1265 – Chico Almeida (MG) lança álbum na Galeria Olido, em Sampa, com entrada na faixa!

Trazendo influências da música sertaneja raiz, MPB, rock, folk e jazz em arranjos para viola, o Chico Almeida divulga seu primeiro álbum, que tem participação de Fernando Sodré, Chico Lobo, Pedro Lucca, Esdras Neném e Gabriel Grossi

O cantor e compositor Chico Almeida estará na cidade de São Paulo nesta quarta-feira, 4, como atração do Teatro do Centro Cultural Olido para lançamento do álbum que leva seu nome, Chico Almeida, a partir das 20 horas, com entrada franca. Almeida é natural de Andrelândia, encravada no Sul de Minas Gerais, e nasceu em uma família de tradição musical. Ainda criança, conheceu os encantos da viola caipira com a Folia de Reis e se apaixonou pela sua sonoridade. Já na adolescência, surgiu a influência do rock, mas o encanto com as dez cordas o levou à graduação em Música pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) a partir de 2009, curso no qual se dedicou a estudar a linguagem do instrumento, fazendo releituras de outros ritmos e gêneros da música popular. Em 2010 e em 2011, foi premiado no Festival de Viola de Piacatuba (MG) e também já recebeu os Prêmios BMDG Jovem Instrumentista(2012) e Prêmio Música Independente (2013).

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1016 – Ajude com o seu voto o Barulho d’água a avançar à segunda etapa de votação do Prêmio Profissionais da Música, em Brasília (DF)

A organização do  Prêmio Profissionais da Música (PPM) abriu no sábado, 20 de janeiro, o processo de votação para indicar quem avançará às etapas seguintes entre os 921 inscritos aptos a concorrer na primeira fase de votação da quarta edição em 54 categorias das modalidades Criação, Produção e Convergência. Pela primeira vez, em quase quatro anos de atividades, o Barulho d’água Música está no páreo como candidato em Convergência/Canais de Divulgação. Caso chegue à final, visitará Brasília (DF) em abril de 2018, cidade na qual os vencedores deste ano serão anunciados. De formato inédito e concebido pelo músico e produtor brasiliense Gustavo Ribeiro de Vasconcellos, o PPM foi idealizado para expor e reconhecer a contribuição de diversos profissionais envolvidos em criação, produção e circulação de obras e produções musicais e audiovisuais. A proposta é colaborar para o desenvolvimento de oportunidades e novos negócios do setor da música, a partir da convergência com outros segmentos. “Assim podemos expandir fronteiras ao promover intercâmbios e disseminar legados ao compartilhar experiências e emoções”, observou Gustavo.

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981 – Clareza, despretensão e singularidade são marcas de Bernardo do Espinhaço (MG), compositor das montanhas e dos sertões

O Barulho d’água Música volta os holofotes novamente para Minas Gerais e apresenta aos amigos e seguidores Bernardo Puhler, cantor e compositor atualmente morador de Belo Horizonte, oriundo de Santana do Riacho, cidade situada entre as serras do Cipó e do Espinhaço. Esta segunda cadeia montanhosa, localizada no Planalto Atlântico, estende-se por Minas Gerais e Bahia, é  formada por terrenos proterozóicos ricos em jazidas de ferro, manganês, bauxita e ouro e passou a compor não apenas o nome de cair na estrada, mas a identidade artística e a alma do trabalho do músico que assina como Bernardo do Espinhaço. Ainda menino, entre os oito e os nove anos, conforme puxa pela memória, Puhler já compunha e cantava, ensaindo, assim, os primeiros passos para a trajetória que já conta com seis álbuns inspirados nas montanhas e nos sertões — dos quais três autorais e os demais gravados com o grupo Músicas do Espinhaço. Pela ordem, os títulos são Um Disco pra Serra do Espinhaço (2003); O Encontro das Cordilheiras (2010); Jardim do Mundo (2011); Janelas (2013), O Alumbramento de um Guará negro numa noite escura (2014); e Manhã Sã (2015).

