1096 – “Mestiçaria”, álbum de Lula Barbosa e Luciano Thel, celebra a miscigenação e o ecletismo que formam o brasileiro

O álbum, 14ª da carreira do paulistano que despontou com o vice-campeonato do Festival dos festivais é uma homenagem às nossas gentes,  sem a pretensão de ser panfletária, mas  autenticamente brasileiro
Marcelino Lima, com Osni Diaz e Luciano Thel

A audição matinal do sábado, 18 de agosto,  no boteco do Barulho d’água Música começou com Mestiçaria, um disco dos mais agradáveis de serem ouvidos não apenas pela voz cativante de Lula Barbosa, mas também pela sua proposta. O 14º álbum de Lula Barbosa saiu pelo selo independente Galeão dando alma a um projeto dele e do letrista Luciano Thel, coautor das músicas e produtor executivo da obra. Além da eclética base instrumental da gravação, Mestiçaria traz canções que celebram a brasilidade e repercutem o mito formador da amálgama chamada Brasil – sem perder de vista a perspectiva universalista das muitas matizes étnicas e culturais de nossas gentes. O álbum chegou até à redação enviado pelo amigo jornalista do Correio de Atibaia e professor de Jornalismo da Faculdade de Atibaia (SP), Osni Dias, a pedido de Thel, aos quais agradecemos.

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Hoje assopramos a primeira velinha do Barulho d’água Música!

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O grupo do projeto cultural 4 Cantos, formado por Rodrigo Zanc, Cláudio Lacerda, Wilson Teixeira e Luiz Salgado é acompanhado de perto pelo blog, como quando esteve no programa Sr. Brasil, de Rolando Boldrin, um dos mais importantes divulgadores e incentivadores do universo caipira e regional (Foto: Andreia Beillo)

 

Hoje, 3 de junho, o Barulho d’água Música completa um ano de atividades. Neste período, contando com as colaborações de Ana Lúcia Fernandes e Elisa Espíndola (fotógrafas), Andreia Regina Beillo (relações públicas), dicas de consultoria e administração de José Carlos “Babu” Baia, e Thiago Barreto e compartilhamento de conteúdos com a revista eletrônica de cultura Kalango (Osni Dias/Atibaia-SP), produziu 514 matérias alusivas à cobertura de shows, à divulgação de apresentações, de eventos e de projetos, ao lançamento de álbuns, e registro de aniversários de cantores e de compositores, entre outros temas. De forma espontânea e independente, sem recursos, dotações publicitários ou outra fonte de sustentação, os blogueiros participaram de programas como o Sr. Brasil (de Rolando Boldrin, na TV Cultura), Dia a Dia Rural (de Tavinho Ceschi, no canal Terra Viva) e o Instrumental Sesc Brasil (de Patrícia Palumbo, no Sesc Consolação/SP), viajaram por várias cidades do país e promoveram inúmeras reportagens e entrevistas, além de pesquisas, sempre com o intuito de recolher a melhor e mais completa informação.

Desta forma, apesar das dificuldades e do árduo trabalho que muitas vezes consumiram jornadas integrais ao longo dos dias, incluindo sábados, domingos e feriados, constitui-se em um canal de comunicação produto de zelo profissional e de apurado trato jornalístico, já reconhecido, elogiado e respeitado em vários meios, com seguidores e visualizações em países dos cinco continentes, entre os quais o Laos, Cingapura, Tailândia e Vietnã!

O melhor deste período, entretanto, é a cada vez mais copiosa relação de amigos que o Barulho d’água Música conquistou, sem falar na prazerosa sensação de ter contribuído para o resgate e a divulgação, e consequentemente,  a valorização da cultura genuinamente popular; de manifestações que sobrevivem no seio de tradições  e que, embora não recebam a devida atenção dos média ou mesmo dos produtores culturais, autoridades e educadores, compõem ou ajudam a traduzir com mais fidelidade o perfil da brasilidade — ainda que este seja múltiplo e, aparentemente, bastante complexo, posto que deriva ou se forma a partir de várias raízes. Não é uma tarefa fácil e sugere para muitos que talvez seja uma utopia; talvez, seja, vá lá: sabemos, sim, que se assemelha a um sacerdócio (no sentido de exigir certo devotamento e entrega), mas estamos absolutamente à vontade, fazemos o que gostamos, exercemos a labuta com prazer e hoje, nesta data especial, renovamos nosso compromisso de seguirmos em frente por que estamos igualmente convencidos: você e o seu trabalho, na verdade, merecem nossos esforços,e  mais do que reconhecimento, precisam  de longos aplausos, em pé!

