1364 – Kátya Teixeira e André Venegas estreiam “Acalantos”, projeto destinado a abraçar fãs e amigos*

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Em apresentações virtuais, cantora passeará pelo cancioneiro popular latino-americano e luso-brasileiro, mesclando canções inéditas entremeadas a sucessos da sua carreira, causos e poesias, com participação de Nani Braun

* Com Mercedes Cumaru

Na sexta-feira, 19 de março, a partir das 21 horas, a cantora e compositora paulistana Kátya Teixeira começará a apresentar Acalantos, uma série de cinco concertos virtuais planejada para acalentar nesse momento tão singular e inquietante no qual as pessoas ao redor do mundo carecem de afeto e se sentem fragilizadas diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). As canções escolhidas para o repertório busca oferecer acolhimento e momentos de paz para o público e a família, posto que poderá ser acompanhado por fãs e amigos de Kátya de todas as gerações. A cada nova rodada, as cantigas serão entremeadas por causos e poesias de Luizinho Bastos e Luís Perequê, interpretadas pela convidada especial Nani Braun, contadora de histórias, arte-educadora, atriz e apresentadora de TV. Para sintonizar Acalantos, bastará visitar o canal oficial de Kátya Teixeira em http://youtube.com/katyateixeirabr e em portais parceiros como o do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques e que serão divulgados pelas redes sociais da artista.

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872 – Sob o manto da delicadeza, Consuelo de Paula abre terceira temporada do Imagens do Brasil Profundo, em São Paulo

Consuelo de Paula vestiu-se do seus melhores sorrisos e cobriu com sonhos, arrepios e músicas o público que a prestigiou na noite de quarta-feira, 4 de abril, quando a convite do professor Jair Marcatti abriu em São Paulo a terceira temporada do projeto Imagens do Brasil Profundo. Do centro do acolhedor palco Rubens Borba de Moraes da Biblioteca Mário de Andrade, a cantora, compositora e poetisa conduziu ao violão e sob o manto da delicadeza, após a chegança ao toque de tambor, uma inesquecível navegação acústica pela Mantiqueira, passeio que cruzou também lilases, azuis, verdes, vermelhos, rios e oceanos para nos religar às nossas origens tanto em Portugal, quanto em África e onde o coração alcançou. Em meio a homenagens aos pais e a alguns dos seus mais amados mestres e parceiros (citou João Arruda, João Bá, os irmãos Dércio e Doroty Marques e Rubens Nogueira), quem a ouviu e também a acompanhou marcando a viagem com palmas ancorou ainda em cais que se abriram para feiras, quermesses e congadas vivenciadas desde menina em cidades do Sul de Minas vizinhas à terra natal, Pratápolis.

Em uma delas, Itamogi, contou ter avistado um certo capitão Donizete e que estabeleceu de imediato com ele, sem jamais ambos terem se visto antes, um afinado reconhecimento mútuo que se deu pela troca do primeiro olhar. Salve Maria: em sua sapiência e sensibilidade, o congadeiro intuía que em suas retinas pousava a imagem de uma nova rainha daqueles costumes e tradições, a qual, gentilmente, cedeu o cajado, bastão simbólico de majestade que em sua simplicidade com certeza deveria ser mais nobre que um cetro cravejado de diamantes. “A cidade inteira saia no congado, eu nunca tinha visto, que lindo! E todos comiam juntos no mesmo lugar, era uma delícia”.

“Fiquei pensando o dia todo que este Imagens do Brasil Profundo de hoje seria do começo ao fim para mim a relação que a gente tem com o nosso lugar, nossas terras, rezas e estranhezas, mas sobretudo de um imenso coração que une nós todos, nossos rios, nossas lutas, nossos sonhos”.

Do outro lado do Atlântico
Alguém ainda chora a dor da África sem América
Mãe roubada, barriga roubada
Do lado de cá respondo com o toque do meu tambor
No encontro do meu coração reúno as duas partes
Lado esquerdo e direito,
Artéria e veia:
Dou à luz um índio
Filho do negro que já fui!

