Mais tarde, saiu do sertão e percorreu outros cantos do país, sempre de olhos e ouvidos atentos à diversidade cultural e à exuberância da natureza. Pesquisador da cultura popular brasileira, João Bá traz nas suas poesias e nas suas melodias um canto de resistência e de reverência às causas ambientais, um jeito simples de louvar a terra, a vida, o respeito à história e à memória de nossa cultura.

 

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Comprometimento e diversidade

Músico, cantor, percussionista, violeiro e produtor fonográfico,  mesmo já tendo legado importantes contribuições artísticas para o país, João Arruda também é rio dos mais caudalosos e pelo qual muita água boa ainda correrá devido ao seu comprometido com a valorização e a recriação de temas e canções da cultura popular brasileira, bem como de outros países. Sua diversificada obra enriquece mais de 15 álbuns nos quais atuou como artista convidado e produtor. Participou de mostras, festivais e programas de rádio e TV além de compor diversas trilhas sonoras para espetáculos, documentários, mostras e filmes. Sua trajetória inclui turnês pelo Brasil e exterior. Com o grupo de Pífanos Flautins Matuá Integrou o projeto Samarro´s Brazil realizando shows na França e Itália. Em trabalho solo, percorreu Argentina, Bélgica, França, Inglaterra e País Basco promovendo o show Entre violas e couros.  É idealizador e curador do projeto musical Arreuní, que promove encontros mensais com diversos artistas brasileiros e convidados estrangeiros. Em 2007  gravou o Celebrasonhos e seu mais novo trabalho solo é Venta Moinho, lançado em 2014.

O Centro Cultural Casarão do Barão fica na rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, s/nº, defronte ao bairro Vila Holândia, em Barão Geraldo, com entrada na altura do Km 15 da Estrada da Rodhia. Para mais informações há o telefone (19) 3287-6800

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693 – Varal de Chita estreia em Osasco (SP) com repertório que promove encantamento, evoca o chão de casa e propõe o cultivo aos valores que nos iguala

O Grupo Varal de Chita Arte Cultural, formado pelo casal Alberto Camargo e Regina Vasques, pela filha Luísa Vasques e pela amiga da família Isa Ferreira costurou um repertório bem caseiro (no melhor sentido da palavra, o relativo à terra onde se habita e à qual deliciosamente pertencemos e estamos ligados) para tecer o espetáculo Reisal, oferecido em noite de estreia para amigos e admiradores no sábado, 17, na sede do Núcleo Pau Brasil Educação e Cultura, situado no bairro Jardim das Flores, em Osasco. Município distante 18 quilômetros de São Paulo, com acesso rumo ao poente pelas rodovias Castello Branco e Raposo Tavares, Osasco é berço fértil de artistas de várias vertentes, que lá nasceram ou o adotaram para reforçar o perfil de lugar efervescente já desde antes de sua emancipação da Capital, em 1962.  Dos quatro integrantes do Varal de Chita, Regina e Isa (vozes) e Alberto (violão e viola caipira) são militantes entranhados e parte da história cultural osasquense, com passagem pela Vila dos Artistas, coletivo de produção de arte, de cultura e de entretenimento que deixou saudades e funcionou até meados da década de 1980 no Jardim Cipava.

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687 – Varal de Chita estreia em Osasco (SP) “Reisal”, show de músicas popular, regional e caipira

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Luísa Vasques, Isa Ferreira, Regina Vasques e Alberto Camargo formam o Varal de Chita (Foto:Divulgação do Grupo Varal de Chita)

O Grupo Musical Varal de Chita, iniciativa do Núcleo Pau Brasil Educação e Cultura, está ensaiando já há seis meses o repertório de Reisal, show que estreará neste sábado, 17,  às 20 horas, em espaço que a entidade mantém na rua Vitória Régia, 183, Jardim das Flores, bairro situado na zona Sul de Osasco, cidade da Grande São Paulo a 18 quilômetros da Capital. 

Formado por Regina Vasques (vocal), Isa Ferreira (vocal), Luísa Vasques (percussão) e Alberto Camargo (viola caipira e violão), o Varal de Chita desenvolve trabalhos de pesquisa e de valorização de vertentes independentes da autêntica música brasileira como a popular, a regional e a caipira, priorizando composições que evocam entre outras sensações  que emocionam e nos transportam para outras paisagens o cheiro de terra. Compõem a lista, entre outras, Vagalume (Charles Boavista e Zé Américo); Natureza (Bilo Mariano, Zeca de Souza e Reinaldo Luz); Voarás (Paulinho Pedra Azul), Marimbondo (Marlui Miranda e Xico Chaves) e Açude Encantado (Charles Boavista e Waldir da Fonseca).

