1465 – Catedral da Sé retoma série acústica Concertos Cripta, gratuitos, no coração de Sampa

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Apresentações de peças clássicas estavam interrompidas devido à pandemia de Covid-19 e marcam o centenário de inauguração das 32 câmaras mortuárias que abrigam Dom Paulo Arns, Regente Feijó e o Índio Tibiriçá, entre outros personagens paulistanos

O projeto Concertos Cripta da Catedral da Sé, situada no marco zero da cidade de São Paulo e que estava interrompido por conta da pandemia de Covid-19, foi retomado em outubro e até o final de novembro oferecerá concertos acústicos gratuitos, previstos para começar às 16 horas, sempre aos sábados. Com lotação máxima de 50% da capacidade do ambiente, a distribuição do ingresso começa  por volta das 15 horas por ordem de chegada até que se preencham os 35 assentos liberados. Pelo linque https://concertoscripta.com.br/ é possível tanto fazer a reserva da entrada, quanto assistir às apresentações de forma virtual. Para o público que for prestigiar as atrações na Catedral, será exigido o uso de máscaras, entre outras medidas de proteção sanitárias.

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1447 – Tramas Culturais da Casa Museu Ema Klabin aborda a obra de Heraldo do Monte (PE)*

#MPB #CulturaPopular #Jazz #Baião #Forró #LiteraturaMusical #Recife #PE #CasaMuseuEmaKlabin

*Com Cristina Aguilera, Mídia Brazil Comunicação Integrada

A Casa Museu Ema Klabin, situada em São Paulo, promoverá nesta quinta-feira, 30 de setembro, das 17h às 18h30, a série Tramas Culturais com o tema Música fora dos cânones: Heraldo do Monte. O encontro proporá refletir a trajetória e a obra do musicista pernambucano, reconhecido por sua valiosa contribuição à música instrumental e será ministrado pelos músicos e pesquisadores  Ivan Vilela e Budi Garcia, com transmissão pela plataforma Zoom. A inscrição é gratuita e está aberta em https://emaklabin.org.br/tramasculturais/musica-fora-dos-canones-heraldo-do-monte.

Natural de Recife, Heraldo do Monte é considerado um dos primeiros a introduzir a viola de dez cordas na música popular brasileira instrumental, além de desenvolver sua própria estética de improviso com a guitarra. Em sua trajetória  integrou diversos grupos, entre eles o Quarteto Novo (1966), que criou ao lado de Hermeto Pascoal, Théo de Barros (violonista) e Airto Moreira (percussionista) e mesclava jazz, baião e forró.

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1197 – Maria Alcina traz sua atuação performática no álbum In Concert lançado pela Kuarup 

Neste novo disco, ao vivo, a mineira de Cataguases revê clássicos de meio século de carreira como Fio Maravilha, acompanhada pela recém formada orquestra SP Pops Symphonic Band 

Neste sábado, 1º de junho, a vitrolinha aqui do boteco do Barulho d’água Música tocou primeiro Maria Alcina In Concert com SP Pops Symphonic Band, mais um ótimo disco com a marca do selo Kuarup e do qual recebemos um exemplar, gentilmente enviado por Rodolfo Zanke, amigo ao qual — e a toda equipe — somos de novo gratos. Maria Alcina completou em abril 70 anos, dos quais quase 50 dedicados à música. Este feito por si só já seria suficiente para comemorações, porém, a convite de  Ederlei Lirussi, maestro da SP Pops Symphonic Band, apresentou-se pela primeira vez em sua carreira com grande orquestra, iniciando de maneira grandiosa as festividades desse marco em sua vida. 

A apresentação gerou o álbum ao vivo Maria Alcina in Concert, que promove encontro inusitado entre a estética clássica das orquestras e o vasto universo pop criativo e versátil que consagrou a artista. Tanto o show quanto, o disco,  propõem um passeio pela música vanguardista de Maria Alcina em todas as fases do sua carreira. Estão presentes no repertório sucessos como Fio Maravilha (Jorge Ben Jor, 1972), Kid Cavaquinho (João Bosco o Aldir Blanc, 1974), Tome Polca (José Maria de Abreu e Luís Peixoto, 1950), Prenda o Tadeu (Antonio Sima e Clemilda, 1985) e Eu sou Alcina (Zeca Baleiro, 2013) entre outras composições no show dirigido e produzido por Thiago Marques Luiz, produtor de seus mais recentes trabalhos fonográficos. 

