1093 – Francesa Fabianne Magnant promove workshop e toca viola caipira em Curitiba (PR)

Repertório da compositora e intérprete passeia desde as feiras populares do Nordeste brasileiro aos elegantes concertos eruditos de casas europeias , passando por tradições ibérico-mouriscas e manifestações africanas
Marcelino Lima

A violonista e violeira francesa Fabienne Magnant, em turnê pelo Brasil, após passar pelas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, será atração em Curitiba neste sábado, 11 de agosto. Fabienne, primeiro, protagonizará das 14 às 17 horas um workshop durante o qual falará sobre suas formação musical e influências, seu encontro com a viola e também ministrará conselhos técnicos, mas apenas para previamente inscritos; mais tarde, a partir das 20 horas, promoverá para o público em geral um concerto solo. Ambos os eventos serão oferecidos pelo Sesc da Esquina, respectivamente no auditório e no teatro daquela unidade, com apoio de Fernando Deghi (Violeiro Andante) e Claudio Avanso (Viola & Cantoria).

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1085 – Canção do Amor Distante, de Ana Salvagni e Eduardo Lobo, celebra os sentimentos presentes na saudade

Disco gravado em 2016 rememora canções clássicas de autores como Tom Jobim, Dominguinhos & Anastácia, Paulo César Pinheiro, Adoniran e Elomar
Marcelino Lima

A redação do Barulho d’água Música, caso fosse o estúdio de uma emissora de rádio, só tocaria boa música, pois, diariamente, baixam em nosso boteco, enviados de várias partes do Brasil, álbuns excelentes. O mais recente e que estamos tocando agora é Canção do Amor Distante, que Ana Salvagni e Eduardo Lobo lançaram em 2016. O amor ausente deixa saudade e melancolia e é tema universal e atemporal encontrado em todas as formas de criação artística. A nostalgia, o amor e a tristeza presentes na “saudade” são elementos propulsores para o artista que, por meio de sua criação, pode dar forma e vazão a estes sentimentos que o atormentam, ainda que, muitas vezes, a canção gerada não seja, necessariamente, triste. Na canção popular brasileira o amor distante é cantado desde sempre, vestido de roupagem diversa, tantas vezes com leveza, despojamento, lirismo e refinamento. Além disso, o tema é valorizado pela grande riqueza melódica, rítmica e harmônica das composições, ao longo de todo esse tempo.

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1067 – Canção do amor demais, disco que funda a Bossa Nova, é o novo tema da série “Clássico do Mês”

Projeto que envolvia dois jovens compositores ainda pouco conhecidos, um violonista “tímido” e uma cantora que não estava entre as queridinhas do público decolou como disco canônico e até hoje é cultuado

Marcelino Lima, com Correio Braziliense e O Globo

O disco considerado historicamente como o primeiro da Bossa Nova, gravado em apenas dois dias para não deixar seus produtores no vermelho e sem grandes pretensões de venda, já há 60 anos é considerado uma joia da discografia nacional, com diversas regravações e vários shows nele baseados ao longo deste período. Canção do amor demais, por estas características, é o escolhido do Barulho d’água Música para ser comentando em mais esta atualização como Clássico do Mês, série que desde dezembro de 2017 publicamos a cada mês, resgatando informações sobre discos que marcam a música brasileira. Integralmente interpretado pela “Divina” Elizeth Cardoso, inicialmente, o LP era para a voz de outra diva, Dolores Duran. Em entrevista que concedeu recentemente ao colega da redação do Correio Braziliense Irlam Rocha Lima, entretanto, o jornalista mineiro e escritor autor de Chega de Saudade — livro canônico que trata justamente da Bossa Nova – Ruy Castro contou que Dolores Duran não botou fé no projeto — que tinha um orçamento modesto — e, descrente que o bolachão vingaria, pediu cachê baludo, mangando assim do convite lançado por um dos dois jovens compositores e arranjadores das 13 faixas, que era amigo íntimo dela.

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1032 – Thamires Tannous apresenta músicas do novo álbum e interpreta canções de parceiros no Teatro da Rotina (SP)

Casa de espetáculos situada na região central de São Paulo está promovendo vários shows protagonizados por cantoras em homenagem ao mês da Mulher

Marcelino Lima

O Teatro da Rotina, situado em São Paulo, reservou as apresentações de março às comemorações do mês – que no dia 8 tem seu ponto alto, o Dia Internacional da Mulher — dedicado às lutas femininas e, para dar continuidade à programação especial, convidou Thamires Tannous. Cantora e compositora natural de Campo Grande (MS), Thamires Tannous estará no palco a partir das 21 horas da quarta-feira, 21, quando deverá mostrar canções inéditas que incluiu no segundo álbum da carreira, já em fase de produção. Além de suas composições, promoverá releituras de sucessos de outros compositores e parceiros, passeando por ritmos como o ijexá, o xote, a milonga e o chamamé.  Irá acompanhá-la o violonista gaúcho Mateus Porto e os convidados para participações especiais Michi (Michael) Ruzitschka, Peter Mesquita  e a cantora Tatiana Parra. Uma as novidades que fará parte do novo disco, Desaviso, já está disponível em clipe no canal Youtube. O single foi produzido por Ruzitschka, violonista austríaco residente no Brasil e acompanha uma fina mistura de percussão afro-brasileira com instrumentos acústicos como o violão e o violino.

