Barulho d'Água Música

Veículo de divulgação de cantores, duplas, grupos, compositores, projetos, produtores culturais e apresentadores de música independente e de qualidade dos gêneros popular e de raiz. Colabore com nossas atividades: leia, compartilhe e anuncie!


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995 – Para além do boto-cor-de-rosa: conheça o Imbaúba, grupo fundado pelo poeta Celdo Braga que canta o universo da Amazônia

“O Brasil não conhece o Brasil”, em uma adaptação do refrão que remete às Querellas do Brasil,  na qual Aldir Blanc e Maurício Tapajós escreveram “O Brazil não conhece o Brasil” para a canção imortalizada por Elis Regina em Transversal do Tempo (1978), é um bordão difícil de contestar em qualquer campo ou assunto artístico-cultural que se ponha em debate na roda. Para ficar apenas no vasto terreiro da música de Pindorama, a se julgar pelas playlists da maioria das emissoras de rádio, ainda vale mais por estes trópicos a frase original de Blanc e Tapajós, aquela com “z”. Em um país que  embora apresente variedade de estilos e de ritmos – que vão do samba ao caipira, do baião ao chamamé, do fandango ao xaxado, do choro ao Clube da Esquina –, tem prevalecido a porcaria movida tanto a jabá, quanto pela preguiça de programadores — se ruins ou sonsos, mesmo, pouca diferença faz. Entretanto, desde que a internet passou a oferecer ferramentas não apenas para divulgar, mas também compartilhar obras e carreiras, os hábitos de consumo e de produção de música vêm mudando, possibilitando a criação de públicos mais críticos, pluralistas e exigentes. E nesta onda blogues e serviços de streaming conseguem democratizar e oferecer (a baixos ou totalmente sem custos) não apenas novidades e lançamentos que a mídia teima em desprezar, sobretudo os alegadamente “independentes”, deixando disponível na rede para serem baixados em tablets, computadores e celulares conteúdos dos mais diversificados, ecléticos e muito, muito bons.

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985 – Magda Pucci ministra “Tramas Culturais”, na Ema Klabin (SP), quatro aulas sobre música indígena brasileira*

* Com Cristina Aguilera, Midia Brazil Comunicação Integrada

A Fundação Ema Klabin promoverá a partir de 3 de agosto, em quatro sessões, sempre às quintas-feiras a partir das 19h30, Tramas Culturais, programa que conta com apoio do edital do ProAC ICMS que traçará panoramas sobre a música no universo indígena brasileiro, orientado pela musicista e pesquisadora Magda Pucci. A inscrição é gratuita, mas somente serão disponibilizadas 30 vagas por meio do portal da entidade, cujo endereço virtual é emaklabin.org.br

A proposta dos encontros será desenvolvida por meio de atividades de escuta, de contextualização e de prática musical, apoiada ainda por vídeos, música  e troca de ideias durante as aulas.  Magda Pucci buscará, assim, estimular o conhecimento e a reflexão sobre as culturas indígenas do Brasil, em âmbito artístico e antropológico, relacionando-as ao repertório musical e buscando compreendê-las em sua diversidade cultural, aproximando os participantes dos universos sonoros de povos como Paiter Suruí (RO), Kaingang (RS), Ikolen-Gavião (RO), Xavante (MT), Kaiowá (MS), Kayapó (PA), Maxacali (MG), Huni-Kuin (AC) e Alto Rio Negro (AM). 

A musicista Magda Pucci é pesquisadora da música de vários povos, formada em Regência pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Mestre em Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e Doutoranda em Creative Arts and Performance pela Universidade de Leiden (Holanda). Diretora musical do grupo Mawaca há 21 anos, a experiência de Magda Pucci com a temática indígena se aprofundou durante o Mestrado em Antropologia, sob orientação de Carmen Junqueira e Betty Mindlin. É autora de diversos livros, entre os quais o guia didático  Outras terras, outros sons (Callis), com Berenice de Almeida, os livros para crianças De todos os cantos do mundo (Companhia das Letrinhas) e Contos Musicais (Leya), com Heloisa Prieto; A Floresta Canta – Uma expedição sonora por terras indígenas do Brasil (Peirópolis) e a Grande Pedra (Saraiva), também em parceria com Berenice de Almeida. Produziu o álbum e o DVD Rupestres Sonoros – O canto dos povos da florestaEm outubro de 2017, Magda e Berenice lançarão o livro Cantos da Floresta acompanhado de um disco e um portal com 150 atividades para professores, projeto que conta com apoio do edital do PROAC-SP e Natura, a ser lançado pela Editora Peirópolis.

