1528- Cantigas de andar, novo álbum de Osni Ribeiro (SP), reúne memórias, histórias do autor e crônicas do seu tempo e lugar

#MPB #MúsicaCaipira #MúsicadeViola #CulturaCaipira #CulturaPopular #Botucatu #DandôCircuitodeMúsicaDércioMarques

* Com Mercedes Cumaru

As andanças do cantador, compositor e violeiro Osni Ribeiro por diversos palcos Brasil afora serviram de inspiração para a gravação deste mais recente álbum de sua discografia, Cantigas de Andar, já disponível nas plataformas digitais, Partindo da emblemática Botucatu, onde nasceu e reside, Osni Dias contou que “dos encontros e rodas musicais nas cidades por onde passei e mesmo nos caminhos virtuais que desbravamos durante a pandemia [da Covid-19] surgiram novas canções, muitas delas parcerias inéditas. O ‘andar’ artístico continuou e até ampliou-se em formato online. Assim, o álbum revisita essas passagens e apresenta os frutos dessas interações”. O nome Cantigas de Andar faz referência ao conceito do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, projeto coletivo que também ‘anda’ pelo Brasil impulsionando a circulação de shows. “Faço parte do circuito desde 2018 e isso permitiu maior capilaridade para os meus trabalhos autorais, proporcionando interações com plateias e artistas de muitas e diferentes localidades e linguagens”, observou Ribeiro.

O repertório do novo disco incorpora ao trabalho autoral de Osni Ribeiro os traços e as influências de seus parceiros musicais que, da mesma forma, protagonizam, defendem e mantêm vivas as características das tradições culturais e propõem um novo diálogo com a atualidade. Na composição utilizo elementos de nossas raízes culturais e uma linguagem musical que proporciona às plateias a proximidade com um universo que muitas vezes é pintado com cores que não condizem com a realidade e com a história de nossa cultura”, ponderou.

Assim, para Osni Ribeiro, Cantigas de Andar procura ressignificar o movimento da música que flui dos interiores para as metrópoles e carrega na sua essência elementos de ligação e afetividade entre os grandes centros urbanos, as pequenas cidades e o campo. Apresenta novas perspectivas musicais a partir dos regionalismos diversos que sobrevivem dentro de uma nação continental e que necessitam de cuidados com suas matrizes culturais, de reconhecimento e do fortalecimento da sua identidade. É asica caipira, regional, que nos dá a oportunidade de sabermos quem somos e de onde viemos. Cuidar das raízes, sempre, mas sem perder de vista os brotos, flores e frutos, naturais do cultivar, inerentes à dinâmica da cultura, reforçou 

Cantigas de Andar reúne 13 canções assinadas por Osni Ribeiro e parceiros de composições, dos mais recorrentes aos novos, em todas as faixas, o que ampliou consideravelmente os sotaques, as linguagens e as temáticas musicais do disco. Pela ordem de execução, ela são:

1.Rio Acima, Rio Abaixo – Feita com Fernando Vasques, conterrâneo de Botucatu;
2.Porte de Almas Parceria tripla com Vasques e com o mineiro Marcelo Taynara;
3.Rio Amargo – Novamente tripla parceria, desta vez com os poetas mineiros
Paulo Nunes e Juca da Angélica (in memoriam);
4.Nada é Casual– Composição de estreia do escritor Joel Emídio da Silva (SP)
na criação musical;
5.Manhã Violeira – Composta com Bernardo Pellegrini, de Londrina (PR);
6. Milonga Pra Cuidar Da Alma – Milonga caipira com sotaque gaúcho de
Rodrigo Rocha, de Encruzilhada do Sul;


Disponível em todas as plataformas digitais e em https://tratore.ffm.to/cantigasdeandar


