Novidades do acervo do Barulho d’Água: Júlio Santin, Eujácio Rocha, Almir Cortês…

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Júlio Santin (Foto: Adriano Rosa)

O Barulho d’Água Música está com o acervo mais rico e registra com carinho e agradecimento as doações dos álbuns “Quitanda” (Carol Ladeira), “Capim Dourado” (Júlio Santin); “Matuto Moderno 5” (Zé Helder e Ricardo Vignini); “Moda de Rock ao Vivo” (Zé Helder e Ricardo Vignini); “M.úsica P.ropositalmente B.izarra” (Subtotal); “Sina de Violeiro” (Pinho); “Orquestra de Violeiros de Americana” (Bruno Papiroti) e “Baile na roça” (Eujácio Rocha), cedidos diretamente pelos cantores e por Cláudio Lacerda, que nos repassou o “Sina de Violeiro”, mais o DVD da noite de entrega da segunda edição do Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira, gravado em 18 de janeiro de 2011, no Centro de Convenções Minascentro, em Belo Horizonte, pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira.

O vídeo traz o registro do show de Chico Lobo e Pereira da Viola com participação de Sérgio Reis, contemplados naquela ocasião. Já o trabalho magnífico do sanfoneiro Eujácio Rocha, em cujo encarte há uma pintura de Cândido Portinari, também é gentileza de Júlio Santin. A dedicatória em “Capim Dourado”,  cujo autor além de violeiro e produtor musical é cardiologista, por sinal, merece destaque: “Para Barulho d’Água, Uso Interno: uma moda de viola de seis em seis horas”. Grato, Júlio Santin, fica repassada a tua receita para os seguidores e amigos pois esta, com certeza, vem livre de contra indicações!

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Carol Ladeira (Foto: Marcelino Lima)

 

 

O blog ainda adquiriu preciosidades como “25 anos não são 25 dias” (Quinteto Violado); “Rock Rural” (Sá, Rodrix e Guarabyra); “Nosso Quintal” (Levi Ramiro); “Violeiro Bugre” (Índio Cachoeira); “Alto Grande” (Paulo Freire); “Acordar com os passarinhos” (Tião Mineiro); “Pássaros Urbanos” (Fagner); “Rabecas e Violas” (Valmir Rosa & Bob Mendes); “Limiar” (Almir Cortês); “Orquestra Filarmônica de Violas II”; “Angudadá”; “Fala de Bicho, Fala de Gente” (Marlui Miranda, John Surman, Rodolfo Stroeter, Nelson Ayres e Caíto Marcondes) e “Bojo Elétrico” (Matuto Moderno).

Almir Cortês, autor de “Limiar” (Foto: Marcelino Lima)

 

Roda de Viola do SESC Campo Limpo merecia mais tempo e tratamento melhor

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Ricardo Vignini, Índio Cachoeira, Levi Ramiro, Paulo Freire e Rodrigo Zanc (Foto de Marcelino Lima)

O ditado “tudo o que é bom acaba logo” nunca foi tão mais apropriado na tarde de 9 de julho para quem esteve no SESC do Campo Limpo, no começo da tarde. Para marcar as atividades de inauguração da nova unidade, cujas portas se abriram ao público há pouco mais de um mês apenas, a direção da entidade programou uma roda de viola com cinco bambas paulistas das músicas regional e caipira. Assim, para um encontro inusitado e inédito, juntaram-se no picadeiro do Circo Zanni Ricardo Vignini, Índio Cachoeira, Levi Ramiro, Paulo Freire e Rodrigo Zanc. Como todos têm expressivas carreiras em estradas próprias, a plateia presente nas arquibancadas esfregou as mãos esperando curtir sucessos de cada um, além de clássicos das duas vertentes.

