711 – Lígia Jacques, com Rogério Leonel ao violão, canta clássicos da MPB e chorinhos no Cine Teatro Brasil, em Beagá

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Lígia Jacques e Rogério Leonel (Foto: Eliane Torino). Foto do destaque, ao lado do título: Daniel Vidal

A cantora Lígia Jacques é a próxima cantora que se apresentará pelo projeto Elas, que Luiz Trópia e Tadeu Martins promovem mensalmente em Belo Horizonte (MG), cidade natal da atração desta terça-feira, 3, a partir das 19h30. Lígia Jacques subirá ao palco do Cine Theatro Brasil Vallouréc acompanhada ao violão por Rogério Leonel, que também assina a direção musical e os arranjos do show. O ingresso para assistir Lígia Jacques está à venda por R$ 30,00 (inteira) ou R$15,00 (meia). O Cine Theatro Brasil fica no coração de Beagá, na Praça Sete de Setembro, com entradas pela avenida Amazonas e Carijós, na esquina com a Afonso Pena. Para mais informações, há o telefone 31 2626-1251.

Desde que ocupa o cenário musical, Lígia Jacques dedica-se a interpretar compositores consagrados como Tom Jobim, Chico Buarque, Dori Caymmi, Pixinguinha e também conterrâneos como Rogério Leonel, Juarez Moreira, Ricardo Faria e Toninho Camargos. Conta participações em mais de trinta discos de expoentes tais quais Marcus Viana, Ladston do Nascimento, Rubinho do Vale, Titi Walter e Célio Balona. Como solista, já integrou concertos de músicos de renome como Clara Sverner, Guinga e Francis Hime. Em 2001 lançou Choro Barroco, com direção musical e arranjos de Rogério Leonel e recebeu três indicações para o Prêmio Caras de Música (melhor álbum, melhor cantora de MPB e melhor projeto gráfico). Em 2010, saiu Choro Cantado, homenagem dela à rainha do choro, Ademilde Fonseca.

Para o Cine Theatro Brasil, Lígia Jacques elaborou repertório com canções que marcam sua trajetória e incluem Passarim  (Tom Jobim), Porto (Dori Caymmi) e Aqui, Oh (Toninho Horta e Fernando Brant), mais clássicos como Rancho das Namoradas (Ary Barroso e Vinicius de Moraes), Onde a Dor Não Tem Razão  (Paulinho da Viola) entre outras inéditas da parceria de Rogério Leonel com Valter Braga — com destaque para Um Outro Samba de Noel –,  com o poeta Antônio Barreto (Razões do Vento), além de Amarcord, música tema do filme homônimo de Federico Fellini, com letra de Jorge Fernando dos Santos. Entre os choros, entraram na seleção Catavento e Girassol (Guinga e Aldir Blanc) e Falando de Amor (Tom Jobim), com a participação do Grupo Vocal  DaBocaPraFora, do qual é regente e preparadora vocal e que canta também Navio de Pedra (Ladston do Nascimento) e Lua Cheia (Toquinho e Chico Buarque).

 

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Choro Cantado, lançado em 2010 em tributo a Ademilde Fonseca,  reúne cinco clássicos do gênero e cinco faixas praticamente inéditas. A proposta do projeto é justamente registrar e resgatar choros que se destacam também pelas letras e unir música e letra com precisão, valorizando a poesia e a interpretação. Gravado entre maio e novembro de 2009 no estúdio Fábrica de Música, com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte e produção de Jorge Fernando dos Santos, o disco tem arranjos e direção musical de Rogério Leonel, que também toca os violões. A direção artística coube a Jairo Lara, flautista e saxofonista em várias faixas.

Tocam no disco Milton Ramos (contrabaixo acústico) e Serginho Silva (percussões). A produção executiva coube a Tião Rodrigues, a arte a Adriano Alves e as gravações a Jairo e a Eloísio Oliveira. Destacam-se as participações especias de Ausier Vinícius (cavaquinho, na faixa Pedacinhos do Céu), Celso Adolfo (voz em Domingueiro) e Hudson Brasil (bandolim, no maxixe Satan, de Chiquinha Gonzaga, com letra inédita).