7.Estações – Trabalho compartilhado com Alexandre Lemos, compositor
carioca consagrado com músicas gravadas por Renato Teixeira e Ney Matogrosso;
8.Dança de Nhanderu – Com o parceiro mais recorrente, premiado poeta e
escritor Marco Cremasco;
9.Viagem de Folia– Com o poeta mineiro Paulo Nunes;
10.Tanto Trem – Com o jornalista, pesquisador, escritor e poeta Sérgio Santa Rosa;
11.Simples Assim – Parceria com o companheiro de cantorias e vizinho de  Botucatu Cláudio Lacerda;
12.O Pó da Rabiola – Parceria inédita com o pernambucano Tavinho Limma, radicado em Ilha Solteira (SP) e amigo de festivais há mais de 30 anos;
13.Viola Que Chora – Com o poeta mineiro radicado em Brasília Edimar Silva

O TRADICIONAL E O CONTEMPORÂNEO COMO BROA E CAFEZINHO

Nascido em Botucatu, no interior de São Paulo, Osni Ribeiro começou sua trajetória musical em 1981 cantando música caipira com o parceiro José Lira. Em 1986, já em carreira solo, passou a se apresentar em casas noturnas e projetos alternativos. Rodou São Paulo, Minas Gerais e Paraná participando de festivais de MPB, um deles, o Festival de Música e de Poesia de Paranavaí (PR), o Femupo, onde e quando nos tornamos amigos em 1997 e ano no qual passou a desenvolver trabalhos de pesquisa e composição baseado na música do interior de São Paulo com influência rítmica e temática da música caipira.

Em 2018, integrou a coletânea Viola Paulista I lançada pelo selo SESC/SP, com curadoria de Ivan Vilela. Fez parte de montagens musicais como Mazzaropi, o Carlitos Caipira, Sobre Trilhos e Canções, No Coração do Brasil tributo à Tonico e Tinoco e SP CaipiraCriou, dirige e apresenta a série virtual Manhã Violeira, programa de entrevista expoentes e emergentes da cena da viola, da música e da cultura caipira. Entre as temáticas de destaque presentes em seu trabalho estão a valorização e difusão da música caipira de raiz, a viola e o constante diálogo entre o tradicional e o contemporâneo na música brasileira.  A discografia inclui Osni Ribeiro” (1994), Bebericando (1996), Arredores (2018) e, agora, Cantigas de Andar, disponível em todas as plataformas virtuais). Rabiola, primeiro álbum de viola integralmente instrumental está em fase de preparação.

Leia mais sobre Osni Ribeiro ou conteúdos a ele relacionados aqui no Barulho d’água Música em:

https://barulhodeagua.com/tag/osni-ribeiro/

1526 – Kátya Teixeira (SP) anuncia agenda de lançamentos com dois novos álbuns e livro de memórias para marcar 28 anos de carreira*

#MPB #Literatura #CulturaPopular

Primeiro disco de Canções Para Atravessar a Noite Escura – Canções na Quarentena já chegou às plataformas digitais, com gravações acústicas ao vivo baseadas no repertório dos shows Acalantos

*Com Mercedes Cumaru

Ao completar 28 anos de carreira, a cantora e compositora paulistana Kátya Teixeira fará uma série de ações comemorativas a começar pelo lançamento do primeiro álbum que integra o disco Canções Para Atravessar a Noite Escura | Canções na Quarentena, já disponível nas plataformas digitais. Acústico, o álbum foi gravado ao vivo em estúdio e traz as canções que fizeram parte de Acalantos, apresentação virtual que Kátya protagonizou em março de 2021, com recursos da Lei Aldir Blanc, pelo Proac SP.

O show Acalantos que deu origem ao CD, contou com a participação de André Venegas e da contadora de histórias Nani Braun. O espetáculo foi realizado dentro de uma proposta artística para o público infanto-juvenil, mas o olhar para o mesmo repertório difere a partir da percepção de cada pessoa. Nas canções presentes nesta obra, pr’além de acalentar pais e filhos, existe a intenção de acessar a nossa criança interior, sobretudo, com todos os acontecimentos dos últimos anos, nos quais estamos lidando com tanta dor e luto, pandemia, questões sociais, ambientais e políticas tão duras. Andamos, de fato, muito carentes de afeto e fé de que isso tudo vai passar. Parafraseando o poeta Thiago de Mello: ‘…faz escuro mas eu canto, porque a manhã já vai chegar“, escreveu Kátya Teixeira ao detalhar a essência do recente trabalho.

