1545- Eduardo Sueitt e convidados tocam de graça no Parque Antonio Molinari

#MPB #MusicaInstrumental #MinasGerais #SuldeMinas  #PoçosdeCaldas 

O baterista paulista Eduardo Sueitt estará à frente neste sábado, 11 de junho, das apresentações que serão atrações da primeira edição neste ano do projeto Música Instrumental no Parque, prevista para começar a partir das 14h30, no Parque Antonio Molinari, sem cobrança de ingresso, com discotecagem de Paulo Tothy. Sueitt convidou para os concertos Albano Sales, Flávio Corilow e Henrique Simas, músicos que deverão oferecer ao público composições autorais e releituras de clássicos de Tom Jobim, Moacyr Santos, Ivan Lins, Milton Nascimento, Edu Lobo, Luiz Eça, Toninho Horta. Está prevista, ainda, a participação do violonista poços-caldense André Batiston. 

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1522 – Atribuição de sucessos de Ruy Maurity aos seus intérpretes contribui para por no esquecimento obra das mais genuinamente brasileiras

#MPB #Samba #RockRural #MúsicaRegional #Umbanda #Candomblé #Telenovelas #CulturaPopular #ParaíbadoSul

É costume recorrente entre alguns apresentadores de programas musicais populares de rádio e também de provedores de conteúdos na internet atribuir a autoria de composições que estão sendo tocadas ou divulgadas, em determinados momentos, a quem as interpreta, quando não deixam de mencionar o compositor. Estes erros podem ser apenas pura e simples ignorância ou desatenção, mas são equívocos que podem contribuir de maneira impactante na desvalorização da carreira dos criadores, dos mais tarimbados aos menos criativos, ajudando, inclusive, a mantê-los no ostracismo ou longe da fama que mereceriam, permitindo a outros fazerem fortuna com o chapéu alheio. Sem contar que podem ser entendidos como violação, ainda que involuntária, da propriedade intelectual e imaterial de um trabalho artístico que levou tempo e exigiu algum grau de elaboração para tirar o branco do papel.

Quem viveu a adolescência e a juventude na virada dos anos 1970 para os 1980, como eu, ouviu bastante e cantou em rodinhas, animadas por um violão, Serafim e Seus Filhos e Marcas do Que se Foi, por exemplo. A primeira varou o tempo e chegou bastante conhecida ainda nos dias atuais; a segunda, mais propriamente um jingle, embalou as chamadas de final de ano da Rede Globo, em 1976: em uma de suas versões, levava o telespectador a passear por bucólicas paisagens rurais; eu, com 12 para 13, “viajava” nas imagens que me colocavam a bordo da velha “jaú”¹ azul marinho do motorista Zé Portes subindo e descendo a empoeirada estrada de ligação entre Juiz de Fora e Chácara, cidades da Zona das Mata mineira, onde mor(ava)m tios e avôs paternos. Serafim e Seus Filhos, arrisco defender, tem uma das letras mais interessantes e poéticas de nosso cancioneiro (leia matéria a respeito, de José Mário Espínola, médico e escritor, clicando aqui), foi bastante difundida quando “estourou” e, justamente por virar um sucesso atemporal, muita gente gosta de regravá-la – na maioria das versões que conheço, felizmente e ao menos, preservando o seu arranjo original, com poucas alterações.

