1075 – Ceumar, Lui Coimbra e Paulo Freire lançam álbum em homenagem a Inezita Barroso no Ibirapuera (SP)

Trio forma o projeto Viola Perfumosa, trabalho que procura resgatar e reciclar a genialidade e a sofisticação das melodias e da poesia da música que se convencionou chamar “caipira”

Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do projeto Viola Perfumosa

O coletivo Viola Perfumosa, formado por Ceumar (MG), Lui Coimbra (RJ) e Paulo Freire (SP), três dos mais expressivos cantautores contemporâneos da música brasileira, estarão no palco do auditório Oscar Niemeyer do Ibirapuera, em São Paulo, no domingo, 24, para lançamento do primeiro álbum do trio. A casa de espetáculos que está entre os espaços culturais mais consagrados não apenas da Capital paulista deverá receber lotação máxima para a apresentação prevista para começar às 19 horas, pois os músicos prestarão tributo à rainha da música caipira, Inezita Barroso, lançando o primeiro álbum do grupo e recordando sucessos como Luar do Sertão; Tamba-TajáÍndia e Marvada Pinga, eternizados por ela e que ganharam releitura camerística unindo viola caipira e violoncelo, rabeca e alfaias e se mesclam a Villa-Lobos e a canções do repertório autoral do trio. O resultado é um show sutil, reverente e surpreendente como Inezita gostaria, com participações especiais de Guello (percussão) e Bruno Migliari (contrabaixo).

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959 – Expoentes paulistas da viola caipira se encontram no Casarão Cultural de Barão Geraldo (SP)

O Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo reservou quatro datas do comecinho do mês de junho para promover o I Casarão das Violas, apresentações que levarão ao local expoentes paulistas de variadas vertentes do instrumento de dez cordas. A primeira atração também será mais uma rodada do premiado projeto Dandô Circuito de Música Dércio Marques, que neste ano atravessa a quinta temporada. Em 8 de junho, o anfitrião João Arruda receberá Rodrigo Zanc, cantador de Araraquara residente na vizinha São Carlos. No dia seguinte, 9, o contador de causos radicado em Campinas Paulo Freire levará ao público o show O Violeiro descoberto. Para o sábado, 10, está escalado o grupo sul-mineiro Vento Viola que, na bagagem, trará para lançamento o segundo álbum da trajetória, Em Nome do Vento. Nestes três dias, as apresentações começarão às 20 horas. Já no domingo, 11, o grupo Catira de São Gonçalo abrirá os trabalhos às 18 horas. Uma hora depois, Levi Ramiro e Jackson Ricarte, de Pirajuí e São José dos Campos, vão se revezar ao microfone para encerramento do projeto.

O Centro Cultural Casarão está localizado na rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, sem número, na altura do KM 15 da Estrada da Rhodia (sentido Paulínia). Não há cobrança de entrada e a colaboração para o “chapéu” que ajuda a manter as atividades do Casarão, passado sempre ao final dos espetáculos, é espontânea.

Sobre as atrações

Rodrigo Zanc além de tocar gosta de pesquisar a viola brasileira e suas influências, há mais de 20 anos vem lutando incansavelmente e sem concessões pela manutenção e propagação da cultura ligada ao instrumento. Em nome desta bandeira, já participou de vários festivais, dentre eles o Viola de Todos os Cantos, da EPTV – Rede Globo, e chegou às finais de 2005 e de 2007. Em 2006, lançou Pendenga, o primeiro CD. Em 2010, foi à Europa divulgar seu trabalho. Em 2013, produziu Fruto da Lida, selecionado para o 26º Prêmio da Música Brasileira. Pelo segundo ano no Dandô, Rodrigo Zanc também está à frente do projeto Viola para Dominguinhos (que retomará no segundo semestre) e integra o projeto 4 Cantos,  que ele e Cláudio Lacerda (Botucatu/SP) mantém desde 2011 juntamente com Luiz Salgado (Patos de Minas/Araguari-MG) e Wilson Teixeira (Avaré/SP).

