Barulho d'Água Música

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866 – Rodrigo Nali comanda Roda de Viola Caipira em Piracicaba (SP)

Alguns lutos podem custar a serem superados, mas também motivarem a busca por novos projetos. O violeiro de Paulínia (SP) Rodrigo Nali, por exemplo, mesmo ainda abatido pela precoce morte de Anderson Baptista, jovem com o qual formava o Duo Catrumano e a dupla Anderson e Rodrigo Nali, resolveu se manter ativo e já nesta sábado, 30 de abril, estará em Piracicaba à frente da Roda de Viola Caipira que a partir das 11 horas celebrará amizades e será formada para contação de causos e releituras de clássicos. O local escolhido para a festa que integra a programação Rio das Artes, do Sesc local, e tem apoio da Juá Produções Culturais, é a Casa do Povoador, situada à avenida Beira Rio, 800, no Centro da capital mundial da pamonha. Para mais informações há o número de telefone 19 34340-8605, mas Rodrigo Nali, que em 22 de abril recebeu inúmeras manifestações de apoio e votos de felicidade por mais um aniversário, avisa aos interessados que basta ter uma viola ou violão para se juntar aos tocadores.

Rodrigo Nali recebeu em 30 de setembro de 2014 homenagem na Câmara Municipal de sua cidade proposta por Danilo Barros (PC do B), vereador que encaminhou o projeto em reconhecimento ao “empenho na música e por Rodrigo Nali representar Paulínia no Brasil e no mundo”. O músico é virtuoso com o instrumento que escolheu para seguir na estrada e muito de sua habilidade foi adquirida e aperfeiçoada em convivência com Ivan Vilela, quando ao lado deste integrava a Orquestra Filarmônica de Violas, que Vilela fundou em Campinas e é uma das mais afamadas e premiadas do gênero.

Partida precoce

Anderson Baptista morreu em 8 de abril, após uma semana internado, em Campinas (SP), vítima da gripe H1N1. Estava com 27 anos.

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800 – Barulho d’água Musica completa discografia do violeiro, compositor e professor Ivan Vilela (MG)

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O compositor, arranjador, pesquisador e professor universitário Ivan Vilela (Itajubá/MG) forneceu ao Barulho d’água Música arquivos de sua obra fonográfica que incluem álbuns hoje raros como Hortelã e Vereda Luminosa, Teatro do Descobrimento e Espiral do Tempo. Ivan Vilela é considerado um dos mais talentosos violeiros de todos os tempos no Brasil e não apenas em seu meio já que é muito respeitado entre os colegas músicos de todos os segmentos e ainda na Academia, ambiente no qual ajudou a despertar o interesse pelas pesquisas e produções cujo tema é a viola caipira e o universo rural a ela associado, incluindo costumes e o linguajar em variados períodos desde a colonização por Portugal. É autor de Cantando a própria história – Música caipira e enraizamento, livro da Editora da USP (Edusp). 

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752 – Conversa Ribeira encerra em São Paulo segunda temporada do projeto Imagens do Brasil Profundo

Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002

Daniel, João Paulo e Andrea estão juntos e formam o Conversa Ribeira desde 2002 (Foto: Mariana Chama)

O grupo Conversa Ribeiro, de São Paulo, encerrará nesta quarta-feira, 9,  partir das 20 horas, as atividades do projeto Imagens do Brasil Profundo, que tem curadoria do professor de Sociologia Jair Marcatti. Com entrada franca, o público que comparecer à Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, conhecerá João Paulo Amaral (viola caipira e voz); Daniel Muller (piano e acordeão); e Andrea dos Guimarães (voz), juntos desde 2002. Ao longo da trajetória do trio, o Conversa Ribeira tem procurado elaborar músicas que encantem pela riqueza e pela profundidade que vislumbram no repertório caipira, tanto no que se refere aos conteúdos musicais, quanto à experiência humana, aos saberes e às sensibilidades que se revelam nessa escolha. Neste semear, demonstrando o profundo respeito que cultivam com relação aos antepassados caipiras, promovem um encontro criativo entre essa fonte abundante de inspiração e outros estilos aos quais também se dedicam,  tais quais a canção popular brasileira e a música instrumental.