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635 – Recomendação do Barulho d’água: Comum de Dois, de Toninho Ferraguti e Marco Pereira, da Borandá

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O violão e o acordeon, dois instrumentos dos mais populares do Brasil, ao longo da história musical foram marcantes na formação de gêneros e de estilos, e ainda hoje continuam presentes de Norte a Sul do país. Marco Pereira e Toninho Ferragutti, dois dos principais representantes desses instrumentos, uniram se e provaram que, em dueto, o pinho e o fole permitem uma rica experiência artística. O resultado do encontro pode ser curtido em Comum de Dois, álbum com nove faixas lançado com o selo da gravadora Borandá. 

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625 – Ema Klabin recebe grupo de choro da Emesp para mais uma rodada de Tardes Musicais 

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Pixinguinha, Sivuca, Jacob do Bandolin e Waldir Azevedo estão no repertório do Grupo de Choro da Emesp, atração deste sábado, 29, na Ema Hertz (Foto: Heloisa Bortz)

O programa Tardes Musicais deste sábado, 29 de agosto, da Fundação Ema Klabin,  apresentará o Grupo de Choro Escola de Música Estado de São Paulo, que tocará a partir das 16h30. Os chorões atuam sob a batuta do músico, arranjador e compositor Edmílson Capelupi e divulgam  repertório de autores consagrados como Pixinguinha, Sivuca, Jacob do Bandolin e Waldir Azevedo. A formação reúne Bruno Bertolino (pandeiro), Camila Inocêncio (cavaquinho), Junior Alves (violão 7 Cordas), Guilherme Kafé (violão 6 Cordas), Ivan Melillo (flauta), Thiago Branduliz (sax tenor) e  Gabriel Duarte da Silva (clarinete).

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614 – Fred Martins lança na Sala Funarte (RJ) “Para Além do Muro do Meu Quintal”, gravado em Portugal

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A Sala Funarte Sidney Miller, localizada no Centro do Rio de Janeiro, será o palco para o cantor e compositor Fred Martins lançar Para Além do Muro do Meu Quintal, em show marcado para a quinta-feira, 20 de agosto, a partir das  19 horas, com ingressos a preços populares. Fred Martins vai se apresentar acompanhado pelo violoncelista Lui Coimbra, além do saxofonista Marcelo Martins. Para Além do Muro do Meu Quintal foi  gravado em Lisboa, Portugal, com produção musical do pianista e arranjador açoriano Paulo Borges e participações especial dos cantores Renato Braz e da cabo-verdiana Nancy Vieira . O título remete a um verso de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, extraído do poema  Noite de São João

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Zé Modesto, historiador e poeta paulistano, um dos esteios da (rara) boa música, receba nossos parabéns pelo aniversário!

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O Barulho d’água Música registra que hoje, 29 de julho, é aniversário do cantor e compositor Zé Modesto,  paulistano formado em História pela Universidade de São Paulo. Zé Modesto é autor dos álbuns, Esteio, Xiló e Aos Pés do Ouvido e, entre outros parceiros, tem os amigos de estrada Renato Braz, Marcelo Pretto, Mario Gil, Juçara Marçal, Carol Ladeira e Ceumar.  Estudioso da canção brasileira, aprecia choros antigos, sambas e serestas que aprendeu a curtir desde menino influenciado pelo clarinete do pai e pelo violão tenor do avô, ao qual dedicou Esteio.
O repertório de Zé Modesto é um dos mais marcantes pela beleza e pela simplicidade embaladas em delicadas poesias e expresso por meio de benditos, ladainhas, capoeiras e folias que remetem ao universo mineiro, principal manancial de sua criação. O aniversariante ainda bebe nas fontes do samba das tonalidades urbanas indissociáveis de sua alma paulistana.

