1144 – Morre o cantor e compositor Pedro Bento (SP), parceiro de Zé da Estrada, autor de “Galopeira”

O artista estava internado há 50 dias, em São Caetano do Sul. Ao lado do seu companheiro de trajetória, gravou mais de 2 mil músicas e se consagrou pelo estilo “mariachi” adotando sombreros nos trajes e trompete nas canções

O luto começou cedo em 2019 para a música brasileira, em especial, para o gênero caipira e seus amantes com a passagem no dia 3 de janeiro do cantor Pedro Bento, que fez sucesso em dupla com Zé da Estrada. Para quem não se recorda ou sabe Pedro Bento era um dos compositores, junto com o paraguaio Mauricio Cardoso Ocampo, entre outros sucessos que emplacou com seu companheiro,  da música Galopeira, guarânia que ficou famosa na versão de Chitãozinho e Xororó. Pedro Bento estava com 84 anos e morreu por complicações de uma pneumonia após 50 dias de internação, em São Caetano do Sul, cidade da Grande São Paulo. O corpo foi cremado na sexta-feira, 4/1, em Porto Feliz, terra natal do cantor, no Interior do estado bandeirante.

Continue Lendo “1144 – Morre o cantor e compositor Pedro Bento (SP), parceiro de Zé da Estrada, autor de “Galopeira””

Anúncios

601 – Olhar feminino do Trio Maria Fumaça sobre a cultura caipira é atração de mais uma Tarde Musical, na Fundação Ema Klabin (SP)

A partir das  16h30 do sábado, 8 de agosto, a Fundação Ema Klabin apresentará o Trio Maria Fumaça como atração do programa Tardes Musicais, que tem entrada franca.  O grupo formado por Alice Oliveira (harpa Paraguaia, eufônio e voz), Priscila Ribeiro (viola caipira, clarinete e voz) e Sarah Alencar (violão, flauta transversal e voz), alunas do curso de música da Universidade de São Paulo (USP) apresentará o show No Caminho dos Goyazes  um olhar feminino para a música caipira, com seu universo cancioneiro e instrumental. O repertório trará clássicos da música caipira como Trenzinho do Caipira (Heitor Villa-Lobos), Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira) e Galopeira (Mauricio Cardoso Ocampo).

Visita ao acervo                                   

Há oito anos aberta ao público, a Fundação Ema Klabin abriga um valioso acervo de mais de 1500 obras, entre pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, talhas do mineiro Mestre Valentim, mobiliário, peças arqueológicas e decorativas. A casa de 900 m² foi inspirada no Palácio de Sanssouci, em Potsdam, Alemanha e tem um jardim assinado por Burle Marx. Antes do show, a partir das 14 horas, será possível visitar o acervo da casa-museu.

Serviço:

Programa Tardes Musicais

Data: 08 de agosto – Trio Maria Fumaça  no show No Caminho dos Goyazes

Horário: 16h30

180 lugares

Visita monitorada: das 14h às 16h30

Para conhecer o trabalho do trio:

Fundação Ema Klabin:  Rua Portugal, 43, Jardim Europa – São Paulo, telefones 11 3062-5245 3897-3232

 

Daniel de Paula: epifânico e abrejeirado

daniel de paula arte

O Sesc Vila Mariana, em São Paulo, acolheu o projeto Viola dos 5 Cantos, com curadoria de Zeca Collares, mineiro de Grão Mogol atualmente residente em Sorocaba (SP), que pretende por meio desta iniciativa belíssima mostrar as particularidades e as semelhanças das várias afinações e modos de tocar a viola nas diferentes regiões do país. O primeiro convidado, Julio Santin, de Irapuru (SP), mostrou em 10 de junho, por meio de cururus, cateretês, pagodes, guarânia e até chamamés, falou um pouco sobre cada estilo e as sonoridades que a viola caipira tem no Estado de São Paulo. Santin estava acompanhado por Marcos Azevedo (violão) e Andre Rass (percussão).

Na sexta-feira, 12 de junho, Daniel de Paula, aniversariante, revelou ao público que ainda não conhecia o instrumento a magia e a singularidade da viola de cocho, presença obrigatória em festas religiosas há séculos no Centro-Oeste e diretamente vinculada a festas populares como  siriri e a cururu. É de impressionar a variedade melódica que ele consegue extrair das suas duas acompanhantes — que, para começo de conversa, na maior parte do tempo, toca de olhos fechados, como se estivesse em oração, no auge de uma epifania, ou saracoteando o corpo como se brejeiro fosse, em sutis bailados e movimentos como se a música fluísse por ele, ou dele estivesse se esvaindo em meio a uma celebração litúrgica cuja comunhão ele atinge com siriemas, araras e arancuãs, rios, peixes, poentes e luares, rituais pantaneiros nos quais ele parece estar imerso.

Continue Lendo “Daniel de Paula: epifânico e abrejeirado”