Cláudio Lacerda canta no Memorial da América Latina e abre festival em Piacatuba

CL MaO cantor e compositor Cláudio Lacerda vai se apresentar neste sábado, 26, no Memorial da América Latina. O show começará às 15 horas, com entrada franca. Paulistano, Lacerda tem três discos gravados, além de várias parcerias ao longo da carreira, participando de cantorias ou de gravações com Lula Barbosa, Renato Teixeira, Dominguinhos, Alzira Espíndola, Pena Branca e Paulo Simões. Ele também integra o projeto “4 Cantos” com os amigos Luiz Salgado (Patos de Minas/MG), Rodrigo Zanc (São Carlos/SP) e Wilson Teixeira (Avaré/SP), grupo que se apresentou no programa Sr.Brasil, de Rolando Boldrin, em outubro de 2013. Com Zanc promove desde 2011 tributos à Pena Branca & Xavantinho.

Piacatuba

Após a passagem pelo Memorial da América Latina, situado no bairro paulistano da Barra Funda, Cláudio Lacerda viajará para Leopoldina, cidade mineira da Zona da Mata, onde fica o distrito de Piacatuba. Na noite de 30 de julho, abrirá a partir das 20h30 a programação de shows do 12º Festival de Viola e Gastronomia. Nas demais noites até 3 de agosto, Piacatuba receberá no mesmo palco Lô Borges, João Ormond, Pereira da Viola, Fernando Sodré, Celia e Celma, Wilson Dias, Ramon e Rozado e Oswaldo Montenegro.

 

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Cláudio Lacerda: a arte de cultivar orquídeas e colher poesias para a viola e o violão

Foto: Adriano Rosa

Especial para o blog da Rádio UOL, publicado em 15 de julho de 2007

O cantor Cláudio Lacerda, paulistano filho de mineiros, tem um currículo de composições próprias e de participações em álbuns de vários companheiros de estrada que o qualifica como um dos mais criativos e genuínos nomes da atual safra das músicas regional brasileira e de raiz. Entrevistado recentemente pelo violeiro Yassir Chediak, que apresenta o programa “Bom Dia Campo”, no Canal Rural, Lacerda revelou durante um agradável bate-papo entremeado por músicas da carreira parte de suas potencialidades e desta identidade ao cantar o clássico “Boiadeiro Errante”, de Teddy Vieira.

Autor de “Canto brasileiro”, em parceria com o trovador urbano Eduardo Santhana e com participação do saudoso Dominguinhos durante a gravação do álbum “Cantador” (terceiro e mais recente da carreira, lançado em 2010), Cláudio Lacerda revelou a Chediak peculiaridades de uma vida atenta à natureza e regrada com modos simples, como cultivar orquídeas no sítio em que mora com a família, paciente trabalho conjunto que desenvolve com a esposa, agrônoma. Aproveitando a ocasião, também prestou tributo a baluartes da moda caipira ao lembrar que dedicou à memória de José Fortuna, Nonô Basílio, Angelino de Oliveira, Serrinha, Tonico, Cornélio Pires, e Capitão Furtado as faixas do segundo disco, “Alma Caipira”, de 2007.

Neste trabalho, o músico tornou públicas composições menos consagradas dos mestres revisitados, “aquelas que estão meio escondidinhas” dentro do amplo repertório de cada um deles. Ou seja: embora tenha o dom de compor as próprias obras com muita singularidade, sensibilidade e arte, Cláudio Lacerda inclina-se e vai às fontes mais cristalinas e doces do nosso cancioneiro de raiz não apenas buscar referências e inspiração, mas reverenciá-las, a elas levar nosso agradecimento. Se revelações tais quais ajudam a explicar de onde vem a riqueza e a poesia presente nas letras das suas canções, também evidenciam humildade.