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1º Encontro de Choro de Campinas vai até 24 de abril destacando participação da mulher

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O quarteto feminino Praça Onze valoriza o repertório de choro do século XIX, período durante o qual ritmos europeus se misturavam à linguagem e ao swing brasileiros, com belíssimas melodias de polca, maxixe e tango brasileiro (Foto: Martinho Caires).

Do site da Agência Social de Notícias, de Campinas

Começou no dia 18 e prosseguirá até 24 de abril o 1º Encontro de Choro de Campinas (SP), com várias atrações, em diversos espaços, compondo o evento musical que deriva do Encontro de Choro da Unicamp, surgido em 2004 no Instituto de Artes da Universidade. Desde então, foram realizadas sete edições em diferentes formatos. Em 2015, o 1º Encontro de Choro de Campinas somará nove dias de intensa programação e teve uma atração de alta qualidade no dia da abertura no Boteco na Estação, evento na Estação Cultura. Participaram os grupos Corta Jaca e Praça Onze.

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Jane do Bandolim e Miado do Gato revivem com maestria mestres do chorinho no Sesc Consolação (SP)

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Jane Silvana Corilov é reconhecida dentro e fora do país e desde 1998 porta o título de “Rainha do Bandolim Brasileiro”; sua biografia consta no Livro do Bandolim, com edições na Alemanha e nos Estados Unidos. O nome do quinteto é uma homenagem ao gato Branco, que dormia sobre suas partituras (Foto: Marcelino Lima)

O Barulho d’Água Música acompanhou na noite de segunda-feira, 13, mais uma rodada do Instrumental Sesc Brasil, atração de todas às segundas-feiras do Sesc Consolação (SP). Jane do Bandolim e o Miado do Gato foram os convidados desta vez e recordaram no palco do Teatro Anchieta vários clássicos de autores do chorinho como Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnatalli, Ernesto Nazareth. Mais conhecido como sambista, Paulinho da Viola também entrou na roda com a inclusão no repertório da composição Beliscando.

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Paulinho da Viola completa 50 anos de carreira com shows no Sesc Pinheiros (SP)

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Paulinho da Viola, em 1996, diante da praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro ( Foto: Leonardo Aversa)

Amigos e seguidores:

A agenda com sugestões de shows que o Barulho d’água Música traz pra vocês neste mês (veja na página inicial) destaca, entre tantas atrações, os shows de Paulinho da Viola, excelência do samba que está completando  50 anos de carreira e preparou um show especial para trazer ao público paulistano do Sesc Pinheiros. A plateia ouvirá clássicos como Dança da Solidão, Sei Lá, MangueiraPecado Capital e Coração Leviano, além de uma coletânea de sambas de compositores que considera os mais importantes da música brasileira, entre os quais Cartola, Nelson Cavaquinho, Noel Rosa, Wilson Batista e Geraldo Pereira.

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Em foto de 1964, Paulinho da Viola e Anescarzinho (Foto: Site do cantor)

Paulinho da Viola terá acompanhamento  dos músicos João Rabello (violão), Dininho Silva (baixo), Ricardo Costa (bateria), Adriano Souza (piano), Mário Seve (sopros), Celsinho Silva (ritmista), Hercules Nunes (percussão), Muiza Adnet (voz) e Beatriz Faria (voz). Cada show no Teatro Paulo Autran terá duração de 90 minutos e não será permitida entrada após o início do espetáculo. A venda de ingresso está limitada a quatro por pessoa.

 Também sugerimos especial atenção às novas prosas-shows e apresentações do projeto cultural 4 Cantos, formado pelos cantadores Cláudio Lacerda, Luiz Salgado, Rodrigo Zanc e Wilson Teixeira, nas cidades paulistas de Avaré e Botucatu. O  Dandô Circuito de Música Dércio Marques também está de volta à estrada com rodadas no RS e em SP, e, em Poços de Caldas (MG), a dupla gaúcha Kleiton & Kledir vai fazer soar o apito do trem no pátio da estação em mais uma rodada, a segunda, do projeto Composição Ferroviária. Ainda em Minas Gerais, na capital Beagá, Wilson Dias abrirá mais uma edição do projeto Canto & Viola: uma vez por mês, até dezembro, será escalado um dos expoentes da viola caipira do Estado. Entre os nomes já confirmados estão Paulo MourãoBilora Violeiro e Chico Lobo.

