1084 – 49º Festival de Inverno de Campos do Jordão (SP) recebe Neymar Dias tocando Bach na viola caipira

Arranjador e multi-instrumentista de São Paulo vai se apresentar no dia 21, às 17 horas, com entrada franca
Marcelino Lima

O compositor, arranjador e multi-instrumentista Neymar Dias será uma das atrações que o 49º Festival de Inverno de Campos do Jordão oferecerá no sábado, 21 de julho, aos moradores e turistas da aprazível cidade da Serra da Mantiqueira, encravada na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A apresentação, gratuita, está prevista para começar às 17 horas na Capela do Palácio Boa Vista do Governo , com distribuição de pulseiras a partir de uma hora antes do concerto, na portaria do Palácio, limitada à capacidade do local, de 120 lugares. O acesso à Capela se dará com até 5 minutos de antecedência antes de Neymar Dias ocupar o palco; neste horário também será permitida a entrada de fila de espera, limitada à lotação do espaço. Não será permitida entrada após o início do concerto no qual o paulistano executará transcrições na viola caipira de Johann Sebastian Bach (ver programa em Serviços) e composições autorais.

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1073 – Hércules Gomes (ES) presta homenagem no MCB aos 170 anos de Chiquinha Gonzaga

O pianista e compositor lançará “No tempo da Chiquinha”, com entrada gratuita

Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do Museu da Casa Brasileira

O compositor e pianista capixaba Hércules Gomes estará no Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria de Estado da Cultura, neste domingo, 17 de junho, para a partir das 11 horas lançar o álbum No tempo da Chiquinha segundo da carreira e com o qual presta homenagem aos 170 anos da maestrina Chiquinha Gonzaga (1847-1935). A apresentação, com entrada gratuita, seguirá repertório de composições da carioca de batismo Francisca Edwiges Neves Gonzaga, com arranjos modernos que conservam a real essência do choro e terá as participações do flautista Rodrigo Y Castro, da cantora Vanessa Moreno e do pianista convidado Daniel Grajew.

Nascido em Vitória, Hércules Gomes, considerado um dos melhores pianistas brasileiros pela técnica e pela trajetória, iniciou os estudos como autodidata aos 13 anos, aprimorou-se na Escola de Música do Espírito Santo (antiga EMES) e se formou bacharel em Música Popular por uma das turmas da Universidade de Campinas (Unicamp). Em 2013, ano de lançamento do seu primeiro trabalho solo, Pianismo, viajou para protagonizar festivais tanto no Brasil, como no Exterior.

Sobre a homenagem que dedica a Chiquinha Gonzaga, Hércules Gomes relembra que ela se tornou símbolo de engajamento e coragem, abraçando e lutando por várias causas sociais em um  período no qual a voz e a atuação feminina eram sufocadas. Este protagonismo a levou a ser a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil e há seis anos, como reconhecimento de suas ações, 17 de outubro, dia em que ela nasceu, passou a ser o Dia da Música Popular Brasileira.

“Vou apresentar músicas famosas e algumas composições pouco conhecidas dela, como a polca Cintilante e a valsa Walkyria – inédita em gravação –, além de outros choros relacionados com o gênero que ela tocava e com a época em que ela compunha, caso da faixa-título, No Tempo da Chiquinha, de Laércio de Freitas”, comentou Hércules Gomes.

Ainda segundo Hércules Gomes, Chiquinha Gonzaga integra uma linhagem de pianistas que tem expoentes tais quais Ernesto Nazareth, Aurélio Cavalcanti, Oswaldo Cardoso de Menezes, Tia Amélia, Carolina Cardoso de Menezes, Radamés Gnattali e Chirol. Chamados carinhosamente de “pianeiros brasileiros”, os integrantes desta plêiade tocavam com maestria o choro ao piano, vertente pouco seguida nos dias de hoje, mas que Hércules Gomes pretende resgatar com o álbum No Tempo da Chiquinhaentre outros trabalhos que estão por vir.

“Esses pianistas, que representam uma das vertentes mais valiosas do piano brasileiro, compunham polcas, valsas, choros e trabalhavam, principalmente, animando bailes, já que o piano tinha um papel quase sociológico à época”, observou a atração do MCB. Como não existiam rádio ou toca-discos, para ouvir música era preciso frequentar bailes, concertos, e teatros. Hércules Gomes tem especial carinho, também, pela obra do contemporâneo Laércio de Freitas e explica o motivo da admiração. “Laércio de Freitas faz parte de uma das extremidades dessa espinha dorsal do piano brasileiro, desse piano que começa à época da Chiquinha e chega aos dias de hoje. O Laércio é um dos maiores expoentes dessa forma de tocar, desse ‘pianeirismo brasileiro’”. Antes de encerrar, Hércules revelou que acalanta um projeto:  “Meu sonho é gravar um disco em homenagem a cada um desses ‘pianeiros’. No total, são mais de 20, mas eu chego lá.”