Os componentes são destacados artistas, educadores e produtores culturais do município onde o Núcleo Pau Brasil promove diversas atividades com viés construtivista e mantêm, ainda, a Companhia de Folia de Reis Belo Sol de Santa Maria de Osasco (que sai desde 1994), o Bloco Carnavalesco Bela Época (2008), o Grupo Sol em Canto (coral  que uma vez por mês visita casas que cuidam de pessoas, para as quais cantam e dançam também desde 2008) e uma quadrilha junina.

Para curtir a estreia de Reisal, espetáculo que o Varal de Chita pretende levar a várias localidades, basta reservar a entrada enviando mensagem antecipada para contato@nucleopaubrasil.com.br

Conheça um pouco do trabalho do Varal de Chita visitando o linque https://soundcloud.com/varaldechita/sets/varal-de-chita-reisal e mais a respeito das outras atividades culturais dos quatro integrantes em https://emnossacompanhia.wordpress.com/

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631- Ícone da cultura popular, parceiro de Dércio Marques e Elomar, João Bá (BA) comemora aniversário hoje

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O menino que logo que perdeu o primeiro dente teve de começar a calejar as mãos no cabo da enxada, no sertão baiano, assim que fez 12 anos também já compunha iniciando a trajetória e a obra gravada por nomes como Almir Sater e que registra parcerias com Dércio Marques e Elomar (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

O Barulho d’água Música não poderia baixar as portas do boteco sem registrar com a mais pura felicidade que neste primeiro de setembro transcorreu o aniversário do poeta, cantor, compositor, ator e eterno menino João Bá (Crisópolis/BA), músico dos mais admirados e queridos sobretudo porque, recentemente, não fosse o amor de amigos, familiares e fãs irmanados em uma corrente de solidariedade e fé estaríamos nesta data amargando um triste silêncio. Foram dias difíceis em meados de abril, mas do Norte ao Sul e de todas as partes do Brasil chegaram contribuições e preces evitando que a canoa dele virasse e complementando a competente intervenção cirúrgica da equipe do médico Rodrigo Quintela, do Hospital Octaviano Neves, de Belo Horizonte (MG), onde nosso bacurau cantante livrou-se dos incômodos do sistema urinário.

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Pedro Antônio recebe João Bá e Levi Ramiro no Teatro Rondon Pacheco, em Uberlândia (MG)

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Levi Ramiro e João Bá: talento, alegria e músicas que retratam as belezas do sertão e do universo caipira em Uberlândia/MG (Fotos: Marcelino Lima)

Em mais uma edição de seu projeto de encontro com expoentes da música regional brasileira no Teatro Rondon Pacheco (Uberlândia/MG) o cantor e compositor Pedro Antônio receberá a partir das 20 horas da noite de sábado, 18 de junho, um de seus grandes mestres, com o qual aprendeu a arte de compor tendo como principal instrumento a natureza e sua infinidade de sons: o poeta João Bá (Crisópolis/BA). Para tornar  ainda mais iluminada esta cantoria, o anfitrião receberá, também, o talentosíssimo artesão Levi Ramiro (Uru/SP), um dos maiores nomes da viola em nosso país. Parceiros de cantigas, afinados na vida e na arte com carinho e admiração mútua, o trio apresentará uma sintonia que escancara essa amizade entre mestres e discípulos no palco que fica na Avenida Santos Dumont, 157, Centro.

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Alegria com apresentação no Sesc Interlagos (SP) marca retorno de João Bá (BA) aos palcos

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Daniela Lasalvia, Esther Alves, João Arruda, Galba, Danilo Bá, João Bá, Nanah Correia e Levi Ramiro na cantoria Prosa de Mestres promovida pelo Sesc Interlagos (Foto: Marcelino Lima)

 

A apresentação do cantor, compositor, ator e poeta João Bá (BA) voltou a se apresentar em público após o período de internação e recuperação, em Belo Horizonte (MG), da cirurgia pela qual teve de ser submetido, em março, para correção de um delicado problema no sistema urinário. Do alto de toda meninice e alegria dos seus mais de 80 anos, João Bá cantou e proseou com o público que acompanhou na tarde de 30 de abril a cantoria Prosa de Mestres, que o Sesc de Interlagos (SP) promoveu no Viveiro de Plantas como parte dos eventos do projeto Pétala por Pétala, que destaca por meio da instalação Territórios da Mata vários aspectos relacionados à fauna, à flora e às atividades de preservação e exploração sustentável do bioma Mata Atlântica. O show coordenado pelo cantor, compositor e multi-instrumentista João Arruda (SP) juntou ainda Esther Alves, João Galba, Danilo Bá (filho de João), Nanah Correia e Levi Ramiro. A cantora Daniela  Lasalvia estava na plateia e foi convidada a cantar com João Bá Cachoeira do Aracá, faixa que ambos gravaram com Pereira de Manaus no álbum do baiano Pica-pau Amarelo. Luiz Carlos Bahia, coautor de Chapéu de Palha (que fez parte do repertório em Interlagos e que Arruda incluiu em Celebra Sonhos), também estava no público.     