O cantor, compositor e multi-instrumentista João Arruda, natural de Campinas (SP), possui destacado talento para tocar violas e instrumentos de percussão. Declara-se trovador apaixonado pela cultura e tradições populares e vem ganhando elogios como artista comprometido com a valorização e a criação de temas e canções da cultura popular brasileira e da América Latina. Além de músico, é produtor fonográfico. Sua obra pode ser encontrada em mais de 15 álbuns nos quais aparece como artista, convidado ou produtor. É constantemente requisitados para festivais, programas de rádio e emissoras de televisão e assina diversas trilhas sonoras para espetáculos, documentários e filmes. A trajetória musical inclui turnês por Brasil e exterior; com o grupo de Pífanos Flautins Matuá integrou o projeto Samarro’s Brazil realizando concertos na França e na Itália; já percorreu Argentina, Bélgica, Inglaterra e o País Basco com seu concerto Entre Violas e Couros. É idealizador e curador do projeto musical Arreuní, que promove encontros com diversos artistas brasileiros e convidados estrangeiros. Em 2007 lançou Celebrasonhos. Seu mais recente disco solo é Venta Moinho (2013), mas já está preparando o terceiro “filho”, Entre Violas e Couros, apenas com canções autorais gravadas ao vivo.

Paulo Freire é de São Paulo, mas fixou-se em Campinas. A surpreendente e inesgotável capacidade de contar causos, bem como o modo peculiar de tocar viola (este blogue já testemunhou ocasiões em que, inclusive, colocou-a com o tampo inferior voltado para o público, tocando as cordas, portanto, com os dedos invertidos, ou de costas) são resultantes de sua incursão ao sertão de Urucuia, região situada no noroeste de Minas Gerais, onde teve contato com valores da tradição rural e bebeu nas fontes onde Guimarães Rosa ambientou o consagrado romance Grande Sertão: Veredas. Além de músico com viagens a vários centros da Europa carimbadas no passaporte, é escritor e entre outros já dividiu trabalhos com Arnaldo Antunes, Mônica Salmaso, Luiz Tatit, Isa Taube, Cida Moreira e Ivan Vilela.

O  grupo sul-mineiro de Itajubá Vento Viola, reúne Clayton Roma César DameireLúcio Lorena e Aidê Fernandes. Em nome do Vento chegou em dezembro de 2016 e sucede Viola de Todos os Cantos (2000), que conta com a participação do violeiro Levi Ramiro e é considerado entre os amantes da música regional e caipira uma verdadeira relíquia por não dispor mais de cópias. Em Nome do Vento reúne 13 faixas e conta com as participações em três delas de Ronaldo Chaplin (Cheiro de Minas), João Lúcio (Amo Minas) e Adriano Rosa (Pinho e Violeiro).”

Nascido do encontro de violeiros, catireiros e foliões de reis durante encontro casual no Centro de Cultura Caipira e Arte Popular de Campinas, o grupo Catira de São Gonçalo completou o primeiro aniversário em 21 de maio.

Levi Ramiro brotou em Uru, situada na mesorregião de Bauru, e atualmente reside e em Pirajuí. Neste recanto, quando não está percorrendo a estrada ou pescando (hábito que por anos manteve em companhia do inseparável cão Pitoco, que recentemente partiu antes do combinado) também desempenha o ofício de luthier. Violeiros como Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG) e João Arruda (Campinas/SP) tocam instrumentos feitos por Levi Ramiro, mas ele começou a carreira, inicialmente, dedicando-se ao violão popular. Somente na década dos anos 1990 quedou-se pela viola caipira. Passou, então, a absorver e a trazer em suas dez cordas todo o universo cultural que forma suas raízes. Com base em valores da cultura caipira e misturando elementos que formam a música brasileira, Levi Ramiro compõe poeticamente a simplicidade da vida interiorana e já gravou nove álbuns, o mais recente intitulado Purunga.