Cláudio Lacerda, filho de mineiros, traz em sua formação raízes caipiras, mas suas composições também se inspiram em bambas da MPB e têm parcerias com Renato Teixeira (Marcelino Lima)

Citamos Dominguinhos como parceiros que Cláudio Lacerda já encontrou na estrada e com os quais subiu ao palco, entretanto a lista é grande. Renato Teixeira, Lula Barbosa, Pinho, Levi Ramiro, Wilson Teixeira, Rodrigo Zanc, Luiz Salgado, Miriam Mirah, Turcão, Paulo Simões, Pena Branca, Rodrigo Delage, Alzira Espíndola, Noel Andrade são alguns exemplos presentes em sua discografia, ou com os quais compartilhou trabalhos assinados pelos amigos. Ao optar por deixar de lado a carreira em Zootecnia, Cláudio Lacerda entrou de corpo e de alma para o time de cantadores das belezas do país, e, no silêncio de seu retiro, procura trabalhar tenazmente para formatar novos projetos, tarefa que põe de lado apenas para atender contratos de shows — por sinal, vários, em centros como a Capital, Presidente Prudente, Taubaté, Araraquara, Franca, Marília, Bauru, Guarulhos e Brasília, passando por lugarejos como a acolhedora Clementina, distante mais de 500 km de São Paulo.

Um destes projetos ainda inéditos, intitulado “Olhos d’Água”, levanta a bandeira em defesa dos rios brasileiros, alguns inspiradores de músicas que se aninharam no inconsciente popular com força de hinos e que no dia a dia servem não apenas de meio de subsistência às populações ribeirinhas, de equilíbrio para o meio-ambiente e os biomas nacionais, mas ainda de vias pelas quais circulam fatos e lendas que constituem a alma dos povos; que em subidas ou descidas das embarcações por suas correntes já trouxeram ou levaram personagens que alegraram ou feriram muitos corações.

É uma forte mensagem de apoio e de preservação à natureza, em síntese, tendo como suporte um elemento que outrora corria mais farto e límpido e servia ao homem sem riscos, que as rodas do progresso pelo progresso ameaçam de extinção. O projeto foi apresentado a uma empresa de comercialização de cosméticos produzidos de forma sustentável, desenvolvidos a partir de plantas encontradas em nossas ricas e variadas espécies de vegetação. “Olhos d’Água” poderá colocar Cláudio Lacerda lado a lado novamente com grandes cantores e compositores, entre os quais Paulo Simões, Paulo Freire, Levi Ramiro, Rodrigo Delage e Luiz Salgado. E prevê, da maneira como está formatado, apresentações em Belo Horizonte, Bonito (MS) e Piracicaba, com um fecho de ouro em Campinas para gravação do material audiovisual. Lacerda conta com uma resposta positiva e o videoclipe inserido em redes sociais já despertou o interesse de organizações como o SESC: um show sobre o tema está garantido para outubro, em Campinas.

Crédito: Adriano Rosa
Um dos projetos de Cláudio Lacerda o uniu aos amigos Rodrigo Zanc, Wilson Teixeira e Luiz Salgado. “Olhos d’Água”, ainda inédito, abordará rios brasileiros (Foto: Adriano Rosa)

As violas e violões de Cláudio Lacerda têm percorrido várias cidades do Interior paulista e fora do Estado de São Paulo, clubes, auditórios de teatros como Cacilda Becker e Crowne Plaza, palcos, estúdios de televisão — para entrevistas com Hebe Camargo e Ana Maria Braga, por exemplo –, e de emissoras de rádio. Além da recente entrevista para Yassir Chediak, Lacerda esteve com Rodrigo Zanc no programa “Dia Dia Rural”, levado ao ar em 13 de junho pelo canal de agronegócios “Terra Viva”, com apresentação de Tavinho Ceschi. Ao vivo, ambos comentaram como surgiu e vêm levando adiante projeto de tributo à Pena Branca e Xavantinho, o qual já completou quatro anos. Os primeiros programas e atividades deste resultaram em gravações no SESC Pompeia com a presença e o consentimento do próprio Pena Branca, que, infelizmente, morreria semanas depois.

