1101- “Acabou Chorare”, melhor disco já gravado no Brasil, faz a fama dos Novos Baianos sob as bênçãos de João Gilberto

Segundo disco do grupo, tema de mais uma edição da série Clássico do Mês,
tem nome ‘sugerido’ pela então pequenina Bebel Gilberto, segue a cartilha da  transgressão dos músicos e é um grito de protesto em plenos “anos de chumbo” contra a caretice e a tristeza da música que imperavam no pais

O Barulho d’água Música retoma a série Clássico do Mês dedicando esta atualização ao álbum Acabou Chorare, que o grupo Novos Baianos lançou em 1972.  O conjunto de dez faixas deste disco, uma das quais instrumental,  produzido com a bênção de João Gilberto em um ambiente de completa descontração dentro de um sítio situado em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro, sustentam simplesmente o primeiro lugar na lista dos 100 melhores já gravados no país desde 2007, de acordo com avaliações dos críticos da Rolling Stone BrasilAcabou Chorare saiu pelo selo Som Livre, dois anos depois do relativo sucesso do É Ferro na Boneca, carregando influência estrondosa do dândi da Bossa Nova, que expandiu todos os horizontes criativos do grupo.

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1029 – Luedji Luna (BA/SP) esgota ingressos para lançar Um Corpo No Mundo, no Sesc Belenzinho*

*Com o blogue Todos os Negros do Mundo

A cantora e compositora Luedji Luna (já tinha ouvido falar dela?) passou por São Paulo na noite de sexta-feira, 2 de março, para uma apresentação única que esgotou a carga de ingresso posta à venda pela unidade Belenzinho do Sesc. O Barulho d’água Música bem que tentou, mas não conseguiu se colocar entre os felizardos da plateia para conferir a apresentação desta baiana radicada em Sampa durante a qual ela lançou seu primeiro disco, Um Corpo No Mundo (2017). Trabalho predominantemente autoral que a tornou ganhadora do Prêmio Caymmi de Música (categoria  Show/Revelação), o álbum reúne onze faixas, entre inéditas e já conhecidas pelos fãs. As composições abordam tanto a herança negra ancestral, quanto temas mais universais, como a urgência do tempo presente, perfil que a própria Luedji classifica  como “sem fronteiras”.

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Pepeu Gomes volta às origens e faz show de graça no Sesc Consolação para lançar novo álbum instrumental

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Foto: Alex Regis

O guitarrista baiano Pepeu Gomes abrirá no próximo dia 3 a programação do mês de agosto do projeto Instrumental Sesc Brasil, coordenado por Patrícia Palumbo e que toda segunda-feira oferece uma nova atração no palco do teatro Anchieta, do Sesc Consolação (São Paulo), com entrada franca. Celebrizado com o mítico grupo Novos Baianos, Pepeu Gomes estreou em carreira solo com um disco instrumental, e no decorrer dos anos acabou optando por priorizar registros voltados à canção, produzindo sucessos já clássicos da música brasileira. O álbum Alto da Silveira é um retorno, após um hiato de 26 anos, à música instrumental, no qual explora todo o seu potencial como instrumentista e deixa explicito suas influências, que passam dos samba ao rock, do choro aos ritmos latinos, e de muitos outros timbres e harmonias.

A entrada deve ser retirada na Central de Atendimento, a partir das 18 horas, e somente no dia do show. O Sesc Consolação fica na ruavenida Doutor  Vila Nova, 245, na Vila Buarque,  em São Paulo.

Outras atrações de agosto do Instrumental Sesc Brasil

10/08, Tuto Ferraz

O show traz a sonoridade do jazz e do soul aos clássicos dos grandes compositores como Wayne Shorter, Miles Davis, Gilberto  Gil, Dori Caymmi, além de composições próprias.

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17/08, Caçapa

O trabalho autoral de Caçapa encontra suas referências fundamentais nas linguagens ancestrais do Baião de Viola e do Coco de Roda (nas diversas formas em que este gênero é cultivado nas Regiões Metropolitanas, Zona da Mata e Litoral nordestino) e alia este conhecimento às técnicas de composição da tradição erudita ocidental e à multiplicidade de informações oferecidas pelo ambiente cultural de Recife, contribuindo para o processo de urbanização e modernização destes gêneros musicais.

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24/08, Bora Barão

Bora Barão é um grupo de música instrumental brasileira onde piano e um duo de sopros fazem parte de um conjunto tradicional formado por violão, cavaquinho e percussões. Interpreta choros, sambas, diversos ritmos regionais e composições autorais influenciadas também pela sonoridade latino americana. O álbum “baile” explora a diversidade rítmica brasileira em uma profusão de ritmos que passa pelo samba, baião, carimbó, afoxé, frevo, maracatu, maxixe, choro, entre outros. Com: Flávio Rubens e Marco Rochael – clarinetes, clarone e saxofone; Pedro Assad – piano; Alexandre Moura e Marcel Martins – violão de sete cordas e cavaquinho de cinco cordas; Ivan Banho e Pedro Romão – percussão.

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Foto: Élcio Paraíso

31/08, Fred Selva


O vibrafonista foi um dos vencedores do Prêmio BDMG Instrumental Edição 2015. Com: Fred Selva – vibrafone; Breno Mendonça – sax; Felipe Continentino – bateria; Felipe Vilas Boas – guitarra; Frederico Heliodoro – baixo; Joana Queiroz – flauta.


 

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