De acordo com o texto de apresentação disponível na página eletrônica do Conversa Ribeira, as interpretações do trio são sínteses cuidadosamente elaboradas em que ao modo caipira de cantar e tocar se sobrepõem novas concepções de arranjo, de harmonia, de improvisação, das interpretações instrumentais e vocais. Assim, quando mergulha na particularidade de cada canção que escolhe recriar, traz à tona, sob um novo ponto de vista, sua expressividade. O resultado é uma música que transborda fronteiras dos gêneros musicais e um repertório que abrange desde melodias folclóricas e modas compostas ou gravadas por grandes artistas da música caipira de raiz, até novas composições de autores contemporâneos, conscientes de seus enraizamentos culturais e interessados em transformá-los em frutos.

O projeto do Conversa Ribeira inclui também canções de artistas consagrados da música brasileira que não são propriamente caipiras, mas que se mostram sensíveis às profundezas ancestrais das culturas do interior do Brasil. Nos dois álbuns que lançaram, Conversa Ribeira e Águas Memoriais, há obras de grandes compositores e intérpretes caipiras como João Pacífico, Raul Torres, Alvarenga, Ranchinho, Tião Carreiro e Almir Sater, entre outros, lado a lado com criações próprias e também e de artistas universais como Villa Lobos, Milton Nascimento e Dori Caymmi.

João Paulo Amaral rege a Orquestra Filarmônica de Violas de Campinas e é ex integrante do Trio Carapiá

Daniel Muller é bacharel e mestre em Música pela Unicamp, arranjador e instrumentista do Quatro a Zero, grupo que propõe uma releitura do choro e de sua tradição, utilizando instrumentos como guitarra, contrabaixo elétrico, piano e bateria

Andrea dos Guimarães é arranjadora e compositora, bacharel em Música Popular e Mestre em Música pela Unicamp, integrante do Garimpo Quarteto, grupo com conceito fundamentado na música instrumental que apresenta a voz como instrumento por meio da utilização de vocalizações sem palavras. Em fevereiro lançou Desvelo, seu primeiro trabalho autoral.

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O jornalista Vitor Nuzzi autografa exemplar do livro que escreveu sobre Geraldo Vandré durante o lançamento da obra na BMA (Foto: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Música)

O cantor e compositor Geraldo Vandré foi tema da rodada anterior do projeto Imagens do Brasil Profundo, na quarta-feira, 2, quando Marcatti recebeu o jornalista Vitor Nuzzi , autor do livro Geraldo Vandré — Uma Canção Interrompida, que saiu pela Kuarup. Jair Marcatti o desenvolveu em 2014 com o intuito de por em debate por meio de músicas, de filmes, de manifestações populares e de objetos o Brasil por dentro — aquele país que nas palavras de Ariano Suassuna, escondido em rincões considerados profundos, é muito vivo.  Para a primeira temporada foram convidados violeiros que falaram sobre as ligações de sua música com a cultura caipira. Em 2015, com a ampliação do programa, passaram a ser abordados outros aspectos das diversas culturas regionais do Brasil, agora desvendados em diferentes formatos: shows, bate-papos musicais, debates e palestras.

Ao invés de promover abordagens tradicionais, Marcatti prefere convidar músicos, documentaristas, diretores de cinema, ativistas culturais e pesquisadores da cultura popular que em comum nutrem um modo de olhar aprofundado e amplo sobre o Brasil e promovem  trabalhos de pesquisa e resgate das nossas mais entranhadas tradições. Com cada um dos participantes, Marcatti aborda aspectos do universo cultural brasileiro, de nossas trajetórias, continuidades e rupturas; daquilo que sem nenhuma pretensão definidora poderíamos chamar de identidades brasileiras, no plural, com a vantagem dos exemplos serem pontuados no calor da prosa, ao vivo, pelo som dos instrumentos, muitos artesanais, e pela apresentação de outras formas de expressão cultural.

Serviço

Projeto Imagens do Brasil Profundo recebe Conversa Ribeira

Quarta-feira, 9 de dezembro, 20 horas, entrada franca

Biblioteca Mário de Andrade 

Rua da Consolação, 94, Centro, a menos de 1.000 metros das estações República e Anhangabaú da linha 3-Vermelha do Metrô

 

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659 – Ivan Vilela e José Hamilton Ribeiro, mediados por Sérgio Martins, falam sobre música caipira em festival literário de Santos (SP)

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O Barulho d’água Música acompanhou no Teatro Guarany, em Santos (SP), na noite de sexta-feira, 25 de setembro, As Raízes da Música Caipira, rodada do 7º Tarrafa Literária mediada pelo jornalista Sérgio Martins com o violeiro escritor, compositor e pesquisador Ivan Vilela (Itajubá/MG) e o jornalista José Hamilton Ribeiro (Santa Rosa do Viterbo/SP). Os convidados abordaram o tema da mesa contando fatos, causos e comentando aspectos históricos e atuais relacionados à música caipira — uma das mais ricas e duradouras expressões das tradições populares do Brasil, presente com grande força no Interior de São Paulo e em estados como MG, PR, GO.