Consuelo de Paula é assim, multiétnica; pluralista e universal,  palestina, judia, americana de todas as latinidades. Trilha de uma Folia de Reis, de tonalidades suaves, não perde a essência e o perfume, como um manacá. Jair Marcatti apresentou a porção brasileira dela como síntese entre Cecília Meirelles, Guimarães Rosa e Manoel de Barros: de fato, ela sabe como ninguém tanto do tratado das coisas e dos sentimentos, quanto da poesia dos cuidados diários, como encontrar rimas que soam como curativos ou flores que saram  descuidos e dores ocasionais e saudades ancestrais; Consuelo de Paula transforma o ínfimo em grandeza. A imensidão que existe em seu mar e que em seu íntimo também se configura sertão pede velejar sem pressa… uma, duas, três, quantas vezes soprar um vento de bonança ou um cavalo passar arriado, pois, embora intensa, em sua correnteza jamais se mareia e naufragam barcos, em seu solo jamais vingam estiagens: mesmo os que têm cascos frágeis como papel, mesmo as mais perdidas asas brancas, por fim ancoram e encontram o amor que ela nos dá! Entre uma batida ritmada no tambor e um ponteio do violão, não há negror que resista no horizonte. Mesmo que a gente tenha que seguir remando contra a maré, com Consuelo de Paula na proa, seja no palco ou entre nós, a viagem sempre será profunda e abençoada!

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Consuelo de Paula, mineira de Pratápolis, cantou sucessos de sua discografia, composta por seis álbuns, entre os quais parcerias com mestres como Rubens Nogueira e Mário Gil

Jair Marcatti afirmou que o Imagens do Brasil Profundo está sendo retomado em um momento no qual o país enfrenta polarizações que têm gerado várias formas de agressões e aguda desesperança — contexto que reafirma os propósitos do projeto como ele o pensou, há três anos, seguindo princípios e ideais de três dos nossos maiores expoentes culturais que são o patrono Mário de Andrade, Darcy Ribeiro e Ariano Suassuna, apoiado, ainda, em pensamentos de Machado de Assis. Conforme o entendimento do curador, estes propunham  “um reencontro do Brasil com ele mesmo”, mas não com o Brasil institucional, caricato e burlesco, e sim o mestiço, aquele que nos permite afirmar perante o mundo a originalidade da civilização tropical, revelador de nossos melhores instintos e mais arraigadas tradições.

Em 2016 a temporada se estenderá até 14 de dezembro. A próxima rodada, 22 de maio, um domingo, contemplará a partir das 11 horas o público infantil. O convidado é o grupo inserido no circuito mundial de contação de histórias Boca do Céu, cuja participação será finalizada pelo violeiro Paulo Freire (Campinas/SP). Depois, na quarta-feira, 25 de maio, Marcatti receberá para o primeiro bate-papo  deste ano o acordeonista Thadeu Romano (São Paulo/SP) com o mote “A geografia afetiva dos caminhos da sanfona no brasil”    

“Vá meu cavalo alado, vá cumprir sua sina,
Leve este recado, esta carta pendurada em seu dorso
Corra porque a paz tem pressa!”

Do livro A Poesia dos Descuidos, de Consuelo de Paula e Lúcia Arrais Morales. Consuelo o declamou motivada pela imagem que Marcatti escolheu para ilustrar o projeto, um viajante à cavalo, extraída dos Cadernos de Viagem de Guimarães Rosa.

