Barulho d'Água Música

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924 – Instituto Juca de Cultura recebe Déo Lopes, baluarte da música regional do Vale do Paraíba

O cantor e compositor Déo Lopes está comemorando 30 anos de carreira e mostrará parte de sua obra como convidado do Instituto Juca de Cultura no domingo, 2 de abril, a partir das 17 horas. O músico, natural da paulista Santo Antonio da Alegria, hoje residente no Vale do Paraíba, começou a trilhar a estrada profissional em 1980 promovendo apresentações em espaços concorridos como os palcos do Lira Paulistana, Fulô da Laranjeira, Tuquinha, Centro Cultural Vergueiro, Sesc Pompeia, em São Paulo, e Vila dos Artistas, em Osasco. Públicos dos estados de Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Bahia, e Goiás, entre outros, também o prestigiaram neste período que configura seu jubileu de pérola; sem jamais renegar os próprios valores, nestas três décadas Déo Lopes compôs exprimindo anseios, amores, e crenças, além de respeito à ecologia e ao meio ambiente.

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835 – Amelinha canta na Vila Formosa e na Mooca (SP) acompanhada por Cláudio Lacerda

A cantora Amelinha (Fortaleza/CE) estará em São Paulo nos dias 25 e 27 de março para protagonizar ao lado de Cláudio Lacerda Pra Seguir um Violeiro, projeto que une artistas que comungam o amor pela música brasileira ligada às suas raízes. Com classificação estaria livre e entradas francas, as apresentações estão marcadas para o Teatro Zanoni Ferrite (Avenida Renata, 163, Vila Formosa) e Teatro Municipal Arthur Azevedo (Avenida Paes de Barros, 955, Mooca), respectivamente as 19 e às 20 horas.

Amelinha é considerada pelo público brasileiro uma das mais queridas cantoras do país já há 40 anos. Neste período construiu uma carreira das mais premiadas e tornou-se uma das prediletas do poeta e compositor Vinícius de Moraes, que além dela sempre convidada para acompanhá-lo também Clara Nunes, Maria Bethânia e Maria Creuza. Pelo menos duas gerações, portanto, já ouvem e cantam de cor sucessos que a consagraram tais quais Frevo Mulher e Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor (ambas do ex-marido Zé Ramalho, a segunda em parceria com Otacílio Batista), além de Foi Deus Que Fez Você (Luiz Ramalho). Esta, por sinal, caso tivesse válido a escolha de boa parte das calculadas 30 mil pessoas presentes ao Maracanãzinho (RJ) em  23 de agosto de 1980, teria sido eleita e não apenas aclamada a vencedora do Festival da Nova Música Popular Brasileira.

Os jurados, entretanto, escolheram naquela noite de sábado Agonia, de Mongol, interpretada por Oswaldo Montenegro, deixando Foi Deus Quem Fez Você em segundo lugar. A repercussão da vice-campeã, gravada em seguida em compacto homônimo e depois reapresentada em Porta Secreta, contudo, renderam a Amelinha Disco Quádruplo de Platina para coroar o feito de mais de 1 milhão de cópias vendidas. Em 1979, Frevo Mulher já tinha permitido a Amelinha levar para a estante o Disco de Ouro que começara a impulsionar a carreira cujo primeiro álbum, Flor da Paisagem, saíra em 1976, sem muito impacto, ainda na esteira de sua excursão pelo Uruguai acompanhando, em 1975, Toquinho e Vinícius de Moraes.

Em 1982, com Mulher Nova Bonita… destacada pela Rede Globo para marcar a abertura da minissérie Lampião e Maria Bonita, Amelinha emplacou o segundo Disco de Ouro. O prestígio crescia e se fortaleceu nos dois anos consecutivos quando saíram o álbum Romance da Lua Lua (1983) e Água e Luz (Tavito / Ricardo Magno) registrada em compacto simples passou a ser das mais pedidas pelos ouvintes em emissoras de rádio por todo o país.

Além de composições de Zé Ramalho, canções em parceria com Fagner, Djavan, Gonzaguinha, Elomar, Geraldo Azevedo e Moraes Moreira passaram a enriquecer a obra de Amelinha até 1994, quando Só Forró, já o décimo disco, a reaproximou da música essencialmente nordestina. Para o repertório do projeto foram selecionadas composições de Luiz Gonzaga e José Fernandes; Gereba e Tuzé de Abreu; Robertinho do Recife e Capinam; Hervé Clodovil; Maciel Melo; João do Vale, Ernesto Pires e Silveira Júnior; Rita de Cássia; Walter Queiróz; e Sérgio Sá, por exemplo, promovidas em releituras de clássicos como Olha pro Céu, Pisa na Fulô, Gemedeira, A Vida do Viajante e Xote pra Lua.

