1237- Dez Cordas, disco raro de Ivan Vilela, chega às plataformas digitais

Já está esgotado no formato físico, álbum lançado em 2007 pelo mineiro de Itajubá que é uma das referências da viola no Brasil inova na maneira de tocar o instrumento e reúne no repertório Mário de Andrade, The Beatles, Chico Buarque e Pereira da Viola, entre outros

Dez Cordas, um dos álbuns da discografia do compositor, pesquisador e professor mineiro Ivan Vilela, de 2007, passou a estar disponível nas plataformas digitais a partir da sexta-feira, 27 de setembro. Com 14 faixas instrumentais, ao longo de sua trajetória Dez Cordas atravessou o Brasil pelas mãos de seus ouvintes, de outros violeiros e músicos, mas 12 anos se passaram e já teve sua tiragem do formato físico esgotada. Por isso, para quem não tinha um exemplar em mãos, recorrer ao streaming, agora, é a solução perfeita para, finalmente, ouvi-lo. O linque que dá acesso e permite salvar a playlist está em http://ffm.to/dezcordas.

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1234 – André Siqueira (SP/PR) lança SOLO, álbum que marca sua maturidade e traz cheiro de gente, cidade e mato

Às vezes com  simplicidade de caipira, às vezes com texturas mais densas, Pixinguinha, Chico Mário, Edu Lobo, Tom Jobim e Jacob do Bandolim são revisitados em álbum lançado pela Kuarup 

*Com TP1 (Todos por Um) Conteúdo

O compositor e multi-instrumentista André Siqueira (Palmital/SP) acaba de ver lançado pela produtora e gravadora Kuarup o álbum instrumental SOLO, quarto disco da carreira e que marca o reencontro dele com a própria trajetória, reunindo arranjos feitos ao longo dos anos para músicas presentes em sua e na memória afetiva de várias gerações. Além dos arranjos inéditos, SOLO traz uma variação de timbres graças à utilização de dois instrumentos parecidos, porém distintos: o violão de seis cordas e o violão barítono, ambos construídos pelo luthier londrinense Nilson De Mari. Um exemplar de SOLO, gentilmente enviado por Rodrigo Zanke, diretor artístico da Kuarup, já faz parte do acervo do Barulho d’água Música, pelo qual somos gratos ao amigo e toda a sua equipe.

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1227 – Grazi Nervegna recebe convidados para lançamento do disco de estreia, na Unibes Cultural (SP)

Anambé’, nome do álbum, é palavra de origem tupi-guarani que significa “aqueles que caminham em parceria e permanecem unidos” e será apresentado com as presenças de Consuelo de Paula, Katya Teixeira, João Arruda, Carlinhos Ferreira, Francisco Prandi e Grupo EntreLatinos

Em 31 de agosto, sábado, a cantora e compositora Grazi Nervegna realizará no palco da Unibes Cultural concerto de lançamento de seu primeiro disco, intitulado Anambé, em cantoria que deverá transcorrer entres 20 e 22 horas e que contará com as participações de Consuelo de Paula, Katya Teixeira, do grupo EntreLatinos e dos músicos João Arruda, Francisco Prandi e Carlinhos Ferreira. Um marco na carreira de Nervegna, Anambé é palavra de origem tupi-guarani que significa “aqueles que caminham em parceria e permanecem unidos” e foi gravado após campanha de financiamento coletivo. “É um voo que a voz de Grazi Nervegna faz ao som da viola e das flautas feitas com tubos rústicos. Um voo ora rasante e rascante, ora amplo e lírico”, afirmou Consuelo de Paula, que também é diretora artística do disco gravado no estúdio VentaMoinho, de João Arruda, em Campinas.