 

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Paulo Freire (Marcelino Lima)

Em parte, a expectativa foi, sim senhor, magistralmente satisfeita. As violas entrosadas no calor do momento pontearam com perfeição e já pareciam íntimas desde que ainda eram cedros ou madeira de outra árvore nobre. Vignini, Cachoeira, Levi, Freire e Zanc também cantaram como quem prática uma atividade cotidiana modas consagradas há décadas pelo gosto popular, ora em duplas, ora em trios, ou ainda coletivamente. Não se quer dizer aqui que tocaram e cantaram de qualquer jeito, na base do improviso, ora esta, ora vá! É que cantaram e tocaram como quem nem precisa ensaiar, pois carregam tudinho guardado lá dentro de si, puxam do peito o que verbalizam e executam, exteriorizam eivado de delicadeza, de respeito e de lisura nossos patrimônios musicais . Com a propriedade de quem estuda, pesquisa, envolve-se, apresenta-se pelo prazer, pela oportunidade de reencontrar o parceiro, ou compartilhar um tesouro ou um causo pitoresco que tanto pode fazer chorar, como sorrir o anônimo que os escuta; com a devida simplicidade de saber que em reuniões assim não há mestres ou alunos, todos são iguais perante a plateia e às cordas dos instrumentos: a categoria é tamanha que basta um olhar entre eles para que cada nota saia devidamente encadeada, emparelhadinha com a do colega da direita, da esquerda, de acolá, nenhuma antes da hora ou precisando por sebo nas canelas trilhos atrás do troço que acabou de passar pela estação.

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Índio Cachoeira (Marcelino Lima)

Ah, então não há do que reclamar, os moços deram conta do recado! Deram, sim, uai, mas vai ouvindo, vão ouvindo e beeeeeeemmmm atento, pois de uma hora para outra, já acabou: a cantoria não equivaleu à metade do tempo que na véspera sofremos dançando quais baratas tontas naquele baile alemão regido por uma maldita sinfonia de uma bizarra nota só! O SESC Campo Limpo, nada generoso e sem avaliar direito os currículos de quem convidou, dedicou aos músicos míseros quarenta minutinhos para mostrarem um repertório que poderia ser bem mais rico e extenso, para revelar a quem não os conhecia não apenas o talento que estava evidente, bem como pelo menos uma canção de cada um, uma marca única que os identificasse e fosse capaz de despertar ali, no ato, mais um admirador, provocar uma interação ainda mais calorosa, receptiva, nunca efêmera.

 

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Ricardo Vignini (Nalu Fernandes)

Apesar da pressa da entidade, os cinco marcaram a tarde fria do feriado dedicado à memória dos revolucionários de 1932 relembrando os clássicos “Pagode em Brasília”, “La Paloma”, “Triste Berrante”, “Canto Brasileiro”, “Cuitelinho”, “O Homem e a espingarda”, “Empreitada Perigosa”, “Cálix Bento”, e como bis, “Saudades de Minha Terra”. Paulo Freire ainda contou em seu jeito característico como se deve dominar uma onça quando a pintada surpreende alguém que está no mato sem ter ao menos um canivete para encarar a encrenca. E ficamos assim, e sem muita conversa posterior com o público porque nova atração já estava ali às portas, era preciso desmontar e recolher os trens, ligeiro como quem ainda está com a prisunha nos calcanhares. Quem quisesse prosear, apertar a mão dos músicos, dar neles um abraço, guardar um retrato como lembrança… que fosse para o terreiro, oh deselegância pai d’égua!

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Levi Ramiro (Nalu Fernandes)
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Rodrigo Zanc (Nalu Fernandes)

 

Cinco ases da viola marcam inauguração do SESC Carmo

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Da direita para a esquerda: Rodrigo Zanc, Ricardo Vignini, Índio Cachoeira, Paulo Freire e Levi Ramiro

O SESC de São Paulo vai inaugurar nesta quarta-feira 9 de julho a unidade do bairro paulistano Campo Limpo, situada na Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120. Quem estiver disposto a curtir o feriado que relembra a Revolução Constitucionalista de 1932 comparecendo ao local poderá curtir a partir das 15 horas e sem pagar ingresso a roda de viola ao ar livre com Paulo Freire, Rodrigo Zanc, Levi Ramiro, Ricardo Vignini e Índio Cachoeira, entre outras atrações e atividades. A proposta é reunir violeiros de diferentes gerações e estilos de modo descontraído e informal para apresentar ao público o instrumento que em seu bojo guarda várias peculiaridades da cultura e da música regional brasileira. O Barulho de Água Música conferirá para posteriormente contar aos leitores e amigos como se desenrolou a prosa entre as 50 cordas e os cinco ases.