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955- MCB (SP) recebe Duo Paccola-Fiori, Duo Camará (com & Trio Saracuteia Fulô) e Quartier Latin

O público que acompanha as apresentações musicais que o Museu da Casa Brasileira (MCB) promove em São Paulo aos domingos, sempre a partir das 11 horas, poderá apreciar três shows de diferentes vertentes nas próximas rodadas do projeto, todos com entrada franca, mas sujeita à lotação do terraço nos quais transcorrerão. Para o espetáculo de 28 de maio, o Duo Paccola-Fiori selecionou as faixas gravadas no álbum de estreia e que mescla composições próprias com sucessos regionais de várias partes do Brasil, arranjados com nova roupagem. Sem fugir às características dos instrumentos que toca, por meio deste repertório eclético a dupla constituída pelos virtuoses Thiago Paccola (viola caipira) e Jonecir Fiori (acordeon) promete levar ao palco inovação e musicalidade jovial.

Duo Camará e o Trio Saracuteia Fulô (Foto: Sté Mendes)

Um inédito encontro entre o Duo Camará e o Trio Saracuteia Fulô está programado para 4 de junho. Victor Cremasco (voz) e Raphael Amoroso (violão) apresentarão acompanhados por Roberto Federicci (sanfona e teclados), Ruiz Mattos (bateria) e Jorginho da Silva (contrabaixo) canções que trazem influências do samba, bossa nova e outras vertentes, base dos dois álbuns que assinam. Já Ana de Mag, Jessica Dias e Babi Pacini , revezando-se nas vozes e na percussão, mostrarão criações autorais e do compositor Pedro Ribeirão.

O Quartier Latin é formado por Julia King (voz), Daniel Doctors (contrabaixo e ukulele), Rodrigo Scarcello (teclado e acordeon) e Camilo Zorilla (voz e bateria)

A inusitada mistura entre sonoridades do Brasil e da França será a atração do MCB em 11 de junho, data reservada ao Quartier Latin, formado por Julia King (voz), Daniel Doctors (contrabaixo e ukulele), Rodrigo Scarcello (teclado e acordeon) e Camilo Zorilla (voz e bateria). A plateia ouvirá tanto clássicos de Edith Piaf, Jacques Brel e Serge Gainsbourg, quanto músicas contemporâneas com a quais nomes como Zaz, Bem l’Oncle Soule e Stromae, em arranjos com tempero latino, têm embalado Paris. O programa do Quartier Latin ainda destaca o forró de Dominguinhos, o samba-rock de Simonal e versões francesas de Chico Buarque e Mutantes.

Com edições contínuas entre março e dezembro, o projeto Música no MCB acolhe a cada novo domingo perto de 400 pessoas e desde 1999 já beneficiou mais de 240 mil com acesso gratuito a shows de grupos como Pau Brasil, Zimbo Trio, Projeto Coisa Fina, Orquestra Bachiana Jovem, Grupo Aum, Mawaca e Traditional Jazz Band, entre outros. O prédio fica na avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.705, Jardim Paulistano, distrito do bairro Pinheiros, a uma caminhada leve da estação Faria Lima da linha 4/Amarela do Metrô. O terraço é contíguo a uma agradável área verde que acolhe pessoas de várias faixas etárias e ao restaurante que explora refinados serviços de gastronomia, lanches e cafés. Cobra pelo estacionamento interno, mas como estimula o uso de transporte alternativo oferece bicicletário com cadeados gratuitos à disposição para até 42 ciclistas. Para mais informações, há o telefone (11) 3032-3727.

28 de maio: Duo Paccola-Fiori

1. Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth e Ubaldo)/2. Pagode Doido (Thiago Paccola)/3. Tristeza do Jeca/Mercedita (A. de Oliveira / R. S. Rilo)/4. Encontros (Jocenir Fiori)/5. Baião de 5 (Gabriel Levy)/6. Desvairada (Garoto)/7. Wave (Tom Jobim)/8. Saudades de Matão (Jorge Galati & Raul Torres)/9. Chalana (Luis Carlos Borges e Apparicio S. Rilo)/10. Feira de Mangaio (Sivuca)/11. Lamento Sertanejo (Dominguinhos)/12. Um tom para Jobim (Sivuca e Oswaldinho do Acordeon)/13. O Rio de Piracicaba (Tião Carreiro e Pardinho)/14. Libertango (Astor Piazzola)