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1429 -TV Dandô começa a transmitir conteúdos artísticos que incluem concertos, curtas-metragens e oficinas

#MúsicaBrasileira #CulturaPopular #Dança #Poesia

O premiado Dandô – Circuito de Música Dércio Marques expandiu ainda mais a sua atuação artística com o lançamento em 16 de agosto da TV Dandô, um novo veículo para divulgação de conteúdos inéditos que serão disponibilizados pelo canal Youtube (http://youtube.com/circuitodandobr), sempre a partir das 20 horas. A programação é das mais ecléticas e oferecerá novidades sobre os concertos que o Dandô oferece, espetáculos virtuais exibidos na íntegra, entrevistas exclusivas com os artistas participantes do circuito e convidados, depoimentos, homenagens, clipes, lives, curtas-metragens e oficinas, entre outras ações e manifestações culturais.

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1364 – Kátya Teixeira e André Venegas estreiam “Acalantos”, projeto destinado a abraçar fãs e amigos*

#MúsicaIndependente #MúsicaLatinoAmericana #MúsicaLusoBrasileira #AmericaLatina #Portugal  #CulturaPopular

Em apresentações virtuais, cantora passeará pelo cancioneiro popular latino-americano e luso-brasileiro, mesclando canções inéditas entremeadas a sucessos da sua carreira, causos e poesias, com participação de Nani Braun

* Com Mercedes Cumaru

Na sexta-feira, 19 de março, a partir das 21 horas, a cantora e compositora paulistana Kátya Teixeira começará a apresentar Acalantos, uma série de cinco concertos virtuais planejada para acalentar nesse momento tão singular e inquietante no qual as pessoas ao redor do mundo carecem de afeto e se sentem fragilizadas diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). As canções escolhidas para o repertório busca oferecer acolhimento e momentos de paz para o público e a família, posto que poderá ser acompanhado por fãs e amigos de Kátya de todas as gerações. A cada nova rodada, as cantigas serão entremeadas por causos e poesias de Luizinho Bastos e Luís Perequê, interpretadas pela convidada especial Nani Braun, contadora de histórias, arte-educadora, atriz e apresentadora de TV. Para sintonizar Acalantos, bastará visitar o canal oficial de Kátya Teixeira em http://youtube.com/katyateixeirabr e em portais parceiros como o do Dandô – Circuito de Música Dércio Marques e que serão divulgados pelas redes sociais da artista.

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872 – Sob o manto da delicadeza, Consuelo de Paula abre terceira temporada do Imagens do Brasil Profundo, em São Paulo

Consuelo de Paula vestiu-se do seus melhores sorrisos e cobriu com sonhos, arrepios e músicas o público que a prestigiou na noite de quarta-feira, 4 de abril, quando a convite do professor Jair Marcatti abriu em São Paulo a terceira temporada do projeto Imagens do Brasil Profundo. Do centro do acolhedor palco Rubens Borba de Moraes da Biblioteca Mário de Andrade, a cantora, compositora e poetisa conduziu ao violão e sob o manto da delicadeza, após a chegança ao toque de tambor, uma inesquecível navegação acústica pela Mantiqueira, passeio que cruzou também lilases, azuis, verdes, vermelhos, rios e oceanos para nos religar às nossas origens tanto em Portugal, quanto em África e onde o coração alcançou. Em meio a homenagens aos pais e a alguns dos seus mais amados mestres e parceiros (citou João Arruda, João Bá, os irmãos Dércio e Doroty Marques e Rubens Nogueira), quem a ouviu e também a acompanhou marcando a viagem com palmas ancorou ainda em cais que se abriram para feiras, quermesses e congadas vivenciadas desde menina em cidades do Sul de Minas vizinhas à terra natal, Pratápolis.