Sobre Maria Alcina 

Maria Alcina dispensa apresentação. É personalidade de nossa música com reconhecido lugar numa galeria de intérpretes com forte identidade, Em qualquer registro da história da música brasileira recente, tem de constar sua performática atuação no Festival Internacional da Canção de 1972 como vencedora da etapa nacional, eternizando a música Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor.

Mineira de Cataguases, Alcina mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro no começo da década dos anos 1970. Cantou em casas de shows e boates, apresentou-se em teatros de revista ao lado de Leila Diniz, por exemplo, até explodir, em 1972, no FIC. Na década seguinte fez enorme sucesso com músicas retiradas do folclore, como Prenda o Tadeu e É Mais Embaixo. Como gosta de desafios, na década dos anos 1990, a convite de Nelson Motta, participou de show em homenagem a Carmen Miranda, no Lincoln Center em Nova York, nos Estados Unidos, com Aurora Miranda e Marília Pêra.

Em 2003 Maria Alcina deu nova guinada ao lado de grupo eletrônico paulistano Bojo: gravou Agora, que ampliou sua faixa de público. Juntos, Maria Alcina e o Bojo se apresentaram em importantes eventos para jovens como Com:tradição, nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, e Abril Pro Rock, em Recife (PE).

Com o álbum Confete e Serpentina (2009), venceu o Prêmio da Música Brasileira nas categorias Melhor Cantora Popular e Melhor Disco Popular. Nesse disco há mistura de gerações diversas, de Alberto Ribeiro (1902/1971) a Paulinho da Viola a nomes mais recentes como Roseli Martins, Wado e Moisés Santana. Em 2014 saiu De Normal Bastam os Outros, com canções inéditas de Zeca Baleiro (Eu Sou Alcina), Arnaldo Antunes (De Normal), Karina Buhr (Cocadinha de Sal), Anastácia (Concurso de Bicho). Em 2015, veio o DVD homônimo, devido ao sucesso da turnê De Normal Bastam os Outros. Em 2018 foi a vez de homenagear a obra de Caetano Veloso, cantando um repertório verborrágico do compositor como as músicas Fora Da Ordem, Língua, Estrangeiro, A Voz do Morto e Tropicália entre outras. Maria Alcina integra também o álbum Canta Inezita, em tributo à obra de Inezita Barroso, produzido por Thiago Marques Luis e com a participação da icônica dupla As Galvão, Claudio Lacerda e Consuelo de Paula, do selo Kuarup.

A Orquestra SP Pops Symphonic Band, integrada por 45 músicos, todos atuantes na cena musical paulistana  

Com fôlego de iniciante, Maria Alcina segue paralelamente com os shows Canta Inezita e preparando a turnê com a Orquestra SP Pops Symphonic Band, integrada por 45 músicos, todos atuantes na cena musical paulistana. Os instrumentos se dividem entre cordas, madeira, metais, percussão sinfônica, além de ter o ‘lado pop’, com piano, baixo e bateria. É influenciada e toma emprestado o jeito de grafar o nome da norte-americana Boston Pops Orchestra, criada em 1881 pelo maestro Henry Lee Higginson, que influenciou outras orquestras semelhantes pelo mundo.

A versão brasileira, criada pelo maestro Edrelel Lirussi há dois anos, tem o objetivo de fazer essa ponte entre o erudito e o popular e, como ele disse, “tornar a música clássica mais acessível ao público”. Nesse período já apresentou concertos como a Sinfonia para Crianças e o Tributo a John Willians. Esse último em homenagem ao autor de trilhas sonoras de filmes clássicos como ET., Parque dos Dinossauros, Lista de Schindler e Tubarão, sempre acompanhado de projeção de imagens, buscando envolver ainda mais os sentidos.

Lirussi, responsável pelos arranjos e regência, é trompetista. Estudou na Fundação das Artes em São Caetano do Sul (SP) e Universidade Livre de Música. Seus estudos e pesquisas são baseados em análises de compositores como Haydn, Mozart, Beethoven e Tchaikovsky. Na música popular, acompanhou Hermeto Pascoal, Danilo Caymmi, Ângela Maria, Ed Motta e outros.

