1149 – Yamandu Costa e Thadeu Romano aliviam saudades do mestre Dominguinhos em show único no Sesc Pinheiros (SP)*

Repertório  vai passear por músicas dos discos que o violonista gaúcho gravou com o sanfoneiro de Pernambuco, mesclado a sucessos de Tom Jobim, Sivuca, Abel Ferreira, Chico Buarque, Luiz Gonzaga…
*Com Lu Lopes (Rubra Rosa Projetos Culturais)

Yamandu Costa e Thadeu Romano vão apresentar Salve Dominguinhos, trazendo de volta aos palcos composições de Yamandu + Dominguinhos e Lado B (discos que ambos gravaram juntos, em 2007 e em 2010) com uma única apresentação marcada para a noite de sexta-feira, 1º de fevereiro, na unidade Pinheiros do Sesc da cidade de São Paulo (ver guia Serviços). Em 2018 completamos cinco anos sem o sanfoneiro pernambucano que nos deixou em 23/7/2013. Mais do que as saudades, ele nos deixou um legado imenso de obras para música. Seu Domingos, apesar de ter partido aos 72 anos, encantou jovens músicos de várias gerações e, por essa razão, sempre viveu cercado pela novidade da juventude.

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841- Thadeu Romano (SP) finaliza gravações e marca lançamento de “Da Reza à Festa” para 20 de maio, em Sampa

O Barulho d’água Música acompanhou na terça-feira, 29 de março, a gravação da participação do carioca Carlos Malta em Baião pro Malta, música que abrirá o álbum Da Reza à Festa, do acordeonista Thadeu Romano (Campinas/SP). Carlos Malta tocou flauta em sol, pífano e sax soprano durante sua presença no estúdio 185, situado na Vila Romana, bairro da zona Oeste paulistana, acrescentando a cereja que faltava para deixar completo o saboroso repertório de 10 faixas instrumentais e uma vinheta, todas cinzeladas por Thadeu Romano. Com todas as faixas prontas, a produtora cultural Lu Lopes enviou a obra, já no dia seguinte, às etapas de mixagem e prensagem que antecedem o lançamento, marcado para 20 de maio como atração do teatro da Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social), situado na rua Oscar Freire, 2.500, em São Paulo, colado à estação Sumaré da linha 2 Verde do Metrô.

Da Reza à Festa remete tanto às manifestações religiosas coletivas, presentes em tradições brasileiras como Folias de Reis e em rituais afros, quanto à fé e às vivências espirituais de Thadeu Romano. A sabedoria de uma das avós, rezadeira, bem como a inquietude de um dos nonos, Albino, somadas à reverência e à saudade aos e dos entes queridos que já se foram, entre outros sentimentos e temperos, motivaram-no a começar a alinhavar o projeto do disco, há oito anos, com a permanente e cúmplice colaboração de Lu Lopes. Neste tempo, ele elaborou os arranjos para ritmos que mesclam chamamé, choro, valsa, baião, tango e até funk que ora se juntaram, ora substituíram escolhas anteriormente definidas, assim maturando e renovando a eclética sonoridade que constitui, por fim, a alma deste disco formidável: a obra casará, em profunda comunhão, a sanfona e o bandoneon de Thadeu Romano com instrumentos como piano, trombone, violão de aço, pandeiro, clarinete, zabumba, entre outros.

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O bandoneon, diga-se de passagem, já tem por si só um encantamento que confere ainda mais magia ao disco: fabricado em 1929, antes de ser adquirido por Romano, pertenceu a Astor Piazzolla, conforme comprovam os registros da fabricante Doble A.

O time que Thadeu Romano e Lu Lopes convidaram, além de Carlos Malta, topou a empreitada em nome da amizade, um dos valores sedimentadores do conceito de “festa” que o sanfoneiro e a produtora pretendem imprimir e valorizar no disco. Abriram mão do vil metal e entraram na roda pelo puro deleite expoentes como Laércio de Freitas, François de Lima, Toninhos Ferragutti e Porto, Rodrigo Sater, Guelo e Zé Pitoco, galera com quem ambos trocam figurinhas corriqueiramente.

E não pára por ai: Da Reza à Festa, embora seja predominantemente instrumental, terá ainda um coral feminino dos mais marcantes em Nié (apelido de Daniel Carizzato, padrinho de Flora, filha de Thadeu e de Lu Lopes) estrelado por Lilian Estela, Gabi Milino, Anaí Rosa, Bárbara Rodrix e Renata Pizi.

Flora, aliás, inspirou Florata, composição reservada ao bandoneon que guarda a aura de Piazzolla. O avo, Albino, incorporará, serelepe, em Araritanga do nono Albino.