Casa do design, ponto de encontro familiar

A apresentação de Hércules Gomes dá sequência ao projeto Música no MCB, que já está em sua 19ª temporada ininterrupta desde 1999. Os espetáculos gratuitos promovidos no terraço do prédio, ao lado do bosque do Museu, já atraíram mais de 240 mil pessoas que curtiram shows de cantores e grupos de diversos gêneros e estilos musicais como Pau Brasil, Zimbo Trio, Projeto Coisa Fina, Orquestra Bachiana Jovem, Grupo Aum, Mawaca, Traditional Jazz Band, Neymar Dias e Igor Pimenta, Wilson Teixeira, Pé no Blues, Céu de Lamparina e Orquestra Mundana Refugi, entre outros. A cada nova atração, entre março e dezembro, pelo menos 400 espectadores por domingo lotam as cadeiras disponibilizadas para a plateia — sem contar o público que se concentra ao redor e nos jardins, pessoas de todas as idades, incluindo famílias inteiras que comparecem levando suas crianças.

É importante frisar que o MCB mantém esta rica e diversificada atividade de lazer e de entretenimento sem patrocínio algum, arcando com todos os custos de manutenção e eventuais pagamentos de cachês. Tanto é assim que no começo de maio, quando por lá esteve a Orquestra Mundana Refugi, o compositor e líder do grupo, Carlinhos Antunes, sugeriu aos presentes a instituição de uma “contribuição solidária” para remunerar os artistas — refugiados e imigrantes de vários países – e permitir ao Museu amenizar parte dos custos para colocar em cena mais de vinte músicos e seus instrumentos.

O Museu da Casa Brasileira oferece, ainda, outras atrações à medida em que se dedica à preservação e à difusão da cultura material da casa brasileira: é o único do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas, destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país, realizado desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

O MCB fica na avenida Faria Lima, 2.705, jardim Paulistano, e para mais informações disponibiliza o telefone (11) 3032.3727. A visitação vai de terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas. O ingresso para as atrações ao longo da semana custa R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada); crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos, pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada e o acesso é livre aos domingos e feriados. O MCB possui equipamentos de acessibilidade e estimula o uso de meios alternativos de transporte e de locomoção oferecendo gratuitamente bicicletário com 40 vagas. O estacionamento para automóveis é pago. Para as visitas orientadas, recomenda-se telefonar para (11) 3026-3913 ou enviar mensagem para agendamento@mcb.org.br. O portal eletrônico está em www.mcb.org.br

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Próxima atração do projeto Música no MCB:

24/7, 11 horas,  Xaxado Novo

1068 – Duo Jobiniando e Paulo Serau homenageiam Gonzagão e Dominguinhos no MCB (SP)

Mês que será marcado por festas juninas pelo país inteiro começa em São Paulo com homenagem a dois expoentes dos ritmos nordestinos e ases da sanfona, de graça, em agradável espaço de entretenimento e convívio familiar

Marcelino Lima, com assessoria de imprensa do MCB

Em homenagem a Luiz Gonzaga (1912-1989) e Dominguinhos (1941-2013), dois ícones da cultura nacional, neste mês em que pipocarão festas juninas em várias cidades do país, o Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, convidou o  Duo Jobiniando e Paulo Serau para uma apresentação programada para domingo, 3 de junho, com entrada gratuita, a partir das 11 horas.  Sucessos como Asa branca, Baião, Lamento Sertanejo e Eu só quero um xodó estão no repertório da dupla, formada por Hilda Maria (cantora e compositora) e por Luciano Ruas (pianista), e do convidado Paulo Serau (violonista, arranjador e produtor musical). Luiz Gonzaga foi um dos mais importantes músicos brasileiros e ficou conhecido mundo afora como Rei do Baião. Pernambucano nascido em Exu ganhou o apelido por espalhar o baião, o xote e o xaxado ao quatro cantos do globo. Em 1948, o Velho Lua Gonzaga descobriu o talento do cantor, sanfoneiro e compositor, também pernambucano, de Garanhuns, Dominguinhos (1941-2013), que logo apadrinhou.