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1224 – Levi Ramiro recebe Luiz Salgado em mais uma rodada do Viola de Feira (BH/MG)

O projeto Viola de Feira, já em seu segundo ano consecutivo sendo promovido em Belo Horizonte (MG), terá nova rodada neste domingo, 25, a partir das 11 horas, no Centro Cultural Padre Eustáquio, onde as atrações serão Levi Ramiro e seu convidado, Luiz Salgado, ambos violeiros. Coordenado pela Picuá Produções, o Viola de Feira em 2019 começou no dia 7 de julho, com Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias e em 28 de julho abriu o palco para Renato Caetano receber Dimas Soares. Em 29/9, a dupla Ramon & Rozado fará as honras para Du Santos.

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1222 – Wilson Dias e Pereira da Viola relançam “Pote- A Melodia do Chão”, com poemas de João Evangelista Rodrigues, em Beagá (MG)

Rústico e refinado, disco produzido a partir de poemas de João Evangelista Rodrigues é um encontro de três mananciais que expressam com sensibilidade a alma sertaneja que temos, apesar dos avanços da urbanidade e da desconstrução das tradições populares

As tradicionais audições matinais que promovemos aos sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música, em São Roque, aprazível cidade do Interior de São Paulo, começaram com o disco Pote – A Melodia do Chão, que o cantor e compositor mineiro Wilson Dias lançou em  outubro de 2010 em parceria com o conterrâneo Pereira da Viola, ambos violeiros, com distribuição pela  Sonhos e Sons, O disco é todo baseado em poemas do poeta das Alterosas e companheiro dos músicos, jornalista João Evangelista Rodrigues, e por ser tão apreciado pelos fãs e amigos do trio motivou um concerto de relançamento que a Picuá Produções programou para esta quarta-feira, 21 de agosto, a partir das 20 horas, no concorrido palco do Grande Teatro do Sesc Palladium, situado em Belo Horizonte (MG).

O texto de divulgação do show destaca que os três mineiros provêm de águas fortes e confluentes que brotaram, respectivamente, nos Vales do Mucuri, do Jequitinhonha e do São Francisco. As gravações começaram há dez anos e depois de gravado Pote é um projeto que continua florindo nos caminhos dos amantes da boa música de viola. No Palladium, a década será brindada com inigualáveis sabores daquelas poéticas águas sonoras, trazendo um convite para quem experimentou voltar a se deliciar à fartura e àqueles que ainda não os sabem saciar a sede. Como bons sertanejos que somos, te esperamos com água fresquinha no ‘Pote’”, disse Wilson Dias. Com seu humor e bom astral habitual, Pereira da Viola complementou: “Vai ser uma alegria astronômica, uma incelente maravilha que, se melhorar, vira rapadura!”

O CD  Pote pode ser definido como contemporâneo e primitivo. Rústico e refinado. Feito a mão. Modelado pela sensibilidade da palavra e conduzido pelo fio mágico dos acordes da viola. O Pote emerge da imaginação, dá asas ao sentimento e vivifica as coisas e objetos perdidos e ou esquecidos no sertão. O mesmo infinito e indefinido sertão de João Guimarães Rosa a um tempo íntimo, concreto e transcendental. Um sertão que todos somos ainda apesar das urbanidades e desurbanidades contemporâneas.

Em todas suas dimensões de utensílio, de arte, o pote é sagrado pelos segredos que contém e revela, por suas qualidades pictóricas. Um pote pode servir de sepultura, de túmulo, e isto só aumenta e valoriza seu potencial significativo. Sua transcendência. Em nada diminui, portanto, a magia de sua beleza. Quando animado pela poesia e pela música cria asas, canta e voa a feito de pássaro entre montanhas mineiramente latinas.

O disco é uma homenagem à palavra poética pela valorização da letra no processo de composição musical. É também um reconhecimento do trabalho de criação do poeta João Evangelista que, além da música, utiliza-se de várias linguagens e campos de conhecimento para expressão como filosofia, jornalismo, literatura e fotografia. Foi a intenção de destacar o papel da letra na construção da canção que orientou todas as etapas de produção do álbum, desde a composição, passando pelos arranjos, processo de gravação, interpretação, mixagem e concepção gráfica do encarte. É por isso que ao manusear e ouvi-lo pode-se perceber com todos os sentidos a intensidade e o sabor de cada palavra, de cada imagem, sua textura e visualidade.

