Barulho d'Água Música

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914- Edvaldo Santana e banda, incluindo metais, lançam “Só vou chegar mais tarde”, no CC Vergueiro

O Barulho d’água Música congratula-se, mais uma vez, com Edvaldo Santana que, entrando no 43° ano de carreira, brinda seu público com Só Vou Chegar Mais Tarde, oitavo álbum da carreira dele, marcada por um perfil de independência e irreverência. O novo disco está bombando sem parar aqui na redação do blogue, onde baixou devidamente autografado pelo cantor e compositor, e será apresentado em 25 de março, a partir das 19 horas, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural Vergueiro, ao lado da estação Vergueiro da linha 1/ Azul do Metrô de São Paulo. Cole lá, amigo ou seguidor, pois mesmo que o camelo passe no buraco da agulha nenhuma das 13 faixas (abaixo apresentadas em um primoroso texto do jornalista e escritor Jotabê Medeiros* que reproduzimos na íntegra) tocará em rádio ou será apresentada em programas de televisão…    

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700 – Centenário de Orlando Silva motiva Zé Guilherme (CE) a lançar álbum com 18 faixas para homenagear “O cantor das multidões”

Orlando Silva, nascido no Engenho de Dentro, bairro do Rio de Janeiro a 3 de outubro de 1915, na rua que hoje recebe o nome de Augusta (era General Clarindo outrora), é um daqueles artistas de quem recorrendo às palavras de Rolando Boldrin “viajou antes do combinado”, com apenas 62 anos, vítima de um ataque do coração. O curto período de vida, entretanto, não impediu que Orlando Silva ficasse eternizado como “O cantor das multidões”, título ao qual faz jus por em seu ofício de intérprete primoroso transformar em marcantes sucessos com aquela que até hoje vem sendo considerada a mais bela voz do Brasil obras de Assis Valente, Noel Rosa, Pixinguinha, Wilson Batista, Ataulfo Alves, Nássara, entre tantos outros compositores.

Artista cearense radicado em São Paulo, Zé Guilherme coordenou um árduo e minucioso trabalho de pesquisas do repertório que Orlando Silva apresentava e desta tarefa selecionou 18 canções para gravação do memorável álbum Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva no qual homenageia o centenário de nascimento do carioca. Nesta delicada releitura estão, por exemplo, a canção que batiza o disco, a qual se tornou sucesso do Carnaval em 1938 e que lança o convite de Zé Guilherme para o público com ele apreciar o legado de Orlando Silva. 

 

 

“Abri a janela do meu coração para me apossar, com respeito e reverência, dos sucessos de Orlando Silva e reapresentá-los ao público pela minha voz, pela minha forma de cantar”, afirmou Zé Guilherme, tornando realidade um projeto sobre o qual e para o qual se debruçou por dez anos. “Estava ansioso por resgatar e reler a obra desse artista que foi, desde a minha infância, o combustível para a chama do desejo de ser cantor”, observou. “Minha principal diversão era ouvir no rádio a voz majestosa e brejeira do cantor, considerado a maior voz masculina do Brasil”, finalizou comunicando aos fãs e amigos que agora vive  “momento ímpar na minha carreira”.

Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva será lançado em show programado para 11 de dezembro, a partir das 21 horas, na unidade do Sesc Belenzinho, em São Paulo. Além da faixa título, a plateia ouvira Zé Guilherme recordar joias que Orlando Silva interpretava tais quais  Cidade Brinquedo, Malmequer, A Jardineira, A Primeira Vez, Pela Primeira Vez, Curare, Dama do Cabaré, Lábios Que Beijei, Preconceito, Aos Pés da Cruz, O Homem Sem Mulher Não Vale Nada, Meu Consolo É Você, Lealdade, Meu Romance, Cidade do Arranha-céu, Faixa de Cetim e Alegria.