Outra faixa que merecerá atenção, a valsa Rosa de Sal, juntará Garrincha e Vavá, também conhecidos por Romano e Ferragutti. O acordeon do anfitrião soara em musete, que ele alerta, é, na verdade, uma desafinação, e não uma afinação, francesa.

Em uma obra na qual o clássico e o popular se misturaram sem conflitos de ego e não exigiu malabarismos dos músicos nas rodadas nas quais se encontraram  para botar música na conversa no 185, será possível ao fã de Thadeu Romano distinguir, ainda, notas de melancolia em Sentimento — que ele dedica “a todas as pessoas que eu perdi”, num dos momentos mais introspectivos do álbum. Já alguns certamente sentirão um frêmito próprio de certos transes quando Na Zona do Zé Pilintra baixar no terreiro, enquanto outros, ainda, estranharão batidas mais conhecidas por animar lajes e não forrós. Mas com certeza ninguém ficará esquentando cadeira, seja em casa, seja durante o concerto.

O projeto foi premiado pelo ProAc, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo com verbas previstas em leis para gravação do disco e circulação em cinco shows, que Lu Lopes pretende ampliar na primeira turnê para ao menos seis. Depois da apresentação na Unibes, serão contempladas cidades do Interior paulista. Mas Lu Lopes sabe o tesouro que tem em mãos e planeja, inclusive, giros fora do país.

É para pensar alto, mesmo. Thadeu Romano, atualmente, integra a banda do projeto Amizade Sincera, capitaneado por Renato Teixeira e Sérgio Reis, além de acompanhar revelações do meio regional como Cláudio Lacerda (São Paulo) e Rodrigo Zanc (São Carlos/SP).Por quase dez anos, fez parte do staff de Roberta Miranda, inclusive a jornadas que o levaram a encantar, não duvidem, até elefantes em Angola. Além de muito querido pela simpatia que de cara vira empatia, a competência de sanfoneiro (sem destoar de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Lulinha Alencar, Waldonys, Ferragutti e Oswaldinho do Acordeon, entre outros) com formação clássica que começou a trajetória tocando em missas na capela do bucólico distrito de Joaquim Egídio (Campinas) completa-se pela tarimba de arranjador multi-instrumentista.

Esta intimidade com a música favorece rápida adaptação a repertórios dos mais ecléticos e abrangentes, permite transitar facilmente entre o ambiente de uma feira livre, um festival ou um concerto clássico.  Não é à toa, portanto, que Thadeu Romano  já tocou, ainda, com Zizi Possi, Nailor Proveta, André Rass, Guelo, Heraldo do Monte, Luciana Rabello, Fernanda Porto, Fátima Guedes, Peri Ribeiro, Eduardo Gudin, Mafalda Minozzi, Ary Holland, Giba Favery, Fábio Canela, Rodrigo Sater, Naná Vasconcelos, Dona Inah, João Borba, Celia e Celma.

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Thadeu Romano tocando com Rodrigo Zanc, com Ricieri Nascimento ao fundo, em recente apresentação de “Violas para Dominguinhos”, em São Carlos (Foto: Elisa Espíndola)

Para quem acha que esta lista é pouca bala na agulha, a de violeiros, de caipiras e de congêneres que Romano acompanhou também dá uma ideia de sua versatilidade e tem nomes como Levi Ramiro, Júlio Santin, Milton Araújo, Zeca Collares, Miltinho Edilberto, Arnaldo da Viola,  Yassir Chediak, Vidal França, Dominguinhos, e os grupos musicais Meia Dúzia de 3 ou 4, Trio Nordestino, Trio Virgulino, Trio Forrozão, Jorge e José, Trio Juazeiro, Choro de Ouro, Choro In Jazz e Tangata Quarteto. Thadeu Romano tem admiradores no Uruguai, e além de Angola, nos africanos Moçambique e São Tomé e Príncipe. Pela Europa, desembarcou na Itália, onde inclusive conheceu Camerano, cidade na qual se fabricam várias sanfonas, ofício que envolve várias famílias que são parentes, como a Scandalli e a Otavianelli.  Foi, portanto, beber na fonte, e, assim, em uma frase, amigos e seguidores… não estamos diante de um bule pequeno de café requentado!

O Barulho d’água Música divulgará a agenda de todas as apresentações, mas antes da estreia de Da Reza à Festa, quem ainda não conhece Thadeu Romano poderá conferir suas qualidades na sexta-feira, 15 de abril, quando a partir das 21 horas, ele estará no palco do Sesc Pompeia para participar do lançamento do álbum de Cláudio Lacerda Trilha Boiadeira. Também estão confirmados para a ocasião Neymar Dias (violas), Igor Pimenta (contrabaixo) e Kabé Pinheiro (percussão).