Em uma delas, Itamogi, contou ter avistado um certo capitão Donizete e que estabeleceu de imediato com ele, sem jamais ambos terem se visto antes, um afinado reconhecimento mútuo que se deu pela troca do primeiro olhar. Salve Maria: em sua sapiência e sensibilidade, o congadeiro intuía que em suas retinas pousava a imagem de uma nova rainha daqueles costumes e tradições, a qual, gentilmente, cedeu o cajado, bastão simbólico de majestade que em sua simplicidade com certeza deveria ser mais nobre que um cetro cravejado de diamantes. “A cidade inteira saia no congado, eu nunca tinha visto, que lindo! E todos comiam juntos no mesmo lugar, era uma delícia”.

“Fiquei pensando o dia todo que este Imagens do Brasil Profundo de hoje seria do começo ao fim para mim a relação que a gente tem com o nosso lugar, nossas terras, rezas e estranhezas, mas sobretudo de um imenso coração que une nós todos, nossos rios, nossas lutas, nossos sonhos”.

Do outro lado do Atlântico
Alguém ainda chora a dor da África sem América
Mãe roubada, barriga roubada
Do lado de cá respondo com o toque do meu tambor
No encontro do meu coração reúno as duas partes
Lado esquerdo e direito,
Artéria e veia:
Dou à luz um índio
Filho do negro que já fui!

Consuelo de Paula é assim, multiétnica; pluralista e universal,  palestina, judia, americana de todas as latinidades. Trilha de uma Folia de Reis, de tonalidades suaves, não perde a essência e o perfume, como um manacá. Jair Marcatti apresentou a porção brasileira dela como síntese entre Cecília Meirelles, Guimarães Rosa e Manoel de Barros: de fato, ela sabe como ninguém tanto do tratado das coisas e dos sentimentos, quanto da poesia dos cuidados diários, como encontrar rimas que soam como curativos ou flores que saram  descuidos e dores ocasionais e saudades ancestrais; Consuelo de Paula transforma o ínfimo em grandeza. A imensidão que existe em seu mar e que em seu íntimo também se configura sertão pede velejar sem pressa… uma, duas, três, quantas vezes soprar um vento de bonança ou um cavalo passar arriado, pois, embora intensa, em sua correnteza jamais se mareia e naufragam barcos, em seu solo jamais vingam estiagens: mesmo os que têm cascos frágeis como papel, mesmo as mais perdidas asas brancas, por fim ancoram e encontram o amor que ela nos dá! Entre uma batida ritmada no tambor e um ponteio do violão, não há negror que resista no horizonte. Mesmo que a gente tenha que seguir remando contra a maré, com Consuelo de Paula na proa, seja no palco ou entre nós, a viagem sempre será profunda e abençoada!

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Consuelo de Paula, mineira de Pratápolis, cantou sucessos de sua discografia, composta por seis álbuns, entre os quais parcerias com mestres como Rubens Nogueira e Mário Gil

Jair Marcatti afirmou que o Imagens do Brasil Profundo está sendo retomado em um momento no qual o país enfrenta polarizações que têm gerado várias formas de agressões e aguda desesperança — contexto que reafirma os propósitos do projeto como ele o pensou, há três anos, seguindo princípios e ideais de três dos nossos maiores expoentes culturais que são o patrono Mário de Andrade, Darcy Ribeiro e Ariano Suassuna, apoiado, ainda, em pensamentos de Machado de Assis. Conforme o entendimento do curador, estes propunham  “um reencontro do Brasil com ele mesmo”, mas não com o Brasil institucional, caricato e burlesco, e sim o mestiço, aquele que nos permite afirmar perante o mundo a originalidade da civilização tropical, revelador de nossos melhores instintos e mais arraigadas tradições.