Lacerda e Zanc também encantam plateias quando constituem o projeto “4 Cantos”, com o reforço de Luiz Salgado e Wilson Teixeira. Em suas apresentações, todos cantam exclusivamente músicas autorais que vão abrindo as suas próprias trilhas. Ao se encontrarem, estes caminhos evidenciam talentos prontos para realentarem e revigorarem a cultura popular por meio de uma de suas vertentes mais expressivas. São encontros de oito mãos e de múltiplas afinidades e afinações, atados não exatamente por fios condutores, e sim pelos arames utilizados nas cordas das respectivas violas caipiras, sempre bem entrosadas e temperadinhas no capricho, com o cuidado de quem alisa os cabelos da cabrocha, acabou de vir do pomar onde colheu uma fruta de delicada tez e sabor para ofertá-la à plateia.

Por onde o quarteto passa, há lotação na certa. O povo chega e se ajunta, vai ficando, vai ouvindo. Não demora, escutam-se pessoas perguntando a um colega do lado de onde saíram quatro moços assim tão bons; o rol de fãs, amigos e seguidores aumenta. Rolando Boldrin, que dispensa maiores comentários, admirou-se com esta formação. A convite do Sr. Brasil, em agosto de 2013, o “4 Cantos” gravou participação no programa que Boldrin conduz na TV Cultura. Em outubro, a cantoria foi ao ar e vem motivando visualizações em número cada vez maior na internet, com inúmeros compartilhamentos nas redes sociais.

Discografia de Cláudio Lacerda

Alma Lavada”, de 2003, “Alma Caipira”, de 2007 e “Cantador”, de 2010 são os discos lançados por Cláudio Lacerda, agraciado por três vezes consecutivas pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira, promotor das respectivas edições do Prêmio Rozini de Excelência de Viola Caipira (2005, 2010 e 2013).

A discografia e as láureas comprovam que ele traz no peito raízes estreitas com as músicas regional e caipira, elo que se estreitou com a graduação em Zootecnia na cidade de Botucatu, encravada na região onde se localiza um dos berços da cultura caipira paulista. Botucatu é para quem não se recorda ou conhece terra lavrada por Angelino de Oliveira, que lá viveu e constituiu família, legando para a cultura nacional a legendária “Tristeza do Jeca”. Neste solo frutificou outra expressiva voz do universo de raiz, Osni Ribeiro, com quem Lacerda articula tabelinhas perfeitas.

Crédito: Marcelino Lima
Cláudio Lacerda já fez apresentações em cidades como Franca e Ribeirão Preto, além de Brasília, e em teatros como o Crowne Plaza, sempre empunhando a viola e o violão (Marcelino Lima)

Então vai ouvindo, vai ouvindo, pois até os gringos da revista “Rolling Stones” já elogiaram as composições de Cláudio Lacerda. No mesmo diapasão soaram críticas elogiosas de veículos como o “Estado de São Paulo”, “Estado de Minas” e “Correio Brasiliense”, jornais de circulação nacional e de público eclético. Os três álbuns merecem ser ouvidos sem pressa como sugere a dica de Aquiles Riques Reis, músico e vocalista do MPB 4, para o qual se deve “deixar o tempo de lado, ao menos por alguns minutos” na hora de rodá-los na vitrola, curtindo sua voz forte e marcante, o seu macio e virtuoso toque nas cordas.

Por todas estas virtudes, o futuro quarto disco da carreira já nos imerge em curiosidades e expectativas. Cláudio Lacerda informou que já está debruçado em sua feitura e produção, mas prefere guardar comentários e revelações sobre quando o lançará e a temática que gravará, se manterá o perfil caipira, se trará contribuições sobre a preservação do meio-ambiente, ou se ecoará outros gêneros. Lacerda, já sabemos, é antenado no amplo sentido definido por Ezra Pound, e também admira compositores e cantores tais quais Tom Jobim e Rita Lee. Como também não é ruim de cabeça, tem interesses e cultua obras para além do universo regional, transita entre outras vertentes musicais das terras onde tem palmeiras e cantam aves de matizes diversas, do tico-tico que espalha fubá e o sabiá que perfura as laranjeiras ao cuitelinho da beira do porto; bom matuto sabedor que todos somos um tanto quanto macunaímas, pode extrair dos versos de Chico Buarque sotaques do interior, encontrar guardados de Caetano Veloso uma composição nascida à beira de um fogão de lenha cuja letra tenha o condão de nos conduzir às belezas dos grandes sertões e veredas, abrir uma porteira no Mato Grosso, animar uma roda de mate nos pampas.