 4 de junho,  Duo Camará e Trio Saracuteia Fulô

1.Bonsai (Raphael Amoroso)/2. Tanta Gente (Pedro Ribeirão)/3. Correnteza (Tom Jobim)/4. Samba do Chá (Victor Cremasco e Roberto Federicci)/5. A hora do Samba (Jéssica Dias e Paulo da Rosa)/6. Contramão (Pedro Ribeirão)/7. Tempo de Amor (Vinícius de Moraes e Baden Powell)/8. A Palmeira (Pedro Ribeirão)/9. Sabiá da gaiola (Domínio Público)/10. Chão (Victor Cremasco)/11. Valsa Pra Lua (Raphael Amoroso)/12. Nos bailes da vida (Milton Nascimento)/13. Há Braço (Victor Cremasco)/14. Teimoso (Pedro Ribeirão)/15. Maria Rosa (Victor Cremasco e Raphael Amoroso)/16. A do Feijão (Pedro Ribeirão)/17. Samba de Amanhã (Victor Cremasco e Raphael Amoroso)/18. Ponteio (Edu Lobo)

 11 de junho, Quartier Latin

1.Dans mon ile (Henri Salvador)/2. Couleur Café (Serge Gaisnbourg)/3. Mon manege a moi (Edith Piaf)/4. Belleville Rendez vous (Beatrice Bonifassi)/5. La foule (Edith Piaf)/6. Je ne veux pas travailler (Pink Martini)/7. Tu veux ou tu veux pas (Brigitte Bardot)/8. Joana Francesa (Chico Buarque)/9. La lune (Zaz)/10. J’ai deux amours (Madeleine Peyroux)/11. Je veux (Zaz)/12. La vie en rose (Edith Piaf)/13. Douce France (Charles Trenet)/14. Fibre de Verre (Paris Combo)/15. Ni oui ni non (Zaz)/16. Les mots d’amour (Mayra Andrade)/17. Xodó (Dominguinhos – versão em francês)

919 – Morre em Paris o cantor e compositor Ángel Parra, filho de Violeta Parra

A música chilena sempre foi respeitada e conhecida dentro e fora do país e do continente como um bastião de resistência política e de engajamento em várias lutas sociais, notadamente nos anos em que se combateu a feroz ditadura de Augusto Pinochet, general que em 11 de setembro de 1973 liderou o golpe que destituiu e matou o presidente democraticamente eleito Salvador Allende. Ángel Parra, uma das vozes que se levantou contra o estado de exceção urdido e estabelecido com apoios dos Estados Unidos e de grupos terroristas de direita logo se viu detido no campo de concentração de Chacabuco, de onde apenas saiu para o exílio, forçado por Pinochet.  Àquela época com 30 anos, o cantor e compositor filho da icônica Violeta Parra, primeiramente, estabeleceu-se no México, que o acolheu por três anos. Em 1976, Ángel se transferiu para França, lá permanecendo até sábado, 11, quando um câncer que se espalhou a partir dos pulmões o calou em Paris, aos 73 anos.

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836 – Cala-se a marcante voz de Mariana Avena, intérprete de Mercedes Sosa, estrela do Raíces de América e do Tarancón

O Barulho d’água Música registra, com pesar, que hoje, 25 de março, a música latino-americana perdeu Mariana Avena. A morte da cantora, para muitos dos seus fãs e amigos que publicaram manifestações em páginas de redes sociais após a divulgação do óbito, foi recebida “como um soco no estômago” e autores de algumas mensagens chegaram a demonstrar total incredulidade, recusando-se a acreditar na notícia e até afirmando que poderia se tratar de mentira, pois Mariana Avena nem ao menos estaria adoecida. No entanto, conforme informações de pessoas mais próximas, Mariana Avena sucumbiu na Argentina à luta que travava contra um câncer, no fígado.  

Nascida em Palermo, Buenos Aires, Maria Avena cresceu no seio de uma família de músicos e compositores de tango, em um dia 4 de agosto. O nome dela, no Brasil, está diretamente associado tanto ao Raíces de América, quanto ao Tarancón, dois dos mais conceituados grupos de divulgação e de preservação da música latino-americana, conhecidos em todo o continente sul-americano e em vários países.

 

A vida musical de Marina Avena, portanto, começou ainda em sua terra natal, inspirada e motivada pelo avô paterno, bandoneonista da orquestra de Juan Maglio “Pacho” e Osvaldo Fresedo.  O tio Osvaldo Avena é considerado até hoje um dos maiores guitarristas e compositores da música argentina. Na casa onde ela passou a infância, conviveu com artistas, poetas e compositores como Mercedes Sosa, Susana Rinaldi, Pablo Milanés, Silvio Rodriguez, Chabuca Granda, José Angel Trelles, Armando Tejada Gomez, Hamblet Lima Quintana, Osvaldo Piro, Facundo Cabral e muitos outros. 