Wilson Dias, João Evangelista e Pereira da Viola em uma das páginas do encarte

Pote é um verdadeiro cinema sonoro onde a música feita na viola revela as tonalidades de cada história. A palavra cantada torna-se palavra encantada. Música necessária e mágica, fruto de um encontro espiritual e artístico entre os três compositores. Uma trindade que só vem enriquecer a música feita na viola caipira, em Minas Gerais, instrumento que é patrimônio cultural imaterial do Estado. Por isso mesmo, está cada vez mais valorizada no complexo cenário musical brasileiro da atualidade e ganha uma nova aliada: a poesia que se mistura, de maneira equilibrada e harmônica, com o timbre e com a autêntica sonoridade do instrumento. Assim, tanto do ponto de vista temático, quanto musical e poético, pode-se dizer que há uma verdadeira sintonia criativa e estética.

A melodia do chão

 Pote, assim como o show, é marcante. Pode ser entendido como uma metáfora da condição do homem no mundo contemporâneo. Uma evocação do ambiente do mineiro a partir de uma visão crítica. Cercado de simbologia, um objeto real e mítico, que reflete a arte, a cultura, os valores, a religiosidade e as contradições da mineiridade. O pote guarda a água, símbolo da vida, ecoa a essência, marca o lugar e a passagem para o imaginário. Para um mundo real onde a poesia e a música, o sorriso e o diálogo, a prosa e a viola ainda são possíveis.

O Sesc Palladium fica na Avenida Augusto de Lima, 420 – Centro, Belo Horizonte. Para mais informações há o telefone  (31) 3270-8100

Ficha Técnica do espetáculo:

Pereira da Viola e Wilson Dias (voz e viola caipira e violão)/Wallace Gomes Pedro Gomes e Dito Rodrigues (violões)/ Gladson Braga (percussão)/ Daniel Guedes (percussionista)/ Técnico de som: Marcos Vinícios e Alan/ Técnico de luz: Túlio

Informações: Ingressos: Venda na bilheteria do teatro

Inteira: R$30,00/Meia: R$15,00 (Estudante, idoso, menor carente, menor de 21 anos, deficiente)

https://www.ingressorapido.com.br

Produção – Nilce Gomes/Telefone (31) 98515-7122 email:picuaproducoes@gmail.com

Assessoria de Imprensa:  Lilian Macedo/ Telefone (31) 99600-0651

Saibam mais a respeito e leiam outros conteúdos sobre Pereira da Viola e Wilson Dias no Barulho d’água Música clicando nos linques abaixo!

https://barulhodeagua.com/tag/wilson-dias/

https://barulhodeagua.com/tag/pereira-da-viola/

1219 – Ivan Vilela lança disco com Orquestra do Mato Grosso reunindo clássicos da música caipira  

Com regência do maestro Leandro Carvalho, álbum A Força do Boi, da Kuarup, traz clássicos da música regional, do The Beatles e a serenata para cordas do inglês Edward Elgar

A produtora e gravadora Kuarup está lançando um novo disco, agora reunindo em 9 faixas instrumentais a Orquestra de Mato Grosso (OEMT), sob regência do maestro Leandro Carvalho, e Ivan Vilela, em um trabalho que evidencia a versatilidade da viola caipira acompanhada por instrumentos de uma orquestra de câmara. Todo instrumental, A Força do Boi traz temas como Tristeza do Jeca e Eleonor Rigby (faixa disponível somente no álbum digital) com nova roupagem por meio de arranjos ousados e criativos. O encontro de Ivan Vilela com a OEMT ocorreu em novembro de 2014, em Mato Grosso, quando eles apresentaram conceitos e entraram em estúdio para registrar o resultado. 