Prestigiaram a apresentação de Consuelo vários expoentes da música de qualidade e da imprensa, alguns de primeira grandeza como ela: Katya Teixeira, Paulo César Nunes, Antônio João Galba, Sidnei de Oliveira, Amauri Falabella, Jean Garfunkel, Joana Garfunkel, Fábio Jorge, Betto Ponciano, Vitor Nuzzi, Mercedes Cumaru, Marco Aurélio Olímpio e Joel Emídio, do blogue Ser-tão Paulistano. O Barulho d’água Música também destaca o primoroso trabalho dos técnicos de som e de iluminação do teatro e a presença na plateia da supervisora de ações culturais da Biblioteca Mário de Andrade Tarsila Lucena.

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O violeiro e o sanfoneiro Paulo Freire e Thadeu Romano: o projeto Imagens do Brasil Profundo, ainda em maio, terá mais duas atrações imperdíveis (Foto: Arquivo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

Dandô Circuito de Música Dércio Marques promove Mostra em Formosa (GO) antes de lançar antologia em Soledade (RS)

Olha aí, povos, ainda neste mês teremos dose dupla do Dandô Circuito de Música Dércio Marques, projeto da cantora e compositora Katya Teixeira (SP) que tem apoio de músicos de vários estados do país, distinguido no final de 2014 com o Prêmio Brasil Criativo. Já nesta quarta-feira, 18,  o público da cidade goiana de Formosa poderá curtir a partir das 20h30 mais uma Mostra do Dandô, a

gora apresentada por  Katya Teixeira, Rosa Barros (GO) e Erick Castanho (MG), com participação especial de Marise Borba. Para quem mora no município ou nas vizinhanças e quiser conferir, basta chegar ao teatro do campus do IFG.

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Catorze músicos sobem ao palco do teatro do Sesi para encerramento do I Encontro Nacional do Dandô, em Uberaba (MG)

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Os músicos do Dandô no palco do Sesi Uberaba (MG), da direita para a esquerda: Cacá Sankari, Rosa Barros, Paulo Matricó, Oswaldo Rios, João Arruda, Valdir Verona, Giancarlo Borba, Katya Teixeira, Erick Castanho, André Salomão, Marcelo Taynara, Nádia Campos e Lilian Fulô (Fotos: Marcelino Lima/Barulho d’água Música)

Depois de quatro dias reunidos na Casa do Folclore, em Uberaba (MG), onde promoveram com apoio de vários colaboradores o I Encontro Nacional Dandô Circuito de Música Dércio Marques, 14 músicos dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, e Pernambuco ocuparam na noite de sábado, 7, o palco do teatro do Sesi para realização de um show coletivo.

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Barulho d’água Música acompanha show de vários expoentes do Dandô Circuito de Música Dércio Marques, em Uberaba (MG)

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O Barulho d’água Música está de mala pronta e dentro em pouco embarcará para Uberaba (MG). Na terra natal de Dércio Marques, o blog vi acompanhar amanhã, 7, a partir das 20 horas, o show que marcará o encerramento do I Encontro Nacional Dandô Circuito de Música Dércio Marques, marcado para o Teatro do Sesi. Estaremos de volta a partir de segunda-feira, 9, com fotos e informações da cantoria que terá por anfitrião o anfitrião Gilberto Rezende e contará com a idealizadora do projeto Katya Teixeira e João Arruda (SP); Paulo Matricó (PE); Valdir Verona, Giancarlo Borba (RS); Oswaldo Rios e Viola Quebrada (PR); Fernando Guimarães, Letícia Bertelli, Nádia Campos, Erick Castanho, Lilian Fulô, André Salomão, Marcelo Tayanará e Cacá Samkari (MG). O Teatro fica na Praça Frei Eugênio 231, bairro São Benedito, em Uberaba (MG).

Ao idealizar em 2013 o Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, Katya Teixeira pensava em fomentar a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o país, reunindo artistas de várias regiões para criar um intercâmbio e gerar novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos, mas poderia ter uma melhor projeção no panorama nacional e proporcionar às pessoas o acesso à música de qualidade produzida fora da “grande mídia”.