A influência desses amigos fez com que Mariana Avena integrasse ao seu repertório tanto o tango, quanto o folclore nacional e latino-americano, influências que se tornaram marcantes já em seu primeiro trabalho profissional, em parceria com o poeta Héctor Negro, com o qual promoveu vários shows de tango e poesia. A entrada para o Raíces de América, um convite do empresário argentino Enrique Berguenfeld, que estava morando no Brasil, ocorreu em 1980. A partir de então,  foi a cantora com a qual o grupo se apresentou nos maiores teatros de São Paulo e de capitais de vários estados.  

O Raíces de América no  primeiro ano de atuação de Mariana Avena atraiu mais de 40.000 pessoas aos seus espetáculos, ganhou festivais e ficou reconhecido como um verdadeiro fenômeno da música latino-americana. Como parte da história da rica musica latino-americana no Brasil, o Raíces de América surgiu durante o regime militar no Brasil e logo conquistou o público estudantil, segmento que na época se caracterizava pelo engajamento na luta pela democracia. O grupo gravou onze álbuns, e em 1982 obteve o segundo lugar no Festival MPB Shell, com a música Fruto do Suor.mercedes

Mercedes Sosa tornou-se a madrinha artística do grupo, possibilitando a Mariana Avena cantar em diversos palcos com a conterrânea de San Miguel de Tucumán. Mercedes teve Mariana ao seu lado em diferentes momentos de sua brilhante e imorredoura carreira artística, inclusive nos últimos shows que a Grande Negra realizou em São Paulo.

Mariana Avena protagonizou vários tributos a Mercedes Sosa em teatros paulistanos e casas como as unidades do Sesc, assim ajudando a manter no coração dos fãs o carinho pela madrinha à medida em que se consolidava como artista de fulgurante carreira, elogiada pelo público brasileiro na maneira de cantar e de interpretar. Em alguns dos seus shows, desenvolvia após cantar projeto que unia música e educação, com o intuito de divulgar a música latino-americana, suas raízes culturais, suas semelhanças e diferenças. Ela abordava nestes bate-papos características culturais dos povos latino-americanos e seus instrumentos. com participação dos músicos. Assim, o público absorvia dados da história e origem de cada instrumento, como foram construídos, em que época e como chegaram até o continente americano.

Mariana Avena deixa ampla discografia, a maioria editada em São Paulo. Como solista, conquistou plateias em países como França, Equador, Argentina, Chile, Espanha e Finlândia, onde representou seu país natal  no show Buenos Aires, todo tango, acompanhada pelo Sexteto Tango. Na França, foi escolhida como representante da canção latino-americana pela Ecole D’Orly de Dijon apresentando-se junto ao músico francês Patrick Berthelon em Paris, Nice e Lyon. Na Finlândia, participou do Festival de Tango Markinat, na cidade de Seinajoki, prestigiado por 150.000 pessoas.

Homenagens de amigos a Mariana Avena

“A nossa querida Mariana Avena  foi seguir sua viagem!  Muito triste!! Vá com Deus amiga, e muito obrigada por ter-me mostrado tanta beleza!”, por Dandara Costa Souto

“Gracias a la vida! Hoje perdemos uma importante e grandiosa artista latino-americana. Perdemos a presença forte da cantora argentina Mariana Avena. Sua voz grave é imortal. Gracias, Mariana! A humanidade segue empobrecida…”, por Verônica Valério

“Vá em paz, Mariana! Faça parte de um coral de anjos!”, por Fernando Alves Chagas

“Obrigada pela sua amizade, carinho e atenção. Graças por sua vida, que nos deu tanto amor”, ‎por Denise Almeida

Parte da obra de Mariana Avena pode ser conhecida e ouvida por meio do linque http://www.marianaavenacantora.com/#!discografia-/c1xrz

787 – Projeto Escambo celebra encontro entre sonoridades do Brasil e da França em álbum e oficinas de dança

Com a proposta de interação estético-musical entre duas culturas musicais distintas, o projeto Escambo, idealizado pelos irmãos, músicos e pesquisadores João Arruda e Carlos Valverde, apresenta um trabalho que exprime diferentes sonoridades musicais que se harmonizam no encontro das culturas tradicionais do Brasil e da França. “Escambo” significa tanto no Brasil quanto no dialeto Occitan do sul da França troca, permuta e intercâmbio e é neste sentido que o presente projeto se fundamenta. Para comemorar o lançamento do álbum homônimo, um grupo de músicos franco-brasileiros pretende promover turnê pelo estado de São Paulo entre fevereiro e março para oferecer apresentações musicais e oficinas de danças tradicionais francesas, com músicas ao vivo, e lançá-lo ainda no primeiro semestre de 2016, na França. No álbum a utilização de instrumentos rústicos e tradicionais da França e do Brasil permite mostrar a força da cultura popular que existe nos dois países.

A sonoridade da viola caipira associada à vielle à roue, do pífano e do fifre e da rabeca e das gaitas de fole (Boha e Craba) originam melodias, timbres e ritmos específicos, que juntos, geram músicas inusitadas, festivas e alegres. Assim, o Escambo traz em sua composição a atmosfera das festas populares típicas dos dois países; o encontro de diferentes artistas, instrumentos, culturas, hábitos, sotaques e saberes fazem deste álbum um importante, inédito e ousado registro dançante que integra qualidade, tradições e autenticidade.