1012- Título de melhor rabequeiro do Brasil é pouco para reconhecer a contribuição de Zé Gomes (RS) à música do país

Desde a mudança da redação do Solar da Lageado, em Sampa, para o Parque Miraflores, em Itapevi, a maior parte dos álbuns do acervo de discos do Barulho d’água Música estava encaixotada pela falta de espaço. Com a chegada a São Roque, enfim, começamos a organizá-los e a fazer um inventário: colocamos todos no piso da sala e assim acabamos encontrando — mais do que uma tarefa burocrática —  perolas que nem mais nos lembrávamos que existiam no baú do tesouro. Resolvemos que poríamos alguns para tocar (antes de prosseguir fique publicamente registrado: o primeiro a ser tocado na nova residência foi Casa, por muitas e simbólicas razões além do nosso amor e admiração por Consuelo de Paula!), escolhendo, em ordem alfabética, pelo menos um de cada cantor, dupla ou grupo brasileiros. O mais lógico éramos seguir o sentido A-Z, mas invertemos a mão, pois no final da fila se destacavam dois instrumentais raros, de um autor dos mais criativos que a nossa música de qualidade independente já teve: o compositor, arranjador, luthier, maestro e pesquisador gaúcho José Bonifácio Kruel Gomes, internacionalmente conhecido por Zé Gomes.

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787 – Projeto Escambo celebra encontro entre sonoridades do Brasil e da França em álbum e oficinas de dança

Com a proposta de interação estético-musical entre duas culturas musicais distintas, o projeto Escambo, idealizado pelos irmãos, músicos e pesquisadores João Arruda e Carlos Valverde, apresenta um trabalho que exprime diferentes sonoridades musicais que se harmonizam no encontro das culturas tradicionais do Brasil e da França. “Escambo” significa tanto no Brasil quanto no dialeto Occitan do sul da França troca, permuta e intercâmbio e é neste sentido que o presente projeto se fundamenta. Para comemorar o lançamento do álbum homônimo, um grupo de músicos franco-brasileiros pretende promover turnê pelo estado de São Paulo entre fevereiro e março para oferecer apresentações musicais e oficinas de danças tradicionais francesas, com músicas ao vivo, e lançá-lo ainda no primeiro semestre de 2016, na França. No álbum a utilização de instrumentos rústicos e tradicionais da França e do Brasil permite mostrar a força da cultura popular que existe nos dois países.

A sonoridade da viola caipira associada à vielle à roue, do pífano e do fifre e da rabeca e das gaitas de fole (Boha e Craba) originam melodias, timbres e ritmos específicos, que juntos, geram músicas inusitadas, festivas e alegres. Assim, o Escambo traz em sua composição a atmosfera das festas populares típicas dos dois países; o encontro de diferentes artistas, instrumentos, culturas, hábitos, sotaques e saberes fazem deste álbum um importante, inédito e ousado registro dançante que integra qualidade, tradições e autenticidade.

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Carlos Valverde é um dos idealizadores do projeto Escambo


 

Instrumentos utilizados

A vielle à roue é um instrumento tipicamente europeu e seu primeiro registro foi feito na França, no século IX, graças às esculturas esculpidas em igrejas. É um instrumento de variável reputação, já foi tocado por artistas que interpretavam Mozart e símbolo da mendicidade da rua. O som é produzido por uma roda curvada de madeira que está ligada com uma manivela rústica. Algumas sequências podem tocar uma melodia, enquanto outros sons se assemelham a abelhas voando.

O pandeiro é um instrumento de percussão que consiste numa pele esticada em uma armação circular e estreita. Ao redor do aro existem platinelas duplas de metal. O pandeiro se toca com a palma da mão e os dedos. No Brasil, o pandeiro é muito usado no samba e no pagode, mas não se limitando a esses ritmos, sendo encontrado ainda no baião, coco, maracatu, entre outros.

A viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de dez cordas, no que se diferencia do violão, que tem doze. A viola é um dos símbolos da música popular, principalmente no Interior do Brasil. As violas brasileiras têm origens em Portugal, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde e chegaram ao Brasil com os jesuítas que catequisaram indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra e foi ai o início da viola caipira.
A rabeca é um instrumento musical parecido com o violino, mas tocado de forma diferente. Em São Paulo é usada nas manifestações populares do fandango, em Folias do Divino, moçambique, congadas, dança de São Gonçalo e Folia de Reis. No Nordeste, foi popularizada por diversas bandas.

O atabaque é um instrumento musical de percussão, cilíndrico ou ligeiramente cônico, com uma das bocas coberta por couro de boi, veado ou bode. É tocado com as mãos, com duas baquetas, ou por vezes com uma mão e uma baqueta, dependendo do ritmo que está sendo tocado. O atabaque é muito utilizado nos rituais das religiões Umbanda e Candomblé, o que faz dele um instrumento muito utilizado no Brasil.

