1107 – Conheça Arlindo e Ramon, dupla caipira de Sorocaba (SP), autora do disco Tropeada

Dupla resgata valores do Tropeirismo e canta em homenagem à quarta maior cidade do estado de São Paulo em seu álbum de estreia, de 2016

Da cidade paulista de Sorocaba, surge no Brasil uma nova dupla dedicada à música caipira e suas variantes regionais, já na estrada com Tropeada, álbum gravado em agosto de 2016: Arlindo e Ramon. O duo é composto pelo violeiro, compositor e produtor Arlindo Lima, e pelo cantor, folclorista e também compositor Ramon Vieira, que trabalham juntos desde 2012. Ao longo desta parceria, ambos aprofundaram-se na pesquisa do universo caipira visitando antigos violeiros, fazendeiros, dançarinos, foliões e mestres, consolidando-a com a realização de projetos que envolviam cantorias em bares, teatros, escolas, casas de espetáculo e praças públicas.

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1096 – “Mestiçaria”, álbum de Lula Barbosa e Luciano Thel, celebra a miscigenação e o ecletismo que formam o brasileiro

O álbum, 14ª da carreira do paulistano que despontou com o vice-campeonato do Festival dos festivais é uma homenagem às nossas gentes,  sem a pretensão de ser panfletária, mas  autenticamente brasileiro
Marcelino Lima, com Osni Diaz e Luciano Thel

A audição matinal do sábado, 18 de agosto,  no boteco do Barulho d’água Música começou com Mestiçaria, um disco dos mais agradáveis de serem ouvidos não apenas pela voz cativante de Lula Barbosa, mas também pela sua proposta. O 14º álbum de Lula Barbosa saiu pelo selo independente Galeão dando alma a um projeto dele e do letrista Luciano Thel, coautor das músicas e produtor executivo da obra. Além da eclética base instrumental da gravação, Mestiçaria traz canções que celebram a brasilidade e repercutem o mito formador da amálgama chamada Brasil – sem perder de vista a perspectiva universalista das muitas matizes étnicas e culturais de nossas gentes. O álbum chegou até à redação enviado pelo amigo jornalista do Correio de Atibaia e professor de Jornalismo da Faculdade de Atibaia (SP), Osni Dias, a pedido de Thel, aos quais agradecemos.

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1080 – Pereira da Viola revisita a África e apresenta novo show, “Brasil Bonito”, em BH

Músico e violeiro apresenta-se ao lado de nova banda, na qual estão três jovens da nova safra  instrumental mineira e que forma o trio que abrirá a apresentação

Marcelino Lima

Com uma nova formação de banda, o cantor e compositor Pereira da Viola vai se apresentar na quinta-feira, 12, no palco da casa A Autêntica, em Belo Horizonte (MG).  A cantoria com abertura do grupo Trivial está marcada para começar às 22 horas e marcará a estreia do show Brasil Bonito, no qual o violeiro subirá ao palco com o baixista Pedro Gomes (que também assina arranjos e direção musical), Paulo Fróis (bateria), Augusto Cordeiro (guitarra e cavaquinho), Dito Rodrigues (violão e vocais), Débora Costa (percussão) e Lucas de Moro (piano).

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1075 – Ceumar, Lui Coimbra e Paulo Freire lançam álbum em homenagem a Inezita Barroso no Ibirapuera (SP)

Trio forma o projeto Viola Perfumosa, trabalho que procura resgatar e reciclar a genialidade e a sofisticação das melodias e da poesia da música que se convencionou chamar “caipira”

Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do projeto Viola Perfumosa

O coletivo Viola Perfumosa, formado por Ceumar (MG), Lui Coimbra (RJ) e Paulo Freire (SP), três dos mais expressivos cantautores contemporâneos da música brasileira, estarão no palco do auditório Oscar Niemeyer do Ibirapuera, em São Paulo, no domingo, 24, para lançamento do primeiro álbum do trio. A casa de espetáculos que está entre os espaços culturais mais consagrados não apenas da Capital paulista deverá receber lotação máxima para a apresentação prevista para começar às 19 horas, pois os músicos prestarão tributo à rainha da música caipira, Inezita Barroso, lançando o primeiro álbum do grupo e recordando sucessos como Luar do Sertão; Tamba-TajáÍndia e Marvada Pinga, eternizados por ela e que ganharam releitura camerística unindo viola caipira e violoncelo, rabeca e alfaias e se mesclam a Villa-Lobos e a canções do repertório autoral do trio. O resultado é um show sutil, reverente e surpreendente como Inezita gostaria, com participações especiais de Guello (percussão) e Bruno Migliari (contrabaixo).