Para suceder Cobra de Chifre (1996), Amelinha (1998) e Vento, Forró e Folia (2002), em 2011 saiu Janelas do Brasil, com temas inéditos e algumas releituras que ela própria já cantara. O projeto, inicialmente, chegou às lojas m formato de álbum, acústico, que Amelinha gravou apenas com o violonista Dino Baroni. Em maio de 2012, entretanto, agora ao lado de Baroni e Emiliano Castro, ganhou uma versão em DVD, ao vivo. As 18 faixas contam com participações de Fagner, Zeca Baleiro e Toquinho e incluem uma irretocável lista de sucessos tais quais Galos, Noites e Quintais (Belchior); Depende e Asa Partida (Fagner/Abel Silva); Sol de Primavera (Beto Guedes/Ronaldo Bastos), Ai quem me dera (que o padrinho Poetinha compôs na casa dela, e que Clara Nunes também gravou), Valsinha (Chico Buarque); Ponta Do Seixas (Cátia de França); O Silêncio (Zeca Baleiro); Légua Tirana (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira); Terral (Ednardo); Água e Luz (Tavito/Ricardo Magno); Felicidade (Chico César/Marcelo Jeneci), Quando Fugias De Mim (Alceu Valença Emannoel Cavalcanti) e, claro, Frevo MulherFoi Deus Quem fez Você; e Mulher Nova….

“Esses 40 anos de chegaram de repente e, olhando para a minha carreira, percebo que valeu a pena, porque tive um olhar que foi muito além do mercadológico, utópico e idealista”, disse Amelinha, que de batismo é Amélia Cláudia Garcia Colares. Nascida em família musical, aos 12 anos ela já formava trio vocal com a irmã Silvia e uma amiga para apresentações em escolas.

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Cláudio Lacerda é paulistano filho de mineiros. Estreou em 2003 ao lançar Alma Lavada e dois anos depois já obtinha como consagração o I Prêmio Rozini Nacional de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo IBVC (Instituto Brasileiro de Viola Caipira) como melhor intérprete, feito repetido nas edições 2010 e 2013. Já dividiu palco e faixas de seus discos com Dominguinhos e Renato Teixeira e deu sequência à discografia gravando Alma Caipira (2007), Cantador (2010) e o novíssimo Trilha Boiadeira (2015),  este com canções sobre a atividade de boiadeiro, em parceria e com participações de Adriano Rosa e vários ícones da música de raiz como Neymar Dias, Zé Paulo Medeiros, Teddy Vieira, Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões, para marcar os 10 anos do canal Terra Viva.

Trilha Boiadeira será lançado em 15 de abril, no Sesc Pompeia (SP), com as participações de Neymar Dias, Igor Pimenta, Kabé Pinheiro e Thadeu Romano. Além de projetos próprios, Cláudio Lacerda é um dos protagonistas do projeto cultural 4 Cantos com Luiz Salgado (Araguari/MG), Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) e Wilson Teixeira (São Paulo/SP).

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Serviço:

Pra Seguir um Violeiro, com Amelinha e Cláudio Lacerda

25/03, 19h – Teatro Zanoni Ferrite 
Avenida Renata, 163, Vila Formosa

27/03, 20h
Teatro Municipal Arthur Azevedo 
Avenida Paes de Barros, 955, Mooca

Entrada franca em ambas as datas


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Guilherme Ribeiro lança Tempo, quarto disco autoral, no Museu da Casa Brasileira (SP)

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Natural de Santos (SP), Guilherme Ribeiro também toca acordeon e teclado, leciona música e já se apresentou em festivais e casas da Holanda, da França, da Bélgica, do Canadá e dos Estados Unidos; em 2010 lançou Calmaria, seu primeiro disco (Foto: Marcelino Lima)

 

O pianista e acordeonista Guilherme Ribeiro (Santos/SP) apresentou no domingo, 10 de maio,  pela primeira vez em público, músicas do quarto disco de sua carreira, intitulado Tempo, durante show promovido no Museu da Casa Brasileira, situado em São Paulo (SP). Guilherme Ribeiro tocou emoldurado por uma prazerosa chuva de outono no dia dedicado às mães, acompanhado por músicos de um time de primeira formado por Daniel de Paula (bateria), Sidiel Vieira (baixo), Rodrigo Ursaia (saxofone) e Vinícius Gomes (guitarra). Ele também recebeu no palco a cantora e fotógrafa Dani Gurgel, produtora de Tempo, que cantou Vento de Outrora, dela, e Verso em nó, parceria dela e Ribeiro. 