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Carlos Valverde é um dos idealizadores do projeto Escambo

 

Instrumentos utilizados

A vielle à roue é um instrumento tipicamente europeu e seu primeiro registro foi feito na França, no século IX, graças às esculturas esculpidas em igrejas. É um instrumento de variável reputação, já foi tocado por artistas que interpretavam Mozart e símbolo da mendicidade da rua. O som é produzido por uma roda curvada de madeira que está ligada com uma manivela rústica. Algumas sequências podem tocar uma melodia, enquanto outros sons se assemelham a abelhas voando.

O pandeiro é um instrumento de percussão que consiste numa pele esticada em uma armação circular e estreita. Ao redor do aro existem platinelas duplas de metal. O pandeiro se toca com a palma da mão e os dedos. No Brasil, o pandeiro é muito usado no samba e no pagode, mas não se limitando a esses ritmos, sendo encontrado ainda no baião, coco, maracatu, entre outros.

A viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de dez cordas, no que se diferencia do violão, que tem doze. A viola é um dos símbolos da música popular, principalmente no Interior do Brasil. As violas brasileiras têm origens em Portugal, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde e chegaram ao Brasil com os jesuítas que catequisaram indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra e foi ai o início da viola caipira.
A rabeca é um instrumento musical parecido com o violino, mas tocado de forma diferente. Em São Paulo é usada nas manifestações populares do fandango, em Folias do Divino, moçambique, congadas, dança de São Gonçalo e Folia de Reis. No Nordeste, foi popularizada por diversas bandas.

O atabaque é um instrumento musical de percussão, cilíndrico ou ligeiramente cônico, com uma das bocas coberta por couro de boi, veado ou bode. É tocado com as mãos, com duas baquetas, ou por vezes com uma mão e uma baqueta, dependendo do ritmo que está sendo tocado. O atabaque é muito utilizado nos rituais das religiões Umbanda e Candomblé, o que faz dele um instrumento muito utilizado no Brasil.

O berimbau é um instrumento de corda de origem angolana, trazido pelos escravos angolanos para o Brasil, onde é utilizado para acompanhar a dança/luta acrobática chamada capoeira. A sonoridade do berimbau é rústica e mais percussiva que melódica.

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João Arruda (à mesa, utilizando o notebook), irmão de Valverde e um dos músicos do grupo franco-brasileiro

O acordeon, também chamado sanfona, é um instrumento musical aerofone de origem alemã, composto por um fole, um diapasão e duas caixas harmônicas de madeira. No Brasil, é comum em bailes de forró e na música tradicional do Sul do país. Já na França, é bastante utilizado nos bailes tradicionais.

Gaita de fole, também chamada de cornamusa, museta, musette ou simplesmente gaita, é um instrumento da família dos aerofones, composto de pelo menos um tubo melódico (chamado ponteiro ou cantadeira, pelo qual se digita a música) e de um insuflador mediado por uma válvula (chamado soprete ou assoprador), ambos ligados a um reservatório de ar (chamado fole ou bolsa); na maioria dos casos há pelo menos mais um tubo melódico pelo qual se emite uma nota pedal constante em harmonia com o tubo melódico (chamado bordão ou ronco). No presente projeto, serão utilizadas as gaitas do tipo Boha e Craba.
Músicos do projeto Escambo

Carlos Valverde (Pífano, flauta transversal, fifres e ganzá, berimbau, triangulo e pequenas percussões) é músico, fabricante de instrumentos em bambu e realiza pesquisas no campo da cultura popular brasileira. Desde 2000 ele ministra oficinas de iniciação musical e de fabricação de pífanos em escolas, universidades e outros eventos culturais. Nesta linguagem, da transmissão oral, já criou diversas bandas de pífanos, no Brasil e no exterior, conectando pessoas, projetos e saberes.

Em 2011, Carlos Valverde recebeu da Embaixada da França o visto de “Competência e Talento” que teve como objetivo desenvolver um projeto de intercâmbio entre as culturas tradicionais do Brasil e da França. Em 2012, recebeu o diploma em músicas tradicionais no conservatório de Toulouse, fez um mestrado em Musicologia Université Toulouse – Jean Jaurès  e criou duas novas bandas de pífanos na França, as quais integram a música brasileira e francesa. Hoje é professor de pífano no conservatório Occitan (COMDT) e realiza diversos projetos pedagógicos com crianças (de 3 a 10 anos), adolescentes, pessoas com necessidades especiais e músicos de conservatórios que não são habituados com a linguagem da transmissão oral.