Um artista saindo de cada cidade e passando por todos os pontos do circuito em uma caravana contínua. Cada edição conta sempre com um artista do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

O Dandô já circulou por várias cidades paulistas, de Minas Gerais, de Pernambuco, do Paraná, de Goiás, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. 

O objetivo de Katya Teixeira é, ainda, levar a todo o Brasil o nome de Dércio Marques e seu inestimável legado não apenas para a música, mas para toda a cultura popular brasileira.

Dércio Marques morreu em julho de 2012, em Salvador, deixando como maior legado uma grande escola que transcende a composição musical e poética e propõe, ainda, uma postura mais íntegra e solidária de viver, voltada tanto para a preservação da natureza, quanto para o aprimoramento espiritual de cada individuo, sem deixar de lado o engajamento político e social.

Katya é um dos seguidores mais brilhantes e discípulo do ideário do mineiro que viveram bem próximos dele, a exemplo de João Arruda, Déa Trancoso, Levi Ramiro, João Bá, Carol Ladeira, Wilson Dias e tantos outros artistas que com suas obras vêm contribuindo para ajudar a pegar flor e dar frutos os sonhos do mestre.  

O Prêmio Brasil Criativo destacou o Dandô em Artes de Espetáculo/Música  em 3 de dezembro de 2014 no Auditório Ibirapuera (SP). Promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M, contemplou 22 projetos  perante um público de mais de 800 pessoas. A estatueta é o reconhecimento oficial da proposta de Katya Teixeira, que com apoio da jornalista Mercedes Cumaru, fiel escudeira da cantora, literalmente, ganhou estrada e passou a ser apresentada em várias localidades nacionais.

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Dandô Circuito de Música Dércio Marques lança coletânea e promove I Encontro Nacional em Uberaba (MG)

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Katya Teixeira (de braços abertos), entre Walgra Maria e Erick Castanho; à direita, João Arruda, durante um das apresentações do Dandô-Circuito de Música Dércio Marques

 

Olhem ai, povos!

O Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, idealizado por Katya Teixeira em 2014 vencedor do Prêmio Brasil Criativo na categoria Música está de volta às atividades e, com uma notícia quentinha e saborosa: já saiu a primeira coletânea do projeto que começou em 2013 e já percorreu cidades de vários estados do Brasil!

O primeiro evento se 2015 será a Mostra Dandô-Circuito de Música Dércio Marques, programada para ocorrer durante a 42ª Feira do Livro de Rio Grande (RS), programada para sábado, 31 de janeiro, às 22 horas, na Arena Cultural daquele município gaúcho. Kátya Teixeira estará ao lado de Giancarlo Borba, Valdir Verona, Hector Rojas e Douglas Bessa.

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Projeto de Katya Teixeira que percorre o país e homenageia Dércio Marques fatura Prêmio Brasil Criativo

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Talento, simpatia, generosidade, garra, fé são atributos que rimam com a cantora paulista  Katya Teixeira, agora reconhecidos também pelos organizadores do Prêmio Brasil Criativo, na categoria Artes de Espetáculo/Música (Foto: Mercedes Cumaru)

Olhem ai, povos!

O Dandô – Circuito de Música Dércio Marques,  idealizado pela cantora e compositora Katya Teixeira é o ganhador da categoria Artes de Espetáculo/Música do Prêmio Brasil Criativo, promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M. Os prêmios para os 22 projetos vencedores foi entregue no Auditório Ibirapuera, bairro da zona Sul de São Paulo, perante um público de mais de 800 pessoas na noite de quarta-feira, 3 de dezembro.

Ao idealizar em 2013 o “Dandô – Circuito de Música Dércio Marques”, Katya Teixeira pensava em fomentar a circulação de música de inquestionável qualidade por todo o país, reunindo artistas de várias regiões para gerar intercâmbios e novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos, mas poderia ter uma melhor projeção no panorama nacional e proporcionar às pessoas o acesso à música de qualidade produzida fora da “grande mídia”.

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