 Ainda falando em viola, a agenda traz Neymar Dias e Toninho Ferraguti e quadro com as datas e as cidades nas quais Renato Teixeira estará neste mês.  Ná Ozzetti, Otto, Tom ZéHeraldo do Monte e Wolf Borges também estarão na lista. E no mês do Choro, entre outras homenagens, Jane do Bandolim e O Miado do Gato  farão tributos aos mestres do gênero  Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Anacleto Medeiros, Jacob do Bandolim, Altamiro Carrilho, Waldyr Azevedo e da própria Jane do Bandolim

As dicas que oferecemos são baseadas na programação divulgada por entidades como o Sesc São Paulo e assessorias dos próprios artistas e não nos responsabilizaremos por mudanças de datas, locais e horários após a publicação desta agenda. Sendo assim, observamos que é conveniente sempre entrar em contato, previamente, com os organizadores e locais de espetáculos por meio dos endereços ou telefones fornecidos. Não disponibilizamos entradas para nenhum espetáculo. Para melhor compreensão das legendas, os números ou a letra L (Livre) indicam a classificação etária, G que não há cobrança de entrada e $ que o espetáculo só será visto mediante compra de ingresso cujo valor varia de acordo com a atração.

O blog não cobra para inclusão de espetáculos nesta agenda. Estamos abertos a quem queira nos enviar sua agenda, mas nos reservamos ao direito de avaliar, antes da divulgação, se o artista e sua proposta de show ou projeto se enquadra em nossos critérios. Para assuntos relativos a assessoria de imprensa favor ligar para 11 3766-9006 ou enviar mensagem para barulhodeaguamusica@gmail.com 

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Toninho Ferraguti (acordeon) e Neymar Dias (viola caipira) serão atração do Sesc Belenzinho/SP (Foto: Laura Del Rey)

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Compositor brasileiro: hoje é dia de quem com talento, compromisso, sensibilidade e delicadeza torna a vida mais alegre

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Heitor Villa-Lobos, ao lado da musa Arminda Villa-Lobos, um dos mais consagrados compositores brasileiros de todos os tempos, em nossa terra e mundo afora (Foto: Acervo Museu Villa Lobos-RJ)

Hoje, 7 de outubro, comemora-se o Dia do Compositor Brasileiro.

Alguns amigos e seguidores podem até pensar que o Barulho d’água Música estaria se confundindo, pois também se comemora data semelhante em 15 de janeiro. No começo de cada ano, porém, a efeméride é dedicada aos compositores de todo mundo, então, naquela ocasião, celebra-se o Dia Mundial do Compositor.

Muito justa a homenagem a esta incrível e indispensável categoria de artistas tupiniquins já que em nosso meio cultural há uma lista das mais extensas de gente boa que nos legou para sempre canções e obras extremamente belas, carregadas de significados sobre a brasilidade e, claro, poesia, muita poesia da melhor qualidade. Há, é claro, quem meta os pés pelas mãos e, neste delicado terreno, “escreva” bizarrices inclassificáveis, faça sonetos piores que as emendas, principalmente nos dias de hoje; seriam os “pernas de pau”, para traçar uma analogia com o futebol, sem nos esquecer, entretanto, que boa parcela deles é estimulada, bem paga e venerada pelo mercado e pela indústria do espetáculo só para rimar amor com dor e cantar frustrações amorosas, dores de cotovelo e cortejar musas inalcançáveis e de coração mais duro que pedra.

A riqueza neste quesito que o Brasil guarda, entretanto, é tanta que nem vale a pena queimar vela para mal defunto, e, sim aclamar aqueles que elevam nossa alma, cura-nos de tristezas, espalham valores positivos que ajudam a manter tradições ou até renova-las, mas sempre com muita delicadeza, talento, compromisso, engajamento, pensando, escrevendo, pesquisando…

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