João Arruda (viola de cabaça, viola de dez cordas, rabeca de bambu, violão, zabumba e atabaques) é músico, cantor, percussionista, violeiro e produtor fonográfico considerado um dos jovens promissores da música brasileira. Nascido em Campinas (SP), o artista é comprometido com a valorização e recriação de temas e canções da cultura popular brasileira, bem como de outros países. Seu trabalho está presente em mais de 15 álbuns nos quais atuou como artista convidado e produtor. Com dois autorais gravados (Celebrasonhos e Venta Moinho), já participou de mostras, festivais e programas de rádio e TV além de compor diversas trilhas sonoras para espetáculos, documentários, mostras e filmes.

Cris Monteiro (percussões) é pesquisador dos ritmos brasileiros, foi integrante do grupo musical-cênico Gandaiá, onde tocava percussão, dançava e interpretava. Do espetáculo nasceu o álbum Brasilusões, em 1997, no qual assina os arranjos de percussão. Com o Grupo Zauwli, estudou os ritmos do Sul da África voltados para o djembe, instrumento típico africano. Com este grupo participou de espetáculos de teatro, ministrou oficinas de percussão e gravou o álbum que leva o mesmo nome do grupo.

Participou como músico e dançarino do grupo de dança brasileira Saia Rodada, de Tião Carvalho e com o grupo viajou com o espetáculo Bloco do Baralho, em turnê no estado de São Paulo. Mudou-se para Europa em 2006, tocando na França, Espanha e Portugal. Em Toulouse, onde fixou residência, trabalhou com estágios de percussão em associações, companhias de teatro e escolas primárias, além de ter participado de concertos em festivais por todo o território francês com vários grupos de música brasileira e fusion. De volta ao Brasil, hoje é diretor musical da banda Bate Lata, ministra oficinas de percussão na Associação de Paes e Amigos dos Excepcionais (APAE) Campinas. Desenvolve seu projeto percussivo Murungundum, e atua nas bandas Nega Madame e Black Dog Funk.

Xavier Vidal (violino, rabeca, boha/gaita de fole da Gasconha, crabo/gaita de fole da Montanha Negra, graille (oboé occitan, charamelas e bandolim) começou a estudar música quando criança e com a idade de 10 anos integrou a Harmonia de Tournefeuille (Haute Garonne). Xavier Vidal descobriu a música Occitan tradicional no ano de 1976, por meio da companhia de Ballets de Occitans de Toulouse, onde realizou diversas turnês. A partir de 1977, junto com o Occitan Conservatório Toulouse, participou do movimento Folk que tinha como objetivo recuperar, recriar e revalorizar as tradições populares da França.

Ele é formado em etnologia na l’EHESS no ano de 1983 e realizou seminários de etno musicologia no Museu da ATP e do Museu do Homem sobre os instrumentos da tradição popular de Lauragais. Recebeu o diploma D.E.A. Civilização Occitan e sabe falar esse dialeto correntemente. Em 1989, produziu um trabalho sobre as tradições populares da França com o apoio e financiamento do ministério da Cultura. Em 1983 se instalou na região do Lot (Sul da França), onde em 1985 fundou a Associação de Música de Tradições em Quercy. Nessa associação, Xavier Vidal começou um trabalho de pesquisa e registro de diversas músicas populares do Lot. Ele fundou a associação La Granja, que é um lugar dedicado à pesquisa, ensino e divulgação da cultura Occitan, música folk e world music.

Em 1987, tornou-se professor de música tradicional do conservatório do Lot. Ele também ensina os alunos de DEM (Diplôme d’Etudes Musicales) do conservatório de l’Aveyron desde setembro de 2011. Hoje ele é o coordenador do departamento de música tradicional no conservatório de Toulouse, que abrange o ensino de áreas de música: Occitan, flamenco e oriental. Toca mais de doze instrumentos tradicionais, além de cantar em diversas línguas. Ele é autor de várias composições musicais e conhece um imenso repertório de músicas tradicionais da França, o que faz dele uma referência da música tradicional da França.  

Bastien Fontanille (vielle à roue, accordeon) é diplomado em música tradicional pelo conservatório de l’Aveyron Departamental. É licenciado em Jazz e em Antropologia pela Universidade Mirail de Toulouse. Atualmente é aluno de mestrado em Musicologia também pela Universidade do Mirail.  É multi-instrumentista, tendo experiência de mais de dez anos com a vielle a roue, oito anos em piano e cinco anos em sanfona. Ele aprecia a mistura entre músicas, pois gosta de experimentar diferentes ambientes sonoros. Seu gosto eclético e amplo faz com que traga em sua bagagem musical um repertório que integra a música barroca, tradicional francesa, reggae, brasileira, entre outras.  

Lola Calvet (rabeca, violino e canto) é nascida em 1990 em Saint-Cere e segue desde pequena uma formação musical completa em escolas de música e conservatórios. Ela descobriu a música tradicional ao estudar violino com o professor Xavier Vidal e a partir de deste momento começou a tocar em bailes e festas locais tradicionais. Seus estudos avançaram integrando sucessivamente a escola Atla em Paris e Music’Halle em Toulouse. Durante os últimos 15 anos, Lola pratica o canto, violino e percussão brasileiros e participa ativamente do grupo Samba Ti’Fol. Desde o início de 2012 integra o grupo Bomb de Bal, cantando, tocando violino e a rabeca brasileiros.