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934 – Autor de Catamarã e lithos, multi-instrumentista André Siqueira é um dos finalistas do PPM 2017

O compositor, arranjador e multi-instrumentista André Siqueira, natural de Palmital (SP), atualmente radicado em Londrina (PR), é um dos finalistas do Prêmio Profissionais da Música (PPM). Caso consiga superar os concorrentes e fature no final deste mês o troféu de Melhor Artista da categoria Instrumental, o músico espera conseguir maior projeção para sua obra em cuja carreira solo se destacam dois álbuns. O mais recente, Catamarã, de 2016, deriva de bem-sucedida campanha virtual (crowdfunding) para financiá-lo. O disco é composto por nove faixas, conta com apresentação de Egberto Gismonti e uma regravação de Chovendo na Roseira (Tom Jobim). Nesta semana, Catamarã passou a fazer parte do acervo do Barulho d’água Música ao lado de lithos, o primeiro do músico doutorado em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) com a tese A sonata de Deus e o diabolus: nacionalismo, música e o pensamento social no cinema de Glauber Rocha.

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804 – Um ano depois de lançar “O Tempo e o Branco”, Consuelo de Paula encanta o público do Sesc São Caetano e chega ao Japão

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Consuelo de Paula, mineira de Pratápolis, já aos 13 anos comandava bloco feminino de Carnaval e “inventava” peças de teatro, dando vazão à veia artística que herdou dos pais e que resulta de sua sensibilidade e inclinação às tradições da terra natal (Fotos acima e no destaque: Marcelino Lima/Arquivo Barulho d’água Musica)

 A cantora, compositora e poetisa Consuelo de Paula está comemorando um ano de sucesso de O Tempo e o Branco. O sexto álbum da carreira desta mineira de Pratápolis que adotou São Paulo, mas hoje mora em vários peitos, foi lançado em 1º de fevereiro do ano passado  no Auditório do Ibirapuera (SP), com participações de Guilherme Ribeiro (acordeom) e João Paulo Amaral (viola caipira), músicos que na ocasião substituíram, respectivamente, Toninho Ferraguti e Neymar Dias, que utilizando os mesmos instrumentos gravaram em estúdio com Consuelo de Paula, mas na ocasião atendiam outros compromissos profissionais. O disco, inspirado livremente nas poesias de Cecília Meireles,  apresenta composições próprias que unem aspectos da música erudita a uma essência e referências ligadas ao cancioneiro popular brasileiro do qual, no show que se tornou inesquecível, cantou, por exemplo, Cuitelinho, Mucuripe e Saudosa Maloca.

A escolha instrumental para os arranjos de O Tempo e o Branco, composta de acordeom e viola caipira, representa bem essa relação com as raízes musicais que levou Consuelo de Paula a homenagear no batismo da obra Dércio Marques, seu conterrâneo de Uberaba, e o sambista do Brás, do Bixiga, da Barra Funda, de Ermelino Matarazzo, da Penha, da Vila Ré, da Vila Matilde e adjacências Adoniran Barbosa. O tributo ao amigo do Arnesto foi por meio de uma composição que ela apresentou pela primeira vez após escrever a letra para melodia dele e de Copinha, de 1934, que ganhou o singelo título Valsa para Matilde — nome da esposa do mais famoso passageiro do trem das onze. Outro momento de emoção: por meio da projeção de um vídeo, o público pode ver e ouvir, também, Rubens Nogueira, o saudoso Rubão, um dos parceiros, compositores e arranjadores mais próximos da mais cintilante daquela noite que até então sucederia um dia chuvoso em Sampa, mas transformou-se em uma pintura de mil estrelas. 

Quase uma volta completa da Terra em torno do Sol depois deste evento que emplacou entre os dez mais destacados do Auditório do Ibirapuera em 2015, Consuelo de Paula de novo encantou e magnetizou o público, desta vez levando ao Sesc de São Caetano do Sul (SP), em 29 de janeiro, manifestações e ritmos como Moçambique, Toada de Congo, Folia, Jongo e Samba que escolhera para o repertório de  Tambor de Rainha, show com o qual encerrou o projeto Eu vi uma História. Para transmitir a emoção guardada de vários momentos de encantamento ao ver um cortejo popular passando (fascínio que aos 13 anos já a tomava e a estimulou a fundar um bloco feminino de Carnaval em Pratápolis só para extravasar sua paixão por batucar), Consuelo de Paula cantou do começo ao fim (acompanhada em coro pela plateia) alternando tambores, violão e um pandeiro composições autorais inspiradas em tambor de crioula, baião e maracatu.