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1032 – Thamires Tannous apresenta músicas do novo álbum e interpreta canções de parceiros no Teatro da Rotina (SP)

Casa de espetáculos situada na região central de São Paulo está promovendo vários shows protagonizados por cantoras em homenagem ao mês da Mulher

Marcelino Lima

O Teatro da Rotina, situado em São Paulo, reservou as apresentações de março às comemorações do mês – que no dia 8 tem seu ponto alto, o Dia Internacional da Mulher — dedicado às lutas femininas e, para dar continuidade à programação especial, convidou Thamires Tannous. Cantora e compositora natural de Campo Grande (MS), Thamires Tannous estará no palco a partir das 21 horas da quarta-feira, 21, quando deverá mostrar canções inéditas que incluiu no segundo álbum da carreira, já em fase de produção. Além de suas composições, promoverá releituras de sucessos de outros compositores e parceiros, passeando por ritmos como o ijexá, o xote, a milonga e o chamamé.  Irá acompanhá-la o violonista gaúcho Mateus Porto e os convidados para participações especiais Michi (Michael) Ruzitschka, Peter Mesquita  e a cantora Tatiana Parra. Uma as novidades que fará parte do novo disco, Desaviso, já está disponível em clipe no canal Youtube. O single foi produzido por Ruzitschka, violonista austríaco residente no Brasil e acompanha uma fina mistura de percussão afro-brasileira com instrumentos acústicos como o violão e o violino.

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1030 – Consuelo de Paula homenageia Dia Internacional da Mulher com Bibianas, no Teatro da Rotina (SP)

A cantora, compositora e poetisa Consuelo de Paula (MG) estará de volta ao aconchegante Teatro da Rotina em 9 de março, quando, a partir das 21 horas, apresentará Bibianas, show com o qual marcará a passagem do mês dedicado ao gênero e o Dia Internacional da Mulher, que transcorrerá na véspera, em 8 de março. Bibianas será, ainda, o terceiro concerto da série que Consuelo batizou como Movimentos do amor e de lutaO primeiro ato, Movimentos do amor e da luta, e o segundo, Chamamento, também tiveram como palco o teatro paulistano situado na rua Augusta, 912 (veja Serviço).

Bibianas é um encontro entre Consuelo de Paula e parceiras de composição, algumas das quais convidará para acompanhá-la. Voz, violão e instrumentos de percussão compõem a tríade mágica e completam o canto pleno, personalizado e profundo que possibilitam à mineira de Pratápolis envolver o público a cada nova canção. Neste show, além de canções autorais e algumas interpretações de outros autores que farão a ponte entre uma parceria e outra – incluindo a recente Valsa para Mathilde, com Adoniran Barbosa e Copinha — estarão em destaque muitos ritmos brasileiros.

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1016 – Ajude com o seu voto o Barulho d’água a avançar à segunda etapa de votação do Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

A organização do  Prêmio Profissionais da Música (PPM) abriu no sábado, 20 de janeiro, o processo de votação para indicar quem avançará às etapas seguintes entre os 921 inscritos aptos a concorrer na primeira fase de votação da quarta edição em 54 categorias das modalidades Criação, Produção e Convergência. Pela primeira vez, em quase quatro anos de atividades, o Barulho d’água Música está no páreo como candidato em Convergência/Canais de Divulgação. Caso chegue à final, visitará Brasília (DF) em abril de 2018, cidade na qual os vencedores deste ano serão anunciados. De formato inédito e concebido pelo músico e produtor brasiliense Gustavo Ribeiro de Vasconcellos, o PPM foi idealizado para expor e reconhecer a contribuição de diversos profissionais envolvidos em criação, produção e circulação de obras e produções musicais e audiovisuais. A proposta é colaborar para o desenvolvimento de oportunidades e novos negócios do setor da música, a partir da convergência com outros segmentos. “Assim podemos expandir fronteiras ao promover intercâmbios e disseminar legados ao compartilhar experiências e emoções”, observou Gustavo.

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1014 – Piracicaba (SP) é contemplada com a estreia do ConSertão, novo projeto de Cláudio Lacerda, com Neymar Dias e Lula Barbosa*

* Com  NTZ Comunicação e Marketing

Um novo projeto do cantador e compositor Cláudio Lacerda, o ConSertão, começará a percorrer várias cidades do Interior de São Paulo na sexta-feira, 19 de janeiro, quando estreará em Piracicaba, a partir das 18 horas. Da forma como está concebido o ConSertão promoverá apresentações gratuitas ao ar livre embaladas por um bem selecionado repertório em homenagem a compositores renomados da música caipira. A abertura está programada para transcorrer no campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), com entrada solidária equivalente à doação de 1 quilograma (1 kg) de alimento não perecível. Cláudio Lacerda estará acompanhado pelos músicos Neymar Dias e Lula Barbosa e a Orquestra Sinfônica de Piracicaba.