Em 2016 a temporada se estenderá até 14 de dezembro. A próxima rodada, 22 de maio, um domingo, contemplará a partir das 11 horas o público infantil. O convidado é o grupo inserido no circuito mundial de contação de histórias Boca do Céu, cuja participação será finalizada pelo violeiro Paulo Freire (Campinas/SP). Depois, na quarta-feira, 25 de maio, Marcatti receberá para o primeiro bate-papo  deste ano o acordeonista Thadeu Romano (São Paulo/SP) com o mote “A geografia afetiva dos caminhos da sanfona no brasil”    

“Vá meu cavalo alado, vá cumprir sua sina,
Leve este recado, esta carta pendurada em seu dorso
Corra porque a paz tem pressa!”

Do livro A Poesia dos Descuidos, de Consuelo de Paula e Lúcia Arrais Morales. Consuelo o declamou motivada pela imagem que Marcatti escolheu para ilustrar o projeto, um viajante à cavalo, extraída dos Cadernos de Viagem de Guimarães Rosa.

Prestigiaram a apresentação de Consuelo vários expoentes da música de qualidade e da imprensa, alguns de primeira grandeza como ela: Katya Teixeira, Paulo César Nunes, Antônio João Galba, Sidnei de Oliveira, Amauri Falabella, Jean Garfunkel, Joana Garfunkel, Fábio Jorge, Betto Ponciano, Vitor Nuzzi, Mercedes Cumaru, Marco Aurélio Olímpio e Joel Emídio, do blogue Ser-tão Paulistano. O Barulho d’água Música também destaca o primoroso trabalho dos técnicos de som e de iluminação do teatro e a presença na plateia da supervisora de ações culturais da Biblioteca Mário de Andrade Tarsila Lucena.

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O violeiro e o sanfoneiro Paulo Freire e Thadeu Romano: o projeto Imagens do Brasil Profundo, ainda em maio, terá mais duas atrações imperdíveis (Foto: Arquivo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

Dandô Circuito de Música Dércio Marques promove Mostra em Formosa (GO) antes de lançar antologia em Soledade (RS)

Olha aí, povos, ainda neste mês teremos dose dupla do Dandô Circuito de Música Dércio Marques, projeto da cantora e compositora Katya Teixeira (SP) que tem apoio de músicos de vários estados do país, distinguido no final de 2014 com o Prêmio Brasil Criativo. Já nesta quarta-feira, 18,  o público da cidade goiana de Formosa poderá curtir a partir das 20h30 mais uma Mostra do Dandô, a

gora apresentada por  Katya Teixeira, Rosa Barros (GO) e Erick Castanho (MG), com participação especial de Marise Borba. Para quem mora no município ou nas vizinhanças e quiser conferir, basta chegar ao teatro do campus do IFG.

 

Já no dia 24, dentro da Semana Comemorativa aos 140 anos de Soledade (RS), Katya Teixeira vai se arreuni com os companheiros de estrada João Arruda (SP) e os gaúchos Giancarlo Borba (RS) e Valdir Verona no Auditório Ivo José Stein, anexo à Prefeitura local. A cantoria cuja anfitriã será Mara Muniz começará às 19 horas marcará um dos shows de lançamento da antologia Dandô-Circuito de Música Dércio Marques-Um Canto em Cada Canto do Brasil, álbum recém produzido, que está sendo distribuído pela Tratore e recolhe 14 faixas com artistas que fazem parte do projeto, entre os quais Amauri Falabella (SP); Paulo Matricó (PE); Nádia Campos (MG) e as atrações de Soledade.

Ao idealizar em 2013 o Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, Katya Teixeira pensava em fomentar a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o país, reunindo artistas de várias regiões para criar um intercâmbio e gerar novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos, mas poderia ter uma melhor projeção no panorama nacional e proporcionar às pessoas o acesso à música de qualidade produzida fora da “grande mídia”.