Os admiradores ouviram, assim, tanto canções dos vários álbuns solo (incluindo o novíssimo O Tempo e o Branco), quanto versos do poeta africano Craveirinha e trecho de Azul Provinciano (que ouviu na voz de Mercedes Sosa), enriquecidos por um trecho do livro A Poesia dos Descuidos, que escreveu e recebeu ilustrações de Lúcia Arrais Morales. A lista teve ainda parcerias dela com Rubens Nogueira, Vicente Barreto, Luiz Salgado, Socorro Lira, João Arruda e Rafael Altério que se juntaram a clássicos de Ataúlfo Alves, Alceu Valença e Luís Perequê, à uma adaptação de Villa Lobos para o cancioneiro nordestino e à interpretação bem particular, ao pandeiro, de Insensatez (Vinícius de Moraes e Tom Jobim). Depois de vários cantos de chegança que incluíram congadas que aprendeu na terra natal com Capitão Custódio, o “recoiê” homenageou Milton Nascimento por meio de Caicó.

Tantas tradições evocadas pelas canções e, em particular, entre os instrumentos, os tambores, são justamente o que caracterizam Consuelo de Paula. Sem querermos ceder concessão aos estereótipos, embora saibamos a força que os rótulos ainda exercem, dona de beleza cujos traços a assemelham a uma exuberante nórdica, a cantora estaria a priori mais para a formação erudita e se encaixaria, à priori, muitíssimo bem a uma banqueta de  piano (instrumento que ela queria aprender a tocar, ao seis anos de idade, mas não encontrou professor na cidade, o que a fez chorar). Consuelo, entretanto, mais do que seguir impulsos ou ceder a eventuais modelos, atendeu ao som interior de suas raízes e optou por se entender com as baquetas de tambores e as platinelas dos pandeiros, dando vazão a ritmos crioulos e tupis, pois independentemente do tom da pele e de estéticas, é, antes, filha das sagradas Alterosas, uai,  estado no qual confluem para o mesmo caldeirão ascendências diversas como a afro, a indígenas e a caipira.

Desta bendita conjunção, enfim, brotou uma açucena que se regou bebendo destas fontes universais e, mais do que se apropriar de manifestações do nosso multiétnico povo para traçar uma trajetória “alternativa”, as incorporou, tornando-se para além de lídima porta-voz uma referência para pesquisadores, novatos, olhos e ouvidos aos quais interessarem não a aparência, os badulaques e os apelos sedutores da arte, mas a essência que tempera e colore as tradições nas quais repousam a alma da nação. O gene do Brasil Profundo revela-se em sua obra e esta identidade também começou a se constituir dentro de casa.

Consuelo de Paula é filha de Luiz Gonzaga de Paula e Zélia Silva de Paula. O pai gosta de escrever versos, contar causos e é craque nos improvisos que um bom repentista sempre tem as manhas de produzir. A mãe responde pela segunda voz sempre que se reúne a família em cantorias (“foi o ritmo que uniu o casal nos bailes da cidade”, informou-nos Consuelo, lembrando que a avó paterna já cantava na igreja). A biografia de Consuelo de Paula registra, ainda, que ela “inventava” peças de teatro, tocava na fanfarra e fazia serenatas quando adolescente e, e em Ouro Preto, tocou repinique no Bloco do Caixão.

O talento e sensibilidade de Consuelo de Paula, portanto, além de virem do barro de sua aldeia e dos arredores, têm origem no sangue. É por meio deles que ela consegue enxergar entre o sol e o vento a poesia presente tanto em  pequenas flores ou no fluir e refluir “corriqueiro” de uma onda do mar, quanto na imponência de uma Mantiqueira e na grandiosidade dos oceanos. Consuelo de Paula é particular e, sem ser genérica, atlântica, humanista que em suas letras indica-nos caminhos pacíficos quando abre as retinas para entoar as singularidades e o que nos deveria  fazer a todos irmãos (quer sejamos palestinos ou judeus, cristãos ou ateus); guerreira, à medida que levanta a voz (sem esgarçar o tom) remando contra a maré do mercado do entretenimento e das tendências, vai descobrindo o seu lugar: em cada vez mais e mais numerosos corações. E  lá, em cada um deles, espera por nós, sempre com um sorriso espontâneo, uma declaração de amor!

Então, salve o santo, salve o samba, salve o maracatu, salve a moda, o cururu, a Folia, salve ela, êxtase que passa e (nos) perpassa, doce, mas forte, sutil, entretanto enfática, arrepio que depois do show em São Caetano do Sul agora roçará peles do outro lado do planeta: por meio de um programa especial da rádio Shiga, em 11 de fevereiro, os japoneses terão a honra e o prazer de conhecer o repertório de O Tempo e o Branco. Namastê!