Marcas do Que Se Foi chegou a ser sulcada em um bolachão (Estrelas, de 1977), com sua autoria atribuída aos The Fevers, enquanto a mística Serafim e Seus Filhos aparece citada por ai ora como composição de Zezé Di Camargo & Luciano, ora, ainda, de Sergio Reis, por exemplo. Consuma-se, assim, um dos erros citados acima, posto que entre os autores de ambas um deles é Ruy Maurity, fluminense que partiu para o Plano Maior há alguns dias – embora, justiça seja feita: há pouco tempo envolvido no centro de uma infeliz polêmica política, o cantor sertanejo/caipira, em um dos shows do seu projeto Sergio Reis e Filhos que promoveu há anos, disse em bom e alto tom quando começava a executá-la em um concerto da turnê que Maurity é o autor, em parceria como José Jorge, da épica saga que se passa em noite alta de lua mansa. A dupla Maurity/Jorge, arco e flecha na biografia de ambos, também é devidamente mencionada nos créditos do álbum que as apresentações ao vivo do projeto SR renderam – disco por sinal belíssimo, lançado pela Atração Fonográfica, em 2003 e daqueles que valem a pena ter e ouvir, sempre… mesmo se você tenha “cancelado” o Sergião no ano passado, talquêi?!. Marcas Do Que se Foi também é de Maurity e de Jorge, com Paulo Sérgio Valle, Tavito (1946 – 2019), Ribeiro e Márcio Moura, embora de autoria oficialmente creditada à produtora de jingles Zurana.

Antonio Adolfo (de óculos), abraçado por Ruy Maurity, escreveu: “Uma notícia muito triste: meu querido irmão e grande compositor, Ruy Maurity, foi embora para sempre essa noite. Ficará sua obra lindíssima e as lembranças da maravilhosa pessoa que sempre foi. Fique em Paz. Você sempre mereceu o nosso amor! Viva Ruy Maurity!” Já Carol Saboya comentou: “Nessa madrugada, meu tio Ruy Maurity nos deixou. Uma pessoa muito amorosa, um compositor incrível! Vai fazer muita falta!” (Foto: Acervo da família)

Ruy Maurity de Paula Afonso nasceu em Paraíba do Sul (RJ) e saiu de cena em 1º de abril, aos 72 anos, após dias em coma provocada por duas paradas cardíacas, decorrentes de um exame de endoscopia. Era filho da primeira violinista a integrar a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal da cidade do Rio de Janeiro, Iolanda. Seu irmão é o pianista e compositor Antonio Adolfo, pai da bela cantora Carol Saboya. Contudo, a obra de Maurity na cena musical nacional não alcança o mesmo reconhecimento da de Adolfo — que segue ativo, reside nos Estados Unidos da América e desenvolveu sólida carreira no Exterior gravando, por exemplo, ótimos tributos a Milton Nascimento e Tom Jobim, entre trabalhos autorais de fôlego. Esta obliteração do irmão pela mídia, somada aos equívocos das autorias creditadas a seus interpretes, configura outro pecadilho contra o legado de Maurity – algo muito semelhante ao que até hoje sofre Sidney Miller, embora a genialidade de ambos os deixe nos mesmos patamares, por exemplo, de Belchior e de Chico Buarque, embora estes tenham estilos mais bem definidos ou pouco menos ecléticos dentro do guarda-chuva da MPB.

Muito mais do que Serafim e Seus Filhos e Marcas Do Que Se Foi, Maurity emplacou várias de suas composições em novelas da Vênus Platinada como A Escalada, Fogo Sobre Terra e Dona Xepa (na trama de 1977, a original, da Globo³, é dele o tema de abertura), em época na qual a vendagem de discos de vinil com as respectivas trilhas dos folhetins globais era turbinadora das receitas e carro-chefe da gravadora Som Livre. A ele é dado o status de um dos percursores do Rock Rural – gênero pelo qual também transitou concomitantemente e talvez com maior identificação Sá, Zé Rodrix, Guarabyra, Tavito e, no qual, até hoje, Zé Geraldo põe bolas no ninho da coruja – e às do segmento contido na ampla etiqueta #MúsicaRegional. Maurity, contudo, talvez seja, mesmo, com maior e indiscutível mérito, um dos baluartes mais iluminados entre compositores e intérpretes (como Geraldo Filme, Luiz Américo, Clara Nunes, Clementina de Jesus e Martinho da Vila) de um terreno no qual hoje se destacam Mateus Aleluia, Mariene de Castro e o violeiro mineiro Paulo Mourão, só para começar a riscar a pemba: o do samba que dialoga com elementos da religiosidade de matriz africana, trajado quase que essencialmente de branco, com os dois pés bem fincadinhos nos sagrados terreiros da Umbanda e do Candomblé!