Alguns destes inúmeros amigos e apoiadores que colhemos neste período nos enviaram mensagens de congratulações e as compartilhamos abaixo. A todos vocês nosso muito obrigado!

As minhas felicitações ao blog Barulho d’águaesse canal da arte da cantoria e dos cantadores, que se materializa pelo trabalho do nosso querido Marcelino Lima, Andreia Beillo e colaboradores, malungos incansáveis, que  fazem desse espaço uma ‘porteira’ responsável pela difusão da boa e mais sincera música brasileira. Fica aqui a gratidão por ver o meu trabalho publicado, e pela oportunidade de conhecer tanta gente boa, artistas extraordinários, que dispensam o abraço da grande mídia e espalham a sua arte através de parceiros como esse blog, o suficiente para chegar aos ouvidos de muitos e muitos, e muitos ainda virão. Salve a arte dos cantadores, salve a arte dessa corrente maravilhosa e salve o blog Barulho d’água. Vida longa.

Déo Miranda, cantor, compositor e produtor cultural (Mogi das Cruzes/SP)

Barulho d’água brotando da fonte é uma dádiva da natureza trazendo a pureza e sonoridade da vida. Assim é o belo trabalho desenvolvido por esses queridos e atentos difusores das nossas andanças e cantorias por este país. Nas comemorações de 1 ano do blog Barulho d’Água o presente continua sendo nosso… Gracias, Marcelino, Andreia e toda a equipe dedicada e espalhar arte genuína por este terreiro virtual.

Katya Teixeira, cantora, compositora e pesquisadora, coordenadora do Dandô Circuito Dércio Marques de Música (São Paulo/SP)

Quando “ouço” o Barulho d’água, imediatamente penso nas criaturas que, com tanta paixão e cuidado, alimentam seus seguidores com as boas novas do universo cultural brasileiro. Marcelino Lima e Andreia Beillo, juntamente com seus colaboradores, são amigos queridos que merecem seguir firmes e fortes no segmento. Desejo vida longa ao Barulho d’água música.

Rodrigo Zanc, cantador e violeiro (São Carlos/SP)

Eu simplesmente adoro ouvir barulho d’água! Quando soube do blog com esse nome, pensei comigo que seria muita responsabilidade aos blogueiros! Pois o Barulho d’água dos queridos Marcelino Lima e Andria Beillo reverbera o som de um riacho lindo, calmo e de muito boa energia. Aliás, energia é que não os falta  para registrar e divulgar as cantorias de tanta gente boa por esse mundão! Parabéns pelo primeiro aniversário e muito obrigado pelo maravilhoso serviço prestado à nossa cultura. Que essa água continue correndo!

Cláudio Lacerda, cantador e compositor (São Paulo, SP)

Parabéns pelo primeiro ano de existência! Parabéns ao espaço-rio que carrega arte em seu leito. Parabéns ao espaço-mar que espalha puras ondas musicais. Que os próximos anos sejam oceanos; águas que unem e transportam notícias; embarcações de palavras cheias de instrumentos, melodias, canções e vozes.

Consuelo de Paula, cantora, compositora e poetisa (São Paulo/SP, Pratápolis/MG)

Neste dia 3 de junho é aniversário do blog Barulho d’Água Música uma aventura quixotesca comandada pelo jornalista Marcelino de Jesus Lima e sua fiel escudeira Andreia Beillo. O blog, mesmo sem recursos, presta um serviço inestimável às artes oferecendo semanalmente uma vasta agenda cultural. Além disso, o blog tem o mérito de cobrir os eventos in loco, simplesmente pelo respeito que tem com os seus leitores, coisa louvável. Quantas vezes nós, do Grupo Balaio de Doi2, fomos prestigiados com fotos e textos sobre o nosso trabalho. Por isso, do fundo do coração, desejamos que o Barulho d’Água Música prospere cada vez mais e que pessoas e empresas com capacidade de investimento ajudem o blog a ter vida longa.

Paulo Netho e Salatiel Silva, cantores, compositores, poetas e produtores de riso e de alegria (São Paulo/SP)

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Revista Kalango é a nova parceira do Barulho d’água Música

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A revista digital de cultura Kalango , produzida há quatro anos por Osni  Tadeu Dias, jornalista,  professor de várias disciplinas da cadeira de Jornalismo da FAAT (Atibaia/SP) e militante ambientalista e de causas indígenas,  tornou-se parceira do Barulho d’água Música para o compartilhamento de conteúdos.