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Ricardo Vignini e Zé Helder voltam a Osasco e anunciam “Moda de Rock 2”

Na noite de ontem, 26 de junho, o Barulho d’Água acompanhou a segunda apresentação dos músicos e professores de viola caipira Ricardo Vignini e Zé Helder, que voltaram ao Deck da Cafeteria, espaço para pequenas apresentações do SESC Osasco, mais uma vez para mostrar ao público as músicas do “Moda de Rock-Viola Extrema”. Para quem ainda não conhece este trabalho, uma breve descrição: a dupla toca sucessos de bandas e de expoentes do rock mundial, adaptadas para as dez cordas do instrumento que talvez melhor represente o Brasil, embora a viola tenha raízes ibéricas.

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O repertório do álbum, gravado em 2011, é de tirar o chapéu. Rola Led Zeppelin (Kashmir), Pink Floyd (In the Flash), Iron Maiden (Aces High), Mettallica (Master of Pupets), Sepultura (Kaiowas), Jethro Tull (Aqualung), Norwegian Wood (The Beatles), e Jimi Hendrix (May this be love) entre outros. Além destes clássicos, Ricardo Vignini e Zé Helder ainda brindam a plateia com Ramones, The Rolling Stones, Matuto Moderno e até a Quinta Sinfonia de Ludwig van Beethoven e pagodes de Tião Carreiro, Índio Cachoeira e Gedeão da Viola. No retorno ao SESC após três semanas para mais uma edição do projeto “Caldos com Sons Brasileiros”, eles informaram que o segundo volume de “Moda de Rock – Viola Extrema” já é projeto jurado e sacramentado e chegará em breve, com direito, inclusive, a faixas como “Why Worry”, do famoso álbum “Brothers in Arms”, do Dire Straits, quase uma cantiga de ninar que Sir Mark Knopfler toca utilizando um violão metálico National.

O primeiro “Moda de Rock-Viola Extrema”, possui ainda uma versão em DVD e outra gravada ao vivo no Teatro do SESC Pinheiros, em junho de 2011. Naquela ocasião, Vignini e Zé Helder contaram no palco com uma participação ilustre, o guitarrista Pepeu Gomes. O bom soteropolitano que encanta várias gerações mostrou toda sua arte e manhas em “Bilhete para Didi” (Jorginho Gomes), “May this be love”, do Hendrix, e ainda “Preta Pretinha”, de Moraes Moreira e Luiz Galvão. MK_guitars_nationalreissue

As apresentações de Ricardo Vignini e Zé Helder, que integram ainda a banda Matuto Moderno, merecem adjetivos maiores que a reducionista expressão “show”. Classificá-los como concertos a quatro mãos, talvez, faça mais jus ao que os caras tiram e como tiram das violas, explorando todas as possibilidades melódicas dos cinco pares de arames metodicamente afinados e bem entrosados. Neste sentido, são produções que merecem ser curtidas em total estado de concentração, pois são capazes, inclusive, de nos fazer transcender o ordinário. Sobre esta observação, por sinal, cabe nestas mal traçadas linhas um puxão de orelhas na direção do SESC de Osasco, que na noite de ontem por um triz quase melou o clima de contemplação programando simultaneamente ao “Caldos com Sabor Brasileiro” mais uma sessão do “Cine Chaparral”. Os diálogos da crônica “Boleiros”, uma joia de película do Ugo Georgetti que estava sendo exibido ao ar livre, a poucos metros do Deck da Cafeteria, em vários momentos sobrepuseram-se às violas, cortando a onda e atrapalhando a relação. O pior é que não é a primeira vez que isto ocorre…

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Beethoven e Dire Straits, do sir Mark Knopfler (acima, à esq.), vão pintar no Moda de Rock 2, de Vignini (dir.) e Zé Helder (Fotos da dupla: Marcelino Lima)

Foto de Marcelino Lima

Ricardo Vignini e Zé Helder entre admiradores do “Moda de Rock”: com ambos as novas gerações aprendem a tocar rock na viola caipira, mas primeiro conhecem os pagodes de Tião Carreiro, Índio Cachoeira e Gedeão da Viola