Religiões que têm milhares de adeptos espalhados pelo país, embora ainda sejam alvos de intolerância e preconceitos injustificáveis, a Umbanda e o Candomblé, referências claras aos seus rituais e costumes de ambas aparecem no repertório de Maurity, de forma bem demarcada como uma batida de atabaque em Barravento. Revelam-se em letras e arranjos apoiados em instrumentos típicos como a da clássica Nem Ouro Nem Prata, faixa-título do, talvez, melhor entre tantos ótimos álbuns de Ruy Maurity, este lançado em 1976, que sobrevive na memória popular embalada pelos versos de um ponto cantado largamente em giras Brasil adentro: Samborê, pemba, é folha de jurema; Oxóssi reina de Norte a Sul… Esta veia também pulsa em Quizumba de Rei; e Xangô, o Vencedor (do mesmo álbum de 1976); aparecera antes em Cajeré (Safra/74, 1974); retornou em Festa Crioula, Sete Cavaleiros, Ganga Brasil e Pai João (Ganga Brasil, 1977) e repetiu-se, por exemplo, em Ponto Final (Bananeira Mangara, 1978) e Casamento de São Jorge e Réquiem De Uma Princesa Nagô (Natureza, 1980),

O talento de Ruy Maurity e sua ampla identificação com as tradições e costumes da brasilidade, portanto, constituem uma obra copiosa e entranhada na cultura popular. Mas, ainda assim (ou talvez por isso?) tão logo o moço recebeu de Oxóssi permissão para andar livremente pelas matas, para ver o mundo do alto das montanhas de Xangô ou fluir como espírito livre feito as águas abençoadas por Mãe Oxum, não mereceu nem na mídia especializada pouco mais do que notas curtas ou textos burocráticos em obituários. Mas como provavelmente ainda no ventre de Dona Iolanda o menino escutou a gargalhada do Tranca Ruas. ao abrir a porteira para vir ao mundo já baixou com moral junto a baianos, boiadeiros, marinheiros, pretos velhos e logo aprendeu a tocar violão, sozinho. Como muita gente boa, deu os primeiros passos na carreira em festivais a partir do efervescente 1968, ano de chumbo em que sua Arruaça (composta com José Jorge) foi defendida no I Festival Universitário de Música Brasileira pela cantora Sônia Lemos, conforme lembrou em seu blogue Pop & Arte o jornalista Mauro Ferreira, do portal G1. Maurity teve outras duas parcerias com José Jorge gravadas por Maysa, em 1969, Estranho Mundo Feliz e Quebranto, antes de faturar o III Festival Universitário de Música Brasileira, em 1970, com a música Dia cinco, mais uma das muitas parcerias com José Jorge, ainda conforme Ferreira.

Brasil ame-o ou deixe-o, tricampeão de futebol no México. Naquele mesmo ano saiu o primeiro elepê – Este é Rui Maurity, que faz uma alusão à Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, e ara o roçado para Serafim e Seus Filhos, apresentada, pela primeira vez, em 1971, entre as faixas de Em busca do ouro². Três anos depois, Ruy Maurity assinou Safra/74, que teve canções incluídas nas trilhas sonoras de Escalada e Fogo Sobre Terra. Em 1976 e 1977, brindou-nos com Nem Ouro Nem Prata e Ganga Brasil, que inclui a global Dona Xepa. Bananeira Mangará, no ano seguinte, renovou a discografia, mais uma vez com bônus de louvor dados pela crítica a começar pela música de abertura, Pelo Sinal; depois, na década dos anos 1980, voltou aos estúdios para gravar Natureza (da capa em que ele está pescando uma bota em um riacho) e A Viola no Peito. Em 1998, com arranjos de temática caipira, produziu De Coração, no qual reinterpretou, por exemplo, Serafim e Seus Filhos e Menina do Mato, reavivando diversas parcerias com José Jorge.