A Kalango, que entre seus colaboradores conta com o apoio de Marcelino Lima e Andreia Beillo, já publicou em suas páginas, por exemplo, matérias a respeito de Edvaldo Santana (SP), Luís Perequê (SP) e Tetê Espíndola (MS) primeiramente disponibilizadas pelo blog. Trata-se de revista completamente independente e sem fins lucrativos que vem oferecendo aos internautas matérias e ensaios, incluindo fotográficos, sobre teatro, cinema, artes plásticas, música, literatura e outras manifestações culturais, além de artigos e resenhas sobre diversos temas, alguns polêmicos, assinados por colaboradores como Leonardo Boff, Luís Sérgio Brandino, Luís Carlos Pires de Moraes e vários pensadores, professores, historiadores, entre outros profissionais liberais autônomos.    

O conteúdo da Kalango, que já chegou a vinte edições, pode ser acessado e lido em www.revistakalango.com.br. Uma das matérias do Barulho d’água Música recentemente compartilhada é a do show que Tetê fez em junho, no Sesc Osasco, cujo linque é http://www.revistakalango.com.br/tete-espindola-e-convidados/. Abaixo, na íntegra, o blog retribui  disponibilizando a matéria do próprio Osni, com fotos de Maira Acayba, sobre o músico, compositor e produtor Tatá Aeroplano. Boa leitura a todos!

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Osni Dias é jornalista, professor universitário, agitador cultural e militante ferrenho das causas indígenas (Foto: Arquivo pessoal)

 

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Acervo do blog recebe obras de Paula Velozo, João Lucas, Jonata e Horácio Neto e DVD “A Moda é Viola”

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Biografias da dupla cujo trabalho Osni Ribeiro ajudou a registrar juntamente com Sergio Santa Rosa

O Barulho d’Água está com o acervo mais rico com a chegada de quatro álbuns e um DVD enviados pelo amigo Osni Ribeiro, secretário de Cultura de Botucatu. os discos são de Paula Velozo (“Comendo vento com sal”), cantora de Bauru atualmente residente em São Paulo, com participações de Nailor Proveta (saxofone) e Levi Ramiro (viola caipira); de João Lucas (“Chiados e Batuques”), jovem percussionista de Botucatu; e de Jonata e Horácio Neto (“Cururu”), um belo registro de vários cururus da dupla; Jonata reside em Piracicaba e Horácio, antes de viajar fora do combinado, residia em Cerquilho. Os três mostram o trabalho de Osni Ribeiro como produtor musical e garimpeiro de novos talentos. O álbum da dupla também tem a participação na feitura de Sérgio Santa Rosa, jornalista que se encarregou da produção executiva.

A caixa entregue pelos Correios tem ainda os dois discos da carreira de Osni Ribeiro, “Gêneses” e  “Bebericando”, reunidos em uma única mídia, fusão experimental para compartilhar com amigos que ele vem pensando carinhosamente em produzir em série. O DVD é “A Moda é Viola”, do cineasta Reinaldo Volpato, que há tempos eu ansiava adquirir. Volpato já foi diretor do “Viola, Minha Viola” e gravou o documentário se baseando no livro homônimo de Romildo Santanna, livre docente da UNESP, que fez um tratado sobre o assunto.

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João Lucas

Agradecemos demais à confiança e à honra de recebermos tão nobres presentes. Vamos ouvir e assistir tudo com carinho e comentar com mais profundidade posteriormente com os demais amigos e nossos seguidores. Queremos, ainda, reproduzir o comentário de Ribeiro sobre o blog e mais uma vez assumir de público que o canal está aberto a quem tiver interesse em nos contatar. o Barulho d’Água, segundo Ribeiro, “é um grande instrumento de registro contemporâneo de nossa cultura regional”. Assim também pensamos, por isso, lançamo-nos nesta tarefa. A consideramos uma responsabilidade das mais árduas e que exigem engajamento, mas sabemos que contamos com o apoio de várias outras pessoas que, como nós, querem apenas valorizar uma significativa parte da nossa cultura popular que fica de fora dos meios difusores e formadores de opinião, ignorando e deixando o público na escuridão em relação a inúmeras obras que há décadas embalaram e fizerem parte do dia a dia e do imaginário de várias gerações e que também precisa chegar sem filtros ou rótulos aos nossos filhos e netos.

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Breve descrição sobre o cururu, a partir de imagem extraída do álbum de Jonata e Horário Neto