 

Casa-Museu Ema Klabin comemora dez anos

A Fundação Ema Gordon Klabin, situada na Rua Portugal, 43, Jardim Europa, na zona Sul paulistana, é uma ótima opção de cultura e de lazer.  A casa-museu reúne mais de 1.500 obras, entre pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, dos modernistas brasileiros Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari e Lasar Segal; talhas do mineiro Mestre Valentim; mobiliário de época, peças arqueológicas e decorativas. Neste ano completa dez anos de atividades ininterruptas, abrindo as portas ao público entre quarta-feira e domingo, das 14 às 17 horas (com permanência tolerada até às 18h), sem agendamento prévio, com entrada entre R$ 5,00 (meia) e R$ 10,00 (inteira). Aos finais de semana e nos feriados não cobra o ingresso. Para mais informações há o telefone  11 3897-3232

 Serviço:

Tramas Culturais: A Música no Universo Indígena

Horário: 19h30, sempre às quintas-feiras

1º encontro – 03/08: 

  • Abertura: Música Krenak Po Hamek– canto e movimento. Saudação.
  • Reflexão sobre história dos Krenak
  • Constituição de 1988. Direitos indígenas
  • Quem são eles?
  • Escuta de diversos exemplos sonoros (Tukano, Huni-Kuin, Bororo, Pakaa Nova, Kayapó)

2º encontro – 17/08:

  • Relação entre mito e música – Cosmologia
  • Akoj´ té– princípio da humanidade – Ikolen-Gavião 
  • Bichos de Palop e Koi txãgareh – Paiter Suruí
  • Reflexões sobre a oralidade como eixo das culturas indígenas.

3º encontro – 31/08:

  • Espiritualidade e a voz
  • Ñamandue seus cantos-rezas – Mbyá Guarani
  • Mamo oymé Tekoha – território-  Guarani Kaiowá 
  • Huni Meka– Huni Kuin

4º encontro – 14/09:

  • Grafismo e música
  • Pinturas rupestres, petróglifos e geoglifos
  • Pintura corporal e seus simbolismos
  • Instrumentos musicais e seus significados


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979- Jucilene Buosi recorda sucessos de Elis e de Mercedes Sosa como atração do Julho Fest, em Poços de Caldas (MG)

Cantora e atriz, Jucilene Buosiexpoente dos mais representativos da música sul mineira e do Estado, protagonizará neste domingo, 23, apresentação em Poços de Caldas durante a qual o público poderá matar saudades de Elis Regina e de Mercedes Sosa — duas consagradas expressões latinoamericanas. O show previsto para começar às 20 horas, na Casa de Cultura do Instituto Moreira Salles (IMS), intregra a programação do JulhoFest e brindará o público com canções imortalizadas tanto pela gaúcha Elis Regina, quanto pela argentina Mercedes Sosa, cujas vivências, atitudes e histórias construíram as biografias de duas mulheres que direcionaram fundamentais conquistas femininas em seus países, utilizando o canto como instrumento. Acompanhada por Albano Sales (piano) e Eduardo Sueitt (percussões), Jucilene Buosi interpretará com sua performance vocal sempre expressiva Volver a los 17, Gracias a la vida, Casa no campo, O bêbado e a equilibrista e Yo vengo a oferecer mi corazón, entre algumas das mais aclamadas músicas do repertório tanto da Pimentinha, quanto da La Negra, como carinhosamente os fãs e admiradores tratavam as homenageadas.

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972 – Com “Cores do Atlântico”, Socorro Lira concorre a mais um Prêmio da Música Brasileira

A cantora, compositora e escritora Socorro Lira é uma das finalistas do 28º Prêmio da Música Brasileira, que será entregue aos vencedores de 2017 em 19 de julho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A paraibana de Brejo do Cruz radicada em São Paulo concorre ao troféu de Melhor Cantora Regional com a catarinense de Joinville Ana Paula da Silva (Raiz Forte) e a paraense Dona Onete (Banzeiro) com o livro-álbum Cores do Atlântico —  lançado pelo selo Pai Música para Espanha e Portugal em 2010 e com edição brasileira em 2016 pela Latus Editora (UEPB) –, obra que apresenta uma nova perspectiva sobre as cantigas de amigo a partir de uma dupla dimensão, a teórica e a musical. No primeiro caso, Cores do Atlântico oferece inédita argumentação sobre a origem de uma tradição oral, sustentada por mulheres, conforme tese defendida pela holandesa radicada na França Ria Lemaire. Do ponto de vista musical, consegue-se moderna abordagem da melodia das cantigas por meio da integração de sonoridades galegas, portuguesas, africanas com ritmos brasileiros como ciranda, samba, batuque, baião, congo, aboio e toada nordestina, revelando um rico patrimônio comum a três continentes banhados pelo oceano. 