Nem Ouro Nem Prata foi regravada por Teresa Cristina, em 2007, quando a filha de Paulinho da Viola lançou o álbum Delicada. Dos sete álbuns do período durante o qual Maurity esteve em alta na década dos anos 1970, Este é Ruy Maurity é o único que não tem o selo da Som Livre, marca distintiva dos demais que são: Em busca do ouro (1972), Safra/74 (1974), Nem Ouro Nem Prata (1976), Ganga Brasil (1977), Bananeira Mangará (1978) e Natureza (1980); Safra/74 teve produção de Eustáquio Sena e arranjos de Antonio Adolfo, e dele Ferreira destacou “músicas inspiradas” como Parábola do Pássaro Perdido e Com Licença, Moço, ambas compostas por Maurity e José Jorge. De Bananeira Mangará Mauro Ferreira pinçou a parceria então inédita de Maria Bethânia com a violonista e compositora Rosinha de Valença em Cana caiana (1978), “música afinada com o Brasil rural cantado com inspiração por Ruy Maurity.”

Os discos, ainda observou o blogueiro do G1, apresentam títulos que já evocam a brasilidade entranhada na obra do artista. “Após esse período áureo, Maurity gravou poucos discos a partir dos anos 1980. Mas os álbuns que deixou ainda guardam pérolas que merecem ser pescadas no baú”, emendou Ferreira. Citando versos da canção atribuída ao The Fevers, Mauro Ferreira terminou sua matéria com a frase “os passos de Ruy Maurity pelo chão do Brasil vão ficar”. Laroyê!


¹ Jaú é como meu pai, Geraldo Caetano de Lima, chamava uma “jardineira”, antigo modelo de ônibus como era o de Zé Portes. O trajeto entre Juiz de Fora e Chácara é de 28 quilômetros, hoje, asfaltados.

² A música Serafim e Seus Filhos teve uma segunda versão, a continuidade da saga, gravada como As Artimanhas de Lourenço, Filho de Serafim, como faixa 11, em Natureza.

³ A novela Dona Xepa primeiro foi exibida pela TV Globo, entre 24 de maio a 24 de outubro de 1977, em 132 capítulos, no horário das 18 horas. Era baseada na peça teatral homônima, escrita em 1952, por Pedro Bloch, adaptada por Gilberto Braga, com direção de Herval Rossano. O elenco reuniu Yara Cortes, Reinaldo Gonzaga, Nívea Maria, Edwin Luisi, Rubens de Falco, Cláudio Cavalcanti e Ana Lúcia Torre nos papéis principais. Em 2013, a Record pôs uma segunda versão no ar, em 91 capítulos, sempre às 221h15 de 21 de maio e 24 de setembro de 2013.

4 A “paternidade” de Marcas do Que se Foi, na internet, também aparece para Zezé Di Camargo & Luciano, Roupa Nova e Padre Marcelo Rossi, entre outros equívocos. 

Marcelino Lima é jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1991, atuou como repórter, editor e revisor dos mais importantes jornais de Osasco e região,  em diversas coberturas da área esportiva, cultural, política e sindical, em assessoria de imprensa para várias entidades e prefeituras, além de campanhas eleitorais. Também é fotógrafo e há oito anos coordena as publicações do Barulho d’água Música. Para contribuir com o blogue, deposite qualquer quantia no PIX 04992937896 ou 992590769.



