858 – Fica pronto segundo DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva (SP), com participações de Rodrigo Delage e João Araújo (MG)

O Barulho d’água Música recebeu  na noite de sexta-feira, 15 de abril, quando havia récem saído do forno e ainda queimava nas mãos, o DVD e o álbum que a Orquestra de Violeiros Terra da Uva (OVTU), de Jundiaí, gravou em 15 de agosto de 2015, no tradicional Teatro Polytheama e contou com as participações dos músicos de Minas Gerais Rodrigo Delage e João Araújo. O repertório das obras, como frisou o regente da OVTU e professor de viola  Daniel Franciscão no início da gravação, permite um passeio por vários estados brasileiros por meio de composições consagradas pelo público de autores como Almir Sater, José Gomes e Paulo Simões; Xavantinho; Luiz Gonzaga e Hervê Clodovil, Patativa do Assaré; Milton Nascimento e Chico Buarque; Ivan Lins e Vitor Martins; Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle; Sirlan e Paulo César Pinheiro; Dory Caymmi; Tião Carreiro, Piraci e Lourival dos Santos

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852 – Conheça toques do violeiro Rodrigo Delage (MG) ligados à alma do sertão e às tradições populares em BH, neste dia 14

O cantor  e compositor Rodrigo Delage (MG) será atração nesta quinta-feira, 14 de abril, de mais uma rodada do projeto Canto & Viola, que mensalmente é promovido em Belo Horizonte por Luiz Tropia e Tadeu Martins com sessões no Cine Theatro Brasil. Rodrigo Delage estará acompanhado por  Ricardo Cheib (percussão) a partir das 20h30 para apresentar músicas dos quatro álbuns da discografia que inclui o mais recente, Périplo-Viola Caipira, com 10 faixas entre as quais há uma homenagem ao poeta mato-grossense Manoel de Barros (Tratado Geral das grandezas do ínfimo), uma releitura de Correnteza (clássico de Tom Jobim e de Luiz Bonfá) e Al otro lado del río, do uruguiao Jorge Drexler, que está na trilha sonora de Diário de motocicleta (2004), de Walter Salles, e que deu Drexler o Oscar de canção original, em 2005.  Há ainda, parcerias com João Evangelista Rodrigues, Mourão Martinez,  Rafa Duarte, além de algumas adaptações de domínio público, como Pianê, pianá, e Voltado, com participações especiais de Fernando Sodré e João AraújoA única instrumental, Carinhanha, é parte da trilha sonora do documentário Carinhanha: Um Rio do Grande Sertão, de Dêniston Diamantino.

Os rios, por sinal, têm grande importância e influenciam diretamente a obra de Delage, que é de Belo Horizonte e além de músico, exerce o ofício de advogado defensor público. Rodrigo Delage viveu durante a infância em cidades do Norte do Estado, entre as quais destaca Pirapora, experiência que permitiu conhecer e até hoje seguir viajando pelo São Francisco, Rio das Velhas e Urucuia e recentemente o levou a estrelar um dos programas especiais do Globo Rural, levado ao ar, em 20 de março, sobre o Velho Chico. Neste ambiente cercado de mística e de personagens, reais e fantásticos, Delage encontra fontes das quais recolhe toques de viola ligados à alma do sertão, ao mato, às vidas que correm e habitam nas águas, às tradições populares.

A exemplo do escritor João Guimarães Rosa, Delage também se maravilha naquelas paragens e conta-nos que nestas navegações “ouve causos, grava paisagens, escuta e observa bichos”. Depois traz tudo isso para o universo da viola caipira, instrumento que passou a acompanhá-lo e com o qual se afinou depois de um breve ensaio com o violão. Em um dos seus álbuns, Imaginário roseano, este em parceria com João Araújo e Geraldo Vianna produzido como  tributo ao centenário de nascimento de Guimarães Rosa, com participações de Rolando Boldrin, Téo Azevedo e Paulo Freire, três outros mestres do gênero. O disco de estreia, Viola Caipira Instrumental (2003), conta com Pena Branca e Chico Lobo. Para os especialistas e amantes da viola, começou ali a ascensão de Rodrigo Delage ao seleto grupo dos ases, condição que reiterou na sequência, com requinte e apuro, ao gravar Águas de uma saudade.