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725 – Poeta Juca da Angélica (MG) é tema de apresentação do Trio José (SP) em nova rodada do Imagens do Brasil Profundo

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Juca da Angélica,  hoje aos 97 anos, só não está esquecido em sua casa na cidade de Lagoa Formosa porque ganhou um livro, um documentário e um álbum, já apresentado no Sr. Brasil, produzidos por amigos e admiradores (Foto: Maria Rita Pires do Rio/Divulgação)

A atração da quarta-feira, 18, de mais uma rodada do projeto Imagens do Brasil Profundo, será especial: Jair Marcatti, curador do projeto, receberá no palco da Biblioteca Mário de Andrade, os músicos de São José dos Campos Victor Mendes (viola e voz) e Danilo Moura (violão e voz), que formam o Trio José e na ocasião terão a companhia do poeta Paulo Nunes (leitura/recitação). Os convidados promoverão a partir das 20 horas concerto e recital gratuitos para apresentação das músicas do disco Puisia, compostas a partir dos versos do poeta Juca da Angélica. A plateia poderá assistir, ainda, à exibição do documentário Meu canto é saudade: a poesia de Juca da Angélica, dirigido por Diógenes S. Miranda, que também estará presente.

Juca da Angélica, residente em Lagoa Formosa, um antigo distrito de Patos de Minas (MG), completou 97 anos em 7 de junho. De acordo com o batismo, é José Joaquim de Souza, talentoso poeta e mister da oralidade que pode ser colocado sem descontos na mesma escala de grandeza de Manuel de Barros, mas que estaria tão perdido e ignorado quanto tantos nos rincões dos Brasis não fossem a sensibilidade e a abnegação de outros artistas. Resolvendo encarar o desinteresse geral,  aos poucos, eles veem conseguindo vencer a resistência do mercado de produção cultural, tirando Juca da Angélica do limbo para dedicar a sua obra páginas de livros e um belo álbum de música lançado em 2014, entre outras louváveis e, destaque-se, independentes iniciativas. Entre estas pessoas, deem os devidos créditos à agente cultural e artista plástica Marialda de Amorim Coury Martins, a Paulo César Nunes, ao violeiro Victor Mendes, ao violonista Danilo Moura, e ao cineasta Miranda.

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639 – Chico Lobo recebe violeiros portugueses em Beagá para I Mostra Internacional de Violas de Arame

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O violeiro, compositor e cantor Chico Lobo (MG), com apoio do Fundo Municipal de Cultura e da Viola Brasil Produções promoverá entre 11 e 13 de setembro, em Belo Horizonte, a I Mostra Internacional de Violas de Arame do Brasil, evento no qual receberá para concertos e palestras os portugueses Eduardo Costa (Amarantina), José Barros, Pedro Mestre e Vitor Sardinha, representantes das violas amarantina, braguesa, campaniça e madeirense. A abertura solene está programada para começar às 20 horas da sexta-feira, 11, no Centro de Referência de Moda, situado na rua Bahia, 1149. Antes, pela manhã, Chico Lobo receberá os ilustres convidados de Portugal em seu programa da TV Horizonte Viola Brasil.

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Poeta Juca da Angélica (MG), homenageado em álbum do Trio José (SP), completa 97 anos

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Juca da Angélica chega hoje aos 97 anos e só não está esquecido em sua casa na cidade de Lagoa Formosa porque ganhou um livro, um documentário e um álbum, já apresentado no Sr. Brasil, produzidos por amigos e admiradores (Foto: Maria Rita Pires do Rio/Divulgação)

 

Está completando 97 anos hoje, 7 de junho, Juca da Angélica, residente em Lagoa Formosa, um antigo distrito de Patos de Minas (MG). Juca da Angélica, de acordo com o batismo e o que está registrado em cartório é José Joaquim de Souza, um talentoso poeta e mister da oralidade que estaria tão perdido e ignorado quanto tantos estão nos rincões dos Brasis não fossem a sensibilidade e a abnegação de outros artistas que resolvendo encarar o desinteresse geral,  aos poucos estão conseguindo vencer a resistência mercado de produção cultural  tirando-o do limbo para páginas de livros e um belo álbum de música lançado em 2014. Entre estas pessoas estão a agente cultural e artista plástica Marialda de Amorim Coury Martins, o poeta  editor Paulo César Nunes, o violeiro Victor Mendes e o violonista Danilo Moura, entre outros.

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