Ivan Vilela é um dos principais instrumentistas brasileiros da atualidade e referência no estudo, pesquisa e composição para viola caipira. Professor doutor da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos idealizadores do primeiro curso de bacharelado de viola caipira no país. Este é seu primeiro álbum em parceria com uma orquestra e um exemplar do disco está rolando agora na vitrolinha aqui no boteco do Barulho d’água Música enquanto escrevemos esta atualização. O disco nos foi enviado, gentilmente, por Rodolfo Zanke, diretor cultural da Kuarup, ao qual e à toda equipe somos mais uma vez gratos!  .

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1214 – Renato Caetano recebe Dimas Soares em nova rodada do “Viola de Feira” em Beagá (MG)

As cantorias do projeto da Picuá Produções têm entrada franca e neste ano ainda levarão ao palco Luiz Salgado e Du Santos, como convidados de Levi Ramiro e Ramon & Rozado, respectivamente nos últimos domingos de agosto e de setembro

O projeto Viola de Feira, já em seu segundo ano consecutivo sendo promovido em Belo Horizonte (MG), terá nova rodada neste domingo, 28, no Centro Cultural Padre Eustáquio quando as atrações serão Renato Caetano e seu convidado, Dimas Soares, ambos violeiros residentes na cidade, a partir das 11 horas. Caetano estará acompanhado por Gustavo Scarpa (não, não é o boleiro), guitarrista, também da Capital mineira. Coordenado pela Picuá Produções, o Viola de Feira 2019 começou em 7 de julho, com Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias.

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1205 – Viola de Feira está de volta em Beagá (MG) e começa com Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias

Nesta segunda temporada do projeto da Picuá Produções a capital mineira terá quatro rodadas até setembro, sempre com entrada franca e novamente promovidas no estratégico Centro Cultural Padre Eustáquio

Os cantores e compositores Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias, três dos mais respeitados expoentes da atual cena da viola de Minas Gerais, estão confirmados pela Picuá Produções como atrações e vão se apresentar conjuntamente na abertura do segundo ano do projeto Viola de Feira neste domingo, 7 de julho, A cantoria está marcada para começar ás 11 horas no Centro Cultural Padre Eustáquio, em Belo Horizonte, mesmo local das rodadas promovidas em 2018. Com entrada franca, Chico Lobo, Pereira da Viola e Wilson Dias serão protagonistas do show Violas de Minas.

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1191 – Titane (MG) apresenta no Tusp, em curta temporada, álbum gravado para celebrar a obra de Elomar (BA)

Mineira se embrenha nas estradas do menestrel que nos levam ao sertão profundo e inova mais uma vez ao se dedicar de forma inédita a gravar repertório de um único compositor

A audição matinal de todos os sábados aqui no boteco do Barulho d’água Música começou neste dia 18/5 com Titane canta Elomar – Na Estrada Das Areias De Ouro, que a cantora e intérprete mineira de São João Del Rey lançou para celebrar a obra do menestrel baiano Elomar Figueira Mello e cujo repertório ela apresentará em curta temporada a partir de 30 de maio, no Teatro da Universidade de São Paulo (Tusp). O disco tem (apenas!) 10 faixas e ao final dele fica um gostinho de “quero mais”, bate a vontade de não mais se desplugar de uma das plataformas de streaming nas quais está disponível (Spotify, Deezer, Amazon, Apple Music, Youtube, Napster, Claro Música, Google Play). E ter o álbum físico em mãos é ainda melhor, pois é como tocar em uma moeda rara de rico tesouro, adornado por um primoroso encarte.

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1162 – Ricardo Vignini lança “Viola de Lata”, na Sala Itaú Cultural, em São Paulo

Terceiro disco solo do violeiro paulistano tem doze faixas, dez instrumentais, e conta com a participação de Socorro Lira e, no show, com Tuco Marcondes*
*Com Graciela Binaghi

As tradicionais audições aos sábados pela manhã aqui na redação do Barulho d’água Música neste dia 2/3, já em pleno reinado de Momo, começaram com Viola de Lata, terceiro álbum solo do virtuosíssimo violeiro paulistano Ricardo Vignini. O disco é um mescla de influências de música caipira, nordestina, folk, rock e blues, totalmente dedicado às violas dinâmicas ressonadoras (daí o nome do disco).

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