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Rodrigo Delage, acompanhando João Araújo (de branco) e Daniel Franciscão (ao centro), durante a gravação do DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva (Foto: Arquivo Barulho d’água Música/Marcelino Lima)

“Desde o lançamento de Imaginário roseano, dediquei-me à composição de canções para este novo disco [Périplo-Viola Caipira]; foi um tempo necessário para minha inspiração”, observou. “O trabalho primou pelo capricho, seja na criação das músicas, na discussão das letras com os parceiros ou na montagem e execução dos arranjos, busquei dar todo o tempo à minha capacidade criativa”, disse em entrevista ao blogue Uai!. Delage pensava desde o início em um álbum “elegante”, com arranjos contemporâneos para suas canções e para a música de viola que assina. “Aproveite-me da sofisticação melódica e harmônica de algumas composições”, contou Delage ao blogueiro mineiro Carlos Herculano Lopes. Ele ainda fez observação digna de nota e que traz à cena, além do parceiro Fernando Sodré, outro conterrâneo e violeiro, Fabrício Conde. De acordo com ele, “a viola, em Minas, já não é mais ‘novidade’ como era há 15 ou 20 anos. Entendo, no entanto, que a atual criação em torno dela é de uma riqueza impressionante. Passamos por um momento em que reafirmamos a possibilidade de que a viola toque e esteja inserida em qualquer estilo ou vertente musical.’’

Em agosto de 2015 Rodrigo Delage gravou em Jundiaí (SP), ao lado de João Araújo, participação no novo DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, atendendo ao convite do regente, violeiro e professor Daniel Franciscão. O álbum deverá ser lançado ainda neste ano.

O Cine Teatro Brasil fica no coração de Belo Horizonte, ao lado da Praça Sete de Setembro, na esquina das avenidas Amazonas e Afonso Pena. Para mais informações e reserva de ingressos há os números de telefones (31) 3201.5211 ou (31) 3243.1964

 

616 – Barulho d’água renova acervo com álbuns “Viola Urbana III”, instrumental, e “Catrumano e Urbano”, cedidos por João Araújo (MG)

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João Araújo (MG) é cantor, compositor e produtor cultural do projeto Viola Urbana (Foto: Marcelino Lima/Acervo Barulho d’água Música)

O Barulho d’água Música esteve no sábado, 15, em Jundiaí (SP), para acompanhar a gravação de mais um DVD pela Orquestra de Violeiros Terra da Uva, regida pelo violeiro Daniel Franciscão. O evento, realizado no Teatro Polytheama, contou com as participações especiais dos músicos mineiros Rodrigo Delage e João Araújo. Na ocasião, Araújo, que também é produtor e gestor cultural, cedeu ao acervo do blogue exemplares dos álbuns Pesquisa Viola Urbana III (instrumental) e Catrumano e Urbano, que ele lançou com Téo Azevedo, em 2014.

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610 – Orquestra de Violeiros Terra da Uva (SP) convida Rodrigo Delage e João Araújo e grava clássicos regionais, com pitada italiana, para novo DVD

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A Orquestra de Violeiros Terra da Uva (OVTU), de Jundiaí, cidade do Interior de São Paulo, gravou na noite de 15 de agosto dezesseis músicas do cancioneiro regional brasileiro para um DVD que o regente e violeiro Daniel Franciscão pretende ter pronto para distribuição em dezembro. O Barulho d’água Música acompanhou o evento.

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Victor Batista, violeiro mineiro que vive e educa em Goiás, completa mais um aniversário

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Hoje, 5 de agosto, faz aniversário o compositor, arte-educador e violeiro autodidata Victor Batista, que além de nos encantar com seu ofício de cantador ainda desempenha a nobre função de atuar na formação de crianças, jovens e adultos na região de Pirenópolis (GO), onde reside atualmente. Mineiro de nascença, Victor Batista cultiva raízes culturais que brotaram no seio da família em cantorias à beira do fogão. Já fez parte dos grupos folclóricos Congá e Sarandeiros, ambos da Universidade Federal de Minas Gerais Orquestra Mineira de Violas e do Grupo Minadouro, e, atualmente, compõe a Camerata Caipira, com Isabella Rovo, Nelson Latif e Bosco Oliveira.  Em sua carreira solo, gravou Além da Serra do Curral e Manchete do Tico-Tico, que valeu ao autor a indicação de Melhor Cantor Regional pelo Prêmio da Música Brasileira 2014. 

Parabéns, Victor Batista, receba nossos votos de sucesso hoje e sempre em nome dos amigos e seguidores do Barulho d’água Música!