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1001- Jair Marcatti recebe Cláudio Lacerda para terceira rodada do projeto Retratos do Brasil-Prosa e Música na BMA

Dedos de prosa, boa conversa e muita música. Essa é a receita  que o Projeto Retratos do Brasil – Prosa e Música  promoverá na Biblioteca Mário de Andrade (BMA/São Paulo) às terceiras quintas-feiras do mês, entre agosto a novembro, sempre começando às 19 horas, com entrada franca.  Idealizado pelo historiador Jair Marcatti, professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o projeto pretende mostrar, em quatro encontros, o Brasil que a música de cada convidado reflete; um Brasil mais para dentro, mais regional, um país dos rincões, escondido, mas muito vivo. Marcatti convidará músicos que apresentam em comum o olhar aprofundado sobre o Brasil somado a trabalhos de pesquisas e de resgate das nossas mais entranhadas tradições.

O curador abordará em cada bate-papo aspectos do universo musical e as trajetórias dos participantes, nossas trajetórias, as continuidades e as rupturas daquilo que, sem nenhuma pretensão definidora, poderíamos chamar de identidades brasileiras, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos.

As artes contam a história de um povo.  E a música brasileira cumpre esse papel ao registrar nosso imaginário em versos entoados com os deslocamentos, territoriais e simbólicos, ocorridos por aqui. Os caminhos da interiorização, o tropeirismo, as migrações, as bandeiras, as romarias, as procissões, as caminhadas, as buscas e travessias, enfim, as viagens reais, imaginadas e imaginárias. Paisagens em movimento que cortam e contam a história de um país, o Brasil, moldando nossa cultura em retratos pra lá de interessantes. Moldando a nossa cultura como a conhecemos. Rica e plural. 

Estes temas serão o mote do bate-papo programado para 19 de outubro, quando Marcatti receberá  Cláudio Lacerda (SP). O músico apresentará canções que expõem o Brasil das trilhas, estradas e toadas. 

Paulistano filho de mineiros, a discografia de Cláudio Lacerda começa com Alma Lavada (2003). Dois anos depois, venceu o I Prêmio Rozini Nacional de Excelência da Viola Caipira, promovido pelo IBVC (Instituto Brasileiro de Viola Caipira) como melhor intérprete — feito repetido nas outras duas edições, realizadas em 2010 e em 2013. Em 2007, gravou Alma Caipira, e, em 2010, o autoral Cantador. Em 2016, Trilha Boiadeira trouxe releituras de canções clássicas sobre a atividade de boiadeiro, em parceria e com participações de Adriano Rosa e vários ícones da música de raiz como Neymar Dias, Zé Paulo Medeiros, Teddy Vieira, Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões.

Atualmente Cláudio Lacerda está preparando mais dois projetos que deverá encantar amigos e admiradores quando chegarem ao público. Canções para Acordar o Sol  — que reunirá em seu quinto álbum músicas de autores consagrados como Tom Jobim, Chico Buarque, Milton Nascimento, Gonzaguinha, Ivan Lins, Vinícius de Moraes e Edu Lobo, com a participação já confirmada de Mônica Salmaso — é o mais adiantado e está em fase de gravação de vozes.

A outra novidade, de grande envergadura e beleza, Lacerda batizou de ConSertão, deverá estrear durante o primeiro semestre de 2018. Como a proposta de captação de recursos necessária que Lacerda elaborou para o projeto chegar aos palcos obteve sucesso, ConSertão será acompanhado em seus cinco espetáculos inicialmente já acertados pela Orquestra Sinfônica de Piracicaba, sob regência do maestro Jamil Maluf, arranjos inéditos e solo de viola caipira de Neymar Dias, mais o auxílio luxuoso de Lula Barbosa e Miriam Mirah nos vocais abrilhantando repertório todo dedicado à música caipira com o fito de valorizar tanto a identidade cultural paulista, como os mestres deste gênero que é um dos mais representativos do Brasil profundo.