Então, vai ouvindo, vai ouvindo, siga-nos, caboclo. E seja qual for a novidade que Cláudio Lacerda venha lavrando, uma bandeja bem servida do melhor café coado em pano, com direito a um bom naco de bolo de broa de milho e outras brevidades será posta à mesa, isto topo e aposto em qualquer parada!

“Arreuni” de julho: energia, luz e diversão ao som de violas, chocalos e tambores

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O ensaio do “Arreuni” já foi uma mostra da qualidade do espetáculo que o público veria nesta edição que teve congada, batuques de terreiro, reizado e modinhas populares (Fotos Marcelino Lima)
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Lilian Fulô

O Centro Cultural Casarão do Barão, em determinado momento, já se aproximando o final da edição do projeto “Arreuni” promovida no domingo, 6 de julho, ficou quase às escuras. Ouviu-se dois ou três estrondos, mas as cinco estrelas que estavam no palco seguiram pulsando cantoria e  batucada, agora em pé, colocando o salão quase em transe, a plateia marcando o ritmo de um sagrado terreiro nas palmas da mão. A energia elétrica não chegou a faltar, mas se o apagão momentâneo atingisse toda a gigante Campinas, daquele canto do bairro Barão Geraldo a luz que emanava seria mais do que suficiente para ninguém, em imóvel algum,  ter de ficar à mercê de velas, lanternas ou lamparinas para prosseguir com suas atividades.

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João Arruda e Carol Ladeira

Já  durante os ensaios, o versátil e irrequieto promotor João Arruda e os convidados Katya Teixeira, o casal Luiz Salgado e Lilian Fulô e a convidada Carol Ladeira deram mostras de que o encontro seria dos mais marcantes, memorável para quem acompanhasse, mais tarde, a apresentação. Alegria, descontração, bom humor e muita afinidade seguiram em alta na hora do show e serviram de apoio para o rico e poético repertório ser desfiado ao som de viola caipira, violões, rabeca,  instrumentos trazidos da França por Arruda (uma vielle a roue, batizada de mourinha, que soa à manivela, mais um kaiomb, chocalho das Ilhas Reunião), guizos que reproduzem inclusive o correr de uma cascata e os tambores manejados por Lilian Fulô.

Entre as músicas, Katya e Luiz Salgado escalaram do recente álbum lançado por ambos, o 2 Mares, “Tema Incidental Duas Ventarolas”,  “São Gonçalinho”, “São Gonçalo do Brasil”, e “Deusa da Lua”. Katya ainda prestou homenagem à Cesária Évora com “Sodade”, Violeta Parra, com “La Jardinera”, e fez lembrar a rainha Inezita Barroso com “Marcolino”, cuja letra também tem a chama de Pena Branca. Salgado reverenciou Dércio Marques com “Leilão de Jardim”, um poema de Cecilia Meirelles, e entre um causo e outro, além de troca de anedotas com Arruda, cantou com devoção “Décima de Reis”, folia de reis que faz referência ao poder atribuído à cor de cada uma das fitas que enfeitam o cabo de sua requintada viola.

Katya Teixeira

 

Sempre com o acompanhamento de Lilian Fulô na percussão, João Arruda também entrou na roda e soltou a voz. Em duo com Katya e Salgado apresentou “Pega pega”, de Paulo Gomes, mais faixas do recente álbum Venta Moinho. Carol Ladeira completou a festa trazendo logo de saída “Deus me proteja”, de Chico César. Outro Chico, o Saraiva, é autor com Makely Ká de “Do meio do mundo”, que interpretou acompanhada pelas cordas de Arruda. Todos juntos, antes da despedida, entoaram músicas de ponto reverenciando Ogum e congadas.