O berimbau é um instrumento de corda de origem angolana, trazido pelos escravos angolanos para o Brasil, onde é utilizado para acompanhar a dança/luta acrobática chamada capoeira. A sonoridade do berimbau é rústica e mais percussiva que melódica.

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João Arruda (à mesa, utilizando o notebook), irmão de Valverde e um dos músicos do grupo franco-brasileiro

O acordeon, também chamado sanfona, é um instrumento musical aerofone de origem alemã, composto por um fole, um diapasão e duas caixas harmônicas de madeira. No Brasil, é comum em bailes de forró e na música tradicional do Sul do país. Já na França, é bastante utilizado nos bailes tradicionais.

Gaita de fole, também chamada de cornamusa, museta, musette ou simplesmente gaita, é um instrumento da família dos aerofones, composto de pelo menos um tubo melódico (chamado ponteiro ou cantadeira, pelo qual se digita a música) e de um insuflador mediado por uma válvula (chamado soprete ou assoprador), ambos ligados a um reservatório de ar (chamado fole ou bolsa); na maioria dos casos há pelo menos mais um tubo melódico pelo qual se emite uma nota pedal constante em harmonia com o tubo melódico (chamado bordão ou ronco). No presente projeto, serão utilizadas as gaitas do tipo Boha e Craba.
Músicos do projeto Escambo

Carlos Valverde (Pífano, flauta transversal, fifres e ganzá, berimbau, triangulo e pequenas percussões) é músico, fabricante de instrumentos em bambu e realiza pesquisas no campo da cultura popular brasileira. Desde 2000 ele ministra oficinas de iniciação musical e de fabricação de pífanos em escolas, universidades e outros eventos culturais. Nesta linguagem, da transmissão oral, já criou diversas bandas de pífanos, no Brasil e no exterior, conectando pessoas, projetos e saberes.

Em 2011, Carlos Valverde recebeu da Embaixada da França o visto de “Competência e Talento” que teve como objetivo desenvolver um projeto de intercâmbio entre as culturas tradicionais do Brasil e da França. Em 2012, recebeu o diploma em músicas tradicionais no conservatório de Toulouse, fez um mestrado em Musicologia Université Toulouse – Jean Jaurès  e criou duas novas bandas de pífanos na França, as quais integram a música brasileira e francesa. Hoje é professor de pífano no conservatório Occitan (COMDT) e realiza diversos projetos pedagógicos com crianças (de 3 a 10 anos), adolescentes, pessoas com necessidades especiais e músicos de conservatórios que não são habituados com a linguagem da transmissão oral.

João Arruda (viola de cabaça, viola de dez cordas, rabeca de bambu, violão, zabumba e atabaques) é músico, cantor, percussionista, violeiro e produtor fonográfico considerado um dos jovens promissores da música brasileira. Nascido em Campinas (SP), o artista é comprometido com a valorização e recriação de temas e canções da cultura popular brasileira, bem como de outros países. Seu trabalho está presente em mais de 15 álbuns nos quais atuou como artista convidado e produtor. Com dois autorais gravados (Celebrasonhos e Venta Moinho), já participou de mostras, festivais e programas de rádio e TV além de compor diversas trilhas sonoras para espetáculos, documentários, mostras e filmes.

Cris Monteiro (percussões) é pesquisador dos ritmos brasileiros, foi integrante do grupo musical-cênico Gandaiá, onde tocava percussão, dançava e interpretava. Do espetáculo nasceu o álbum Brasilusões, em 1997, no qual assina os arranjos de percussão. Com o Grupo Zauwli, estudou os ritmos do Sul da África voltados para o djembe, instrumento típico africano. Com este grupo participou de espetáculos de teatro, ministrou oficinas de percussão e gravou o álbum que leva o mesmo nome do grupo.

Participou como músico e dançarino do grupo de dança brasileira Saia Rodada, de Tião Carvalho e com o grupo viajou com o espetáculo Bloco do Baralho, em turnê no estado de São Paulo. Mudou-se para Europa em 2006, tocando na França, Espanha e Portugal. Em Toulouse, onde fixou residência, trabalhou com estágios de percussão em associações, companhias de teatro e escolas primárias, além de ter participado de concertos em festivais por todo o território francês com vários grupos de música brasileira e fusion. De volta ao Brasil, hoje é diretor musical da banda Bate Lata, ministra oficinas de percussão na Associação de Paes e Amigos dos Excepcionais (APAE) Campinas. Desenvolve seu projeto percussivo Murungundum, e atua nas bandas Nega Madame e Black Dog Funk.