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Foto: Alessandra Fratus

Zé Guilherme também tecerá entre as canções comentários  a respeito da vida e da obra de Orlando Silva, bem como sobre o contexto social da época e as razões que nortearam sua escolha do repertório. Com ele estarão Adriano Busko (percussão), Bré Rosário (percussão), Cezinha Oliveira (direção musical, violão, baixo e vocal), Luque Barros (violão de 7 cordas, baixo e vocal), Maik Oliveira (cavaquinho e bandolim) e Pratinha Saraiva (flautas e bandolim). O espetáculo musical terádireção de cena assinada por Mario Tommaso, figurino de Elísio Kamers e iluminação de Silvestre Júnior.

A trajetória de Orlando Silva é marcada por apurado critério, pois ele mesmo deixou registrado que apenas escolhia para o repertório canções que tocavam a alma dele. Zé Guilherme apontou entre outros critérios que a brasilidade da obra norteou a escolha das 18 faixas e que ele optou por contemplar “um perfil mais leve e alegre do cantor” como na maioria dos sambas que trazem sempre um toque de humor nas letras. Já o diretor Cezinha Oliveira inseriu elementos clássicos nos arranjos como piano, baixo acústico, acordeon, trombone e violão de sete cordas, entre outros, conferindo desta forma requinte sonoro ao disco, sem cair no mero saudosismo.

Zé Guilherme e Cezinha buscaram conceber um álbum com base no tripé interpretação, arranjos e composições, mostrar que a chamada “música antiga” do Brasil pode se manter clássica em sua origem, popular em sua apresentação e sofisticada em sua concepção. “Para todos os sambas, busquei inspiração nos conjuntos regionais da época e nas orquestras que acompanhavam os artistas nas rádios”, explicou Cezinha. “O instrumental era, geralmente, formado por acordeon, violão, percussão e instrumento solo de sopro”, ponderou o produtor. “Apenas as marchinhas A Jardineira e Malmequer seguem outro caminho: a primeira tem introdução influenciada pela música barroca e a segunda ganhou um andamento mais jazzístico”

Zé Guilherme é de Juazeiro do Norte, e lá  cresceu ouvindo além de Orlando Silva expoentes como Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, entre outros. Cantadores, repentistas e violeiros e ritmos tais quais maracatu, frevo e boi-bumbá também influenciaram seu sonho de ser cantor. Em São Paulo desde 1982, cantou no circuito de casas noturnas da cidade e participou de inúmeros shows ao lado de amigos e parceiros musicais como Maurício Pereira, Cris Aflalo, Madan, Cezinha Oliveira, Marcelo Quintanilha, Péri, entre outros. Em 2004,  estreou Canto Geral, com canções do primeiro disco e músicas inéditas de Marcelo Quintanilha, Carlos Careqa, Péri, Alexandre Leão. Em 2006, saiu  Tempo ao Tempo, com produção e arranjos de Serginho R., direção artística do próprio Zé Guilherme, que assina também a coprodução em parceria com Marcelo Quintanilha. Já em 2007, gravou participação no disco ao vivo Com os Dentes – Poesias Musicadas, de Reynaldo Bessa.

 Orlando Silva  foi filho de José Celestino da Silva, violonista parceiro de Pixinguinha no grupo Os Oito Batutas. José Celestino morreu vítima da gripe espanhola quando o garoto tinha três anos, mas a inclinação à música não se perdeu com a perda do pai. Na adolescência, Orlando Silva já curtia Carlos Galhardo e Francisco Alves, o “Rei da Voz”,  este um dos responsáveis por seu sucesso depois de ser a ele apresentado pelo compositor Bororó.

Francisco Alves imediatamente decidiu lançar o novo amigo em programa que mantinha na rádio Cajuti  e em menos de dez anos o afilhado já se tornara o intérprete cuja voz  ainda encanta pela naturalidade mesmo nos agudos mais vigorosos, os quais não pareciam requerer dele qualquer esforço. Orlando Silva ainda tocou artistas como João Gilberto, seu admirador confesso, e a quem confere  sua paternidade vocal e estética. Entre 1935 e 1942,  vivendo o auge, Orlando Silva atraía os fãs de tal forma que o radialista Oduvaldo Cozzi resolveu passar a apresentá-lo como “o cantor das multidões”. Com tamanho carisma, Orlando Silva chegou no final da  década dos anos 1930  a ser literalmente “atacado” por fãs alucinadas durante passagem por São Paulo.