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Luiz Salgado

O “Arreuni” tem apoio do Governo do Estado, por meio do PROAC, vinculado à Secretaria Estadual de Cultura, entidades, empresas e órgãos municipais de Campinas. Em 10 de agosto, João Arruda receberá os violeiros de Minas Gerais Wilson Dias e Pereira da Viola.

 

 

   

   

 

 

   

Luiz Salgado empunha a bandeira de defesa das belezas e fé dos povos do Cerrado

Luiz Salgado canta as belezas do cerrado e as tradições de um povo cuja fé torna as pessoas mais fortes (Fotos de Nalu Fernandes)

“Eu sou salgado como o mar, calmo como rio em dia de cheia/sou forte como o carcará, eu sou jequitibá que não titubeia”

Luiz Salgado, em“Raízes”, do álbum Trem Bão

Luiz Salgado é cantor e compositor nascido em Pato de Minas, atualmente residente em Araguari (MG). De acordo com a própria forma de se apresentar, procura revelar a alma simples do povo ao tocar e cantar  suas modas. Para tanto, costura seus estandartes com elementos simples e ao mesmo tempo relevantes, característica que se soma à irreverência pessoal, ao bom humor e a profícua capacidade de recolher e contar causos. A preservação do bioma cerrado e de toda fauna e flora, assim como das culturas mineira e brasileira, é outra meta deste expoente da viola caipira que integra o Projeto 4 Cantos ao lado de Cláudio Lacerda, Rodrigo Zanc e Wilson Teixeira. O mais recente trabalho, em parceria com Katya Teixeira, o álbum “2 Mares”, esteve cotado para receber o troféu de melhor da música neste ano na categoria regional.

“A cultura é um canal transformador e criador”, declara Luiz Salgado. “Meu trabalho é fincado na expressão musical arraigada no Brasil profundo, eleva a música que emana das tradições e das festas populares, da Folia de Reis, do Congado e da viola caipira”. Com acordes, ponteados e versos que ilustram poeticamente as belezas do cerrado, as criações dele acabam por se constituir em uma atitude protagonista e militante, uma ferramenta e um brado de resistência e de combate — como é, por sinal, bravo e obstinado o próprio meio que ele retrata.

“O cerrado tem uma particularidade encantadora: mesmo em uma região que aparentemente está totalmente árida, sempre há uma flor vicejando, por menor que seja”, conta. “O mais fantástico é presenciar como, em pouco tempo, da aparente desolação é brota o verde de novo, colocando diante dos olhos lugares de pura exuberância”.

O folclore de Minas Gerais e todo o fervor religioso dos povos do sertão também encontram na obra de Salgado um pujante defensor e estão presentes em sua discografia. A lista começa por “Trem Bão”, tem “Sina de Cantadô”, o dvd “Noite e Viola” e “Navegantes”, este dedicado ao público infantil, além do “2 Mares”. Entre as faixas desta profícua e doce cesta de frutos dos mais variados, há parcerias dele com Consuelo de Paula, Cátia de França, Orquestra de Viola Caipira do Cerrado, Viola de Nóis, Trem das Gerais, Pena Branca & Manuvéi, Levi Ramiro e João Bá.

Recentemente, Salgado apresentou-se no SESC de Araraquara. Em 6 de julho, ao lado de Katya Teixeira e Carol Ladeira ele será atração de mais uma edição do “Arreuni”, projeto de João Arruda realizado sempre no Centro Cultural Casarão, em Campinas. O show está marcado para começar às 19 horas. Ao lado dos companheiros do 4 Cantos, em agosto de 2013, gravou participação no programa Sr.Brasil, de Rolando Boldrin, quando cantou “Carcará, guardião do cerrado”. É um dos ganhadores do 3o. Prêmio Rozini de Excelência de Viola Caipira, entregue em junho de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Viola Caipira , no Memorial da América Latina (SP).

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Com Katya Teixeira, o cantor mineiro produziu 2 Mares, que tem canções e cantigas das culturas do Brasil e de Portugal (Marcelino Lima)