1505 – Sai de cena Maria da Paixão Jesus (MG), cantora e multiativista que fez história em Osasco (SP)

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Ainda menina, deixando o interior mineiro no começo dos anos 1960, a artista cresceu em Osasco, onde a cena cultural desafiava a ditadura militar. Com personalidade forte e marcante conquistou seu espaço nos palcos e nas telas a partir de um anuncio de jornal, tornando-se ainda professora e combativa mulher que se autodenominava anarquista  e não fazia concessões aos modismos

A atriz e cantora Maria da Paixão Jesus morreu na sexta-feira, 18 de fevereiro, na cidade de Osasco, situada na Região Metropolitana da Grande São Paulo, distante 15 quilômetros da Capital, São Paulo.

Mineira de Bocaiúva, Maria da Paixão de Jesus desenvolveu carreira artística e de ativista cultural a partir de 1967. Quando tinha ainda apenas 16 anos, em 1969, a jovem recortou do Diário da Noite um anúncio sobre a procura de atores para a montagem de versão brasileira do musical Hair (protagonizada, entre outros, por Sônia Braga, Araci Balabanian, Antônio Fagundes, Ney Latorraca, Armando Bógus). Foi aprovada nos testes promovidos e com sua presença na montagem dirigida por Ademar Guerra e Altair Lima que ficou em cartaz por nove meses no Teatro Bela Vista, no badalado bairro Bixiga, Maria da Paixão (que já tinha intensa atuação em Osasco) abriu de vez as cortinas para novas atuações e passou a realizar uma série de trabalhos. A lista inclui Morte e Vida Severina, A Moreninha, Jesus Cristo Superstar, Ópera do Malandro

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Canto de Julho, em Osasco (SP), acaba dia 2 de agosto, mas ainda tem Bilo Mariano, All Sapão, Roger Guitarra e Capim Novo entre as próximas atrações

capim novo

A banda de ritmos nordestinos Capim Novo vai encerrar o 18º Canto de Julho e promete transformar o Largo de Osasco em um pedaço do sertão tocando xote, baião, xaxado e rastapé

Osasco, situada na região Metropolitana Oeste de São Paulo e colada à Capital, entre outras características e peculiaridades marcantes, sempre teve veia fértil que faz brotar artistas dos mais notáveis e talentosos, em todas as formas de expressão cultural. Para ficarmos apenas na música e para contextualizar o quanto ela pulsa em Oz, vale a pena recordar que a cidade — que merece glorioso capítulo na história do país por ter mostrado os dentes e as armas  à recente ditadura militar, por meios de movimentos como a célebre greve da Cobrasma, ou por meio da luta e do sacrifício de próceres como Carlos Lamarca e José Campos Barreto (Zequinha) –, abrigou a I Festa Popular da Música em maio de 1968, no acanhado palco do anfiteatro o colégio Nossa Senhora da Misericórdia, ruidoso evento promovido nos moldes dos festivais de música da época, patrocinado pela Prefeitura cujo governo cabia a Guaçu Piteri, do MDB à ocasião, e de quem emprestaremos para este artigo as memórias presentes em um dos textos do seu blogue (ver https://guacu.wordpress.com/2009/07/13/a-historia-de-osasco-em-imagens-10/).

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