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907 – Mais de 100 atrações movimentarão a Serra Gaúcha durante o 6° Festival de Música de Rua

O Festival Brasileiro de Música de Rua, com inscrições abertas até 31 de janeiro, há 5 anos ocupa os espaços públicos com música, tornando as cidades mais felizes. Em 2017, o Festival chega à sexta edição levando uma programação gratuita a Caxias do Sul e cidades da Serra Gaúcha, entre os meses de março e abril. Serão 15 dias de concertos em vias públicas,  pontos de ônibus, parques e praças, com estrutura de som, palco e produção adequada para a “Música de Rua”. Tais atividades ao ar livre permitem entre outras ações a formação de público, atraindo para espaços comuns de convivência quem tem amor pela música.

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869 – Agenda de Luiz Salgado tem cantoria e TO, MA e PA e fecha com estreia do 4 Cantos em Uberlândia

O público de três estados brasileiros conhecerá em maio o cantor e compositor Luiz Salgado (Araguari/MG), cuja agenda  de apresentações começará no dia 7, durante a chegada da tocha dos Jogos Olímpicos no páteo do teatro municipal, em Uberlândia. Em seguida começará o giro por Tocantins, Maranhão e Pará que o levará a cidades nas quais, simultaneamente a cantoria, haverá o lançamento do documentário Guerrilha do Araguaia. De volta às Minas Gerais, o violeiro contador de causos dará continuidade ao projeto Canto & Viola, acompanhado em Belo Horizonte por Tau Brasil. Para fechar os compromissos neste mês, Salgado será anfitrião dos parceiros Cláudio Lacerda (São Paulo/SP), Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) e Wilson Teixeira (Avaré/SP) na primeira apresentação nas Alterosas do Projeto Cultural 4 Cantos, novamente em Uberlândia.

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859 – Parabenize Patrícia Bastos (AP), premiada com dois troféus do 25º Prêmio da Música Brasileira, aniversariante do dia!

A folhinha do Barulho d’água Música destaca que hoje, 18, é aniversário de Patrícia Bastos, premiada cantora nascida em Macapá.  Filha do educador Sena Bastos e da cantora Oneide Bastos, que muito a influenciaram e a motivaram a seguir a carreira, Patrícia Bastos também foi estimulada por vários músicos conterrâneos que frequentavam a casa da família situada na capital do Amapá. Formada em Administração, a trajetória artística começou ainda aos 18 anos, quando passou a integrar a Banda Brinds e na qual permaneceu por cinco anos. Em bares da cidade dividiu palco com artistas como Zé Miguel, Osmar Júnior e Vanildo Leal e abriu as portas para convites que a colocaram como participante especial em apresentações de Nico Rezende, Lô Borges, Biafra, Nilson Chaves e do grupo Boca Livre.

Zulusa (2013) - Patrícia Bastos

A consagração veio com o álbum Zulusa (palavra que combina zulu com lusa), lançado em 2013, que rendeu a Patrícia Bastos o troféu do 25º Prêmio da Música Brasileira como melhores disco regional e cantora regional, em maio de 2014. Patrícia Bastos tem protagonizado vários espetáculos em São Paulo, onde já brilhou, por exemplo, no palco do Sr. Brasil, programa de Rolando Boldrin levado ao ar pela TV Cultura. Ela estará de volta à Sampa entre 27 e 28 de maio para dois encontros com amigos e admiradores, programados para a Casa de Francisca, situada na zona Sul da cidade. Em ambas as datas, estará acompanhada por Dante Ozzetti, compositor, violonista e arranjador para cantar  músicas de Zulusa e outras composições, com o auxilio ainda dos percussionistas do Trio Manari (Belém/PA) e Paulo Bastos (AP).

Parabéns em nome dos amigos e seguidores do blogue, Patrícia Bastos!

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