      

1518- Clayton Prósperi (MG) lança Cativo, com participação de Toninho Horta, Marco Lobo, Teco Cardoso e músicos sul-mineiros*

#MPB #MúsicaSulMineira #MinasGerais #TrêsPontas #BeloHorizonte #Piano ##PianoClássico #CulturaPopular

Trabalho celebra  a trajetória do pianista e compositor trespontano, com formação clássica e influências do rock ao jazz e popular; disco ainda conta com os prestigiados instrumentistas Walmir Gil e Enéias Xavier e com a cantora Sarah Abreu 

*  Com João Marcos Veiga

Sem título-2As audições matinais que promovemos aos sábados aqui no Solar do Barulho, redação do Barulho d’água Música, na Estância Turística de São Roque (SP),  transportou-nos neste dia 9 de abril por paisagens da Serra da Mantiqueira por meio do álbum Cativo, que o compositor e pianista Clayton Prósperi lançou ontem, 8. Cativo  reúne temas autorais e traz participações de Toninho Horta, Teco Cardoso, Marco Lobo, Ismael Tiso, Sarah Abreu, Enéias Xavier, Walmir Gil, do arranjador Rafael Martini, entre outros músicos da rica cena do Sul de Minas. Para quem quiser conferir, o  disco está disponível nas plataformas digitais e chegou para celebrar a trajetória do artista de Três Pontas (MG), instrumentista integrante de prestigiados projetos na carreira e gravado por Milton Nascimento (Eu Pescador), com quem fez a turnê do álbum E a gente sonhando, indicado ao Grammy Latino de 2011. O disco é um lançamento da Embornal Records, selo independente trespontano.

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1122 – “O Banquete dos Mendigos”: disco duplo de Jards Macalé e um coletivo de artistas que peitaram a ditadura completa 45 anos

Bolachão foi gravado ao vivo na cidade do Rio de Janeiro,  em clima tenso, com tropas dentro e fora do MAM e ficou seis anos “recolhido” até finalmente ser lançado em 1979, intercalando músicas e os 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, naquele dia, completava 25 anos

Com o blogue Criatura de Sebo e Jornal GGN

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês para nesta mais nova atualização antecipar a comemoração do aniversário de 45 anos, que ocorrerá em 10 de dezembro, do álbum O Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo, em 1973, no Museu de Arte Moderna (MAM), na cidade do Rio de Janeiro. E por que antecipar a matéria sobre este emblemático disco? Para recordar  nestes tempos em que há nuvens sombrias pairando sobre os valores e as instituições que promovem a democracia, o respeito e amor ao próximo, que o show que resultou na gravação do projeto dirigido por Jards Macalé comemorava, naquela ocasião, os 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas também tinha a função de chamar a atenção da população brasileira para a violação, em larga escala e sob aplicação de intensa violência, de direitos civis pelos militares que estavam no poder. Após a Comissão Nacional da Verdade, recentemente, entregar seu relatório oficial sobre as barbaridades cometidas em nome do Estado nos anos de chumbo, cobrou-se a punição aos crimes da ditadura, o fim de seus “entulhos” — resquícios como os “autos de resistência”, que ceifam a vida da juventude negra nas periferias do país, a perseguição às minorias que formam o segmento LGBT,  aos partidários de setores mais à esquerda do espectro político — que candidatos durante as mais recentes eleições voltaram a demonizar, atribuindo a adversários socialistas, por exemplo, pechas e rótulos que não só os desumanizam, como os transformam em “monstros”, trazendo das trevas, por exemplo, a ridícula crença de que “comunistas” são por si só homens maus e que estes “comem criancinhas”, como se dizia naquela época na qual as “fake news” já estavam por ai.   Continuar lendo

1505 – Sai de cena Maria da Paixão Jesus (MG), cantora e multiativista que fez história em Osasco (SP)

#MPB #Teatro #Cinema #Televisão #EducaçãoArtística #MovimentoNegro #EmpoderamentoFeminino #Osasco 

Ainda menina, deixando o interior mineiro no começo dos anos 1960, a artista cresceu em Osasco, onde a cena cultural desafiava a ditadura militar. Com personalidade forte e marcante conquistou seu espaço nos palcos e nas telas a partir de um anuncio de jornal, tornando-se ainda professora e combativa mulher que se autodenominava anarquista  e não fazia concessões aos modismos

A atriz e cantora Maria da Paixão Jesus morreu na sexta-feira, 18 de fevereiro, na cidade de Osasco, situada na Região Metropolitana da Grande São Paulo, distante 15 quilômetros da Capital, São Paulo.