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Bosco Oliveira, Nelson Latif e Isabella Rovo são parceiros do aniversariante Victor Batista no grupo Camerata Caipira (Foto: Clausem Bonifácio)

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Dica do Barulho d’água Música para quem mora em Jundiaí  cidades vizinhas curtir no sábado, 15 de agosto: conferir a gravação do novo DVD da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, sob regência do violeiro Daniel Franciscão. Além dos dois convidados destacados na imagem acima, Rodrigo Delage e João Araújo, estarão presentes neste marcante evento também os cantadores Fábio Porte e Cláudio Lacerda!

Daniel Franciscão canta com Marina Ebbecke e Sérgio Turcão no programa Talentos, de Herodoto Barbeiro

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Músico cantor e compositor, professor de viola e regente da Orquestra de Violas Terra da Uva (OVTU), de Jundiaí (SP), Daniel Franciscão foi a atração na noite de segunda-feira, 30, do quadro Talentos do Jornal da Record News, apresentado sempre pelo jornalista Heródoto Barbeiro, que já recebeu  mais de quinhentos artistas de diversas tendências da música e da cultura nacionais. Daniel Franciscão apresentou faixas do seu álbum autoral Violeiro de Profissão e clássicos como Comitiva Esperança (Almir Sater/Sergio Reis) e Papo pro ar (Joubert Carvalho), acompanhado por Marina Ebbecke  e Sérgio Turcão.

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Daniel Franciscão, violeiro, professor e regente comemora aniversário em Jundiaí (SP)

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Daniel Franciscão nasceu e atua em Jundiaí, cidade do interior paulista na qual ajudou a fundar e rege a Orquestra de Violeiros Terra da Uva, além de acompanhar Cláudio Lacerda e outros cantadores da música de raiz e caipira (Fotos: Marcelino Lima)

 

Violeiro de profissão, professor de viola e regente, desde 2011 à frente da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, hoje é aniversário do também compositor Daniel Franciscão.

Natural de Jundiaí, onde exerce suas atividades e está a sede da OVTU, autor entre outros trabalhos do álbum Violeiro de Profissão, tem também se destacado acompanhando vários parceiros de estrada em projetos do circuito Sesc e programas como o Sr. Brasil, entre os quais Cláudio Lacerda e Lucas Ventania e como estes tornou-se um dos amigos e entusiastas do projeto do Barulho d’água Música. E é tanto por este imprescindível apoio, quanto pelo seu inestimável talento que a equipe do blog transmite votos de sucesso, paz e alegria, não apenas hoje e na carreira, mas ao longo da vida e no seio da família, que costuma juntar-se em quatro gerações para ver de perto o filho talentoso.

Há três anos representando Jundiaí, cidade do Interior paulista, e trabalhando pela preservação, memória e divulgação de tradições da cultura popular, a OVTU é composta por 29 integrantes. Das cordas dos integrantes em seus concertos costumam soar consagrados sucessos da música regional e popular brasileira, além da introdução de Stairway to haven (do Led Zeppelin, para abrir Cio da Terra, de Milton Nascimento e Chico Buarque) e da Tarantela Napolitana, dedicada por Franciscão aos imigrantes de Itália que ajudaram a fundar e a desenvolver Jundiaí.

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Daniel Franciscão à frente da OVTU, em 18 de dezembro de 2014, durante apresentação do Tribunal de Justiça de São Paulo

 

O eclético repertório do concerto, de acordo com Franciscão, é derivado em maior parte de uma pesquisa das composições nacionais de variados tipos e ritmos. As músicas permitem passear por todas as regiões do país e por épocas distintas, apresentando a genialidade dos nossos compositores, consagrados ou não, mas todos dotados de elementos que ajudam a esboçar uma identidade que define o conceito de brasilidade.

O apuro do regente e dos violeiros também se verifica na escolha de peças clássicas que possam ser adaptadas às cordas da viola caipira, tais quais o Hino da Vitória que tantos domingos marcou pra o povo brasileiro utilizado como tema para as vitórias do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna. Sem modificar a linguagem do instrumento, a OVTU comprova que a viola de dez cordas, embora seja quase que exclusivamente vinculada ao universo de raiz e das modas populares, pode ainda frequentar as salas de concertos clássicos, tabelando perfeitamente e sem distorções com outras formas de manifestações musico-culturais. 