Jackson Ricarte ainda tinha 7 anos quando junto com a família deixou a cidade de Senador Pompeu (CE) para fixar moradia em São Paulo. Antes de fazer as malas, já ouvia Luiz Gonzaga e o xará Jackson do Pandeiro, ídolos cuja paixão passou a dividir com  Tião Carreiro e Almir Sater, dentre tantos outros compositores e cantores, vivendo na nova cidade. O pai percebeu a inclinação do garoto e quando o filho completou 11 anos o presenteou com um violão. Começava, então, o ciclo artístico que em poucas semanas o levaria a tocar o clássico Boiadeiro Errante (Teddy Vieira) sua música do panteão caipira predileta. Aos 12 anos, animava bares, praças e gradativamente ganhava o público com seu carisma e talento. Desde muito cedo, portanto, Ricarte assumiu que seria baluarte da música regionalista brasileira e, aos 18, passou a se dedicar ao estudo da viola caipira, simultaneamente abraçando a carreira profissional de músico. Apaixonado pelo instrumento de dez cordas, aprimorou a técnica na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim, com os professores Rui Torneze e João Paulo Amaral. Neste período, Jackson Ricarte participou como solista da Orquestra Paulistana de Viola Caipira e residiu por um tempo na sede da Orquestra, o Instituto São Gonçalo, onde teve contato com rico acervo musical e dedicou-se a pesquisas que o levaram a conhecer entre novas influências Dércio Marques, Rubinho do Vale, João Bá, Katya Teixeira, Dani Lasalvia, Fernando Guimarães, Paulinho Pedra Azul, Cicero Gonçalves, Amauri Falabella, Chico Lobo, Pereira da Viola, Levi Ramiro, Socorro Lira, Elomar, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo dentre tantos outros menestréis da música regional. Neste ano lançou o primeiro álbum, Estrada Afora

Sobre o Circuito Dandô

Ao idealizar o Dandô Circuito de Música Dércio Marquesa cantora, compositora e pesquisadora paulistana de cultura popular Katya Teixeira pretendia fomentar a circulação de música de qualidade inquestionável por todo o Brasil, reunindo artistas de várias regiões, e, assim, além de criar intercâmbios, gerar novas plateias. Quem já se apresentou possui trabalhos reconhecidos e merece melhor projeção no panorama nacional, o que proporcionaria às pessoas acesso a outras linguagens e propostas produzidas fora da “grande mídia”.  Um artista sai de cada cidade e passa por todos os pontos do circuito, girando a roda de forma contínua. Cada edição conta sempre com uma atração do local recebendo e abrindo o espetáculo para o convidado, em shows de aproximadamente noventa minutos. Ao final, um bate-papo entre artistas e plateia fecha a apresentação.

O público de várias cidades de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, de Goiás, de Pernambuco e do Distrito Federal já prestigiou shows da caravana, que neste ano chegará a Portugal, Argentina, Chile e Uruguai.

O objetivo de Katya Teixeira é, ainda, tornar popular o nome de Dércio Marques e seu inestimável legado não apenas para a música, mas para toda a cultura brasileira. Mineiro de Uberaba, Dércio Marques morreu em julho de 2012, em Salvador (BA), deixando como maior legado uma grande escola que transcende a composição musical e poética e propõe, ainda, uma postura mais íntegra e solidária de viver, voltada tanto para a preservação da natureza, quanto para o aprimoramento espiritual de cada indivíduo, sem deixar de lado o engajamento político e social. 

O Dandô recebeu em dezembro de 2014 o Prêmio Brasil Criativo na categoria Artes de Espetáculo/Música, no Auditório Ibirapuera (SP). Promovido pelo Ministério da Cultura, pelo Projeto Hub e pela 3M, o Brasil Criativo contemplou 22 projetos  perante um público de mais de 800 pessoas. 

947 – Lulinha Alencar e Mestrinho tocam e lançam álbum para Dominguinhos em Sampa

A unidade Pompeia do Sesc da cidade de São Paulo receberá no sábado, 6 de maio, Lulinha Alencar e Mestrinho para lançamento do álbum que ambos gravaram em homenagem a Dominguinhos. ToCantE  reúne em dez faixas criações tanto do cantor e compositor pernambucano que morreu em 2013, como dos próprios Alencar e Mestrinho nas quais estes reverenciam outros mestres que os influenciaram: Chiquinho do Acordeon, Jackson do Pandeiro e Pixinguinha. Richard Galliano, renomado sanfoneiro francês, também subirá ao palco como convidado especial da apresentação, prevista para começar às 21 horas.