Mineira de Bocaiúva, Maria da Paixão de Jesus desenvolveu carreira artística e de ativista cultural a partir de 1967. Quando tinha ainda apenas 16 anos, em 1969, a jovem recortou do Diário da Noite um anúncio sobre a procura de atores para a montagem de versão brasileira do musical Hair (protagonizada, entre outros, por Sônia Braga, Araci Balabanian, Antônio Fagundes, Ney Latorraca, Armando Bógus). Foi aprovada nos testes promovidos e com sua presença na montagem dirigida por Ademar Guerra e Altair Lima que ficou em cartaz por nove meses no Teatro Bela Vista, no badalado bairro Bixiga, Maria da Paixão (que já tinha intensa atuação em Osasco) abriu de vez as cortinas para novas atuações e passou a realizar uma série de trabalhos. A lista inclui Morte e Vida Severina, A Moreninha, Jesus Cristo Superstar, Ópera do Malandro

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1495 -Alaíde Costa comemora 86 anos com álbum no qual interpreta Eduardo Santhana *

*Com Tambores Comunicações/Assessoria de Comunicações

Feliz o compositor que, igual a Eduardo, tem o privilégio de contar com a voz fervente e chuvosa de Alaíde e dos ótimos músicos que a acompanham – e dos belos poetas que adornaram com seus versos as lindas canções que, uma vez mais, me ponho a ouvir” – Hermínio Bello de Carvalho

É um privilégio ter a liberdade de escolher projetos como este. Fico feliz em, junto com Eduardo Santhana, poder dar vida a essas canções”, disse Alaíde Costa sobre o álbum Canções de Amores Paulistas – Alaíde Costa Canta Eduardo Santhana, que ela lançou em parceria com o músico, cantor e compositor Eduardo Santhana no recente 8 de dezembro, data do aniversário de 86 anos da intérprete. Sobre Alaíde, Santhana não escondeu a admiração e declarou emocionado que a considera uma das maiores vozes ouvidas hoje no país. “Você abre qualquer enciclopédia da música brasileira e vai achar o nome dela”, apontou. “E o mais importante, nesses anos todos, sempre cantando o que quer, sem fazer concessões”, emendou. “Isso para nós é um exemplo. Quando a gente mostrou as músicas e ela topou, tudo se encaixou”.

Um exemplar de Canções de Amores Paulistas – Alaíde Costa Canta Eduardo Santhana foi enviado à redação pelo jornalista Beto Priviero, da Tambores Comunicações/Assessoria de Comunicações, ao qual agradecemos e enviamos votos de boas realizações em 2022!

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1485 – Tuia (SP) protagoniza primeiro show de Versões de Vitrola acompanhado da banda, Zé Geraldo, Guarabyra, Kiko Zambianchi e Ricardo Vignini

#MPB #RockRural #ClubedaEsquina #CulturaPopular

Após o longo período de pandemia de Covid-19, o álbum Versões de Vitrola Volume 1, do músico, cantor e compositor Tuia, lançado pela produtora e gravadora Kuarup em 2019, ganhará o primeiro show de lançamento, na cidade de São Paulo. Acompanhado pelos músicos Matheus Reis (violão e voz), Bill Gaspar (baixo) e Ban Alves (teclados e voz), Tuia comandará uma amostra respeitável da música brasileira, desde as mais regionais até as mais populares no repertório que escolheu para o espetáculo Flor, que transcorrerá na casa Bourbon Street, a partir das 20h30 da quinta-feira, 9 de dezembro.