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Orquestra de Violeiros Terra da Uva encerra festividades natalinas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

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Daniel Franciscão à frente da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, de Jundiaí (SP), durante concerto no Palácio do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Fotos: Marcelino Lima/Barulho d’água Música)

O Barulho d’água Música acompanhou na noite de quinta-feira, 18, mais uma apresentação da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, atração que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJES) destacou para encerrar suas festividades natalinas e o projeto Arte e Cultura no TJSP. O concerto regido pelo professor e violeiro Daniel Franciscão, que está à frente da OVTU desde a fundação, em 2011, baseou-se em um repertório diversificado que encantou a plateia formada por várias autoridades judiciárias, dentre as quais o presidente do Tribunal José Renato Nalini. Ao final do evento, Franciscão entregou um álbum em vídeo da orquestra para Natalini.

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Noite para contar aos netos!

A noite de 4 de junho ficará na memória! Estive no teatro do SESC Pompeia e em privilegiado assento na primeira fila acompanhei a gravação de mais uma participação do Rodrigo Zanc para o programa Sr. Brasil. Ao meu lado estavam Wilson Teixeira, Cláudio Lacerda, Andreia Regina Beillo, Elisa Espíndola, Enos Emerick, Isaías Andrade e tantos outros bons amigos.

Zanc cantou três faixas de "Fruto da Lida"
Zanc cantou três faixas de “Fruto da Lida”

Zanc cantou com apoio de Bruno Bernini, Thadeu Romano e Thiago Carreri as faixas “Eu sou da roça”, “Entalhes da Vida” e “Luz das Candeias”, contidas em “Fruto da Lida”, lançado em outubro de 2013. Este é o segundo trabalho do compositor de Araraquara, atualmente morando em São Carlos. Em 2006, Zanc colhera do seu variado e fértil pomar o álbum “Pendenga”.

O anfitrião, Rolando Boldrin, estava ainda melhor do que sempre é. Descontraído, iniciou o programa com o poema de sua autoria “Vamos tirar o Brasil da gaveta”. Assim que Zanc concluiu a primeira canção, Boldrin solicitou a viola do convidado e por um instante mostrou para a plateia o quanto é exímio no trato com as cordas. Era apenas uma “palhinha”, um “esquenta” para o ponto alto que ocorreria no terceiro bloco, quando brindou o público com duas composições dele. Que honra foi presenciar o próprio criador há apenas alguns metros cantando e tocando com brilhosos olhos de felicidade, como quem realmente se sente entre amigos, sua peça mais famosa: “Vide e Vida Marvada”! Moço vai ouvindo, vai ouvindo: não sei como contive as lágrimas por tamanha benção caída do céu, onde com certeza, Deus repetia o refrão fazendo um sinal de positivo para São Pedro “é que a viola fala alto no meu peito humano…”

Boldrin contou causos divertidíssimos e cantou "Vide e Vida Marvada".
Boldrin contou causos divertidíssimos e cantou “Vide e Vida Marvada”.

Não chorei, mas como ri e gargalhei de até perder fôlego. Aliás, mentira: chorei sim, mas de tanto rachar o bico com os causos que Boldrin contou já que meus dois de ver ficaram bem marejados. Uma das anedotas era sobre um caipira que resolveu criar uma galinha “americana”, gringa da crista aos pés, altiva, de olhos verdes, lavada a xampu e, perfumosa. Ao chegar ao galinheiro onde já “veviam” algumas aves brasileiras depenadas, feias, magras, piolhentas, a nova moradora bota banca, marrenta e com saracoteios de superioridade joga terra nos olhos das veteranas ao ciscar, entre outras hilárias tentativas de se impor.

Só estes momentos valeriam pelo valor do ingresso — que, se por acaso fosse cobrado, teria sido muito bem pago. Lucas Ventania, Daniel Franciscão e Sérgio Turcão ocuparam o palco durante o segundo bloco para a apresentação de mais três músicas. Ventania narrou que adotou como artista o nome antigo da aprazível cidade de Minas Gerais da qual saiu para a estrada. O município, atualmente, é Alpinópolis, cantinho emoldurado por montanhas na porção Norte das Alterosas.