Elisa Treboauville (bandolim, banjo, canto, fifre e pífanos)  começou a sua formação musical em 1999 pelo violão clássico, instrumento que permitiu um primeiro encontro com o universo da música popular brasileira, incluindo o choro. Em 2013 recebeu o diploma em musicologia na Université Toulouse – Jean Jaurès onde dedica-se ao estudo do cavaquinho e do pífano brasileiros. Desde 2014 estuda Mestrado em Etnomusicologia e participa de diferentes formações musicais como o grupo de Choro Assim Assado, La Pifada e Forró de Fora. No inicio de 2015 comeou a estudar no DEM de Música Tradicional no Conservatório de Toulouse, onde desenvolve estudos com a musica tradicional occitana.

Oficinas culturais 

O projeto Escambo propõe oficinas e estágios de danças tradicionais francesas, com ou sem música ao vivo, opcionais e complementares aos shows. Para mais informações contate Raphael Valverde (raphael@raphaelvalverde.com.br) l : (19) 98420-1212 ou Carlos Valverde (flutebresil@gmail.com)

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757 – Casa do Núcleo (SP) recebe concerto Prisma, do Duo Bico de Pena

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O Duo Bico de Pena tem 22 anos de estrada (Foto: Andreia de Souza, acima e  no destaque)

A Casa do Núcleo receberá na sexta-feira, 11, o Duo Bico de Pena, para executar o concerto Prisma, a partir das 21 horas. Formado por Renato Camargo (flauta) e  Angelique Camargo (violoncelo), no primeiro bloco o Duo Bico de Pena apresentará algumas das composições e arranjos mais significativos que produziu em 22 anos de carreira, seguidos de peças inéditas nas quais explora experiências novas como as vozes de ambos, em improvisos coletivos que visam a atingir o desafio de expressar a riqueza da música brasileira pelas entrelinhas de suas composições e arranjos.

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749 -Comemore em Sampa, em show com entrada franca, os 80 anos de Alaíde Costa (RJ)!

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Alaíde Costa chega aos 80 anos cantando, há 60, sucessos dela e de compositores e parceiros como Milton Nascimento e Consuelo de Paula (Foto: Divulgação)

No dia 8 de dezembro, a intérprete e compositora Alaíde Costa (Rio de Janeiro/RJ) completará 80 anos de vida, dos quais 60 inteiramente dedicados à música brasileira. Para marcar a data, Alaíde Costa protagonizará show gratuito neste domingo, 6 de dezembro, a partir das 19 horas, no Teatro Décio de Almeida Prado (São Paulo), acompanhada pelo parceiro de palco, o pianista e arranjador Giba Estebez. Em Alaíde Costa – 80 Anos, a aniversariante mostrará que o tempo não maculou a sua voz e o seu talento como intérprete, mas ao ouvi-la relembrar os momentos mais relevantes de sua carreira é a plateia quem ganhará o presente: estarão no repertório composições próprias como Você é Amor (parceria com Tom Jobim); Amigo Amado (com Vinícius de Moraes); Banzo ( com José Márcio Pereira); e Meu Sonho (com Johnny Alf), entre outras músicas de autores consagrados.

Alaíde Costa, aliás, há alguns dias já nos dera o presente ao lançar Porcelana, álbum em parceria com Gonzaga Leal  (Serra Talhada/PE) que entre releituras de canções de Caetano Veloso e Orlando Morais (Divinamente Nua, a Lua), Alceu Valença (Solidão), Capiba (Quando Se Vai um Amor), Fim do Ano (Zé Miguel Wisnik e Swami Jr.),  do português Zeca Afonso (O Meu Menino é D’Oiro) traz maravilhas como Porcelana (Moisés Santana), Delicado (Socorro Lira) e de Consuelo de Paula Água Doce no Mar e Bem me Quer — esta uma parceria de Consuelo com o conterrâneo, Luiz Salgado, e o eterno mestre Rubens Nogueira. Porcelana vem arrancando merecidos elogios, como o do músico, maestro e arranjador Jaime Além que escreveu ter sentido uma “flecha certeira no peito”, pois”há muito tempo um disco não me impactava tanto”. As palavras de Consuelo de Paula, entretanto, sintetizam no encarte exatamente o que o álbum traz de bom para a música brasileira:

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Porcelana (Consuelo de Paula)