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1070 – Concertos em São José dos Campos e em Araraquara lançam volume I do álbum “Viola Paulista”

Selo Sesc mapeou violeiros que moram no Estado de São Paulo e contribuem para a divulgação, a afirmação e a conquista de público. Mostra com 19 músicos ligados ao instrumento integra o disco de estreia, apresentado por Ivan Vilela

Marcelino Lima

A unidade São José dos Campos do Sesc de São Paulo promoverá na sexta-feira, 8, a partir das 19h30, o concerto de estreia do volume 1 do álbum Viola Paulista, que reúne 19 músicos de influências múltiplas, violeiros de formação, que têm em comum a paixão pela história e pelo som do instrumento de 10 cordas. Nesta primeira apresentação, que terá entrada franca e será coordenada pelo violeiro de Botucatu, Osni Ribeiro, o palco será compartilhado por Jackson Ricarte, Rodrigo Nali e Rafael, Bob Vieira e Zé Marcio Kaipira Urbano-Aratara. Além da cidade do Vale do Paraíba, também no dia 8, a partir das 20 horas, o álbum estará sendo lançado na unidade de Araraquara — depois a turnê de lançamento percorrerá outros seis municípios, incluindo a Capital. Na Morada do Sol vão se apresentar os músicos Ivan Vilela, Bruno Sanches, Leandro de Abreu, Reinaldo Toledo e Ronaldo Sabino.

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1020- Wescley J. Gama, compositor e poeta potiguar, volta à lista dos melhores discos do sítio Embrulhador com “Campos Grandes Reunidos”

as noites de dezembro
têm a pele muito fina
como o sono dos velhos
ou os dedos de uma aranha.
das noites de dezembro
pode-se ver o azul sonolento
das veias tão frágeis
e o relevo de suas vísceras.
as noites de dezembro
caminham nuas
pela cidade aberta
e as velhas nas calçadas
sorriem
escandalosamente serenas.
As Noites de Dezembro, #4 de Campos Grandes Reunidos

Poeta, contista, cantor e compositor potiguar, Wescley J. Gama mais uma vez está entre os contemplados com a Menção Honrosa do conceituado sítio Embrulhador. Ed Felix, jornalista responsável pela indicação, anualmente aponta quais seriam em sua opinião os 100 melhores álbuns de cada temporada, mas como praticamente avalia discos de todo o país, de todos os gêneros musicais (tanto físicos como distribuídos pela internet), abre a lista suplementar, na qual seleciona outros trabalhos que, em meio a tantos, julga merecem destaque.  A amostra de 2017, na qual consta Campos Grandes Reunidos, o terceiro de Wescley, exigiu de Felix ouvir nada mais, nada menos do que 1.557 (!) discos, lançados entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017.

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1016 – Ajude com o seu voto o Barulho d’água a avançar à segunda etapa de votação do Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

A organização do  Prêmio Profissionais da Música (PPM) abriu no sábado, 20 de janeiro, o processo de votação para indicar quem avançará às etapas seguintes entre os 921 inscritos aptos a concorrer na primeira fase de votação da quarta edição em 54 categorias das modalidades Criação, Produção e Convergência. Pela primeira vez, em quase quatro anos de atividades, o Barulho d’água Música está no páreo como candidato em Convergência/Canais de Divulgação. Caso chegue à final, visitará Brasília (DF) em abril de 2018, cidade na qual os vencedores deste ano serão anunciados. De formato inédito e concebido pelo músico e produtor brasiliense Gustavo Ribeiro de Vasconcellos, o PPM foi idealizado para expor e reconhecer a contribuição de diversos profissionais envolvidos em criação, produção e circulação de obras e produções musicais e audiovisuais. A proposta é colaborar para o desenvolvimento de oportunidades e novos negócios do setor da música, a partir da convergência com outros segmentos. “Assim podemos expandir fronteiras ao promover intercâmbios e disseminar legados ao compartilhar experiências e emoções”, observou Gustavo.

