1498 – João Ormond lança novo álbum e leva ouvinte em viagem poética pelo rio que corre ao contrário e pega carona para chegar ao mar

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Tietê – Rio dos Sonhos é amarrado por lindos versos e poesias em forma de canção com o intuito de emocionar do começo ao fim quem o ouvir

Está disponível desde 14 de janeiro nas plataformas digitais Tietê – Rio dos Sonhos, o mais recente álbum do cantor e compositor João Ormond, mato-grossense de Arenápolis residente em Jundiaí, no Interior paulista. Composto por dez canções inéditas, com parcerias novas e de longa data do autor tais como Paulo Simões, Divino Arbués, Pescuma Morais, Chico Lobo, Clemente Manoel, Zé Geraldo, Amauri Falabella e Milton Bezerra, Tietê: Rio dos Sonhos é amarrado por lindos versos e poesias em forma de canção com o intuito de emocionar do começo ao fim quem o ouvir. O disco, comentou ainda Ormond, deriva da gravação de um audiovisual inédito, com o mesmo nome, produzido com apoio do ProAc do governo do estado de São Paulo

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1170 – Rock, baião e psicodelia fervem no caldeirão de “Paêbiru”, bolachão mais caro da MPB

Quase todo o lote da única prensagem do disco lançado em 1975 por Lula Cortês e Zé Ramalho, tema de março da série  Clássico do Mês, além da fita master, foi destruída por uma enchente em Recife. Os álbuns que sobraram estão em poder de colecionadores ou fora do pais a preço de ouro, por não menos de R$ 4 mil

O Barulho d’água Música retoma neste final de março a série Clássico do Mês, dedicada a um álbum que marcou época na música brasileira. Nesta atualização o disco escolhido é Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol¹ também conhecido simplesmente por Paêbirú ou Peabiru, bolachão duplo de Lula Côrtes Zé Ramalho lançado em 1975 pela extinta gravadora Rozenblit. Paêbiru é o único trabalho lançado em parceria entre os dois, o segundo de Lula Côrtes e o primeiro de Zé Ramalho. Contém uma miscelânea de gêneros musicais como o rock psicodélicojazz, e ritmos regionais do Nordeste e é considerado um dos primeiros discos não declarados da psicodelia brasileira. Chegou a ser o vinil com maior valor comercial no Brasil: bem conservado, um disco da edição original na mão de colecionadores não custaria menos que R$ 4 mil ou até mais. Paêbiru vem acompanhado de um livro que traz estudos sobre a região e informações sobre a lenda do Caminho da Montanha do Sol.

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1169 – Marcos Zam, compositor paulista radicado em MG, tem disco em homenagem ao Paraopeba

Rio que banha cidades de vários estados a partir da nascente em Minas Gerais, afetado gravemente pela lama da barragem de Brumadinho, dá nome ao primeiro álbum do violeiro que tem mais de 500 composições próprias

As tradicionais audições aos sábados pela manhã aqui na redação do Barulho d’água Música neste dia 23/3 começaram com uma coletânea de músicas de Marcos Zam,  paulista de Santo André radicado na cidade de Betim, localizada na Grande Belo Horizonte, a 26 quilômetros da Capital de Minas Gerais.

A seleção de 20 trilhas foi disponibilizada pelo blogue Em Cantos Sagrado da Terra em junho de 2018 e destaca faixas de Paraopeba, disco gravado em 2008 beneficiado pela lei municipal de incentivo à cultura de Betim, o primeiro de Zam. Paraopeba  traz 13 faixas ao som de belas violas e instrumentos típicos do cancioneiro caipira, todas composições próprias em parcerias com amigos das mais poéticas que pedem parar um tempo a correria da vida para ouvi-lo, curtindo o balanço de uma rede ou um pedaço de broa de milho com café, ao pé do fogão de lenha. As trilhas são tocadas em ritmos dos mais diversos, da moda ao pagode de viola; entre as outras faixas pinçadas para a coletânea estão as clássicas Cuitelinho e Marcolino (Pena Branca) e  instrumental Mato Grosso; mas o destaque deste repertório é a faixa título, a número 7, que dá nome ao álbum, Paraopeba uma bela homenagem ao rio que hoje agoniza sofrendo os efeitos colaterais da lama que escorreu após o rompimento em 25 de janeiro da barragem de Brumadinho.

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