Xavier Vidal (violino, rabeca, boha/gaita de fole da Gasconha, crabo/gaita de fole da Montanha Negra, graille (oboé occitan, charamelas e bandolim) começou a estudar música quando criança e com a idade de 10 anos integrou a Harmonia de Tournefeuille (Haute Garonne). Xavier Vidal descobriu a música Occitan tradicional no ano de 1976, por meio da companhia de Ballets de Occitans de Toulouse, onde realizou diversas turnês. A partir de 1977, junto com o Occitan Conservatório Toulouse, participou do movimento Folk que tinha como objetivo recuperar, recriar e revalorizar as tradições populares da França.

Ele é formado em etnologia na l’EHESS no ano de 1983 e realizou seminários de etno musicologia no Museu da ATP e do Museu do Homem sobre os instrumentos da tradição popular de Lauragais. Recebeu o diploma D.E.A. Civilização Occitan e sabe falar esse dialeto correntemente. Em 1989, produziu um trabalho sobre as tradições populares da França com o apoio e financiamento do ministério da Cultura. Em 1983 se instalou na região do Lot (Sul da França), onde em 1985 fundou a Associação de Música de Tradições em Quercy. Nessa associação, Xavier Vidal começou um trabalho de pesquisa e registro de diversas músicas populares do Lot. Ele fundou a associação La Granja, que é um lugar dedicado à pesquisa, ensino e divulgação da cultura Occitan, música folk e world music.

Em 1987, tornou-se professor de música tradicional do conservatório do Lot. Ele também ensina os alunos de DEM (Diplôme d’Etudes Musicales) do conservatório de l’Aveyron desde setembro de 2011. Hoje ele é o coordenador do departamento de música tradicional no conservatório de Toulouse, que abrange o ensino de áreas de música: Occitan, flamenco e oriental. Toca mais de doze instrumentos tradicionais, além de cantar em diversas línguas. Ele é autor de várias composições musicais e conhece um imenso repertório de músicas tradicionais da França, o que faz dele uma referência da música tradicional da França.  

Bastien Fontanille (vielle à roue, accordeon) é diplomado em música tradicional pelo conservatório de l’Aveyron Departamental. É licenciado em Jazz e em Antropologia pela Universidade Mirail de Toulouse. Atualmente é aluno de mestrado em Musicologia também pela Universidade do Mirail.  É multi-instrumentista, tendo experiência de mais de dez anos com a vielle a roue, oito anos em piano e cinco anos em sanfona. Ele aprecia a mistura entre músicas, pois gosta de experimentar diferentes ambientes sonoros. Seu gosto eclético e amplo faz com que traga em sua bagagem musical um repertório que integra a música barroca, tradicional francesa, reggae, brasileira, entre outras.  

Lola Calvet (rabeca, violino e canto) é nascida em 1990 em Saint-Cere e segue desde pequena uma formação musical completa em escolas de música e conservatórios. Ela descobriu a música tradicional ao estudar violino com o professor Xavier Vidal e a partir de deste momento começou a tocar em bailes e festas locais tradicionais. Seus estudos avançaram integrando sucessivamente a escola Atla em Paris e Music’Halle em Toulouse. Durante os últimos 15 anos, Lola pratica o canto, violino e percussão brasileiros e participa ativamente do grupo Samba Ti’Fol. Desde o início de 2012 integra o grupo Bomb de Bal, cantando, tocando violino e a rabeca brasileiros.

Elisa Treboauville (bandolim, banjo, canto, fifre e pífanos)  começou a sua formação musical em 1999 pelo violão clássico, instrumento que permitiu um primeiro encontro com o universo da música popular brasileira, incluindo o choro. Em 2013 recebeu o diploma em musicologia na Université Toulouse – Jean Jaurès onde dedica-se ao estudo do cavaquinho e do pífano brasileiros. Desde 2014 estuda Mestrado em Etnomusicologia e participa de diferentes formações musicais como o grupo de Choro Assim Assado, La Pifada e Forró de Fora. No inicio de 2015 comeou a estudar no DEM de Música Tradicional no Conservatório de Toulouse, onde desenvolve estudos com a musica tradicional occitana.

Oficinas culturais 

O projeto Escambo propõe oficinas e estágios de danças tradicionais francesas, com ou sem música ao vivo, opcionais e complementares aos shows. Para mais informações contate Raphael Valverde (raphael@raphaelvalverde.com.br) l : (19) 98420-1212 ou Carlos Valverde (flutebresil@gmail.com)

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