Tuia mesclará canções autorais e inéditas a versões ousadas de Espanhola (Sá, Guarabyra e Flávio Venturini); Chalana (Mario Zan, cuja versão na interpretação de Almir Sater é uma das mais consagradas); Senhorita (Zé Geraldo); Linda Juventude (14 Bis); e Começo Meio e Fim (Tavito), considerada um “estouro” na versão do grupo Roupa Nova. O pop de Kiko Zambianchi também embalará uma versão de Tudo é Possível, com direito à participação do autor. A apresentação promete o frescor de músicas próprias como Flores da Manhã, gravada com Guarabyra e Zeca Baleiro, além de Flor, que no álbum tem participação de Elba Ramalho e é uma das campeãs em pedidos em rádios do Brasil, ocupando o 5º lugar de execução na pesquisa da empresa Crowley.

O Bourbon Street fica na Rua dos Chanés, 127, em Moema, bairro da zona Sul de São Paulo. O ingresso custará R$65,00

Graziela Medori e Alexandre Vianna apresentam Nossas Esquinas

Graziela Medori e Alexandre Vianna (Foto: Luan Cardoso)

Também na Capital paulista, Graziela Medori e Alexandre Vianna protagonizarão sessão única na sexta, 10, a partir das 20 horas, para celebrarem o lançamento do disco que antecipará os 50 anos de existência do início da projeção do Clube da Esquina, cujos álbuns gravados por Milton Nascimento e Lô Borges na proa da famosa turma, em 1972 e em 1978, introduziram várias inovações e revolucionaram a música popular brasileira.

O trabalho de Graziela e Alexandre, reunido em Nossas Esquinas, saiu em 2020 pela produtora e gravadora Kuarup e agora será atração da Sala Guiomar Novaes do Teatro da Funarte. Trata-se do terceiro trabalho da carreira de ambos e reverencia duas das obras mais importantes do cancioneiro nacional e universal. Fora as três extras que eles destacaram para compor o repertório do show em Sampa, as 12 faixas originais (que incluem cinco mais conhecidas pelo público somadas às sete menos badalas) criaram um disco praticamente inédito para quem ainda não conhece a fundo a ousadia dos mineiros que ganharam o mundo a partir da confluência das ruas Paraisópolis e Divinópolis, situadas no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte (MG).

Disponível em todas as plataformas digitais, o álbum Nossas Esquinas está sendo executado com frequência em rádios de cidades do Brasil como Belo Horizonte, Porto Alegre e Santa Maria (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Brasília (DF), entre outras. Para ouvi-lo ao vivo na Funarte, que oferece 144 assentos à plateia, o endereço é Alameda Nothmann, 1.058, Santa Cecília, bairro da região central de São Paulo servido pela linha 3 Vermelha do Metro. O ingresso será vendido somente a dinheiro a partir de sessenta minutos antes do início do espetáculo por R$ 10,00 (meia) e R$20 (inteira)

Sobre a Kuarup

Especializada em música brasileira de alta qualidade, o seu acervo concentra a maior coleção de Villa-Lobos em catálogo no país, além dos principais e mais importantes trabalhos de choro, música nordestina, caipira e sertaneja, MPB, samba e música instrumental em geral, com artistas como Baden Powell, Renato Teixeira, Ney Matogrosso, Wagner Tiso, Rolando Boldrin, Paulo Moura, Raphael Rabello, Geraldo Azevedo, Vital Farias, Elomar, Pena Branca & Xavantinho e Arthur Moreira Lima, entre outros.

Kuarup Música, Rádio, Imprensa e TV

www.kuarup.com.br

Telefones: (11) 2389-8920 e (11) 99136-0577

Rodolfo Zanke rodolfo@kuarup.com.br

1475- Humberto Zigler (RS) celebra 30 anos de carreira com The Fisherman, primeiro álbum solo

#MPB #MúsicaInstrumental #ClubedaEsquina #Jazz #Maxixe #Maculelê #Samba #SecondLine #Ijexá #MardGras #ViolaCaipira #África #New Orleans #CulturaPopular

Disco lançado pela Kuarup é inspirado em pesquisas sobre canções da África e ramificações pelo mundo que se identificam com a música brasileira e New Orleans

O álbum The Fisherman, primeiro trabalho solo do baterista e percussionista gaúcho Humberto Zigler, chegou às plataformas digitais e também em formato físico como mais um lançamento da gravadora e produtora Kuarup; um exemplar foi enviado ao Solar do Barulho pelo querido amigo Rodolfo Zanke, ao qual agradecemos mais uma vez pelo apoio, estendendo a gratidão a toda sua equipe.