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683 – Depois de receber Chico Lobo, Atibaia promove semana de homenagem a Sílvio Caldas

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O cantor e compositor Chico Lobo,  um dos mais aclamados violeiros do Brasil, apresentou-se pela primeira vez em Atibaia, estância turística do Interior de São Paulo, no domingo, 11. O mineiro de São João Del Rei residente em Belo Horizonte levou ao palco do Centro Cultural e de Eventos Victor Brecheret, atendendo a convites da Prefeitura e da produtora cultural Ruth Rubbo, um repertório que agradou em cheio a plateia e cantou e tocou com muito entusiasmo sucessos dos quatro álbuns já gravados em mais de 30 anos de carreira, mesclados a joias do cancioneiro regional, caipira e popular consagrados pelo público, dois dos quais teve a companhia do violonista e violeiro da cidade Rafael Cardoso.

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652 – Pedro Antônio recebe o “Pop Roça” de Tadeu Franco no Teatro Rondon Pacheco, em Uberlândia (MG)

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Tadeu Franco, mineiro nascido em Itaobim,  é o convidado da próxima rodada do projeto “Pedro Antônio convida”, que o receberá o conterrâneo em Uberlândia (MG) a partir das 20 horas, no palco do Teatro Rondon Pacheco. Tadeu Franco é um dos principais intérpretes surgidos no Estado na década dos anos 1980, fã confesso do-Clube da Esquina, no qual encontrou em Milton Nascimento o esteio para estrear no mercado fonográfico. Aos 10 anos, em Teófilo Otoni, Tadeu Franco ganhou um acordeom, mas gradativamente passou a ser violonista.  Logo estava despertando atenção  e provocando curiosidade em programas de calouros, circos, festas populares e até serenatas. Quando chegou a Belo Horizonte, conheceu o projeto Fim de Tarde, na Sala Humberto Mauro do Palácio das Artes. Ali, abriu as portas para embarcar no Expresso Melodia, que era abrigado em um caminhão de cujo palco eram feitas transmissões para a Rádio Inconfidência.

Com a carreira começando a torná-lo conhecido do público mineiro, simultaneamente os troféus arrebatados em festivais promovidos em templos como o Mineirinho e o Teatro Francisco Nunes foram se acumulando,  e encontro com Milton Nascimento ocorreu. Encantado com a voz do rapaz, prontamente, Bituca convidou-o para gravar Comunhão, música que assina em parceria com Fernando Brant,  faixa do álbum Ânima.  A gravação, que teve ainda a participação de Simone Bittencourt, tocou por emissoras de todo o país e tornou-se na esteira do sucesso clipe no Fantástico. Milton Nascimento também produziu o álbum de estreia de Tadeu Franco, Cativante (1984), que teve arranjos de Wagner Tiso e de Túlio Mourão, e que consagrou Nenhum Mistério e Se meu Jardim der flor.

Em 1990, Tadeu Franco gravou tanto no Brasil, como na França, Alma Animal, pelo selo Paixão Brèsil.  Neste trabalho dos mais bem acolhidos pela crítica especializada, há parcerias com Beto Guedes, Heraldo do Monte e Tomaz Antônio Gonzaga. Cinco anos depois, saiu  Orlando, pelo selo Velas, trazendo 16 músicas consagradas pelo “Cantor das Multidões”, Orlando Silva, com destaque para a interpretação de Rosa, de Pixinguinha.

O quarto álbum, Pop Roça, conforme o próprio autor define, virou um adjetivo para seu estilo, assim por ele explicado: “O nome ‘Pop Roça’ é um conceito que tem a ver com um jeito mineiro de se fazer música brasileira, algo que vem desde o Clube da Esquina”. Para Tadeu Franco, “o que aquela turma compunha passava por vários estilos, de balada a samba às canções de folclore com o Tavinho Moura, mas tudo com um sotaque mineiro”. Ele ainda observou: “Beto Guedes, Lô Borges, Wagner Tiso, todo mundo teve uma fase de fazer baladas roqueiras, que tinha influência dos The Beatles e guitarras, mas com um jeito muito próprio, pois mantinha um jeito matuto”.

