1565- Zimbher (DF) lança disco em parceria com Baleiro e homenagem a Laerte Coutinho

#MPB #Teatro #CulturaPopular

O cantor e compositor Zimbher está lançando seu novo álbum, Cordas, Nós e Voz, com participação de Ná Ozzetti e parceria com Zeca Baleiro, projeto no qual o músico se apropriou do conceito de movimentos comum no estilo erudito e no disco descritos como 1° movimento (silente), 2° (ausente) e 3° (premente). Com distribuição pela Tratore, Cordas, Nós e Voz (www.tratore.com.br) tem um conceito que o próprio título já explica e que Zimbher reforçou ao afirmar que “veio a vontade de agregar às ‘cordas’ (instrumentos) o ‘nós’ (pronome e referência às ‘cordas’ da palavra anterior), que também podem significar limites”, Ainda conforme o autor, “assim como ‘voz’ é o som vindo das pregas que vibram com a entrada e saída do ar, mas também o pronome e uma parte da composição musical, é a materialização de quem se é”. Zimbher reforçou: “Somos porque temos voz e, por ela, nos livramos de amarras, de ‘nós’ que nos aprisionam, possibilitando o ‘desenforcar’. Gosto de explorar essas dualidades, esses sentidos outros”.

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1109 – Matuto Moderno (SP) faz show para comemorar 20 anos de trajetória e convida André Abujamra

Apresentações da banda que divulga a música caipira com pegada de rock serão na Caixa Cultural São Paulo, com ingressos gratuitos*

A tradição musical do Sudeste brasileiro, ao som da viola caipira, parecia não ter nada em comum com o rock, até que cinco músicos se uniram para formar o Matuto Moderno no final da década dos anos 1990 e derrubaram a crença de que música de raiz atrai apenas tiozinhos. Desde então, a banda formada por Ricardo Vignini (viola caipira), Zé Helder (viola caipira e vocal), Edson Fontes (vocal e catira), Marcelo Berzotti (baixo e vocal), André Rass e Carlinhos Ferreira (percussão) tem se apresentado nos palcos mais nobres de São Paulo, em outras regiões do país e até no Exterior, com participações especiais de diversos artistas brasileiros. Agora, para comemorar 20 anos de trajetória, os matutos convidaram André Abujamra para tocar e cantar com eles, entre a quinta-feira, 20, e o domingo, 23 de setembro, no palco do teatro da Caixa Cultural São Paulo (veja a guia Serviços).

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Sepultura e Iron Maiden com sotaques caipira

Vignini e Zé Helder durante a apresentação no SESC Osasco

Vignini e Zé Helder durante a apresentação no SESC Osasco

O SESC Osasco trouxe a dupla Ricardo Vignini e Zé Helder na quinta-feira, 5 de junho, para a abertura do projeto “Caldo com Sons Brasileiros”. Ambos os violeiros integram o “Matuto Moderno”, banda reconhecida pela fusão da sonoridade da música caipira com clássicos do rock e se juntaram para tocar no Deck da Cafeteria faixas do premiado álbum “Moda de Rock – Viola Extrema”, gravado em 2011. O show começou com “Aces High“, do Iron Maiden. Depois o público curtiu momentos de raro virtuosismo com ambos dedilhando nas 10 cordas entre outros conjuntos cultuados pelos roqueiros de todas as idades Sepultura, Led Zeppelin e Pink Floyd, da qual emendaram magistralmente “In the flash“, do “The Wall”, com “Saudades de Matão“, composta em 1904 por Jorge Galati, maestro da banda brasileira Italo-Araraquara.

Ricardo Vignini

Ricardo Vignini

Vignini e Zé Helder, professores de viola, ainda tocaram Tião Carreiro, Índio Cachoeira e Gedeão da Viola. The Rolling Stones e “Matuto Moderno” também foram lembrados. Da segunda banda, que já tem 15 anos de estrada a música escolhida, “Topada”, é parceria de Vignini com  André Abujamra, ex-“Os Mulheres Negras”. O encerramento homenageou amantes da música clássica com a execução da Nona Sinfonia de Bethoven. Desta, brotou “Aqualung”, do Jethro Tull. O bis rolou com “Norwegian Wood”, de “Rubber Soul” (1965), um dos mais famosos trabalhos do The Beatles. Esta foi a primeira música que George Harrison utilizou sua cítara.

Quem perdeu a apresentação não precisa se lamentar. Os violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder estarão de volta ao mesmo palco em 26 de julho, a partir das 19 horas, em mais uma ediçãodo projeto “Viola com Sons Brasileiros”.

Zé Helder

Zé Helder