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Thadeu Romano (SP), um dos melhores acordeonistas do país, faz aniversário hoje

 

Hoje, 23, o Barulho d’água Música envia abraços e votos de sucesso ao acordeonista Thadeu Romano, campineiro aniversariante do dia cujas referências são, entre outras, Sivuca e Astor Piazzola.  Iniciou seus estudos em música aos 15 anos e em pouco tempo já se apresentava em concertos para acordeom. Thadeu Romano é um músico inquieto e ávido por novas experiências musicais, da nova safra de músicos talentosos, que transitam pelas mais diferentes formas de gêneros, abrindo uma nova possibilidade para a sanfona. Além de ter feito parte até pouco tempo da banda de Roberta Miranda, costuma acompanhar músicos de calibre como Rodrigo Zanc (Araraquara/SP) e Cláudio Lacerda (São Paulo/SP), e, por apresentar um repertório dos mais ecléticos e abrangentes, que permite que transite facilmente entre o popular e o erudito, já tocou, ainda, com Zizi Possi, Nailor Proveta, André Rass, Guelo, Heraldo do Monte, Luciana Rabello, Fernanda Porto, Fátima Guedes, Peri Ribeiro, Eduardo Gudin, Mafalda Minozzi, Ary Holland, Giba Favery, Fábio Canela, Rodrigo Satter, Naná Vasconcelos, Dona Inah, João Borba, Celia e Celma.

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Milton Araújo dá sequência em Osasco ao projeto do Sesc Caldos com Sons Brasileiros

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Frio é um bom sinônimo de inverno. Sopa é um bom sinônimo de frio. Música e sopa para rebater o frio são excelentes dicas. Música de qualidade e sopa, em um ambiente aconchegante onde o frio do inverno acaba por ser bem-vindo, esperam pelo público que frequenta a unidade Osasco (SP) do Sesc e curte o talento dos violeiros do país que vêm à cidade como convidados do projeto Caldos com Sons Brasileiros. As cantorias ocorrem sempre às quintas-feiras, durante os meses em que o termômetro costuma subir pouco a escada dos graus, a partir das 19 horas, e apresentam baluartes da viola caipira que representam vários estados, tocam em afinações diferentes e assim ilustram em pouco mais de sessenta minutos a diversidade sonora e rítmica que enriquece o Brasil.

Enquanto a música rola, a plateia degusta caldos dos mais variados sabores. Para 25 de junho, o palco da Tenda 1 estará reservado  a Milton Araújo, músico especialista em viola dinâmica, com afinação rio abaixo, considerada uma das mais propícias para solos e solistas. Sobrinho da dama da viola Helena Meirelles, Milton Araújo apresentará músicas de sua própria autoria, além de canções tradicionais, folclóricas e de domínio público do Mato Grosso do Sul, de onde a família se origina, utilizando os ritmos rasqueado, polca e chamamé, entre outros. Um dos pontos altos dos seus shows é a reprodução de cantos de aves como araponga, seriema, guaxo, pássaro campana e pássaro tiuí. Milton Araújo ganhou uma das estatuetas do Prêmio Rozini de Excelência de Música de Viola Caipira, na categoria Referência, em 2013. 

O Sesc Osasco, que neste ano já trouxe para o projeto o carioca Yassír Chediak,  fica na avenida Sport Club Corinthians Paulista, no bairro Jardim das Flores, a dois quilômetros da estação Comandante Sampaio da CPTM, contíguo ao campus da Unifesp. Oferece Comedoria, cobra R$ 7,00 por uma tigela de caldos, mas não isenta de tarifa a utilização do estacionamento.

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Yassír Chediak abre temporada do projeto Caldos com sons brasileiros no SESC de Osasco (SP)

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Carioca, filho de mineiro e de cearense, Yassír Chediak é hoje considerado um dos melhores violeiros do país e estará em Osasco (SP) para duas apresentações no projeto Caldos com sons brasileiros, e ambas acompanhado pelo violinista Ernani Teixeira

 

O Sesc de Osasco retomará no dia 11 de junho o projeto Caldos com sons brasileiros, que durante os meses de inverno, sempre a partir das 19 horas  e às quintas-feiras, reúne violeiros, cantadores e contadores de causos em rodas aquecidas por saborosos caldos quentes. A cantoria ocorre na tenda 2 e na edição deste ano o primeiro convidado é Yassír ChediakCarioca criado em Minas Gerais, filho de pai mineiro e mãe cearense, Yassír Chediak também será a atração da semana seguinte, ou seja, estará de volta na quinta-feira, 18.

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