 

“Viola de Arame”, mais uma obra prima de Roberto Corrêa

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A coleção do Barulho d’água tem uma nova aquisição, assinada pelo mestre brasiliense Roberto Corrêa, produzida por ele e Juliana Saenger. Com onze faixas instrumentais, o disco “Viola de Arame” apresenta os atributos de intérprete de Corrêa, resgatando o projeto do começo de sua carreira, quando preparava-se para ser um solista de viola, nos moldes dos violonistas clássicos. Neste trabalho de 2012, Corrêa executa apenas músicas de outros compositores: Ascendino Theodoro Nogueira, que na década de 1960 de forma pioneira, compôs sete prelúdios para a “viola brasileira” solo; o maestro Jorge Antunes e os violonistas Marco Pereira, Eustaquio Grilo e Mauricio Carrilho. O CD traz textos dos compositores sobre as suas obras, o que ajuda a contextualizar o momento histórico, as motivações e inspirações dos autores.

A obra de Corrêa é uma das mais valiosas do universo da viola caipira. Dela tenho o já raro “Urobóro“, “Crisálida“, “No sertão“, “Esbrangente“, “Temperança” e “Viola de Bronze“, gravado com Siba. “Esbrangente” reúne ainda Paulo Freire e Badia Medeiros, violeiros de diferentes tradições que demonstram, por meio da viola caipira e da viola de cocho, a complexidade caipira, a profundidade das canções do sertão, a beleza de sua poesia e os novos voos dos instrumentos em composições próprias. Deste disco destaco bela homenagem de Paulo Freire a Angelino de Oliveira, autor de “Tristeza do Jeca“.

 

 

Às margens do Ipiranga, a viola plácida de Levi Ramiro

Puxe a cadeira, estique as pernas, acomode-se: quando Levi Ramiro toca ele é orgânico, os sentidos se aguçam. É possível ouvir o correr sereno de um regato, traz o cheiro do mato nas cordas da viola e se sente na pele o arrepio do vento cortando invernadas.

Levi Ramiro, SESC Ipiranga,  Roberto Correa, Ricardo Vignini e Zé Helder,Orquestra Paulistana de Viola Caipira, Wilson Dias, Paulo Freire, João Arruda, Luciano Queiróz e Katya Teixeira.

Sob a mesma “nuvem” raízes, pássaros e cantadores

Eita que dentro do novo disco do Levi Ramiro, “Capiau“, a frase “os dispostos se atraem”, do Fernando Anitelli, de “O Teatro Mágico”, consumou-se a mais pura verdade! Não é, moço, que na “alma” daquela esfera e no livreto do encarte couberam uma mata inteira de passarinhos variados, além de uma constelação de gente boa que transita no universo caipira e regional da música de raiz? Começa que as ilustrações do álbum em papel reciclado brotaram da pena da Katya Teixeira. E ela ainda solta aquela voz poderosa em duas das 15 faixas! Uma delas, “Encantado”, é dedicada a São Dércio Marques, cujo homem outrora encarnado já emplumou e, mais do que uma estrela, hoje se tornou imensa nuvem que arreúne muitos seguidores, envoltos em agradável sombra.cd-capiau

As letras de “Capiau”, quando não são do próprio Levi Ramiro (que enquanto canta e dedilha as próprias violas, próprias não por serem objetos dele, apenas, mas por ter sido ele mesmo quem as artesanou!) têm assinatura do poeta e jornalista João Evangelista Rodrigues, ou, ainda, de ambos em combinação. Se falha uma o parceiro é Wilson Dias, mineiro que de vez em quando me enche os olhos de água e que no disco também nos encanta em duas cantorias.

Vamos adiante porque a prosa e as modas prosseguem com participações de Carlinhos Ferreira, Marcos Azevedo, Carlinhos Campos. E fecha com aquele irrequieto e criativo menino de Campinas, o pequeno notável João Arruda! E está achando que pára por ai? Ah, pois vai ouvindo, vai ouvindo: você ainda vai dar por ali com o mestre Paulo Freire, Adriano Rosa, Gustavo Guimarães, Júlio Santin, Luciano Queiroz, Bilora Violeiro, Rodrigo Delage, Thadeu Romano e o bom amigo que está sempre a festejar conosco, Cláudio Lacerda.