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1012- Título de melhor rabequeiro do Brasil é pouco para reconhecer a contribuição de Zé Gomes (RS) à música do país

Desde a mudança da redação do Solar da Lageado, em Sampa, para o Parque Miraflores, em Itapevi, a maior parte dos álbuns do acervo de discos do Barulho d’água Música estava encaixotada pela falta de espaço. Com a chegada a São Roque, enfim, começamos a organizá-los e a fazer um inventário: colocamos todos no piso da sala e assim acabamos encontrando — mais do que uma tarefa burocrática —  perolas que nem mais nos lembrávamos que existiam no baú do tesouro. Resolvemos que poríamos alguns para tocar (antes de prosseguir fique publicamente registrado: o primeiro a ser tocado na nova residência foi Casa, por muitas e simbólicas razões além do nosso amor e admiração por Consuelo de Paula!), escolhendo, em ordem alfabética, pelo menos um de cada cantor, dupla ou grupo brasileiros. O mais lógico éramos seguir o sentido A-Z, mas invertemos a mão, pois no final da fila se destacavam dois instrumentais raros, de um autor dos mais criativos que a nossa música de qualidade independente já teve: o compositor, arranjador, luthier, maestro e pesquisador gaúcho José Bonifácio Kruel Gomes, internacionalmente conhecido por Zé Gomes.

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1004 – Jair Marcatti recebe Sidnei de Oliveira para mais um bate-papo da série Retratos do Brasil – Prosa e Música, na BMA

Jair Marcatti (Foto: Daniel Kersys)

Dedos de prosa, boa conversa e muita música. Essa é a receita do Projeto Retratos do Brasil – Prosa e Música que será promovido na Biblioteca Mario de Andrade (BMA/São Paulo) uma vez por mês, às quintas-feiras, entre agosto e dezembro, sempre começando às 19 horas. O idealizador Jair Marcatti, historiador e professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM),  pretende mostrar nos cinco encontros o Brasil que a música de cada convidado reflete; um país mais para dentro, mais regional, dos rincões, escondido, mas muito vivo. A cada nova rodada, Marcatti conversa com músicos que, em comum, apresentam olhar aprofundado sobre o Brasil, somado ao trabalho de pesquisa e de resgate das nossas mais entranhadas tradições, com a vantagem dos bate-papos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos.

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988 – Por meio de 13 discos, Companhia Sons do Cerrado resgata ritmos e tradições de um dos mais ricos biomas do país

Bioma de 197 milhões de hectares comum aos estados Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, São Paulo e Tocantins, o Cerrado é a segunda mais produtiva extensão de terras do país, caracterizadas por árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas, também conhecidas por savanas brasileiras. Em algumas classificações científicas, esta imensa área é subdividida em cerradão, cerrado típico, campo cerrado, campo sujo de cerrado ou campo limpo, sendo que o cerradão é o único que apresenta formação florestal. Goiânia, uma das capitais onde ele ocorre, possui desde 2001 um grupo musical que se dedica ao estudo da identidade dos habitantes desse precioso sistema biogeográfico por meio de pesquisas, registros, publicações, oficinas e festivais, com o intuito de salvaguardar valores culturais  e de preservar elementos centrais da pesquisa sobre cultura popular — acrescentando na perspectiva da releitura/adaptação novos componentes, formando uma linguagem atrativa e moderna. O grupo é a Companhia Sons do Cerrado, criado no ambiente do Instituto do Trópico Subúmido da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás e composto por Andréa Luísa Teixeira (flauta, vocais, pesquisa), Alba Franco (cantora e pesquisadora), Verônica Aldè (flautas, flautin, vocais e pesquisas) e Vagner Rosafa (percussões, piano e pesquisas). A atriz Larissa Malty fez parte das pesquisas para o volume 13 e participou da gravação do DVD Ternos das Borboletas.

Veronica Aldè, Andréa Teixeira, Vagner Rosafa e Alba Franco (Foto: Weimer Carvalho)

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