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Fabrício Conde abre porteiras e estabelece novos territórios culturais com seu recente disco, Fronteira

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Fabrício Conde, compositor, escritor e contador de causos é conterrâneo de Murilo Mendes, leitor de Borges e de Guimarães Rosa, estudou com Ivan Vilela, aprendeu manhas e mandingas com a avó e Antônio Macário, curte cinema italiano e já agradou aos ouvidos da Rainha Elizabeth com suas composições repleta de raízes e de sonoridades universais

O Barulho d’água Música recebeu para o acervo do blog o novo álbum de Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG), compositor e um dos vencedores do XIV Prêmio BDMG de Música, promovido em Beagá. Fronteira,  nome do trabalho, foi produzido com apoio da Prefeitura da cidade mineira situada na Zona da Mata, com incentivos da Lei Murilo Mendes, escritor que lá nasceu e residiu, com participações de Laura Delgado (voz), Márcio Hallack (piano) e Rodrigo Biss (rebeca). Fabrício Conde toca cuatro venezoelano, viola de cabaça (arte do luthier e violeiro paulista Levi Ramiro) e ronroco; para cada uma das 11 faixas faz um breve comentário revelando particularidades da composição. Samba Venezoelano, por exemplo, com a qual abre o concerto, foi composta nos aeroportos de Santiago, capital do Chile, e de Guarulhos (SP). “A ideia de compor este samba surgiu devido ao fato de alguns amigos, por brincadeira, chamarem o meu cuatro venezoelano de cavaquinho”, conta.

Corta!

Fabrício Conde não é compositor de viola caipira? Como, então, está fazendo samba, e, ainda mais com instrumento estranho a nossa cultura?

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Guilherme Ribeiro lança Tempo, quarto disco autoral, no Museu da Casa Brasileira (SP)

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Natural de Santos (SP), Guilherme Ribeiro também toca acordeon e teclado, leciona música e já se apresentou em festivais e casas da Holanda, da França, da Bélgica, do Canadá e dos Estados Unidos; em 2010 lançou Calmaria, seu primeiro disco (Foto: Marcelino Lima)

 

O pianista e acordeonista Guilherme Ribeiro (Santos/SP) apresentou no domingo, 10 de maio,  pela primeira vez em público, músicas do quarto disco de sua carreira, intitulado Tempo, durante show promovido no Museu da Casa Brasileira, situado em São Paulo (SP). Guilherme Ribeiro tocou emoldurado por uma prazerosa chuva de outono no dia dedicado às mães, acompanhado por músicos de um time de primeira formado por Daniel de Paula (bateria), Sidiel Vieira (baixo), Rodrigo Ursaia (saxofone) e Vinícius Gomes (guitarra). Ele também recebeu no palco a cantora e fotógrafa Dani Gurgel, produtora de Tempo, que cantou Vento de Outrora, dela, e Verso em nó, parceria dela e Ribeiro. 

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Kleiton e Kledir dão sequência ao projeto Composição Ferroviária, de Poços de Caldas (MG)

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Os irmãos gaúchos que já fizeram parte da banda Almôndegas levarão a Poços de Caldas sucessos como Navega Coração e Paixão (Foto: Beto Scliar/RS)

Os irmãos gaúchos Kleiton e Kledir serão a atração da segunda rodada do projeto Composição Ferroviária, que os músicos Wolf Borges e Jucilene Buosi promovem anualmente em Poços de Caldas (MG). Kleiton e Kledir estarão no palco do pátio da estação ferroviária da cidade em 19 de abril, a partir das 10 horas. Voz & Violões & Violino terá entrada franca e ficará marcado pela recordação de inesquecíveis sucessos como Deu para ti, Vira Virou, Navega Coração, e Paixão, parte do repertório registrado por ambos em mais de 15 discos ao longo da carreira que contem, ainda, trilhas sonoras.

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