Olha, aqui, vamos combinar uma coisa, amigo (a)? Nesta lista ainda há um monte de nomes a serem mencionados e não quero deixar ninguém sem o reconhecimento do seu mérito. Então, faça assim, oh: entre em contato com o Levi Ramiro, encomende o seu exemplar do “Capiau”, e aguarde pelo carteiro. De posse da caixinha, dê umas esfregadas nas mãos, leve o poeta para um cantinho sossegado da sala, ou do quintal. Acomode-se em sua cadeira preferida debaixo daquela árvore que te dá sombra e frutos, munido de um recém-coado bule de café, ou de um pouco daquela boa que te trouxeram das Gerais, de Goiás, da Bahia, do Piauí e de onde quer que seja estava reservada para uma ocasião especial. Antes de por o disco para rodar, leia todas as informações, prestando bastante atenção ao alerta do Evangelista e nas ilustrações da Katya Teixeira; isto, assim mesmo, sem afobação, com o passo das águas de um regato que corta os fundos de um sítio ou chácara e não precisa de pressa para correr, como sabiá que pousou no galho da laranjeira e não quer mais bater asas dali. Então, simplesmente escute e ouça…

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O violeiro e compositor Levi Ramiro reúne pássaros de vários timbres no álbum “Capiau”, que tem encarte preparado por Katya Teixeira, letras de João Evangelista Rodrigues e homenagem a Dércio Marques (Marcelino Lima, Campinas, março de 2014)

 

 

Tributo à dupla Cascatinha e Inhana une Wilson Teixeira e Sarah Abreu

O cantor e compositor Wilson Teixeira gravou em maio participação no programa Sr. Brasil, do apresentador Rolando Boldrin (TV Cultura). O autor de “Almanaque Rural” ocupou o palco do teatro do SESC Pompeia ao lado de Sarah Abreu, com quem compartilha projeto de resgate e preservação da obra de Cascatinha e Inhana.
Wilson e Sarah cantaram no primeiro bloco do programa que ainda não tem data definida para ir ao ar. “Índia” foi a primeira música do repertório da consagrada dupla que ambos relembraram. Depois, a pedido de Boldrin, o publico ouviu “Meu primeiro amor”. A guarânia “Colcha de retalhos” finalizou a gravação sob efusivos aplausos da plateia e do próprio Sr. Brasil. A viola de Wilson Teixeira e a voz de Sarah Abreu, que faz parte do grupo Nhambuzim, tiveram o competente apoio dos companheiros de estrada Vinícius Bini, Walter Bini e Thadeu Romano.

Wilson Teixeira sustenta uma carreira independente que desponta como uma das mais promissoras e primorosas entre os violeiros da atualidade que se dedicam a preservar a música de raiz, de alma caipira, aquela que faz jus ao rótulo sertaneja. Suas composições e jeito de tocar também evocam e flertam com muita qualidade com o blues e com o folk conforme comprovam a maioria das faixas do seu curto, mas premiado álbum de estreia, “Almanaque Rural”, de 2006. As 10 composições gravadas com apoio de amigos e de admiradores renderam a ele, em 2013, um dos troféus de melhor disco solo do III Prêmio Rozini de Excelência de Música de Viola. Wilson Teixeira recebeu a homenagem em 17 de junho, no Memorial da América Latina, em solenidade de gala encerrada com show de Almir Sater.

Wilson Teixeira e Sarah Abreu relembraram três clássicos de Cascatinha e Inhana no palco do Sr.Brasil (Foto: Marcelino Lima)

Natural de Avaré, residente em São Paulo, Wilson Teixeira prepara o segundo disco. A exemplo de “Almanaque Rural” deverá sair do próprio bolso  e deverá ser lançado ainda em 2014. E está, ainda, engajado a projeto pessoal de resgate das memórias e obras de Tonico e Tinoco, integra o “4 Cantos” ao lado dos também exímios violeiros e compositores Cláudio Lacerda (São Paulo), Luiz Salgado (Pato de Minas) e Rodrigo Zanc (Araraquara/São Carlos).