Leia mais sobre álbuns da Kuarup ou conteúdos relacionados à produtora e gravadora ao visitar os linques abaixo:

https://barulhodeagua.com/tag/rodolfo-zanke/

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1463 – Disco de Túlio Mourão que comemora 50 anos de carreira do pianista mineiro concilia experimentações e antagonismos

#MPB #MúsicaInstrumental #ClubedaEsquina #JazzMineiro #Piano #CulturaPopular #Divinópolis #BH #Beagá #BeloHorizonte

Lançado ao final de 2020 na sequência de um livro autobiográfico, o álbum de menos de 40 minutos conta com participações de Chico Amaral, Toninho Horta e Juarez Moreira

O ótimo Barraco Barroco, mais recente álbum instrumental do mineiro Túlio Mourão, está nas lojas e nas plataformas digitais há quase um ano. Foi lançado em 26 de novembro de 2020 como atração do Festival Tudo é Jazz, promovido em Ouro Preto (MG), pouco tempo depois da publicação, em dezembro de 2019, de Alma de Músico, livro no qual Mourão revelou como escritor a mesma maestria que tem como pianista ao transformar situações triviais em boas crônicas e imprimir a bastidores da MPB o valor de documento histórico. Barraco Barroco, de brevíssimas nove faixas, tem menos de 40 minutos! Eu o ouvi já “n vezes”, mais pela qualidade das músicas do que pela duração do disco, ensaiava publicar matéria a respeito desde a primeira vez que a agulha da vitrola as espalhou pela redação, mas vinha sendo atropelado pela demanda que, felizmente, tem chegado ao Barulho d’água Música de trabalhos tão excelentes quanto este no qual Mourão celebra cinco décadas de estrada brindando os ouvidos de amigos e fãs com composições que reúnem influências da música erudita ibérica, da música instrumental dos anos 1960 e do rock progressivo dos anos 1970, com participações de Juarez Moreira, Toninho Horta e Chico Amaral. Então, fim de papo, vamos ao texto!

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1457 – Antonio Adolfo(RJ) lança “Jobim Forever”, uma reverência à obra do nosso “maestro soberano”

#MPB #CulturaPopular #Piano

Álbum ocupa há quatro semanas o topo na parada da revista Jazz Week e traz no repertório The Girl From Ipanema, A Felicidade e Wave

Um exemplar do novo álbum de Antonio Adolfo foi enviado à redação do Barulho d’água Música pela Tambores Comunicações, dos amigos Beto Previero e Moisés Santana, aos quais agradecemos. O pianista, compositor e arranjador carioca Antonio Adolfo, com mais de cinco décadas de carreira, reconhecido internacionalmente como uma personalidade do jazz latino americano, lançou Jobim Forever (do selo AAM Music), no qual apresenta sua versão da obra de Tom Jobim (1927-1994) e privilegia composições da década dos anos 1960, um importante momento da música no Brasil, quando as inovações de Jobim ajudaram a tornar o Rio de Janeiro e todo o país o centro de uma cultura musical mundial impulsionada pelo surgimento da Bossa Nova. O álbum, que abriu mais uma audição matinal aqui no Solar do Barulho, em São Roque (SP), está disponível nas plataformas digitais e em https://antonioadolfomusic.com/, 

Leia mais sobre a Tambores Comunicações ou conteúdos a ela relacionados ao visitar os linques abaixo: 

Moisés Santana  Beto Priviero

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