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899 – Imagens do Brasil Profundo recebe em Sampa juiz-forano Mario Gil para novo bate papo musical

O cantor, arranjador e compositor Mario Gil, mineiro de Juiz de Fora radicado em São Paulo, estará no palco do auditório da Biblioteca Mário de Andrade na quarta-feira, 27 de julho, para participar do bate papo musical Contos do Mar e da Montanha com Jair Marcatti, curador do Imagens do Brasil Profundo. O projeto oferecido quinzenalmente às quartas-feiras, sempre com entrada franca, já está em sua terceira temporada. Marcatti recebe convidados com os quais esmiúça a cada nova rodada aspectos das diversas culturas regionais do Brasil, desvendando-os em shows, bate-papos, debates, palestras e, ainda, atividades dirigidas ao público infantil. O público já teve a oportunidade de prestigiar em 2016 artistas como Consuelo de Paula, Paulo Freire, Thadeu Romano, Jean e Joana Garfunkel, Pascoal da Conceição, Ugo Giorgetti, Lúcia Helena Gama, e Zé Paulo Medeiros.

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813 – Violeiros Levi Ramiro e Paulo Freire, de volta a São Paulo, tocam e ca(o)ntam no Sesc Belenzinho

Depois de percorrem mais de 130 cidades brasileiras durante a segunda metade de 2015 como uma das atrações do projeto Sonora Brasil, os violeiros e compositores paulistas Levi Ramiro e Paulo Freire voltarão a se encontrar neste domingo, 21, no palco da unidade Belenzinho do Sesc paulistano, agora como protagonistas do projeto Música de Raiz. A partir das 18 horas, os amigos que tiram São Gonçalo do sério e provocam inveja no chavelhudo, ambos nascidos em 1º de abril , apresentarão um panorama dos diversos desdobramentos da música regional brindando o público com modas e temas caipiras derivadas das pesquisas de ambos, com ênfase em composições próprias, mas também releituras de sucessos de duplas do Sudeste. Como normalmente o bom humor destes autênticos compadres tempera os espetáculos que promovem, o público poderá esperar, ainda, pela contação de causos dos mais pitorescos.

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811 – Déa Trancoso (MG) traz a São Paulo “A minha canção vem pela nuca”, espetáculo “divisor de águas” e que marca seu “ponto zero”

A cantora e compositora Déa Trancoso (Almenara/MG) estará novamente em São Paulo, na sexta-feira, 19, trazendo aos aos amigos e fãs A minha canção vem pela nuca, que ela classifica como um ” um pequeno recorte” de Líricas Breves para a Construção de uma Alma,  primeiro livro que assinará, ainda inédito, e no qual aborda os temas vida, alma e morte. O espetáculo marcado para começar às 21 horas é feito de pequenos relatos poéticos que viraram canções e serão apresentadas em recital todo à capella — a exceção de duas nas quais Déa Trancoso utilizara rabequinhas que produziu artesanalmente, junto com seu mestre Carlinhos Ferreira. A minha canção vem pela nuca é uma realização da Jequitibá Cultural, com produção de Pamela Gopi e cuidados cenográficos confiados à Folias Têxtil.

 

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781-Caixa Cultural promove “A Dama e o Maestro”, quatro concertos de voz e piano em celebração aos 462 anos de Sampa

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André Mehmari e Mônica Salmaso serão atração do projeto em 21 de janeiro (Fotos: Glauker Bernardes)

A Caixa Cultural de São Paulo promoverá entre 21 e 24 de janeiro concertos durante os quais uma consagrada cantora subirá ao palco acompanhada por um às do piano. As rodadas do projeto A Dama e o Maestro estão programadas para começar às 19h15, sem cobrança de ingresso. Todas as apresentações transcorrerão na Praça da Sé, 111,  e integram atividades comemorativas aos 462 anos de fundação da capital paulista, em 25 de janeiro. “Dama e o Maestro foi concebido com o intuito de proporcionar ao público refinados encontros entre mestres pianistas brasileiros e grandes intérpretes, musas inspiradoras para os elaborados arranjos criados especialmente para os espetáculos que celebrarão o que há de mais sofisticado na música popular brasileira”, declarou Vander Lopes, coordenador geral.