Um artista saindo de cada cidade e passando por todos os pontos do circuito em uma caravana contínua. Cada edição conta sempre com um artista do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

O Dandô já circulou por várias cidades paulistas, de Minas Gerais, de Pernambuco, do Paraná, de Goiás, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Em fevereiro, um show coletivo para finalizar o I Encontro do Dandô reuniu 14 músicos no Teatro do Sesi, de Uberaba (MG), em uma ode coletiva a Dércio Marques, cuja obra Katya Teixeira e os amigos levam a todo o Brasil destacando o  inestimável legado do cantor e compositor não apenas para a música, mas para toda a cultura popular brasileira.

Dércio Marques morreu em julho de 2012, em Salvador, deixando uma escola que transcende a composição musical e poética e propõe, ainda, uma postura mais íntegra e solidária de viver, voltada tanto para a preservação da natureza, quanto para o aprimoramento espiritual de cada individuo, sem deixar de lado o engajamento político e social.

Katya é um dos seguidores mais brilhantes e discípulo do ideário do mineiro que viveram bem próximos dele, a exemplo de João Arruda, Déa Trancoso, Levi Ramiro, João Bá, Carol Ladeira, Wilson Dias e tantos outros artistas que com suas obras vêm contribuindo para ajudar a pegar flor e dar frutos os sonhos do mestre.  

O Prêmio Brasil Criativo destacou o Dandô em Artes de Espetáculo/Música  em 3 de dezembro de 2014 no Auditório Ibirapuera (SP). Promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M, contemplou 22 projetos  perante um público de mais de 800 pessoas. A estatueta é o reconhecimento oficial da proposta de Katya Teixeira, que com apoio da jornalista Mercedes Cumaru, fiel escudeira da cantora, literalmente, ganhou estrada e passou a ser apresentada em várias localidades nacionais.

 

Catorze músicos sobem ao palco do teatro do Sesi para encerramento do I Encontro Nacional do Dandô, em Uberaba (MG)

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Os músicos do Dandô no palco do Sesi Uberaba (MG), da direita para a esquerda: Cacá Sankari, Rosa Barros, Paulo Matricó, Oswaldo Rios, João Arruda, Valdir Verona, Giancarlo Borba, Katya Teixeira, Erick Castanho, André Salomão, Marcelo Taynara, Nádia Campos e Lilian Fulô (Fotos: Marcelino Lima/Barulho d’água Música)

Depois de quatro dias reunidos na Casa do Folclore, em Uberaba (MG), onde promoveram com apoio de vários colaboradores o I Encontro Nacional Dandô Circuito de Música Dércio Marques, 14 músicos dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, e Pernambuco ocuparam na noite de sábado, 7, o palco do teatro do Sesi para realização de um show coletivo.

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Barulho d’água Música acompanha show de vários expoentes do Dandô Circuito de Música Dércio Marques, em Uberaba (MG)

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O Barulho d’água Música está de mala pronta e dentro em pouco embarcará para Uberaba (MG). Na terra natal de Dércio Marques, o blog vi acompanhar amanhã, 7, a partir das 20 horas, o show que marcará o encerramento do I Encontro Nacional Dandô Circuito de Música Dércio Marques, marcado para o Teatro do Sesi. Estaremos de volta a partir de segunda-feira, 9, com fotos e informações da cantoria que terá por anfitrião o anfitrião Gilberto Rezende e contará com a idealizadora do projeto Katya Teixeira e João Arruda (SP); Paulo Matricó (PE); Valdir Verona, Giancarlo Borba (RS); Oswaldo Rios e Viola Quebrada (PR); Fernando Guimarães, Letícia Bertelli, Nádia Campos, Erick Castanho, Lilian Fulô, André Salomão, Marcelo Tayanará e Cacá Samkari (MG). O Teatro fica na Praça Frei Eugênio 231, bairro São Benedito, em Uberaba (MG).

Ao idealizar em 2013 o Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, Katya Teixeira pensava em fomentar a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o país, reunindo artistas de várias regiões para criar um intercâmbio e gerar novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos, mas poderia ter uma melhor projeção no panorama nacional e proporcionar às pessoas o acesso à música de qualidade produzida fora da “grande mídia”.