Uma das interpretações mais marcantes de Tadeu Franco, Nós dois, é do também mineiro Celso Adolfo. A contribuição de Tadeu Franco à cultura mineira já rendeu ao cantor o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte  a Comenda Rômulo Paes, de Mérito Artístico e em Uberlândia se espera que ele adiante a Pedro Antônio informações sobre um novo álbum, cuja preparação já iniciou.

Serviço:

Pedro Antônio convida Tadeu Franco
Dia 26/09 – Sábado as 20 horas
Teatro Rondon Pacheco (Rua Santos Dumont, 157, Centro, Uberlândia)
Para mais informações e reserva de ingressos: (34) 3235-9182

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Zé Renato movimenta mais uma rodada do Composição Ferroviária, com abertura de João Paulo Amaral, em Poços de Caldas (MG)

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Zé Renato já tem quase 40 anos de carreira no país como cantor solo ou integrante da banda Boca Livre e gravou neste período álbuns em homenagem a Silvio Caldas, Zé Keti e Orlando Silva, além de discos autorais  como o mais recente, Breves Minutos(Foto: Daniel Darcoso)

 

O projeto Composição Ferroviária, promovido em Poços de Caldas (MG) pelos músicos Wolf Borges e Jucilene Buosi terá mais uma rodada das mais especiais no domingo, 7 de junho, quando a atração será o boca livre Zé Renato (Vitória/ES). A partir das 10 horas, antes ainda da subida ao palco do convidado que se apresentará no pátio da estação de trens, sem cobrança de entrada, o público ainda poderá desfrutar de todo o talento do violeiro João Paulo Amaral (Mogi das Cruzes/SP).  

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Viola Quebrada, grupo de Curitiba (PR), será atração do programa Terra da Padroeira neste domingo, 8

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O grupo paranaense Viola Quebrada renova sucessos da música de raiz com arranjos modernos, mas em todas as canções que grava procura manter as tradições que representam a vertente caipira de nossa cultura popular. O nome do quarteto é inspirado em composição de Mário de Andrade, presente no primeiro álbum.

 

O grupo paranaense Viola Quebrada vai ser o destaque do programa Terra da Padroeira que a TV Aparecida, de Aparecida (SP), levará ao ar neste domingo, 8 de março, a partir das 9 horas. Oswaldo Rios (voz e violão), Mari Amatti (voz), Rogério Gulin (viola) e Rubens Pires (acordeon) formam o grupo, um dos principais representantes do Estado de música brasileira de raiz. Em seu repertório, o Viola Quebrada resgata preciosidades desta vertente para interpreta-las com arranjos modernos, embora não menos singelos, de uma maneira não saudosista, mas que respeita a tradição. 

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Fagner, mais um aniversariante de 13/10, passa por São Paulo antes de show marcado para Goiânia

Quando ainda tinha apenas seis anos incompletos, Fagner ganhou o primeiro dos muitos prêmios de uma carreira consagrada no Brasil e no exterior e que reúne mais de 70 álbuns, além de atuação em minissérie de televisão (Fotos de Elisa Espíndola)

Quando ainda tinha apenas seis anos incompletos, Fagner ganhou o primeiro dos muitos prêmios de uma carreira consagrada no Brasil e no exterior e que reúne mais de 70 álbuns, além de atuação em minissérie de televisão (Fotos de Elisa Espíndola)

O cantor e compositor Fagner vai se apresentar em Goiânia (GO) neste sábado, 18, em espetáculo marcado para o Atlantic Hall, a partir das 21h30. Cearense de Orós, ele está completando mais um aniversário hoje, 13/10, data especial pela qual ouviu o tradicional canto “Parabéns a você” dos fãs que o assistiram em 10 e 11 de outubro no Bradesco Hall, casa na qual fez mais um show em São Paulo. Representado pela fotógrafa Elisa Espíndola, amiga dele, o Barulho d’água Música estava entre os presentes e cumprimentou Fagner nos camarins.

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