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759 – Após 38 atrações, entre as quais o Conversa Ribeira, projeto Imagens do Brasil Profundo (SP) entra em recesso

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O Conversa Ribeira, trio formado  desde 2002 por Andrea dos Guimarães (voz), Daniel Muller (piano e acordeom) e João Paulo Amaral (voz e viola caipira) foi atração de encerramento da segunda temporada do Projeto Imagens do Brasil Profundo e se apresentou na quarta-feira, 9, no palco do auditório Rubens Borba de Moraes da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Iniciativa do professor de Sociologia Jair Marcatti, o projeto Imagens do Brasil Profundo estará de volta em 13 abril, e as rodadas em 2016 ocorrerão sempre às quartas-feiras, às 20 horas, com entrada franca.

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719 – MinC confere a Rolando Boldrin grau de Comendador da Ordem do Mérito Cultural

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A presidenta Dilma Rousseff homenageou na segunda-feira, 9 de novembro, em Brasília (DF), artistas brasileiros agraciados com a Ordem do Mérito Cultural de 2015, concedida pelo Ministério da Cultura (MinC) nos graus Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro a personalidades, grupos ou instituições como reconhecimento por suas contribuições ao país. Com direito a show com Caetano Veloso, que entre outros dos seus sucessos cantou Alegria, Alegria, a edição deste ano teve como maior homenageado o poeta paulista Augusto de Campos – criador, ao lado do irmão, Haroldo de Campos, e de Décio Pignatari, do movimento nacional de poesia concreta, na década de 1950. Entre os laureados vinculados à musica estiveram Daniela Mercury e as Ceguinhas de Campina Grande (Grã-Cruz), Arnaldo Antunes e Rolando Boldrin (Comendador), além de Humberto Teixeira, cearense reconhecido Cavaleiro póstumo por entre outras obras ser o coautor de clássicos em parceria com o Rei do Baião, Luiz Gonzaga (PE).

Rolando Boldrin dispensa qualquer tipo de apresentação. Cantor, compositor, ator de cinema, de teatro, de televisão e escritor, tornou-se o querido Sr. Brasil, deferência pela qual seus fãs e amigos passaram a tratá-lo e que faz referência ao programa que já está há 35 anos no ar, dos quais a década mais recente com gravações no teatro do Sesc Pompeia, em São Paulo, acolhidas pela TV Cultura.

Em 20 de julho, Boldrin pode sentir todo o carinho que merece do público nacional — que alcançou por ser um defensor e promotor dos valores tradicionais da cultura popular — durante o programa especial que a emissora da Fundação Padre Anchieta gravou na Sala São Paulo, com a presença de expoentes como Vital Farias, Saulo Laranjeira, Arismar do Espírito Santo, Jane Duboc, Casuariana, Quinteto Violado e os membros do grupo Pau-Brasil, entre os quais Mônica Salmaso, Léa Freire, Paulo Bellinati, Teco Cardoso e Nélson Ayres. Em 25 de setembro, um pouco menos  de um mês antes de completar 78 anos, Rolando Boldrin recebeu o título de Cidadão Guairense, conferido pela Câmara Municipal de Guaíra, cidade do Interior paulista no qual iniciou a carreira aos doze anos e que integra a região da terra natal, São Joaquim da Barra.

Da lavoura ao cinema, hoje esquecidas

As irmãs Indaiá, Maroca e Poroca são as Ceguinhas de Campina Grande, alusão à cidade paraibana em cujas ruas Francisca Conceição Barbosa (Indaiá), Maria das Neves Barbosa (Maroca) e Regina Barbosa (Poroca) começaram a cantar, antes dos sete anos. O reconhecimento do trio veio em 1999, ano do lançamento do documentário A pessoa é para o que nasce, que conta a vida delas, mas as três vêm se queixando de terem sido esquecidas após o sucesso do filme, conforme relataram em programa da qual foram destaque, levado ao ar pela TV Record, em rede nacional, no dia 4 de outubro, e gravado na residência de uma amiga onde há um ano vivem de favor após perderem tudo que ganharam na carreira por má administração dos gestores dos seus bens.