Um artista saindo de cada cidade e passando por todos os pontos do circuito em uma caravana contínua. Cada edição conta sempre com um artista do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

O Dandô já circulou por várias cidades paulistas, de Minas Gerais, de Pernambuco, do Paraná, de Goiás, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. 

O objetivo de Katya Teixeira é, ainda, levar a todo o Brasil o nome de Dércio Marques e seu inestimável legado não apenas para a música, mas para toda a cultura popular brasileira.

Dércio Marques morreu em julho de 2012, em Salvador, deixando como maior legado uma grande escola que transcende a composição musical e poética e propõe, ainda, uma postura mais íntegra e solidária de viver, voltada tanto para a preservação da natureza, quanto para o aprimoramento espiritual de cada individuo, sem deixar de lado o engajamento político e social.

Katya é um dos seguidores mais brilhantes e discípulo do ideário do mineiro que viveram bem próximos dele, a exemplo de João Arruda, Déa Trancoso, Levi Ramiro, João Bá, Carol Ladeira, Wilson Dias e tantos outros artistas que com suas obras vêm contribuindo para ajudar a pegar flor e dar frutos os sonhos do mestre.  

O Prêmio Brasil Criativo destacou o Dandô em Artes de Espetáculo/Música  em 3 de dezembro de 2014 no Auditório Ibirapuera (SP). Promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M, contemplou 22 projetos  perante um público de mais de 800 pessoas. A estatueta é o reconhecimento oficial da proposta de Katya Teixeira, que com apoio da jornalista Mercedes Cumaru, fiel escudeira da cantora, literalmente, ganhou estrada e passou a ser apresentada em várias localidades nacionais.

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Dandô Circuito de Música Dércio Marques lança coletânea e promove I Encontro Nacional em Uberaba (MG)

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Katya Teixeira (de braços abertos), entre Walgra Maria e Erick Castanho; à direita, João Arruda, durante um das apresentações do Dandô-Circuito de Música Dércio Marques

 

Olhem ai, povos!

O Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, idealizado por Katya Teixeira em 2014 vencedor do Prêmio Brasil Criativo na categoria Música está de volta às atividades e, com uma notícia quentinha e saborosa: já saiu a primeira coletânea do projeto que começou em 2013 e já percorreu cidades de vários estados do Brasil!

O primeiro evento se 2015 será a Mostra Dandô-Circuito de Música Dércio Marques, programada para ocorrer durante a 42ª Feira do Livro de Rio Grande (RS), programada para sábado, 31 de janeiro, às 22 horas, na Arena Cultural daquele município gaúcho. Kátya Teixeira estará ao lado de Giancarlo Borba, Valdir Verona, Hector Rojas e Douglas Bessa.

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Projeto de Katya Teixeira que percorre o país e homenageia Dércio Marques fatura Prêmio Brasil Criativo

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Talento, simpatia, generosidade, garra, fé são atributos que rimam com a cantora paulista  Katya Teixeira, agora reconhecidos também pelos organizadores do Prêmio Brasil Criativo, na categoria Artes de Espetáculo/Música (Foto: Mercedes Cumaru)

Olhem ai, povos!

O Dandô – Circuito de Música Dércio Marques,  idealizado pela cantora e compositora Katya Teixeira é o ganhador da categoria Artes de Espetáculo/Música do Prêmio Brasil Criativo, promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M. Os prêmios para os 22 projetos vencedores foi entregue no Auditório Ibirapuera, bairro da zona Sul de São Paulo, perante um público de mais de 800 pessoas na noite de quarta-feira, 3 de dezembro.

Ao idealizar em 2013 o “Dandô – Circuito de Música Dércio Marques”, Katya Teixeira pensava em fomentar a circulação de música de inquestionável qualidade por todo o país, reunindo artistas de várias regiões para gerar intercâmbios e novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos, mas poderia ter uma melhor projeção no panorama nacional e proporcionar às pessoas o acesso à música de qualidade produzida fora da “grande mídia”.

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