Pacto 

Aquiles Reis, músico e vocalista do MPB 4, publicou no jornal Diário do Comércio (SP), em matéria intitulada A sabedoria da simplicidade, que para melhor apreciar o cantar e o tocar do paulistano Cláudio Lacerda deve-se deixar o tempo de lado. “Ao menos por alguns minutos, deve-se evitar que o relógio determine o passar das horas. Deve-se fazer do presente um aliado e com ele combinar um pacto: eu desacelero e você permite”. Lacerda, prossegue Reis, “revela um modo de ser musical desconhecido, ou pouco familiar, dos urbanos. Para imaginar o universo interiorano descrito pela cantoria e pela letra de Cláudio Lacerda, revisitado em belas e ternas toadas tocadas, deve-se ao menos buscar saber do cheiro do mato, do gosto do café recém-coado, do brilho vivaz da Via Láctea e do luar que faz sombra no chão da terra orvalhada”.

Em outro trecho, Aquiles Reis observa: “para falar de coisas claras, Cláudio tem no matulão a voz e o saber da simplicidade. Seus versos privilegiam a estrada e o caminhar”. E estes versos simples, cheios de força, são plenamente identificáveis e reconhecíveis “por quem já sentiu o ar que se respira numa trilha de chão batido ou por quem já viu o mapa do próprio destino traçado na poeira que levantava atrás de si”. Ao finalizar, Reis destaca: “Cantador de toadas, Cláudio Lacerda engrandece a voz ao dizer o que lhe toca a alma. Com voz suave, afinada, sem afetações, o cantor colore o seu mundo usando tintas vivas, banhadas em sol e em lua, em poeira e em estradas”.

 Serviço:

Retratos do Brasil – Prosa e Música
O Brasil das trilhas, estradas e toadas, com Cláudio Lacerda
Curadoria e apresentação: Jair Marcatti
19 de outubro, 19 horas
Entrada Franca
Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94, São Paulo, entre as estações República e Anhangabaú do Metrô
Telefone: (11) 3775-0002 www.bma.sp.gov.br

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883- Se sanfoneiro ou acordeonista, quem se importa? Thadeu Romano é o cara que toca vários sotaques do Brasil Profundo

854- Cláudio Lacerda mescla em “Trilha Boiadeira” clássicos e composições próprias sobre personagem que representa a brasilidade e tem força de mito

694 – Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc (SP) homenageiam Pena Branca e Xavantinho em Santo André (SP)

649 – Cláudio Lacerda no Imagens do Brasil Profundo: a arte de melhorar o que já é ótimo!

Projeto cultural 4 Cantos começa em São Carlos turnê pelo SESC e estreia na Capital

1000 – Neymar Dias transcreve para a viola obra que passeia pela mente de Deus e lança álbum novo no MCB (SP)

Neymar Dias, um dos mais conceituados violonistas brasileiros da atualidade, será atração do concerto gratuito que o Museu da Casa Brasileira (MCB) oferecerá no domingo, 8 de outubro, a partir das 11 horas. Na ocasião, a plateia que sempre lota o auditório e o acolhedor jardim do terraço do prédio situado em São Paulo conhecerá o recém lançado álbum no qual o multi-instrumentista paulistano promove releituras da obra de Johann Sebastian Bach  para a viola brasileira, produzido em parceria com André Mehmari. Neymar Dias Feels Bach reúne 20 composições divididas em três movimentos, mais três peças avulsas, impecavelmente executadas pelo autodidata que desde criança encanta seu público e domina com maestria viola caipira, guitarra, violão, baixo elétrico, contrabaixo, guitarra havaiana e bandolim, habilidades que esmerou ao se formar em Composição e Regência pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM) e integrando orquestras respeitadas tais quais a Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp) e a Experimental de Repertório.

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923 – Consuelo de Paula estreia projetos em Sampa e leva o Tempo e o Branco ao Rio

A primeira de três apresentação está marcada para 1º de abril, quando dividirá o palco do Centro Cultural Casarão, situado no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, com o violeiro João Arruda

O público que prestigia e admira a cantora, compositora e poetisa Consuelo de Paula (Pratápolis/MG) terá no próximo mês três oportunidades para vê-la tocar e (en) cantar. As apresentações em Campinas (SP), Rio de Janeiro e São Paulo promoverão espetáculos diferentes, um dos quais marcará, em 1º de abril, a estreia de Arvoredo – Os primeiros gestos da obra na Beira da Folha, projeto que Consuelo de Paula dividirá com o parceiro de estrada, violeiro, compositor e multi-instrumentista João Arruda. Ela e o anfitrião puxarão a cantoria a partir das 20 horas e prometem embalar amigos e admiradores da plateia do Centro Cultural Casarão de Barão Geraldo com o resultado do processo criativo que ambos estão vivenciando, construído pelo diálogo entre diferentes linguagens – imagem, texto, e melodia – em um movimento por meio do qual fotografias e vídeos despertaram poemas, que despertaram melodias, que despertaram canções.

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