 As Ceguinhas de Campina Grande já se apresentaram com Gilberto Gil e os Paralamas do Sucesso. Cegas de nascença, as três trabalharam na lavoura desde crianças.  E chegaram a ser alugadas como mão de obra temporária pelo próprio pai, que era alcoólatra. O pai morreu quando Indaiá tinha sete anos e elas passaram a se apresentar nas ruas de Campina Grande, cantando emboladas e tocando ganzá. Com as doações que recebiam, sustentavam 14 parentes.

O repertório do trio, aos poucos, passou a incluir cantigas, cocos e outros ritmos do cancioneiro nordestino que as irmãs reprocessaram com acréscimo de improvisos. Em 1997, foram levadas pelo cineasta Roberto Berliner para uma participação no programa Som da Rua, da TVE. Em seguida, Berliner utilizou as gravações feitas para o programa e montou o documentário de curta-metragem A pessoa é para o que nasce.

O sucesso do curta levou a um convite para participar do festival de percussão Percpan de 2000, em Salvador (BA). O grupo recebeu elogios de Naná Vasconcelos e de Otto, além de ser homenageado numa composição de Gilberto Gil. Em 2004, Berliner lançou a versão em longa-metragem do seu documentário. No mesmo ano as três irmãs receberam pela primeira vez a Ordem do Mérito Cultural.

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O amigo do Rei

Humberto Teixeira, nascido em Iguatu (CE) em 1915, é um dos mais representativos e produtivos compositores da música popular brasileira. Músico e poeta, criou com Luiz Gonzaga clássicos como Asa Branca. Teixeira exerceu mandato de deputado federal e criou lei que leva seu nome para divulgar a arte e a cultura brasileira pelo mundo por meio das Caravanas de Música Popular Brasileira. Conhecido como “O Doutor do Baião” e como “O Grande Poeta da Seca”, faleceu em 3 de outubro de 1979, no Rio de Janeiro.

 

680 – Colabore com o projeto de Déa Trancoso (MG) para lançamento de Líricas Breves para a Construção de uma Alma

vinde a mim, ó flor da noite!
reluza flor da noite. exale a fragrância inodora. cesse os sentidos e transcenda a alma em silêncio absoluto. reluza ó flor da noite. entoe o canto que nenhum ouvido ouve. transforme as dez mil reuniões em silêncio oco, em cabeça oca, em oco desconhecido. reluza flor da noite. reluza e lave os meus olhos no rastro potente de tua luz. reluza minha escuridão! refaça-me em luz e flor, ó flor da noite. vinde a mim. atraia-me. reintegre-me. seja eu. Déa Trancoso

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Foto: Lori Figueiró

Está em andamento campanha de financiamento coletivo para arrecadação de contribuições de amigos e admiradores ao projeto Líricas Breves para a Construção de uma Alma, estreia editorial da cantora Déa Trancoso (Almenara/MG) por meio da qual a autora aborda caminhos e descaminhos, sonhos e realidades, buscas incessantes e mergulhos profundos em si mesma discorrendo sobre temas que ainda são tabus sociais e pessoais (como a morte, por exemplo), os quais marcam a trajetória de um ser humano que pretende construir uma alma enquanto está encarnado. As colaborações à obra dão direito a recompensas, estão sendo recolhidas pela Agência de Comunicação e Produtora Cultural Variável 5 (V5) e partem de R$ 10,00.

(Uma sugestão apresentada por um amigo de Déa Trancoso é comprar o livro de presente antecipado de Natal para repassá-lo para quem se quer bem: a recompensa que dará direito ao exemplar, autografado, é de 50,00, valor que já inclui a despesa com frete, para todo o Brasil, além de uma carta de agradecimento, escrita à mão).

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