Wilson Teixeira já participou de e venceu vários festivais de viola, entre os quais o de Tatuí, com a música “No último pé do pomar”. Ao final de abril,  ao lado de parceiros de estrada como Jonavo e Tuia Lencioni, além de Chico Teixeira e o pai Renato (apesar do sobrenome, os três não têm parentesco, ao menos sanguíneo), ele passou pelo palco do Bourbon Street, consagrada casa de shows de Moema que já recebeu B.B.King. Durante 4 horas, foi uma das estrelas da Festa Folk Brasil. Os irmãos Bini também estavam lá.

Foi em festivais pelo Interior paulista que Wilson Teixeira conheceu Sarah Abreu, com quem voltou pela terceira vez ao palco do Sr. Brasil. A voz de Sarah é uma das condutoras dos cantos do Nhambuzim, grupo que em 2008 lançou “Rosário: Canções Inspiradas no Sertão de Guimarães Rosa”, pelo selo Paulus.

O álbum é inspirado na obra do escritor mineiro e foi lançado em 27 de junho daquele ano, data do centenário do nascimento do filho ilustre de Codisburgo. O show teve entrada franca, no Centro Cultural São Paulo, e apresentou as 17 canções das quais duas pertencem à tradição oral do norte das Alterosas (“Aboio”, originalmente entoada pelo vaqueiro Manuelzão, e “Encomendação de Almas”). Outro par é contribuição de Milton Nascimento e Caetano Veloso (“A Terceira Margem do Rio”), e João de Aquino e Paulo César Pinheiro (“Sagarana”), interpretada por Clara Nunes.

O Nhambuzim mescla gêneros e linguagens partindo de elementos da cultura regional inseridos em contexto contemporâneo. Assim pode-se notar nas faixas toques de jazz e de música erudita, apoiados em arranjos vocais e nas conexões da música popular com narrativas regionais e contação de histórias. Em “Rosário” soam aboios, cantos de rezadeiras, congadas, catiras, moçambiques e folia de reis. Em matéria assinada para a versão digital do “Correio Popular”, de Campinas, Carlota Cafieiro observa que as letras evocam Guimarães a partir do olhar dos compositores do grupo. Ainda de acordo com a jornalista, enquanto “Pé no Chão” é inspirada no livro “Manuelzão e Miguilim”, “Redenção” bebe do conto “A Hora e Vez de Augusto Matraga”. “Acerto de Contas”, por sua vez, surgiu de “Grande Sertão: Veredas”, continua Carlota. Há, por fim, as participações de Renato Braz (“Um Miguilim”), do mestre violeiro Paulo Freire (“Sagarana” e “Nonada de Mim“) e do acordeonista Gabriel Levy (“Arvorecer“).

O grupo Nhambuzim tem nascimento lavrado em 2002. Desde então vem caminhando com André Oliveira (percussão), Edson Penha (voz e berrante), Itamar Pereira (baixo), Joel Teixeira (voz, viola e violão), Rafael Mota (percussão) Xavier Bartaburu (piano e arranjos vocais) e Sarah. Em outubro de 2012, eles lançaram “Bichos de Cá” (Canções para os bichos do Brasil).

Sarah também tem carreira solo e nesta estrada, entre outros projetos, revelou a Boldrin que está estudando a obra do músico e compositor norte-americano nascido em Indiana Cole Porter (1891-1964). Pela plataforma de financiamento coletivo “Catarse”, sistema conhecido por crowfunding, está em campanha de arrecadação para gravar “Violeta: terna e eterna”, trabalho que dedicará à memória de Violeta Parra.

Para saber mais sobre o Nhambuzim e Sarah Abreu:

http://nhambuzim.wordpress.com/
http://povosdamusica.blogspot.com.br/2009/05/nhambuzim-rosario-2008.html
http://www.nhambuzim.com/
https://pt-br.facebook.com/pages/Nhambuzim
http://catarse.me/pt/violetaparra2

Para saber mais sobre Wilson Teixeira:
www.wilsonteixeira.mus.br

Para saber mais sobre Cascatinha e Inhana

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cascatinha_%26_Inhana
http://letras.mus.br/cascatinha-e-inhana/