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Colabore com o bem estar do músico e compositor João Bá, nosso querido irmão mais velho!

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João Bá, poeta e cantador das belezas do sertão, parceiro de Dércio Marques e de Elomar, entre tantos outros bardos da música de resistência, já tem sete álbuns independentes; ao fundo o amigo João Arruda

 

Amigos e seguidores:

João Bá, compositor e cantor querido, está necessitando de procedimento cirúrgico e exames devido a recentes problemas no aparelho urinário. Está bem de saúde, mas por ser já octogenário e não poder aguardar pelo atendimento do sistema público (SUS), amigos como João Arruda se cotizaram e estão arrecadando contribuições para que estes cuidados necessários à manutenção do bem estar do nosso irmão mais velho sejam conseguidos, o mais breve possível, pela rede privada. Os dados da conta corrente para doações seguem abaixo. Em nome do nosso público, desde já o Barulho d’água Música agradece aos que ajudarem!

Banco do Brasil

Agência: 1515-6
Conta poupança: 43.672-0
Variação: 51
CPF: 338.594.288-88
Nome: João G A V Rodrigues     

Sobre João Bá 

O Brasil tem sido prodigioso em gerar compositores, músicos e escritores que com sua genialidade retratam e perpetuam as belezas dos sertões, sua gente e suas riquezas, seja o físico — aquele que tem suas vastas extensões territoriais em estados como Minas Gerais, Bahia, Piauí, Pernambuco: o agreste –; seja aquele que Elomar Figueira de Melo define como “profundo” — no qual só se penetra por meio de portais como o que se abriria a partir da pedra de Itaúna, ou seja, a porção mítica, imaginada, fantástica, que atravessa todos os tempos —; ou também a que é  explicada por uma forma de ser e de agir, um estado de espírito, conforme se depreende do sentido roseano. O próprio menestrel da quadra das águas perdidas que tornou-se sertanez por dissidência do estado no qual nasceu — a Bahia entendida apenas como Salvador, cidades do Recôncavo e litorâneas por esta dar as costas ao e relegar o sertanejo –, é um destes bardos, assim como vem sendo Levi Ramiro, Paulo Freire, Pereira da Viola e o foram João Guimarães Rosa, Luiz Gonzaga, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna e Dércio Marques.

O cantador, ator de cinema e teatro, e poeta João Bá também guerreia nesta cruzada e integra este panteão, e ainda hoje, no ápice dos seus 80 anos de idade, é um dos seus mais profícuos atalaias. Autor de mais de duzentas músicas, muitas gravadas por expoentes como Almir Sater, Diana Pequeno, Marlui Miranda, Hermeto Paschoal e o parceiro São Dércio, o menino que nasceu em Crisópolis  (BA) e que imediatamente após a queda do primeiro dente já se viu obrigado a trabalhar para ajudar no sustento da família de lavradores parece, ainda, morar dentro dele. A lida com a enxada e as dificuldades da infância pobre não impediram que já aos 12 anos João Bá começasse a compor e a cantar, sempre reverenciando e inspirando-se na natureza que o rodeava, tema recorrente até os dias de hoje em suas canções.

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Hoje cantador respeitado por onde passa e já visitou, a obra está reunida em sete discos independentes, além da participação em quatro faixas do álbum Aruanã, de 2005, lançado pela Warner-Chapelli/Y Records*.

Cavaleiro Macunaíma é a mais recente contribuição de João Bá na preservação e na divulgação destes universo e ânimo. O álbum ganhou noite de lançamento em agosto de 2014 no SESC Itaquera, justamente no ano durante o qual ele tornou-se octogenário, porém incansável. O disco reúne cirandas, bois, toadas, xotes, repentes, batuques, canções populares de rendeiras e lavadeiras que falam de paisagens, personagens e ritmos da cultura popular brasileira. Participam da obra Toninho Carrasqueira, João Arruda, Ivone Cerqueira, Fernando Guimarães, Sérgio Turcão, Sérgio Teixeira e Edu Barreto, Levi Ramiro, Joaquim Celso Freire, Nádia Campos, Rita de Cássia Costa, Déa Trancoso, Vidal França, Xangai, Gereba, Carlinhos Ferreira, Katya Teixeira, Ney Couteiro entre outros tantos cavaleiros.

Comprar os  CDs do João Bá (Cavaleiro Macunaíma, Amigo folharal e 50 anos de carreira) também é uma bela maneira de ajudá-lo neste momento. Basta escrever mensagem  para Nanah Correia pelo endereço virtual nanahcorreia22@yahoo.com.br!

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