Houve um tempo em que eu só conseguia ler a poesia de Cora Coralina.
Era um tempo difícil e histórias como as do prato azul-pombinho salvavam o meu dia.
O prato era uma raridade, uma porcelana herdada pela família da então pequenina Cora
Eis que um dia a peça amanheceu quebrada e mesmo sem ser a autora, Coralina recebeu dura repreensão pelo acontecido.
Porcelana é palavra mesmo de histórias, é palavra de refinamento, é palavra de arte.
Porcelana esconde mistérios e revela o que tem que ser revelado.
Assim é o álbum que reúne Alaíde Costa e Gonzaga Leal entre canções amorosas, entre instrumentistas e arranjadores que sabem escrever notas sobre finas louças, entre poesias que expressam o visível e o invisível das linhas claras e coloridas pousadas sobre o branco.
Assim é o cd destes dois artistas que celebram a amizade com um presente: surpreendentes traços tingidos com duas vozes de diferentes gerações interpretando compositores também de várias gerações – um ciclo onde na verdade não se sabe mais o que é anterior ou posterior, mas onde tudo parece nascer neste instante.
E como se Gonzaga enviasse um convite para Alaíde em forma de uma linda caixa florida amarrada com fitas azuis – dentro dela as mais raras porcelanas: oferendas pelos oitenta anos da nossa diva – e Alaíde respondesse apenas com o que mais fez e quer fazer em sua vida: cantar!
E desta vez cantar ao lado de outro artista que também dedica sua vida à música e faz agora, em nome de todos nós, esta festa de comemoração: uma reunião como se estivéssemos sempre juntos, além do espaço e do tempo.
A beleza deste encontro é tanta que milagrosamente refaz os desenhos existentes no prato azul-pombinho da Cora Coralina, pois o que importa é a beleza que guardamos em nossos olhos, em nosso coração e alma.
E ouvir o encontro entre Alaíde Costa e Gonzaga Leal é sentir o pássaro do divino pousando sobre nós.

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Alaíde Costa com Gonzaga Leal, parceiro de Porcelana (Foto: Divulgação)

Mais sobre Alaíde Costa, por Deborah e Eliane Verbena

Nascida no Rio de Janeiro em 8 de dezembro de 1935, Alaíde Costa iniciou sua carreira profissional em 1955, como crooner, no Rio de Janeiro. Em 1959, levada por João Gilberto, conheceu os compositores da bossa nova, quando gravou seu primeiro LP. Participou do programa o Fino da Bossa (TV Record/SP), interpretando Onde Está Você (Oscar Castro Neves e Luverci Fiorini), canção que se tornou emblemática em sua carreira. Em 1965, lançou o LP Alaíde Costa e, em 1972, gravou em dueto com Milton Nascimento a faixa Me Deixa em Paz (Airton Amorim e Monsueto), incluída no LP Clube da Esquina. Em 1988, lançou Amiga de Verdade, com participações de Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Ivan Lins e Egberto Gismonti; e em 1995, o  Alaíde Costa & João Carlos Assis Brasil.

A discografia ainda conta com Falando de Amor (2000) gravado em Paris, tendo no repertório as canções Amor é Outra Liberdade (Sueli Costa e Abel Silva) e Tudo se Transformou (Paulinho da Viola), além da faixa-título (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Em 2003, apresentou-se em Londres com Johnny Alf, no London Jazz Festival. Dois anos depois, lançou, no Theatro São Pedro (SP), Tudo Que o Tempo me Deixou, produzido por Antônio Carlos Vidigal e que marcou os seus 50 anos de carreira. No mesmo ano, foi contemplada com o Prêmio Rival Petrobras da Música como Melhor Cantora, e ainda participou, ao lado de Elza Soares e Jair Rodrigues, do show Brasil Brasileiro, apresentado em Paris e Toulouse no encerramento do Ano do Brasil na França. Em agosto de 2006, retornou à Europa para apresentações do mesmo espetáculo na Espanha, Áustria, Alemanha e Inglaterra.

Em 2007, veio volume II da parceria da cantora com João Carlos Assis Brasil e, dois nos depois novo CD em homenagem ao amigo e parceiro Milton Nascimento. Já  em 2012 gravou disco dedicado ao também amigo e parceiro Johnny Alf; em 2013 reverenciou o centenário de nascimento de Vinícius de Moraes com o show Alaíde Canta Vinícius, apresentando-se em teatros do Sesi e interpretando a obra do “poetinha” musicada por alguns dos seus célebres parceiros, entre eles a própria Alaíde Costa. Em 2014, lançou o álbum Canções de Alaíde, o primeiro da carreira formado somente por composições próprias, algumas em parceria com importantes nomes como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Geraldo Vandré, Johnny Alf, João Magalhães, Hermínio Bello de Carvalho, Paulo Alberto Ventura e José Márcio Pereira. Alaíde acabou de gravar em São Paulo um DVD em comemoração aos seus 80 anos; e, juntamente com o violonista Toninho Horta, lançou Alegria É Guardada Em Cofres Catedrais.

Serviço

Show: Alaíde Costa – 80 Anos
Dia 6 de dezembro. Domingo, às 19h
Teatro Décio de Almeida Prado
Rua Cojuba, 45 – B. Itaim Bibi/SP. Tel: (11) 3079-3438
Grátis – ingressos na bilheteria 1 hora antes do show de 60′ e classificação livre

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