 Lucas Ventania é de Alpinópolis (MG), antiga cidade cujo antigo nome ele adotou para tocar viola
Lucas Ventania é de Alpinópolis (MG), cidade cujo antigo nome ele adotou para tocar viola

Além dos mimos para Boldrin (uma “branquinha”, pimenta cumaru curtida em cachaça, queijo, uma colherzinha de madeira para os goles), o violeiro trouxe na bagagem os três álbuns da carreira e uma gaita. Com o instrumento de boca, Ventania iniciou a execução de “Peão”, sucesso de Almir Sater e Renato Teixeira, atendendo ao pedido do Sr. Brasil. Antes cantara “Orgulhosa” (Nhô Pai e Mário Zan) e “Felicidade de Caboclo” (Liu e Léo). Boldrin ainda fez uma reverência a Nhô Pai, abrindo esta parte do programa cantando, em coro com a plateia “Beijinho Doce”.

Encerradas as apresentações, a poesia das cantorias virou prosa no camarim. Entre um gole de café, novos e pitorescos causos ou piadas cheia de picardia e bom humor todos os convidados se confraternizaram, com Cláudio Lacerda e Wilson Teixeira reforçando a talentosa roda. Elogios mútuos e troca de gentilezas não faltaram. Turcão (integrante da famosa dupla com Jyca) e Daniel Franciscão (um dos membros da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, de Jundiaí), por exemplo, presentearam este blogueiro com exemplares de álbuns de suas carreiras, pelos quais agradeço muitíssimo!

O Sr. Brasil gravado em 4 de junho ainda não tem data para ir ao ar. Mas fique atento às chamadas da TV Cultura e, enquanto ele não rola, vá curtindo outros que já estão programados e que costumam ser apresentados aos domingos, a partir das 10 horas, com reapresentação na quarta-feira posterior, a partir das 22 horas.

Agradecimentos especiais a Patrícia Maia Boldrin, produtora do Sr. Brasil, pela acolhida tão especial e simpatia.

Da dir. para a esq.: Bruno Bernini, Thadeu Romano, Thiago Carreri, Rodrigo Zanc e o Sr. Brasil, Rolando Boldrin
Da dir. para a esq.: Bruno Bernini, Thadeu Romano, Thiago Carreri, Rodrigo Zanc e o Sr. Brasil, Rolando Boldrin
Da dir. para a esq.: Sérgio Turcão, Daniel Franciscão, Lucas Ventania e Rolando Boldrin
Da dir. para a esq.: Sérgio Turcão, Daniel Franciscão, Lucas Ventania e Rolando Boldrin

 

 

 

Violeiro de Profissão” abre a porteira para Daniel Franciscão

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O violeiro Daniel Franciscão nos brindou com um exemplar de Violeiro de Profissão, lançado no segundo semestre de 2013. Primeiro álbum da carreira de Franciscão, que também é fundador, regente e diretor musical da Orquestra de Violeiros Terra da Uva, de Jundiaí, o disco tem 13 faixas, duas com as participações de Cláudio Lacerda e de Wilson Teixeira. Ricardo Vignini, das bandas Matutos Modernos, Dotô Tonho e Mano Sinistra, toca em 12. Abrindo a porteira. Esta é, por sinal, uma das músicas instrumentais escolhidas para o repertório, juntamente com 8. Rio do Peixe”. Zé Paulo Medeiros também está presente, em 3. Casinha na Colina”, e Renato Teixeira torna o disco ainda mais marcante em9. Noite Serena”.

A cortesia foi feita na quarta-feira, 4 de junho, após a participação de Franciscão e Sérgio Turcão acompanhando o convidado especial Lucas Ventania (MG) na gravação de mais um programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, a ser apresentado em breve pela TV Cultura.

“Violeiro de Profissão” é uma mistura de muito bom gosto de sons brasileiros e andinos, passeando por ritmos como baião, chamamé e toadas entre outras muitas influências que tornam a obra diversa e sem fronteiras. O universo das 10 cordas da viola caipira está muito bem representado, traduzindo as plurais linguagens do instrumento em canções de identidade singular. Elas evocam e trazem para o ouvinte mensagens de simplicidade, admiração à natureza e amor à profissão de cantador e de violeiro.

Contatos com Daniel Franciscão podem ser feitos pelo endereço virtual daniel.franciscão@hotmail.com.

Fotos:

Da esquerda para a direita: Sérgio Turcão, Daniel Franciscão, Lucas Ventania e Rolando Boldrin (Marcelino Lima)

Daniel Franciscão autografa “Violeiro de Profissão” para este blogueiro (Andréia Beillo)